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A maneira como percecionamos o que nos rodeia tem efeito no nosso comportamento e bem-estar, e caso a pessoa tenha demência, a sua capacidade de interpretação está diminuída.

Os ambientes físico e social que rodeiam uma pessoa com Alzheimer ou com outra forma de demência influenciam (pioram ou atenuam) os sintomas da doença.

À medida que a doença progride e a memória (entre outras capacidades cognitivas) vai sendo afetada, o paciente deixa de reconhecer nomes, lugares e pessoas, o que pode levar à desorientação, stress, ansiedade, agitação, agressividade e isolamento.

Para se estimular a calma e diminuir a possibilidade de ocorrerem alterações de comportamento, devem ser implementadas rotinas nas atividades do dia a dia e o espaço do domicílio deve estar organizado e decorado adequadamente.  

O cuidador deve fazer a despistagem da razão que possa estar a provocar a alteração de comportamento do seu familiar. Uma pessoa com demência que tenha dor e não consiga exprimir-se verbalmente vai ter uma alteração de comportamento. O mesmo poderá suceder perante a presença de uma pessoa não familiar, sombras provocadas pela iluminação, alucinações, delírios, presença de espelhos, ruído, presença em locais com muita gente, síndrome do pôr-do-sol, fome, sede, etc.

Se a pessoa com demência receber estímulos em excesso do ambiente que o rodeia (movimento de pessoas, barulho, etc.) pode ter comportamentos de agitação e ansiedade. A ausência total de estímulos também não é positiva porque acelera a perda de autonomia. O ponto chave é estimular sem provocar stress, ou seja, sem ultrapassar os recursos cognitivos do familiar.

Algumas sugestões sobre condições da habitação que podem promover o bem-estar de uma pessoa com Alzheimer:

·        Incorporar cores suaves na decoração (cores não estimulantes ou energéticas);

·        Manter sempre um telefone perto;

·        Manter a temperatura ambiente adequada; com o envelhecimento a capacidade de o organismo regular a sua temperatura diminui;

·        Manter próxima a rede social, porque a família e os amigos próximos podem ajudar a estimular as boas memórias e a boa disposição;

·        Colocar os utensílios e objetos de maior uso em locais fáceis de localizar e ter sempre disponíveis refeições de preparação rápida;

·        Remover os objetos que dificultem a passagem ou a deambulação;

·        Remover objetos decorativos desnecessários como por exemplo tapetes;

·        Contratar, caso seja necessário e possível, o serviço de um cuidador para ajudar a cozinhar e a fazer compras;

·        Utilizar música com significado emocional para o familiar doente no sentido de criar boa disposição ou promover o relaxamento;

·        Ter uma decoração simples e com um mínimo de padrões. A demência também tem consequências na capacidade cognitiva visual (ler artigo em anexo).

 


 

Baseado na fonte: http://www.alzheimers.net/2014-01-30/how-positive-environments-affect-patients/

 


Existe uma urbanização na Holanda para pacientes com Alzheimer que se caracteriza pela vigilância e acompanhamento discreto dos pacientes, e o resultado é a diminuição da necessidade de medicamentos para controle de alterações de comportamento. Conheça essa aldeia aqui https://www.youtube.com/watch?v=ctcxjtEcAFQ



 

Artigo UM SIMPLES EXAME OCULAR PODE DETETAR ANTECIPADAMENTE A DOENÇA DE ALZHEIMER neste link https://www.cuidador.pt/blogue/274-um-simples-exame-ocular-pode-detetar-antecipadamente-a-doenca-de-alzheimer

Artigo sobre a SÍNDROME DO PÔR DO SOL: CARACTERIZAÇÃO E ESTRATÉGIA neste link https://www.cuidador.pt/blogue/66-sindrome-do-por-do-sol-caracterizacao-e-estrategia

Artigo sobre a A TEMPERATURA AMBIENTE E O ENVELHECIMENTO neste link https://www.cuidador.pt/blogue/119-a-temperatura-ambiente-e-o-envelhecimento

 

 

 

 

 

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A carência de vitamina D na população em geral e nos séniores em particular é mais comum do que se julga e este micronutriente é muito importante para a saúde.

O periódico The American Journal of Clinical Nutrition já chamou à deficiência dessa vitamina de “pandemia”.

Ela e é produzida pelo nosso corpo a partir da luz solar, e apenas uma pequena quantidade pode ter como fonte alguns alimentos como alguns peixes ou a gema de ovo.

A falta de vitamina D pode ter como causas:

·       As alterações que acontecem naturalmente na pele com o envelhecimento têm consequências na produção da vitamina através da acção da luz solar.

·        A forma de exposição à luz solar de pessoas que vivem em diferentes locais do planeta devido à inclinação dos raios solares.

