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Com o envelhecimento diminui a necessidade de calorias e por essa razão a dieta das pessoas mais Velhas deve ser ajustada. A partir dos 50 anos a necessidade energética do organismo diminui aproximadamente 10% por década e a alimentação com excesso de calorias (dieta hipercalórica) está ligada ao envelhecimento patológico.

 

A gordura como estímulo do apetite:

Se é um facto que um grama de gordura contém 9 calorias, também é uma realidade que a adição de gordura aos alimentos ajuda a fixar os sabores, e consequentemente a estimular o apetite. Porém, a gordura selecionada para esse efeito deve ser saudável, e o azeite é a uma excelente fonte. O azeite de boa qualidade (virgem extra) tem na sua composição de forma equilibrada duas formas de gordura ómega importantes para a nossa saúde: a 3 (anti-inflamatória) e a 6 (inflamatória).

Relativamente ao colesterol, esta forma de gordura não deve ser totalmente eliminada porque entra na composição das paredes das células, bílis, hormonas, etc. Sem colesterol não há vida humana. O colesterol tem como origem os alimentos que ingerimos e a produção do fígado. Por esse motivo  é que há pessoas com hipercolesterolemia que seguem uma dieta sem alimentos com colesterol.  Porém, a subida do mau colesterol (LDL) no organismo deve-se por regra ao consumo - excessivo - de gordura saturada presente nas carnes vermelhas, enchidos, fumados, manteiga, leite gordo.

O consumo do ovo é uma situação particular no que respeita à subida do nível do colesterol no sangue, porque se a sua gema contém cerca de 215,0 mg de colesterol, ela também possui lecitinas que impedem a subida de produção de colesterol pelo fígado. Se associarmos o consumo de colesterol, por exemplo através do ovo, ao consumo de hortofrutícolas verifica-se uma diminuição da absorção intestinal de colesterol. (fonte: http://www.apn.org.pt/documentos/ebooks/Oovo.pdf ). O consumo moderado de ovo é uma fonte de colesterol para os vegetarianos. Conclui-se, portanto, que a combinação às refeições das diferentes formas de gordura com vegetais ricos em fibra, garante a fixação de sabores, e a absorção intestinal da gordura (i.e., calorias) para o organismo de forma mais lenta. 

 

 

 

 

A perda de apetite pode surgir mesmo no processo de envelhecimento primário ou fisiológico (i.e., envelhecimento não patológico ou secundário) devido á perda natural do paladar, visão e olfato. Conseguir que um familiar mais Velho se alimente adequadamente pode ser um grande desafio e exigir paciência, criatividade e persistência. Porém, por vezes pequenas alterações podem fazer a diferença na estimulação do apetite.  

Outras sugestões para estimular o apetite:

·       Ter um horário regular para todas as refeições

Ter uma rotina diária e servir as refeições aproximadamente às mesmas horas todos os dias é um fator de estimulação do apetite. Não se deve confiar na capacidade de um sénior em sentir a fome antes das refeições, porque a capacidade de sentir fome e sede diminui tendencialmente com a idade.

No caso de a pessoa perder a noção que comeu recentemente devido à presença de uma forma de demência, a estratégia da pessoa cuidadora deve passar por dividir mais as refeições.

·       Servir as refeições com porções menores, e com alimentos mais ricos em nutrientes

A apresentação de um prato com uma grande quantidade de comida pode diminuir o apetite. Sirva 5 refeições mais pequenas em vez de 3 maiores. Adeque a quantidade de calorias à atividade física e evite alimentos calóricos de absorção rápida. Utilize alimentos com gorduras saudáveis (sardinha, azeite, noz, …) e controle o consumo de alimentos com colesterol.

Os vegetais são uma base da dieta saudável, e um exemplo é a vulgar couve-galega rica em nutrientes saudáveis como a vitamina C. Esta vitamina tem uma função importante na formação do colagénio. A vitamina C também é um poderoso antioxidante. A couve é dos alimentos com maior quantidade de cálcio.

O ovo tem todos os nutrientes (com a exceção da vitamina C) onde se inclui a albumina necessária para a composição da massa muscular. Com o envelhecimento há a tendência natural de perda de massa muscular (i.e., sarcopenia).

·       Simplificar, caso seja necessário, a utilização de talheres

Utilize, caso seja necessário, talheres em forma de ajudas técnicas que compensem alguma perda de capacidade de manuseamento, ou sirva mesmo refeições que dispensem a utilização de talheres. A dificuldade em utilizar uma colher, um garfo ou uma faca pode criar um sentimento de frustração.

·       Ter sempre disponíveis pequenas refeições saudáveis e fáceis de comer à mão

Algumas pessoas gostam de petiscar ao longo do dia em vez de comer refeições mais completas. Tenha disponíveis lanches saudáveis, saborosos e fáceis de comer. Atualmente há uma classificação fixada em algumas embalagens de alimentos de A a D consoante o benefício para a saúde.

