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A demência, com algumas exceções como por exemplo a pseudodemência (provocada pela depressão), é uma doença de evolução irreversível, e o seu início pode passar despercebido se os sintomas forem erradamente atribuídos á idade.

Alguns dos sintomas da demência são a perda de memória e das referências espaciais e temporais, e essa é a razão porque a pessoa pode não se lembrar da hora do dia ou direção de casa e ficar desorientada e perder-se mesmo em lugares familiares.

Quando o cuidador e o seu familiar saem de casa para um passeio ou para viajar, a atenção deve ser ainda maior. Mesmo nos estágios iniciais da doença é comum as pessoas com demência perderem-se. Se a pessoa paciente tiver que fazer uma viagem, esse momento deve ser bem planificado pela família cuidadora. 

Sinais que a pessoa com demência corre o risco do se perder:

·       Regressar mais tarde do que o habitual de uma viagem de automóvel ou de uma caminhada com o trajeto bem conhecido;

·       Esquecer-se do caminho para lugares familiares;

·       Conversar sobre a necessidade de cumprir obrigações do seu passado como por exemplo ir trabalhar, estando já na reforma;

·       Tentar ou querer "ir para casa", mesmo que esteja em casa;

·       Estar inquieto, deambular ou fazer movimentos repetitivos;

·       Ter dificuldade em localizar lugares familiares dentro de casa como a casa de banho, o quarto ou a sala de jantar;

·       Perguntar por amigos e familiares do passado que já faleceram;

·       Agir como se estivesse a realizar uma tarefa sem no entanto fazer nada, como por exemplo mover-se á volta de vasos de plantas sem plantar;

·       Ficar nervoso ou ansioso em áreas lotadas de gente como centros comerciais ou restaurantes.

Como evitar que o familiar se perca:

Se a pessoa tiver capacidade de mobilidade, existe o risco de se perder a qualquer momento mesmo que o cuidador seja diligente. Para diminuir essa possibilidade devem ser colocadas em prática as seguintes estratégias:

·       Criar rotinas nas atividades diárias;  

·       Criar um plano diário de atividades;

·       Identificar os momentos do dia em que a deambulação ocorre e planificar atividades para essas alturas para reduzir ansiedade, agitação e inquietação;

·       Tranquilizar o familiar se ele se sentir desorientado. Se ele quiser "ir para casa" ou "ir para o trabalho", use a comunicação focada na validação, ou seja, não o corrija. Diga por exemplo, "vamos ficar aqui esta noite. Estamos seguros e vamos estar juntos. Vamos amanhã para casa depois de descansarmos bem esta noite.”;

·       Certificar que as necessidades básicas estão atendidas. A pessoa precisa de ir ao quarto de banho? Será que está com sede ou com fome?

·       Evitar lugares movimentados como centros comerciais que possam provocar confusão e desorientação;

·       Colocar as fechaduras fora da visão ou num sítio alto ou baixo das portas;

·       Instalar parafusos deslizantes nas portas;

·       Instalar dispositivos que avisem quando uma porta ou janela é aberta. Eles podem ser simples como um sino colocado na parte de cima de uma porta, ou sofisticados como um sistema eletrónico de alarme.

·       Supervisionar. Não se deve deixar uma pessoa com demência em ambientes novos sem supervisão. Nunca a deixe só em casa ou no carro.

·       Esconder as chaves do carro se a pessoa já não tiver capacidade para conduzir; se a pessoa for ainda capaz de conduzir (mediante decisão médica), considere usar um dispositivo GPS para a eventualidade de ele se perder.

·       Considerar a possibilidade de usar um dispositivo GPS (ex: no relógio) para localizar a pessoa caso ela se perca.

Outras medidas a tomar pelo cuidador:

O stress por que passam as famílias quando uma pessoa com demência se perde é muito grande. É importante que se tenha um plano para se saber o que fazer em caso de emergência. Seguem-se algumas sugestões:

·       Criar uma lista de contatos de pessoas a quem se possa pedir ajuda;

·       Pedir aos vizinhos, amigos e familiares para avisarem se virem o seu familiar só na rua.

