A Organização Mundial de Saúde publicou um estudo no mês de Junho de 2017 onde alerta que a violência física ou psicológica em idosos está a aumentar em todo o mundo. O estudo incidiu sobre relações assentes em sentimentos de confiança e concluiu que uma em cada seis pessoas com mais de 65 anos é vítima de alguma forma de abuso.
Quando lidamos com uma pessoa de idade é preciso compreendermos que ela teve que se adaptar á sua história de vida, á transformação das relações sociais e á evolução tecnológica e cultural, o que pode não ter sido uma tarefa fácil. É preciso vermos a pessoa no meio da sua história de vida.
Também se deve ter em conta que a população sénior é muito heterogénea. Não existe grupo etário com pessoas mais diferentes umas das outras. Enquanto algumas pessoas vivem as suas vidas com saúde e um balanço de bem-estar positivo, outras por razões de saúde, dependência ou solidão são atiradas para situações de vulnerabilidade.

Nesse sentido, o membro da Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia, Dr. Rocío Fernández-Ballesteros García, refere algumas directrizes para o relacionamento com os seniores:
1.- A pessoa idosa quer ser tratada respeitosamente como um adulto, sem diferenças de tratamento, e não devido à sua idade.
2.- A pessoa idosa não deve ser tratada como uma criança, mesmo que apresente condições de doença, dependência ou deficiência.
3.- A pessoa idosa deseja ser tratada com carinho e compreensão. Devem ser utilizados todos os conhecimentos e habilidades do relacionamento interpessoal.
4.- As pessoas mais velhas querem ser tratadas como adultas, sem se ter em conta a idade, com respeito, afecto e educação, independentemente de condições de incapacidade, doença ou fragilidade.
Tratar bem as gerações mais idosas dignifica o envelhecimento, estimula a independência, a autonomia, e torna a sociedade mais inclusiva.