

O idadismo (discriminação pela idade) e a infantilização são formas violência psicológica por vezes causadas por membros da família, cuidadores, médicos ou técnicos de saúde profissionais. Existe a convicção de que há conexões óbvias entre a infantilidade e a velhice e essa linha de pensamento pressupõe uma atitude de rejeição do envelhecimento, preconceito em relação à idade, estigma e exclusão social. Os estereótipos negativos relativos à idade ou o idadismo podem existir de maneira manifesta ou mais subtil, e rotulam as pessoas idosas como deprimidas, incapazes ou crianças.
O idadismo também se manifesta por vezes de forma implícita na maneira como os profissionais de saúde comunicam com as pessoas mais velhas, como por exemplo através da utilização da entoação exagerada com frases curtas e simples. Uma pessoa Velha não é uma criança. A infantilização de uma pessoa Idosa é uma forma de violência, e a violência psicológica não tem a mesma visibilidade da violência física. Atitudes PATERNALISTAS, simplificação DESNECESSÁRIA do vocabulário, EXCESSIVA utilização de diminutivos, falar em voz alta de forma DESCONTEXTUALIZADA, utilização de repetições e esclarecimentos DESNECESSÁRIOS e fazer perguntas já com a resposta IMPLÍCITA podem diminuir a auto-estima das pessoas Idosas.
A médica e vice-presidente da Comissão de Proteção ao Idoso refere num artigo publicado no Diário de Notícias no dia 23 de fevereiro de 2018 com o título “OMS. Portugal é um dos cinco países da Europa que pior trata os idosos” que “Portugal é o país da Europa que menos investe nas pessoas da terceira idade” e “que neste momento somos o país que tem piores condições para cuidar dos idosos”.
Á medida que as pessoas envelhecem vão-se diferenciando, e os estereótipos e preconceitos ignoram as diferenças que as pessoas idosas têm entre si.