·       Ter sempre uma foto recente do familiar e informações médicas atualizadas para fornecer à polícia em caso de necessidade;

·       Conhecer bem o bairro de residência. Identificar bem as áreas perigosas perto de casa, como zonas com água, estradas com muito trânsito, etc.;

·       Ter uma lista de lugares para onde a pessoa possa ter ido, como locais de trabalho no passado, lares ou centros de dia que já tivesse frequentado, locais de culto religioso ou um restaurante;

·       Colocar no familiar alguma forma de identificação com um contacto telefónico;

O que fazer no caso de o familiar se perder:

·       Procurar o familiar na área onde se perdeu por um tempo não superior a 15 minutos; ligar de seguida para o número das urgências e informar a polícia que uma pessoa com demência ou com a doença de Alzheimer está desaparecida;

·       Começar imediatamente os esforços de busca e resgate. Cerca de noventa por cento das pessoas que se perdem são encontradas num raio de 1,5 km do local onde desapareceram;

·       Ter em conta se o indivíduo é destro ou canhoto, porque o familiar provavelmente irá seguir a direção da mão dominante.



 Fontes:

https://www.alz.org/care/alzheimers-dementia-wandering.asp#who 

Alzheimer´s net

CRE Alzheimer



Artigo COMO DIMINUIR O RISCO DE FUGA DE UMA PESSOA COM DEMÊNCIA neste link https://www.cuidador.pt/blogue/134-como-diminuir-o-risco-de-fuga-de-uma-pessoa-com-demencia 

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27 “dicas” sobre a refeição de familiares com demência:

 

·       Não apresse a refeição;

·       Sirva os pratos por ordem, e um a um;

·       Proporcione só os talheres que vão ser utilizados em cada momento;

·       Sente-se á mesa de frente do familiar, e se for necessário utilize linguagem gestual para que ele o imite e leve a comida á boca;

·       Dê sempre indicações verbais e gestuais sobre o que deve ser feito em cada momento;

·       Dê uma pequena refeição (não energética) à noite ao deitar, para evitar a diminuição do nível de “açúcar” (glicemia) no sangue (hipoglicemia noturna);

·       Coloque uma toalha de mesa branca e os pratos de uma cor contrastante para despertar a atenção;

·       Não coloque nada em cima da mesa que não seja necessário e que possa provocar distração;

·       Ajude o seu familiar a sentar-se com a cabeça e o pescoço em posição vertical e os braços e os pés bem apoiados;

·       Mantenha as rotinas: o mesmo local à mesa e a mesma hora da refeição;

·       Evite que o local da refeição tenha ruídos (televisão ligada, etc.) e agitação (movimento de pessoas);

·       Em caso de falta de apetite, fale com o médico para verificar se a medicação está a interferir com a vontade de comer. O cuidador deve certificar se o familiar tem dores na boca, a dentadura mal colocada, ou se engasga com facilidade;

·       Sirva as refeições com boa apresentação, coloridas, e com ervas aromáticas que estimulem o paladar; como com o envelhecimento acontece naturalmente a alteração do paladar e do olfato, tempere a comida com ervas aromáticas. Esta pode ser também uma estratégia para diminuir a quantidade de sal às refeições;

·       Utilize caso seja necessário toalhas de mesa antiderrapantes e louça com alças;

·       Utilize o azeite quer para cozinhar quer para fazer molhos. O azeite é rico em ácidos gordos monoinsaturados, possui vitaminas A, D, E e K, tem um elevado poder antioxidante (atrasa o envelhecimento celular) e tem um efeito protetor comprovado contra os cancros da mama e do intestino. A vitamina E estimula as defesas do sistema imunológico. É, no entanto, preciso ter em atenção que como qualquer gordura, 1 grama de azeite possui 9 calorias;

·       Quando fizer molhos, misture com iogurte natural de modo a fornecer cálcio, mineral importante para a saúde dos ossos;

·       Coza os legumes em pouca água e aproveite o líquido da cozedura que possui vitaminas e eletrólitos;

·       Sempre que possível opte por formas de confecionar como cozidos, grelhados, assados, caldeiradas e empadões;

·       Sirva as refeições desde sempre preferidas pelo familiar, mas tenha em atenção que o gosto pela comida também pode mudar durante a evolução da demência;

·       Sirva sempre que for possível refeições que propiciem a mastigação. A consistência dos alimentos e a mastigação é um estimulante da actividade do hipocampo, região do cérebro importante para as funções de memória e aprendizagem. (Kravchenko, 2008);

·       Sirva as refeições com a consistência adequada (nem muito líquido nem muito sólido) para facilitar a deglutição.

