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 Dor nas mãos ou nas articulações, mal-estar geral, infeções frequentes, aumento de peso, diabetes (diabetes gestacional), cansaço ou problemas gastrointestinais podem surgir em diferentes doenças e não significam necessariamente que exista uma inflamação crónica. Se estes sintomas forem persistentes, é importante consultar um profissional de saúde para determinar a sua causa.

A inflamação é uma resposta natural do sistema imunitário que ajuda a proteger-nos contra infeções e lesões. Quando se mantém de forma prolongada ou inadequada, pode contribuir para o desenvolvimento ou agravamento de diferentes problemas de saúde.

 

Como podemos ajudar a reduzir a inflamação?

Não existe uma única «dieta anti-inflamatória». Os padrões alimentares com maior evidência científica costumam partilhar algumas características:

          🥦 Grande variedade de legumes, fruta, leguminosas e cereais integrais.

          🌾 Alimentos ricos em fibra e hidratos de carbono de boa qualidade.

          🐟 Fontes de gorduras saudáveis, especialmente as ricas em ómega-3.

          🫒 Preferência por gorduras insaturadas, como o azeite.

          🥜 Frutos secos e sementes, em quantidades adequadas.

          🍽️ Uma alimentação equilibrada, evitando o excesso de calorias.

          🚫 Menor consumo de alimentos ultraprocessados, açúcares adicionados e carnes processadas.

Para além da alimentação, outros hábitos podem contribuir para uma melhor saúde metabólica e para o controlo dos processos inflamatórios:

          🏃 Praticar atividade física regularmente.

          😴 Procurar ter um sono suficiente e de boa qualidade.

          🧘 Gerir o stress.

          🦠 Cuidar da microbiota intestinal através de uma alimentação variada e rica em fibra.

          ⏰ Manter horários regulares para as refeições. Um jejum noturno de cerca de 12 horas pode ser uma opção para algumas pessoas, mas não é indispensável nem adequado para todos.

Alimentos que devemos limitar

Mais do que falar em alimentos «proibidos», é preferível reduzir o consumo habitual de:

ü Açúcares adicionados e bebidas açucaradas.

ü Cereais e hidratos de carbono refinados.

ü Alimentos processados.

ü Carnes processadas.

ü Excesso de gorduras saturadas.

ü Álcool.

Importante: os chamados «suplementos naturais» não são necessários para todas as pessoas e alguns podem provocar efeitos adversos ou interagir com medicamentos. A sua utilização deve ser individualizada e, especialmente no caso de pessoas com diabetes ou outras doenças crónicas, deve ser aconselhada por um profissional de saúde.

Em resumo:

Uma alimentação de estilo mediterrânico, baseada principalmente em alimentos pouco processados, em conjunto com exercício físico, um bom descanso e uma adequada gestão do stress, é uma das estratégias mais recomendadas para promover a saúde metabólica e manter uma alimentação com um perfil anti-inflamatório.

 


 

 

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Segundo a Organização Mundial de Saúde, a inatividade física é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crónicas não transmissíveis, como a diabetes, a depressão, as doenças cardiovasculares, oncológicas e respiratórias, ou seja, contribui para o processo de envelhecimento secundário ou patológico.

Define-se inatividade física como não fazer 150 minutos de atividade de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade de elevada intensidade por semana, ou qualquer combinação das duas. Assim, é aconselhável a prática de 150 minutos por semana de atividade  física  de  moderada a vigorosa,  em períodos  de 10 ou mais minutos.

A atividade física estimula o envelhecimento primário ou bem-sucedido por várias razões, e uma delas é a regulação da pressão arterial através do Oxido Nítrico (NO). O NO é uma molécula produzida pelo organismo que dilata os vasos sanguíneos, reduz a resistência à passagem do sangue e, consequentemente, contribui para a regulação da pressão arterial em parâmetros saudáveis.

Estudos têm demonstrado a função do NO na preservação da capacidade funcional do endotélio (membrana que reveste internamente os vasos sanguíneos e linfáticos), prevenindo a aterosclerose, lesão vascular e hipertensão, entre outras.   

Assim, observando pela perspectiva do envelhecimento primário ou bem-sucedido, o neurotransmissor NO estimula a cognição, está presente no processo inflamatório, bem como nos mecanismos de autoimunidade.

