
Depois de realizado o diagnóstico de demência, o objetivo do cuidador é garantir o bem-estar da pessoa e retardar tanto quanto possível a evolução da doença através de medicamentos (que vão perdendo eficácia) e estimulação.
A pessoa cuidadora deve conhecer as fases da doença para poder adaptar a sua atividade e proteger também a sua saúde. Quanto mais conhecimento, menos stress vai sentir e melhor qualidade de cuidados vai prestar.
As diferentes formas de demência têm velocidades diferentes de evolução. A demência Vascular tem uma evolução em "degrau de escada", enquanto a demência de Corpos de Lewy tem uma progressão mais rápida que a doença de Alzheimer. Uma pessoa vítima de Alzheimer pode manter durante alguns anos os hábitos e prazeres se o diagnóstico da doença for feito numa fase inicial.
A Associação Americana de Geriatria recomenda que a decisão de avisar uma pessoa que é vítima de demência depende do estado cognitivo e capacidade de tomar decisões sobre o futuro. Se a doença estiver numa fase inicial, avisar permite a possibilidade de poder decidir antecipadamente sobre aspetos importantes da vida. Se a doença estiver numa fase avançada, a pessoa doente perdeu capacidade de compreender o seu estado cognitivo. Avisar vai resultar em mal-estar, alterações de comportamento, ansiedade e emoções negativas.