·       Verifique a temperatura e a consistência dos alimentos; com o evoluir da demência, o familiar vai perdendo a capacidade de comunicar (verbalmente) qualquer desconforto ou dor que sinta;

·       Inclua sempre que possível alguns alimentos ácidos às refeições. Com a idade pode acontecer uma diminuição natural da produção de saliva que pode ser agravada com a toma de medicamentos. Tal como o paladar e a temperatura adequada, os sabores ácidos estimulam a deglutição porque aumentam a produção de saliva;

·       Tenha em atenção a quantidade de calorias ingeridas às refeições. A obesidade, especialmente a gordura abdominal é um indicador de diabetes ou pré-diabetes, colesterol elevado, dificuldades respiratórias, risco de doença cardiovascular e sobrecarga das articulações dos joelhos;

·       O iogurte natural e o queijo são uma excelente alternativa ao leite. Com o envelhecimento pode surgir a dificuldade de digestão da lactose (açúcar do leite) porque a lactose precisa da enzima lactase (produzida no intestino delgado) para ser decomposta e a a produção da enzima lactase diminui. Com a fermentação do queijo ou do iogurte essa situação deixa de existir. Outra razão que justifica a preferência do iogurte natural ou do queijo relativamente ao leite é o facto de a enzima lactase também participar na separação do cálcio da lactose e da caseína do leite, o que resulta numa absorção mais eficaz do cálcio. O queijo e o iogurte natural também são ricos em proteína completa. A proteína é o “tijolo” dos tecidos em geral e dos músculos em particular. Além das funções estruturais dos tecidos orgânicos, a proteína tem funções enzimáticas, hormonais, de transporte, e de defesa do organismo (imunoproteínas);

 

·       Inclua o ovo na dieta. A clara do ovo é rica em proteína (albumina) que entra na composição muscular e a gema em nutrientes. A gema de ovo também tem valor calórico, o que é importante em doenças com grande consumo de energia, como por exemplo na doença de alzheimer quando existe deambulação. A gema também possui colesterol, pelo que as pessoas com diabetes ou colesterol elevado devem pedir informação personalizada médica.

 

 

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As pessoas com demência por vezes acreditam ver ou ouvir coisas que realmente não existem. Embora as alucinações e os delírios sejam imaginários, para a pessoa que os sofre são muito reais e podem causar extrema ansiedade e até pânico. Para o cuidador, esta pode ser uma situação particularmente difícil e uma fonte de grande stresse.

·        Alucinações. O que são?

As alucinações consistem na criação pela mente de percepções sensoriais como se fossem reais. Elas podem incluir qualquer um dos sentidos, mas os mais comuns são as alucinações visuais e auditivas, isto é, a pessoa vê ou ouve algo que não existe. Por exemplo, o familiar doente pode ouvi-lo a chamar por ele ou ver pessoas que não estão na realidade lá.

·        Delírios. O que são?

Os delírios são ideias que não são baseadas na realidade, mas que a pessoa com demência acredita que são verdade. Alguns exemplos comuns são ideias de roubo de dinheiro, de outros bens, ou que alguém está a tentar prejudicar.

·        O que provocam as alucinações e os delírios?

Existem fatores não modificáveis ​​que estão na base das alucinações e dos delírios de pessoas com demência. A demência faz com que a pessoa perca a capacidade de reconhecer as coisas porque o cérebro não interpreta com precisão as informações que recebe.

Os problemas de memória podem levar a suspeições, paranoias e ideias falsas. O cuidador deve ter em conta que o seu familiar está a tentar dar sentido ao que o rodeia com capacidades intelectuais cada vez mais diminuídas. É compreensível que, ao perder a memória de curto prazo, a pessoa doente acredite que seus objetos foram realmente roubados, porque ele simplesmente não se lembra onde os colocou 5 minutos antes. A perceção temporária incorreta também pode fazer acreditar que viveu recentemente um acontecimento que ocorreu há muitos anos. O cuidador deve colocar-se na pele do seu familiar para entender melhor a situação e agir corretamente.