·       Fazer batidos ou alimentos em estado líquido

Se a pessoa tiver dificuldade em mastigar, deve ser considerada a possibilidade de se servirem mais alimentos líquidos. É preciso, no entanto avaliar, caso a pessoa utilize uma prótese dentária, o seu ajuste à boca. Outra situação que deve ser avaliada pelo médico e que pode interferir com a mastigação é a falta de saliva provocada por efeitos secundários de medicamentos. No entanto a alimentação deve propiciar - sempre que possível - a mastigação. A consistência dos alimentos e a mastigação é um estimulante da atividade do hipocampo, região do cérebro importante para as funções de memória e aprendizagem. (Kravchenko, 2008)

·       Monitorizar

Faça anotações sobre os alimentos e as refeições que o seu familiar gosta mais e gosta menos. Tenha em conta que com o envelhecimento a preferência por determinadas refeições pode manter-se, mas também pode mudar.

·       Estimular o exercício físico

Uma simples caminhada ao ar livre antes de uma refeição é uma forma eficaz de estimular o apetite.


Leia também:

 “10 BOAS RAZÕES PARA COMER SOPA” neste link https://www.cuidador.pt/blogue/87-10-boas-razoes-para-comer-sopa 


 

 

 

 

 

 

 

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Com a chegada do verão e do aumento da temperatura as pessoas mais idosas correm maior risco de sofrer um golpe de calor.

Com o processo de envelhecimento pode diminuir a capacidade de sentir o aumento da temperatura ambiente. A capacidade de termorregulação do organismo reduz, aumenta a proporção de gordura e diminui a de água no organismo . 

A percepção de desidratação através do mecanismo fisiológico da sede diminui com o avançar dos anos o que pode ter consequências principalmente em pessoas idosas portadoras de doenças neurodegenerativas, excesso de peso, doenças crónicas ou que tomem medicamentos diuréticos.

Se o familiar tiver dificuldades ou estiver dependente de ajuda na realização das atividades de vida diária o cuidador deve ter muita atenção. A desidratação extrema pode provocar a falência múltipla de órgãos como os rins, coração e cérebro.



O que é um "golpe de calor" ? Em que circunstâncias é que pode ocorrer ?

Quando a temperatura do corpo excede os 41 graus o organismo pode entrar em hipertermia. Trata-se de um estado que afeta os mecanismos orgânicos de regulação da temperatura e que pode resultar no temido golpe de calor.  Por outras palavras o nosso corpo perde a capacidade de manter a temperatura dentro de parâmetros que permitam a vida. Nessa situação o organismo deixa de responder à regulação das altas temperaturas o que tem repercussões graves que podem levar a uma falência orgânica irreversível. Os sintomas da hipertermia incluem:

·       Dor de cabeça;

·       Sensação de boca seca e pastosa;

·       Náuseas;

·       Vómitos;

·       Tonturas;

·       Calafrios;

·       Pele seca e avermelhada;

·       Cãibras musculares nos braços, pernas ou ventre;

·       Desorientação;

·       Perda de consciência;

·       Confusão

·       Não suar perante altas temperaturas.

Com a subida da temperatura corporal acontece a dilatação dos vasos sanguíneos periféricos que aumentam a passagem do sangue pela parte interior da pele (derme). Simultaneamente surge o aumento da sudorese que resulta na perda de calor do corpo através da evaporação, o que pode levar a uma importante perda de líquidos e afetar os órgãos (rins, coração, cérebro ...).

 

 



Se a temperatura exterior é muito alta e as perdas de fluidos não forem substituídas, entra-se num estado de desidratação, a pressão arterial cai, aparece a sensação de fraqueza e surgem cãibras musculares.

Se a situação não for corrigida atempadamente, a pele perde a capacidade de sudoração e fica com uma aparência seca e avermelhada, a temperatura do corpo aumenta progressivamente para valores superiores a 40 graus, e entra-se em hipertermia. Este processo leva a uma situação de choque e pode ocorrer uma falha de alguns órgãos, convulsões e coma.

Dificuldade em reconhecer um golpe de calor num idoso

Pode ser difícil reconhecer um golpe de calor caso a pessoa tenha comorbidades (presença de várias doenças). Este quadro clínico pode esconder a hipertermia e criar a confusão com processos patológicos como o estado mental alterado ou taquicardias.

Nos mais Velhos o risco de um golpe de calor pode não ser precedido por exercícios intensos pelo que se deve pensar nele independentemente do grau de atividade física. Esta circunstância exige muita atenção para se reconhecer precocemente a situação. Deve-se pensar sempre na possibilidade de o golpe de calor coincidir com períodos de temperaturas mais altas, independentemente de os sintomas poderem ser explicados por outras razões.