·       Indivíduos que usam roupas que cobrem grande parte do corpo ou que passam grande parte do tempo em ambientes fechados.

·       A cor da pele. As pessoas que têm cores de pele mais escuras têm maiores níveis de melanina, pigmento que reduz a capacidade da pele em produzir vitamina D quando está exposta à luz solar.

·       A dieta estritamente vegetariana. Como já referimos, a principal fonte de vitamina D é o sol, mas os alimentos que são fonte deste micronutriente são principalmente de origem animal (certos peixes e óleos de peixe, gema de ovo, produtos lácteos como queijo ou iogurte natural, fígado bovino, etc.).

 

A deficiência de vitamina D está relacionada com as seguintes doenças:

·         Osteoporose: quantidades adequadas de cálcio e vitamina D são importantes para a manutenção da densidade óssea.

·          Saúde cardiovascular: a deficiência de vitamina D está associada a um risco maior de pressão arterial elevada.

·         Colesterol elevado: a produção de vitamina D ajuda a regular os níveis de colesterol no sangue.

·       Infecções respiratórias e constipações: alguns estudos indicam uma relação entre a carência de vitamina D e infecções respiratórias e constipações.

·         Depressão: a deficiência de vitamina D pode estar relacionada com a depressão.

·         Diabetes tipo 2: alguns estudos têm estabelecido uma relação entre níveis baixos de vitamina D e a diabetes tipo 2. A vitamina D contribui para a tolerância à glicose.

·         Saúde bucal: os seniores com baixos níveis de vitamina D têm uma maior taxa de perda de dentes do que aqueles com níveis normais da vitamina.

·       Artrite reumatóide: alguns estudos indicam que as pessoas com níveis normais de vitamina D parecem ser menos propensas a ter artrite reumatóide. Entre as pessoas que têm artrite reumatóide, aquelas com baixos níveis de vitamina D tendem a ter os sintomas da doença mais activos.

·         Cancro: a deficiência de vitamina D pode estar associada ao cancro. Estudos concluem que as pessoas com cancro têm baixos níveis de vitamina D e quando mais avançado estiver o estado dessa doença, mais baixo é o nível desta vitamina.

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Um artigo publicado na revista American College of Nutrition refere que o consumo excessivo de carne, doces e produtos lácteos, aumenta o risco de doença de Alzheimer, cancro, diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral, e doença renal crónica. Sobre a relação entre a alimentação e algumas doenças crónicas o mesmo artigo refere os seguintes dados estatísticos:

1.    Quando o Japão fez a transição da dieta tradicional japonesa para uma dieta ocidental, as taxas da doença de Alzheimer aumentaram de 1 % em 1985 para 7% em 2008.

2.    O consumo de frutas, legumes, grãos, produtos lácteos com baixo teor de gordura, e peixes, estão associados a um menor risco de doença de alzheimer.

3.    A prevalência da doença de Alzheimer em 10 países (Brasil, Chile, Cuba, Egipto, Índia, Mongólia, Nigéria, República da Coreia, Sri Lanka e os Estados Unidos) aumentou com a subida do consumo regular de produtos à base de carne e leite.

4.    A redução do consumo de carne pode reduzir significativamente o risco de doença de Alzheimer, vários tipos de cancro, diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral e doença renal crónica.

5.    O risco regional de desenvolver a doença de Alzheimer está relacionado com os hábitos alimentares. Os cidadãos dos Estados Unidos são os que têm maior risco devido à quantidade de carne incluída na dieta. Eles são cerca de 4% mais propensos a desenvolver a doença de Alzheimer.

6.    As dietas com baixo consumo de carne como a dieta mediterrânica e de países como a Índia, Japão e Nigéria, estão associadas a uma redução de 50% do risco de doença de Alzheimer.



Fonte: http://www.lavanguardia.com/vivo/ecologia/20160830/404280983424/alzheimer-riesgo-alimentos-dulces-carne-lacteos-grasa-dieta.html


 Artigo “O Que Fazer Antes e Depois Da Alta Hospitalar” neste link:   https://www.cuidador.pt/blogue/44-o-que-fazer-antes-e-depois-da-alta-hospitalar-do-familiar

 Artigo “Como Cuidar Uma Pessoa Com Cancro” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/272-como-cuidar-de-alguem-com-cancro

 Artigo “Algumas Sugestões Para o Cuidador” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/154-20-sugestoes-para-cuidadores

 Artigo "O que fazer para prevenir um Acidente Vascular Cerebral" neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/114-o-que-fazer-para-prevenir-um-acidente-vascular-cerebral


 

 

 

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SOBRE A ALIMENTAÇÃO

·       Com o envelhecimento surge naturalmente a diminuição da produção de saliva, situação que é agravada com a toma de certos medicamentos. A ingestão de alimentos de sabor ácido aumenta a produção de saliva, o que estimula a deglutição. A temperatura adequada da refeição também estimula a produção de saliva.