Também existem fatores modificáveis ​​que podem causar sintomas de alucinações e delírios, como por exemplo:

1)    Alterações sensoriais, como problemas de visão ou deficiência auditiva.

2)    Efeitos secundários de alguns medicamentos.

3)    Doença psiquiátrica.

4)    Ambientes desconhecidos.

5)    Doenças físicas como infeções, febre, dor, prisão de ventre, anemia, doenças respiratórias, desnutrição ou desidratação.

6)    Presença de cuidadores ou de pessoas que não são conhecidas.

7)    Interrupção de rotinas familiares.

8)    Sobrecarga sensorial devido a muitas coisas que estão a acontecer ao mesmo tempo.

·        O que fazer quando um membro da família está a ter uma alucinação ou um delírio?

A primeira opção é fazer uma visita ao médico para descartar a presença de outros problemas físicos ou psiquiátricos e verificar os efeitos da medicação. O especialista pode prescrever medicamentos que ajudem a controlar os delírios ou as alucinações em pessoas com demência, mas no entanto muitos dos medicamentos antipsicóticos usados ​​para tratar esses sintomas têm efeitos colaterais como rigidez, tremores ou sonolência. Os antipsicóticos mais recentes têm menos efeitos colaterais, mas podem causar sonolência.

É importante avaliar se os delírios e as alucinações têm um impacto verdadeiramente negativo na vida da pessoa doente e dos seus familiares.

Um psiquiatra uma vez disse durante uma sessão de formação que não prescreveu medicação antipsicótica para uma pessoa com Alzheimer que pensava que ele era o chefe da residência, porque chamá-lo de chefe fazia dele a pessoa mais feliz da instituição.

Mas também existe a situação oposta, ou seja, pessoas com alucinações terríveis que não recebem tratamento farmacológico porque supostamente "não se pode fazer nada, porque isso é demência". Analisar as vantagens e os riscos é muito importante nesse tipo de situação.

·        Além do tratamento farmacológico, há outras coisas que o cuidador pode tentar fazer, como por exemplo:

1)     Não discutir. É melhor reconhecer que a pessoa pode estar muito assustada com delírios e alucinações. Em vez de discutir, tente distrair a pessoa com música, exercícios, atividades, conversas com amigos e fotos antigas. Às vezes, uma simples mudança de conversa pode ajudar.

2)    Não repreender a pessoa pela perda de objetos ou por esconder coisas.

3)    Investigar se existe algum fator ambiental que possa estar a provocar as alucinações e os delírios, como barulhos, sombras, decoração, etc.

4)    Tentar responder aos sentimentos subjacentes aos sintomas. Se se a pessoa se sentir perseguida, com medo, faça-a sentir-se protegida. Um abraço no tempo certo pode ser uma excelente terapia. O contato físico pode ser reconfortante, mas certifique-se de que a pessoa está disposta a aceitar essa interação.

5)    Tentar manter um ambiente familiar. Se a pessoa tiver que se mudar de domicílio, leve algumas coisas familiares da residência anterior.

6)    Tentar manter os cuidados e as rotinas constantes.

7)    Ter um diário pode ajudar a determinar se as alucinações ou delírios ocorrem em horários específicos do dia, ou com determinadas pessoas. Identificar as causas pode ajudar a fazer mudanças para superar as dificuldades.

8)    Finalmente, e talvez a coisa mais importante: não interprete  as acusações pessoalmente, e esteja ciente de que a pessoa não é capaz de controlar esse comportamento.

Fonte: https://www.facebook.com/notes/nina-romero/alucinaciones-y-delirios-en-las-personas-con-demencia-causa-manifestaciones-y-tr/931556993590734/

Outros artigos relacionados com o tema:

https://www.cuidador.pt/blogue/269-8-maneiras-de-lidar-com-os-delirios-de-um-familiar-com-demencia

https://www.cuidador.pt/blogue/121-alucinacoes-e-delirios-em-pessoas-com-demencia-3

https://www.cuidador.pt/blogue/89-alucinacoes-e-delirios-em-pessoas-com-demencia

 

 

 

 

 

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À medida que envelhecemos a realização das nossas atividades de vida diária pode tornar-se um desafio, e os serviços de apoio domiciliário têm o objetivo de incentivar as pessoas a viverem de forma tão independente quanto possível nas suas próprias casas. Essa oferta de serviços também pode ser utilizada para evitar que os cuidadores informais fiquem sobrecarregados e entrem em esgotamento.

