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A Internet está repleta de situações reais de cortar o coração, mas a história de um homem que introduziu o cão no quarto do hospital onde a sua mulher se encontrava em fase terminal é especialmente emocionante.

Poucos dias antes a sua esposa tinha sido internada para realizar uma cirurgia muito invasiva. Infelizmente surgiram complicações pós-operatórias e em poucos dias a mulher deixou de comer e de beber. No entanto, num raro momento de consciência ela pediu ao marido para trazer o cão ao quarto do hospital, para que o pudesse ver pela última vez.

Embora o animal fosse adulto, ele pesava cerca de 22 Kg e coube perfeitamente dentro de uma mala. É claro que a mala ficou aberta durante todo o trajeto até ao hospital, e quando chegaram ao estacionamento, o dono “explicou” ao cão que ele ia ver a sua dona, e que a mala estaria fechada apenas durante uns minutos. Ao passar pelas enfermeiras, o marido disse que trazia algumas coisas para deixar a esposa mais confortável.

 A mulher estava a dormir quando o marido introduziu a preciosa carga no quarto, e assim que abriu a mala, o cão saltou com cuidado para cima da cama e posicionou-se forma a poder olhar diretamente para os olhos da dona. Vinte minutos depois, a mulher acordou a gemer baixinho de dor.

Parecendo ter consciência que se latisse chamaria a atenção, o que não era desejado, o pastor australiano começou também a gemer, enquanto lambia o rosto da dona. A mulher abraçou o cão durante quase uma hora com um sorriso enorme no rosto, até que uma enfermeira entrou no quarto. A enfermeira ficou tão sensibilizada com o que viu que prometeu não fazer nenhuma comunicação interna. Quando a esposa finalmente adormeceu, o devotado marido voltou a meter o animal dentro da mala e saíram sem fazer qualquer barulho.

Alguns dias depois, a mulher faleceu. "Agora, sempre que eu pego na mala", recorda tristemente o marido, "o cão pensa que vamos vê-la novamente".

 Fonte: https://blog.theanimalrescuesite.greatergood.com/dog-hospital-suitcase/?utm_source=ggn-crosspost&utm_medium=social-fb&utm_content=link&utm_campaign=dog-hospital-suitcase&utm_term=3128183&origin=ggn_social_fb_link_dog-hospital-suitcase

 

 

 

 

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Ao longo do ciclo de vida as necessidades nutricionais vão-se alterando consoante o organismo se vai desenvolvendo, e a adaptação da dieta ao processo de envelhecimento permite manter a saúde ou diminuir a velocidade da sua perda.

À medida que envelhecemos, vamo-nos diferenciando uns dos outros por razões de diferença no acesso a serviços de saúde, alimentação, formação pessoal, atividade profissional, nível económico, ambiente agressivo para a saúde, stress crónico, informação genética, etc.  

Apesar de  em termos de saúde o grupo etário das pessoas mais Velhas ser o mais heterogéneo, existem princípios gerais que podem ser aplicados à maior parte das pessoas que se encontram nesta fase da vida.

Oito sugestões para se ter uma dieta saudável na meia idade:

1)   Proteja a saúde dos seus ossos

À medida que envelhecemos, os nossos ossos podem enfraquecer devido à perda mineral. A prevenção ou o tratamento da osteopenia (perda precoce de densidade óssea) ou osteoporose inclui atividade física, vitamina D (através de prescrição médica, do sol, ou da alimentação), cálcio (através da alimentação ou da prescrição médica). Os alimentos processados enriquecidos com cálcio e vitamina D devem ser ingeridos com indicação ou conhecimento médico.

2)   Mantenha o nível de energia no organismo

A partir da quinta década de vida, é comum notar uma mudança no nível de energia nas atividades de vida diária. Essa situação pode ser em muitos casos prevenida e contrariada. A saúde é um somatório de variáveis interligadas, e a sensação de falta de energia pode levar à diminuição da atividade, osteoporose, enfraquecimento cardíaco, diminuição dos movimentos peristálticos intestinais, etc.