Recomendações para prevenir a hipertermia

Para se evitar o golpe de calor aconselha-se o seguinte:

·       Beba muitos líquidos. A falta de sede é enganadora nos mais velhos. Por esse motivo mesmo que o familiar não tenha a sensação de sede,  deve beber água, infusões, sumo de frutas, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

·       Faça refeições leves para facilitar o processo da digestão.

·       Evite a exposição ao sol nas horas de calor mais intenso (12-16 horas) e com a humidade relativa do ar elevada (mais de 60%).

·       Não faça exercícios que exijam esforço físico e aumentem a transpiração em alturas de temperatura ambiente elevada.

·       Mantenha a casa fresca e arejada.

·       Não permaneça em veículos estacionados ou fechados.

·       Evite usar roupas apertadas e escolha tecidos leves (algodão, linho, ...) com cores claras.

·       Utilize chapéus ou bonés que protejam a cabeça do sol.


Fontes: https://www.segg.es/institucional/2017/06/16/los-mayores-grupo-de-alto-riesgo-ante-la-ola-de-calor?platform=hootsuite , CRE Alzheimer, Cruz Roja de Espãna.


Artigo SUGESTÕES PARA OS IDOSOS NO TEMPO FRIO aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/303-sugestoes-para-os-idosos-no-tempo-frio

 

Artigo A TEMPERATURA AMBIENTE E O ENVELHECIMENTO aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/119-a-temperatura-ambiente-e-o-envelhecimento

 

Artigo O CALOR TRAZ CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/171-o-calor-traz-consequencias-para-a-saude

 

Artigo COMO PREVENIR A PNEUMONIA NOS MAIS VELHOS aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/200-como-prevenir-a-pneumonia-nos-mais-velhos

 

Artigo EXISTE ALGUMA RELAÇÃO ENTRE O CLIMA E A DOR? aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/215-existe-alguma-relacao-entre-o-clima-e-a-dor

 

Artigo O PERIGO DA VARIAÇÃO DAS TEMPERATURAS NO VERÃO aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/271-o-perigo-da-variacao-das-temperaturas-no-verao


 

 

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Um estudo realizado no Centro Médico da Universidade de Rush, em Chicago, Illinois, Estados Unidos demonstrou a relação entre a toma da vulgar “aspirina” e a diminuição do risco da prevalência da doença de Alzheimer. Este medicamento de venda livre diminuiu a patologia da placa amiloide em ratos através da estimulação da função dos lisossomas (organelos das células que degradam e reciclam o “lixo” celular).

A toma regular de “aspirina” em doses baixas pode representar uma nova via para reduzir a patologia apesar de se desconhecer a causa exata da progressão da doença de Alzheimer. A eliminação da proteína tóxica beta amiloide, especialmente no hipocampo, (zona do cérebro relacionada com a memória), é um fator importante a estudar. Esta proteína interfere na comunicação entre os neurónios (sinapses) o que origina o estado demencial. A estimulação da atividade celular responsável pela eliminação dos detritos do cérebro parece ser uma estratégia prometedora para abrandar a evolução da doença.

A “aspirina” é um medicamento receitado pelos médicos como analgésico e para tratamento de doenças cardiovasculares.


Fonte: http://www.infosalus.com/farmacia/noticia-dosis-baja-aspirina-podria-reducir-riesgo-alzheimer-20180703075944.html



Leia artigo sobre o mesmo tema neste link https://www.alzheimers.net/aspirin-reduce-alzheimers-plaque/

Artigo sobre os riscos da utilização regular da aspirina neste link https://www.cuidador.pt/blogue/117-riscos-da-utilizacao-regular-da-aspirina-como-terapia

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Com o aumento do índice de longevidade, que se acentuou com a melhoria das condições de vida a partir da segunda metade do século XX, também aumentou o número de cuidadores "sanduíche”.

Este grupo de cuidadores, composto principalmente mulheres, cuida simultaneamente dos pais idosos e dos filhos em fase de crescimento.

A exigência de condições financeiras, físicas e emocionais é acrescida e o(a) cuidador(a) normalmente exerce este desafiante papel de forma impreparada.

A partir da segunda metade do século XX acentuam-se dois processos que mudaram a sociedade portuguesa: a corrente migratória (interna e para o estrangeiro) e a industrialização. O resultado foi a mudança da estrutura e do conceito de família.

A mulher entra para o mercado de trabalho, a família nucleariza-se com a diminuição do número de filhos e começa a envelhecer.  Uma das consequências foi a sobrecarga da mulher com os papéis de trabalhadora fora de casa, trabalhadora dentro de casa e cuidadora dos filhos e pais de forma principal ou secundária.

Existem cada vez mais “baby boomers” cuidadores "sanduíche" (pessoas que nasceram entre 1946 e 1964), o que releva a necessidade de entender a transformação da relação entre a dinâmica do envelhecimento e as relações familiares.

