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Como diminuir o risco de fuga de uma pessoa com demência

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A deambulação é comum em pessoas com demência e em particular com a doença de Alzheimer. Esse tipo de comportamento aumenta a possibilidade de ocorrerem quedas, crises de ansiedade, desorientação e fuga.

10 sugestões para diminuir o risco de fuga e perda de uma pessoa com demência:

1)   Certifique-se de que o seu familiar está sempre identificado com o nome, contacto e a referência "eu tenho problemas de memória". Essa informação pode ser colocada por exemplo num bolso ou na carteira.

2)   Existem no mercado pulseiras ou relógios com o sistema de localização através de GPS que podem ajudar a localização em caso de perda. Analise a possibilidade de adquirir um sistema desses de localização.

3)   Informe os seus vizinhos que o seu familiar tem demência e que se pode perder, e peça para o avisarem se o virem a vaguear sozinho.

4)   Acompanhe o seu familiar nos passeios ou exercícios ao ar livre. Mantenha uma rotina com as mesmas atividades na mesma altura do dia e nos mesmos lugares. Isto irá fazer com que ele se sinta mais seguro devido à previsibilidade que a rotina transmite.

 

5)   Evite mudar o endereço do domicílio. Á medida que a doença for evoluindo, a memória e a capacidade de orientação espacial e temporal vão-se deteriorando. A informação memorizada há mais tempo (memória de longo prazo) é a última a ser afetada, daí a importância de evitar mudar de domicílio.

6)   Feche e tranque as portas das varandas e das saídas. Instale fechaduras ou dispositivos que exijam manobras complexas para as abrir.

7)   Instale um alarme se for necessário. Existem soluções que podem ir desde colocar um sino na porta de saída até utilizar aparelhos mais sofisticados como detetores de movimento, alarmes ou tapetes na porta sensíveis à pressão.

8)   Disfarce as portas e as janelas para diminuir a possibilidade de o familiar paciente encontrar uma saída. A solução pode ir desde pintar a porta da mesma cor das paredes ou pendurar cortinas nas janelas com a mesma cor das paredes.

9)   Crie um circuito seguro para caminhar. Se for possível faça um trajeto através das salas dentro de casa ou um caminho circular no quintal. Remova o mobiliário que possa obstruir a passagem para criar uma zona controlada e segura.

10)       Utilize sinais visuais porque os pacientes com demência em geral e Alzheimer em particular podem a partir de uma certa fase desorientar-se mesmo dentro de casa. Coloque lembretes visuais com pistas como por exemplo fotografias descritivas nas portas da casa de banho, cozinha e um sinal de stop na porta de saída. Esta estratégia de orientação temporal e espacial vai, no entanto, perder eficácia à medida que a doença for evoluindo.

A imobilização forçada geralmente não é necessária se forem aplicadas as medidas descritas.


 Baseado na fonte: Georges J, Jansen S, J Jackson. Infografia CRE Alzheimer.



Artigo sobre o risco de perda do familiar neste link https://www.cuidador.pt/blogue/261-o-risco-de-perda-do-familiar

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