A carência de vitamina B12 é um fator agravante porque provoca anemia, fraqueza e alterações cognitivas. São fontes de vitamina B12 o fígado bovino, a cavala, a sardinha, a carne vermelha, o iogurte, e alimentos enriquecidos com esta vitamina.

3)   Inclua alimentos com fibra na dieta

Uma doença comum em pessoas com 50 ou mais anos é a diabetes tipo 2, e a ingestão de alimentos com fibra ajuda a estabilizar os níveis de glicose no sangue porque atrasa a entrada de açúcar na corrente sanguínea. A fibra também é importante para diminuir o colesterol, manter um peso saudável, promover o bom funcionamento dos intestinos. Vegetais como o feijão, a fruta, a noz e os grãos integrais além de serem fontes de fibra e também são ricos em nutrientes.

 

 

4)   Corte no sal

A hipertensão arterial é um problema de saúde pública a partir da quinta década de vida, e a ingestão de sal em quantidades saudáveis é um passo importante para a saúde cardiovascular.

O sal é um mineral constituído por dois elementos: o sódio e o cloro. O sódio é um nutriente essencial ao organismo, mas se for consumido em excesso comporta sérios riscos para a saúde porque está relacionado com o aumento da pressão arterial.

Cerca de 10% do sódio ingerido tem origem nos alimentos naturais, e os restantes 90% são provenientes da adição. O sal também entra na dieta através de molhos e alimentos processados industrialmente durante o fabrico ou aquando da sua confeção.

A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de 5g de sal por dia para um adulto (1 colher de chá rasa) e 3g diárias para as crianças. Isto já inclui o sal acrescentado aos alimentos e o que faz parte da sua composição natural. Segundo dados da população portuguesa, se cada pessoa consumisse menos 2g de sal (0,8g de sódio) por dia a taxa de AVC cairia entre 30 e 40%.

Uma alternativa ao sal é temperar a comida com alho, cebola ou ervas aromáticas utilizadas na culinária.

5)   Controle o seu peso

O excesso de peso e principalmente a gordura abdominal está relacionado com doenças cardiovasculares e osteoarticulares. O excesso de gordura abdominal diminui a capacidade respiratória porque dificulta a descida do musculo respiratório diafragma. Os pulmões abrem durante a inspiração devido aos músculos intercostais e porque o diafragma desce.

 

 

 

6)   Mantenha a saúde da flora intestinal

A flora bacteriana do intestino é influenciada pelas dietas, álcool, tabaco, antibióticos e stress. No que diz respeito à dieta, os prébióticos e os probióticos têm uma grande importância na saúde deste órgão e de todo o organismo.

·       Os prébióticos são alimentos com fibra não digerível que estimulam o crescimento e a atividade das bactérias probióticas. Os prébióticos estão presentes na cevada, aveia, trigo, banana, cebola, alho, alho-francês, mel, e alcachofra. Também podem ser adicionados como enriquecimento a bolachas, cereais, chocolate, cremes de barrar, e produtos lácteos. Os prebióticos também aumentam a absorção de cálcio, o que é importante em caso de risco de osteopenia ou osteoporose.

·       Já os probióticos são microrganismos vivos que protegem o organismo contra as bactérias nocivas. Eles podem ser encontrados em iogurtes, leites fermentados (exemplo: Kefir) e também podem ser adicionados a outros alimentos.

Das inúmeras vantagens do consumo de prébióticos e probióticos, é de referir a ação ao nível da função intestinal, a prevenção do cancro do cólon e de outras doenças intestinais, e o reforço do sistema imunitário.

Os antibióticos que se tomam matam não só as bactérias “más” como as “boas”, e os probióticos ajudam a manter a flora intestinal saudável após a toma desses medicamentos.

As quantidades recomendadas de pré e probióticos são variáveis, pelo que é recomendável o aconselhamento junto de um profissional de saúde.

7)   Melhore a função imunológica

Doenças comuns nos idosos como a aterosclerose, a artrite reumatoide, as doenças cardíacas, a diabetes, a doença de Alzheimer e o cancro têm em comum a inflamação, e uma dieta baseada em vegetais ajuda a reforçar a função imunológica e a diminuir os processos inflamatórios.