Contribui para este fenómeno a tendência de as pessoas viverem cada vez mais tempo e de terem filhos cada vez mais tarde. Se a evolução das condições de vida e da ciência médica aumentou a expectativa de vida, esse acréscimo de tempo de vida também se tem caracterizado pelo aumento de doenças crónicas incapacitantes, em grande parte por razões comportamentais ao longo do ciclo de vida.

Portugal é atualmente um dos países com maior índice de longevidade mundial, e com pior qualidade de saúde dos idosos no contexto da União Europeia.

O resultado para os cuidadores “sanduíche”  é mais pressão, mais exaustão física e emocional, mais condições para surgirem sentimentos de culpa, e consequentemente mais perigo de perda de saúde. Para desempenhar eficazmente o seu papel, o cuidador “sanduíche” deve cuidar se si mesmo de forma a manter a sua saúde física e mental, porque se ele adoecer as consequências serão sentidas em todo o agregado familiar.

 

 

 

 

 


 Leia também:

“COMO É QUE O CUIDADOR DEVE LIDAR COM O SENTIMENTO DE CULPA?” neste link 👉 https://www.cuidador.pt/blogue/279-como-e-que-o-cuidador-deve-lidar-com-o-sentimento-de-culpa

 

 

 

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Mais de 80 por cento dos cuidados a pessoas são assegurados por cuidadores informais que frequentemente caem em situações de esgotamento porque as exigências da atividade ultrapassam as capacidades e os recursos que possuem. O cuidador, quando já tem uma certa idade e a saúde fragilizada, corre o risco de falecer antes do familiar incapacitado devido à sobrecarga física e emocional.

Se a figura de quem cuida está na sombra e é esquecida, o ex-cuidador é absolutamente abandonado por todos. O ex-cuidador está normalmente numa situação desprotegida, esgotado física e mentalmente, não consegue reinserir-se socialmente e cerca de 10% dos ex-cuidadores acabam por ser institucionalizados ou cometem suicídio.

Depois do falecimento do familiar, muitos ex-cuidadores ficam dependentes de ansiolíticos e antidepressivos, desgastados emocionalmente e em situação de precaridade económica.

Assistir ao sofrimento de um familiar com o sentimento de impotência é doloroso. Muitos ex-cuidadores ficam com sintomas de stress pós-traumático (pensamentos intrusivos, ansiedade incapacitante e hiper-vigilância) e são perseguidos pela angústia durante muito tempo depois da morte do familiar.

O sentimento de culpa é outro fator incapacitante que pode perseguir o ex-cuidador. Se ele por exemplo tiver dificuldade em estar exposto à urina ou às fezes e tiver que ajudar a sua mulher demente na higiene ou na ida á casa de banho pode ficar com um sentimento de culpa e sentir que falhou por não ter feito o suficiente. É aconselhável em situações semelhantes a contratação dos serviços de outra pessoa para que sejam feitas as tarefas que o cuidador familiar não consegue realizar. Cuidar também pode provocar sentimentos opostos e conflituosos de devoção e aversão, e a conciliação desses sentimentos pode resultar em situações traumáticas (possível exemplo:  fazer a higiene íntima do familiar).

Uma das fontes em anexo deste artigo conta a situação verídica de uma mulher que era cuidadora dos seus pais idosos. Um dia o seu pai foi internado num hospital e morreu de um ataque cardíaco ao meio da noite. A partir dessa altura, todas as noites essa mulher acordava em pânico de um sonho em que um telefone tocava. Ela tinha ficado traumatizada porque o seu pai tinha morrido sozinho durante a noite. O sentimento de culpa era tão grande que a sua relação familiar e o seu trabalho ficaram afetados. A recuperação do luto traumático passou por enfrentar a causa do sofrimento em vez de o afastar. A primeira coisa feita foi identificar o acontecimento traumático e passar a mensagem que a ansiedade aguda era uma resposta compreensível. Era necessário fazer o luto do pai e expressar abertamente a sua tristeza. O processo de terapia passou pela reserva diária de algum tempo para pensar no pai, nos bons momentos que tiveram como uma família, e não somente no momento marcante do fim de vida. Com o acompanhamento de um psicólogo ou psicoterapeuta é possível melhorar os sintomas traumáticos apesar de a sensação de perda poder nunca desaparecer completamente.

Se for aproveitada a experiência de quem cuidou e se forem dadas condições ao ex-cuidador para se formar e qualificar, podem criar-se condições de emprego na área do cuidar e de reconstrução da vida.

 


Fontes:

https://newoldage.blogs.nytimes.com/2013/02/22/for-traumatized-caregivers-therapy-helps/?src=recg

http://gaceta.es/noticias/alzheimer-cuida-los-cuidan-20092014-1901

 

 

 

 

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