A quantidade e o tipo de serviço fornecido pelos cuidadores profissionais devem ser personalizados segundo as necessidades individuais de cada cliente. Quando é necessária a ajuda de uma empresa de apoio domiciliário, a família cuidadora deve ter a noção sobre o tipo de apoio e que nível de cuidado é necessário para o seu familiar. Existem dois níveis de serviços de apoio domiciliário, que são os serviços de saúde (2) e os serviços não médicos (1). No entanto pode haver uma sobreposição de oferta de serviços, ou seja,  uma empresa que disponibilize por exemplo serviços de saúde pode também fornecer serviços domésticos e de cuidados pessoais.

1)   Os serviços não médicos ao domicílio podem incluir cuidados pessoais, serviços de companhia, serviços domésticos, serviços de apoio legal e serviços indiferenciados não clínicos. Esta modalidade de apoio ao domicílio deve estimular a interação social, e ajudar nas tarefas domésticas e na assistência às atividades da vida diária.

A oferta de serviços inclui:

·       Preparação de refeições

·       Companhia

·       Atividades ou hobbies

·       Exercício leve, como caminhadas

·       Recados e compras

·       Apoio de lavandaria

·       Trabalhos domésticos leves

·       Apoio no Banho e na higiene

·       Ajuda no vestir

·       Ajuda às refeições

·       Transferências

·        Serviços de transporte

·       Serviços de mobilidade

·       Lembretes e apoio à medicação

2)   Os serviços de saúde ao domicílio têm a medicina na sua natureza, e são fornecidos através de profissionais de saúde como enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e terapeutas da fala. Também podem ser definidos como cuidados clínicos ou cuidados especializados. Este género de oferta exige conhecimentos de condições médicas específicas como a doença de Alzheimer ou outras formas de demência.

A oferta de serviços inclui:

·       Administração de medicamentos (incluindo administração de medicamentos por via intravenosa)

·       Monitorização de sinais vitais

·       Tratamento de feridas

·       Assistência na recuperação de doença ou lesão

·       Fisioterapia

·       Terapia ocupacional

·       Terapia da fala

·       Monitorização através de equipamentos médicos

 

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A Organização Mundial de Saúde publicou um estudo no mês de Junho de 2017 onde alerta que a violência física ou psicológica em idosos está a aumentar em todo o mundo. O estudo incidiu sobre relações assentes em sentimentos de confiança e concluiu que uma em cada seis pessoas com mais de 65 anos é vítima de alguma forma de abuso.

Quando lidamos com uma pessoa de idade é preciso compreendermos que ela teve que se adaptar á sua história de vida, á transformação das relações sociais e á evolução tecnológica e cultural, o que pode não ter sido uma tarefa fácil. É preciso vermos a pessoa no meio da sua história de vida.

Também se deve ter em conta que a população sénior é muito heterogénea. Não existe grupo etário com pessoas mais diferentes umas das outras. Enquanto algumas pessoas vivem as suas vidas com saúde e um balanço de bem-estar positivo, outras por razões de saúde, dependência ou solidão são atiradas para situações de vulnerabilidade.

Nesse sentido, o membro da Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia, Dr. Rocío Fernández-Ballesteros García, refere algumas directrizes para o relacionamento com os seniores:

1.- A pessoa idosa quer ser tratada respeitosamente como um adulto, sem diferenças de tratamento, e não devido à sua idade.

2.- A pessoa idosa não deve ser tratada como uma criança, mesmo que apresente condições de doença, dependência ou deficiência.

3.- A pessoa idosa deseja ser tratada com carinho e compreensão. Devem ser utilizados todos os conhecimentos e habilidades do relacionamento interpessoal.

4.- As pessoas mais velhas querem ser tratadas como adultas, sem se ter em conta a idade, com respeito, afecto e educação, independentemente de condições de incapacidade, doença ou fragilidade.

Tratar bem as gerações mais idosas dignifica o envelhecimento, estimula a independência, a autonomia, e torna a sociedade mais inclusiva.

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