Pela perspectiva do envelhecimento secundário ou patológico, constata-se que o impacto da diminuição de NO pode resultar no desenvolvimento de diversas doenças como hipertensão, aterosclerose, hipercolesterolemia, insuficiência vascular periférica, e diabetes entre outras.

A minha formação em gerontologia leva-me a procurar sempre a perspectiva do envelhecimento bem-sucedido.

A prevalência do envelhecimento bem-sucedido sobre o envelhecimento patológico resultaria no aumento do tempo de vida, assim como na diminuição do tempo em que são necessários cuidados informais e formais.

Nesse cenário ganharia a pessoa que está a envelhecer e a sociedade em geral.

Por fim, é de dizer que existe uma diferença entre atividade física e exercício físico, e o exercício físico deve ser iniciado com uma consulta médica.


Baseado na fonte: https://www.scielo.br/j/refuem/a/44XBQSBDPbJdxgWp9m6MMNp/?format=html&lang=pt


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A rede de cuidados paliativos em Portugal é insuficiente e muitas pessoas com doenças terminais morrem antes de terem vaga nas unidades.


 

Os cuidados paliativos são um elemento central dos cuidados médicos de qualidade e não são necessariamente cuidados de final de vida. Os cuidados paliativos são uma subespecialidade médica que se foca na melhoria da qualidade de vida dos doentes com doença avançada e são uma parte essencial dos cuidados. Não é algo para ser reservado apenas para os cuidados de fim de vida.

A implementação precoce dos cuidados paliativos tem mostrado que além de ajudar as pessoas a sentirem-se melhor também as ajuda a viver mais tempo. É por isso que a Sociedade Europeia de Oncologia Médica fez um grande esforço para promover o desenvolvimento de cuidados médicos oncológicos e paliativos para oferecer o melhor de ambos os cuidados.

O propósito dos cuidados paliativos é olhar a pessoa como um todo biopsicossocial com o objetivo de aliviar o sofrimento, independentemente da previsão do tempo de vida, e devem ser garantidos assim que a pessoa doente precise de modo a garantir simultaneamente melhor qualidade e mais anos de vida.

Os cuidados paliativos são mais do que prescrever medicamentos para as dores, olham para a pessoa no seu todo e para todos os fatores que contribuem para o sofrimento ou pioram a qualidade de vida. Podem incluir sintomas físicos - como náuseas, vómitos ou perda de apetite -, sintomas psicológicos como depressão e ainda questões espirituais, como um sentimento de falta de esperança ou perda de dignidade, e questões familiares que surgem como consequência da doença na família.

Somente quando se olha para a pessoa em todas as suas diferentes dimensões é possível construir uma estratégia de cuidados e construir um quadro com a flexibilidade necessária para enfrentar as mudanças que ocorrem ao longo do tempo.

Iatrogenia e cuidados paliativos

Define-se iatrogenia como o efeito clínico nefasto resultante de um tratamento médico prescrito para uma doença, e é pertinente questionar se se deve fazer tudo para prolongar a vida das pessoas com doenças graves. Ou seja, devem ser utilizados todos os medicamentos, tratamentos e procedimentos cirúrgicos? O tratamento adicional é útil mesmo que venha a ser prejudicial?

O sistema de saúde tem direcionado o foco para o aumento do tempo de vida, e essa posição pode ter custos psicológicos, espirituais e financeiros. A presunção que uma pessoa deseja cuidados agressivos em vez de  cuidados voltados para o conforto pode ser um erro de avaliação.

Quando há a possibilidade de prolongar o tempo de vida com sucesso sem risco excessivo, normalmente há um acordo entre a pessoa doente e os profissionais de saúde sobre a estratégia a seguir. Isto aplica-se tanto aos medicamentos como às abordagens cirúrgicas.

Perante a probabilidade de existir uma vantagem pequena, e quando se prevê que o aumento de tempo de vida seja igualmente pequeno, a decisão torna-se mais sensível, particularmente se os riscos de efeitos secundários danosos forem grandes. O objetivo do tratamento médico é ajudar a pessoa doente a sentir-se melhor, e sentir-se melhor nem sempre implica mais e novos tratamentos. Pelo contrário. Por vezes há tratamentos que não oferecem benefício suficiente para justificar o risco de efeitos secundários.

Quando é que se deve parar de tratar a doença e focar apenas na redução da dor e na promoção da qualidade de vida? Os doentes que estão a ser submetidos a tratamentos devem ter associada uma estratégia terapêutica que ambicione a otimização da qualidade de vida.