O sistema imunológico tende a enfraquecer à medida que envelhecemos, e por essa razão pelo menos metade da dieta diária deve incluir vegetais e frutas. A proteína deve ter como fontes principais os peixes gordos (ex.: salmão ou sardinha) ou as aves. Os carboidratos (energia) devem ter como fonte os grãos integrais e o amido.

Os açúcares refinados e as gorduras saturadas (com colesterol) são alimentos inflamatórios, enquanto que a gordura ómega-3 (presente nas nozes, salmão, azeite, etc.)  e os alimentos ricos em flavonoides (frutas, vegetais, vinho tinto, etc.) são anti-inflamatórios.

 

 

8)   Promova a saúde da pele com as vitaminas C, E e a hidratação

Não aceite que a secura da pele seja uma fatalidade ou um "sinal de envelhecimento". Seja proativo e inclua na dieta alimentos com vitaminas E e C para ajudar a manter a saúde e a integridade da pele.

A amêndoa e o espinafre são excelentes fontes de vitamina E, e os vegetais crucíferos (vegetais com nutrientes importantes para a saúde) como brócolos, couve, couve-flor e bagas contêm uma grande quantidade de vitamina C.

A hidratação adequada é crucial para melhorar a elasticidade e a resiliência da pele. Uma pele saudável desempenha melhor a sua função e recupera mais rapidamente de ferimentos.


Fontes:

https://www.elderlawassociates.com/news-review.cfm?newsid=770&categoryid=110

https://www.farmaciasportuguesas.pt/menu-principal/bem-estar/prebioticos-e-probioticos-conhece-as-diferencas.html

https://www.sphta.org.pt/pt/base8_detail/25/105

https://www.agingcare.com/articles/nutrition-tips-for-elderly-health-and-diets-137053.htm



Leia também:

“A DIETA MIND E A SAÚDE COGNITIVA” neste link https://www.cuidador.pt/blogue/178-a-dieta-e-a-saude-cognitiva

10 “BOAS RAZÕES PARA COMER SOPA” neste link https://www.cuidador.pt/blogue/87-10-boas-razoes-para-comer-sopa

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Devido à dureza da atividade, carga elevada de stress, expectativas irrealistas, equívocos, pensamentos negativos, e a emoções  negativas, é comum os cuidadores terem sentimentos de culpa. A consequência é o aumento de stress e a diminuição de energia. 

Vou referir cinco situações indutoras do sentimento de culpa, e estratégias para lidar com esse sentimento:

1)    “O meu desempenho podia ser melhor”

As expectativas irrealistas relativamente ao desempenho prático, à forma de lidar com o stress, ao relacionamento com a família e à obtenção de recursos, podem originar sentimentos de culpa.

O cuidador deve ter expectativas realistas, ter a noção que não pode fazer tudo sozinho e que, como ser humano que é, a sua atividade não é “perfeita”. Para ser bem-sucedido deve ter metas alcançáveis, contar com ajuda, e incluir tempo para o autocuidado.



2)    “Tratei mal o meu pai/mãe antes do diagnóstico de demência”

Antes de ter sido diagnosticada a demência ao familiar, o cuidador pode ter passado pouco tempo com ele, não ter tido a noção que determinados comportamentos eram sinais da doença, ou ter reagido com irritação ou crítica aos sintomas.

Podem surgir pensamentos como "eu deveria ter sido capaz de ...", mas ninguém sabe o que o futuro reserva. Se não souber o que é a demência, ou se não conhecer os sintomas da doença, é natural que a pessoa não esteja em condições de saber a causa de determinados comportamentos.

3)    “Tenho pensamentos e sentimentos negativos sobre o meu familiar”

Mesmo que o cuidador se preocupe, pode acontecer por vezes “não gostar” do seu familiar, sentir que está a cuidar por obrigação, e querer sair pela porta de casa e nunca mais voltar. É normal que estes pensamentos e sentimentos ocorram em algum momento. O cuidador deve lembrar-se que isso é normal e não deve sentir vergonha ou culpa. É importante não tentar controlar ou suprimir esses pensamentos, ter consciência deles, conversar sobre eles com alguém de confiança, ou escrevê-los num diário. O cuidador deve lembrar-se que está a fazer um ótimo trabalho. 

4)    “Fico com raiva ou irritado e às vezes perco a paciência”

Cuidar - também é - frustrante e desgastante. Qualquer cuidador está sujeito a perder a paciência em algum momento, e depois de se acalmar pode surgir o sentimento de culpa. É natural que quando está no limite das capacidades o cuidador possa ter momentos de descontrole e irritação. Com o avançar da doença, a execução de tarefas essenciais como apoiar na alimentação ou no banho podem ficar cada vez mais difíceis.

O cuidador deve ter consciência dos sinais que indicam que está no limite e prestes a irritar-se para se afastar antes que isso aconteça. Uma vez longe do familiar, deve colocar em prática estratégias para gerir o stress (ler artigo em anexo). Deve verificar se existem situações ou momentos do dia em que aumenta a probabilidade de ocorrerem momentos frustração.

Se por exemplo a hora do jantar for um momento especialmente difícil, deve ser reservado algum tempo para aliviar o stress. Pode ser utilizada a musicoterapia, a aromaterapia, ou a meditação durante breves momentos enquanto o familiar está a ser acompanhado por alguém ou se encontra envolvido numa atividade.



5)    “Não devia querer ter algum tempo para mim, mas quero”

O cuidador pode sentir culpa por querer sair e ter tempo para si mesmo, ou pensar que como o seu familiar não pode aproveitar a vida, ele também não deve. No entanto é essencial recarregar regularmente energias, e isso pode acontecer através da prática de exercício, convívio com amigos, um hobby, ver um filme ou apenas relaxar e não fazer nada.

Cuidar de si mesmo através de pausas regulares não é motivo para se sentir culpado, permite manter o cuidado a longo prazo e mantém o cuidador saudável. Quando uma pessoa se sente revigorada e positiva a sua capacidade de cuidar melhora.



Fontes:

https://dailycaring.com/5-tips-for-dealing-with-caregiver-guilt-in-dementia-care/ 

Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia.



Artigo sobre como é que o cuidador se deve cuidar neste link https://www.cuidador.pt/blogue/199-como-e-que-o-cuidador-se-deve-cuidar

Artigo sobre a organização do dia a dia do cuidador neste link  https://www.cuidador.pt/blogue/244-a-organizacao-do-dia-a-dia-do-cuidador

Artigo sobre as necessidades do cuidador neste link https://www.cuidador.pt/blogue/128-as-necessidades-do-cuidador-nao-devem-ser-negligenciadas

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As pessoas obesas com artrite nos joelhos podem diminuir os sintomas da doença (principalmente a dor) se perderem peso. Consegue-se deste modo melhorar o bem-estar e a qualidade de vida sem se recorrer a medicamentos.

Os especialistas nesta área de saúde geralmente aconselham que se perca pelo menos 10% do peso, mas recentemente uma equipe de cientistas da Universidade Wake Forest concluiu que se a perda de peso for de 20%, os sintomas diminuem mais.

Os 240 adultos que foram incluídos no estudo tinham mais de 55 anos e perderam peso através de planos de exercício e de dieta. Verificou-se que as pessoas que perderam 20% do peso relataram menos dor em comparação com as que tinham diminuído 5% do peso. Também se verificou que quem perdeu mais peso ficou com menos marcadores de inflamação no sangue (i.e, a inflamação diminuiu) e maior capacidade de mobilidade.

Os promotores pretendem no futuro repetir o estudo sobre a relação entre os sintomas da artrite nos joelhos e o excesso de peso com uma amostra alargada para o triplo de pessoas.


Fonte: https://newsinhealth.nih.gov/2018/09/weight-loss-helps-knee-arthritis



Pode ler também:

Artigo "5 presentes para oferecer a alguém com artrite" neste link  https://www.cuidador.pt/blogue/232-5-presentes-para-oferecer-a-alguem-com-artrite

Artigo "Existe alguma relação entre o clima e a dor?" neste link https://www.cuidador.pt/blogue/215-existe-alguma-relacao-entre-o-clima-e-a-dor

Artigo "Recomendações para perder peso de forma saudável" neste link https://www.cuidador.pt/blogue/193-recomendacoes-para-perder-peso-de-forma-saudavel


 

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