A revista Lancet publicou um importante relatório que aborda as substanciais deficiências na prestação de cuidados paliativos em todo o Mundo. Este tem sido um aspeto relativamente negligenciado: a falta de investimento em educação e na provisão de pessoal e de serviços.

 

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O nosso corpo é uma maravilhosa máquina com centenas de processos fisiológicos que se realizam em cada segundo e por regra funciona bem. Todas as células do nosso corpo têm uma espécie de “usinas energéticas” com o nome mitocôndrias, que ao “fabricarem” energia também produzem resíduos tóxicos.

 

Para acontecerem reações fisiológicas nas nossas células é necessário oxigénio, e as suas moléculas também contribuem para a formação de Radicais Livres, partículas oxidantes que provocam lesões nas células. O efeito  prejudicial dos Radicais Livres ocorre quando eles estão em quantidade excessiva e ultrapassam a capacidade do organismo de neutralizá-los. Assim, como máquina quase perfeita, o nosso organismo possui antioxidantes naturais de eliminação de Radicais Livres de forma a impedir a sua transformação em produtos mais tóxicos para as células.

 

 A oxidação celular acelera o envelhecimento e pode provocar graves problemas de saúde. Os danos oxidativos dos Radicais Livres estão relacionados com várias doenças humanas e participam como componentes  fundamentais em muitas. Os processos de oxidação celular podem ter como causa uma dieta pobre em antioxidantes, stress, poluição, tabagismo, uso crónico de certas drogas, radiação, excesso de exercício físico e insónia crónica.

 

A natureza oferece-nos alimentos com antioxidantes importantes :

 

- Betacaroteno (cenoura, batata-doce, abóbora, manga, romã e salsa),

- Licopeno (tomate, melancia, pimentão vermelho, rabanete),

- Luteína (vegetais de folhas verdes),

- Vitamina C (frutas cítricas , brócolos, goiaba, kiwi , morangos, pimentos, etc.),

- Bioflavonoides (maçã, cebola , frutas cítricas , romã , chá verde, mirtilo e uvas vermelhas),

- Vitamina E (trigo, ovos, peixe, azeite, gérmen de trigo, abacate, sementes e nozes),

- Selénio (castanha),

- Coenzima Q10 (produzida pelo nosso corpo , mas ao longo dos anos sua produção diminui. Pode ser encontrada em alimentos como peixe, carne, ovos e feijão),

- Ácido alfa lipídico (levedura , brócolos, espinafre e batatas).

 


 

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Por que é que os japoneses são longevos, e simultaneamente têm níveis relativamente baixos de morbilidades ?

 

- Porque têm uma dieta à base de peixe, soja, arroz, legumes e frutas;

 

- Porque comem em pequenas porções;

 

- Porque têm uma cozinha leve, baseada em grelhados, salteados e cozidos. A cozinha japonesa utiliza óleos “amigos” do coração (ómega-3 e 6 de forma equilibrada) e evita colocar os ingredientes a altas temperaturas por um longo tempo;

 

- Porque não há pão feito por farinhas refinadas à mesa;

 

- Porque no Japão, o pequeno-almoço é considerado uma refeição importante, onde se serve uma variedade de pequenos pratos, incluindo alimentos probióticos;

 

- Porque raramente existem sobremesas açucaradas;

 

- Porque o japonês é normalmente ativo e tem diariamente rotinas como por exemplo caminhadas;

 

- Porque quase 10% do peixe consumido mundialmente, é servido à mesa no Japão;

 

- Porque os Japoneses consomem cinco vezes mais vegetais crucíferos (brócolos, repolho, couve, …) do que os europeus ou os americanos;

 

- Porque o arroz é o alimento básico e o sódio (sal), gordura saturada e gordura trans praticamente não existem à mesa do japonês. Para uma refeição mais saudável, deve-se optar por arroz integral;

 

- Porque a melhor maneira de terminar uma refeição japonesa é beber uma chávena de chá verde rico em antioxidantes;

 

- Porque a ingestão às refeições de alimentos processados, ricos em gordura trans (gordura de difícil metabolização) é reduzida. Serve-se, fruta fresca em vez de biscoitos e bolos.

 

Todas estas razões contribuem para a esperança de vida à nascença (número de anos de vida) e a esperança de vida saudável (número de anos sem serem necessários cuidados de saúde especiais) da população japonesa se confundirem ou sobreporem.

 

 

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