·       O familiar ao cuidado do cuidador deve ter no mínimo 4 refeições por dia (pequeno almoço, almoço, lanche e jantar) e um pequeno lanche ao meio da manhã.

·       Para estimular o apetite e facilitar a deglutição, as refeições devem ter um aspecto agradável e uma textura adequada.

·       É de evitar dietas restritivas e regimes dietéticos em pessoas da terceira idade, salvo se forem prescritas por um médico.

·       Deve ser proporcionada” uma dieta equilibrada e variada, rica em cereais integrais, frutas e verduras. Deve ser incluída na alimentação três ou quatro doses diárias de produtos lácteos, como por exemplo iogurte natural.

·        Os alimentos de produção industrializada (alimentos processados) e os artigos de confeitaria devem ser consumidos com moderação. A ingestão de gorduras, sal e açúcar deve ser controlada.

·       O consumo de peixe deve ser superior ao consumo de carne.

·       O consumo excessivo de bebidas alcoólicas diminui o apetite e a absorção de alguns nutrientes. Caso não exista nenhuma contra-indicação médica deve-se beber um copo de vinho tinto nas duas principais refeições;

·       A quantidade de sal consumida deve estar dentro dos parâmetros saudáveis. O cuidador deve estimular a substituição do sal por condimentos naturais como por exemplo ervas aromáticas.

·       As ervas aromáticas melhoram o odor e o sabor dos alimentos, o que é útil para compensar a diminuição do paladar e do olfacto que acontece naturalmente com o envelhecimento.

·       Os fritos, assados e molhos pesados devem ser evitados. A prioridade deve ser a confecção de cozidos e grelhados.

·       Vigie o peso do seu familiar regularmente e consulte um médico se ele perder peso de forma rápida.

 

SOBRE A HIDRATAÇÃO 

·       Com o envelhecimento pode-se cair facilmente em desidratação devido à diminuição da sensação de sede e da quantidade de água corporal. Deve-se beber entre 1.5 e 2.5 litros de líquidos (água preferencialmente) por dia, dependendo da actividade física, temperatura ambiente e medicamentos diuréticos que estejam a ser tomados.

·       Caso o familiar sénior ofereça resistência à hidratação através de água, o cuidador pode adoptar estratégias como por exemplo fornecer fruta com grande quantidade de água (melão, melancia, etc.), infusões, batidos ou sumos. Um líquido para ser hidratante não deve ter açúcar na sua constituição.

·       A sopa pode ser um alimento muito hidratante e também nutritivo.

·       A desidratação pode ser detectada através de sinais como a côr ou cheiro da urina, prega cutânea, hipotensão (queda de tensão arterial ao levantar) e dôr de cabeça.

·       A ingestão moderada de água à refeição (entre 200 e 300 ml) ajuda a humedecer o bolo alimentar, o que facilita a sua passagem ao longo do intestino, evitando a prisão de ventre.

·       A ingestão moderada de água à refeição também permite formar um bolo alimentar mais volumoso, o que dá um sinal ao nosso cérebro que estamos saciados.

·       Em situações de diabetes ou demência é necessário redobrar a atenção sobre a hidratação. A acrescentar às alterações normais do envelhecimento que já referimos, o diabético tem tendência à poliúria (micção anormal) e uma pessoa com demência tem mais dificuldade de comunicação.

 

 

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Depois de realizado o diagnóstico de demência, o objetivo do cuidador é garantir o bem-estar da pessoa e retardar tanto quanto possível a evolução da doença através de medicamentos (que vão perdendo eficácia) e estimulação.

A pessoa cuidadora deve conhecer as fases da doença para poder adaptar a sua atividade e proteger também a sua saúde. Quanto mais conhecimento, menos stress vai sentir e melhor qualidade de cuidados vai prestar.

As diferentes formas de demência têm velocidades diferentes de evolução. A demência Vascular tem uma evolução em "degrau de escada", enquanto a demência de Corpos de Lewy  tem uma progressão mais rápida que a doença de Alzheimer. Uma pessoa vítima de Alzheimer pode manter durante alguns anos os hábitos e prazeres se o diagnóstico da doença for feito numa fase inicial. 

 A Associação Americana de Geriatria recomenda que a decisão de avisar uma pessoa que é vítima de demência depende do estado cognitivo e capacidade de tomar decisões sobre o futuro. Se a doença estiver numa fase inicial, avisar permite a possibilidade de poder decidir antecipadamente sobre aspetos importantes da vida. Se a doença estiver numa fase avançada, a pessoa doente perdeu capacidade de compreender o seu estado cognitivo. Avisar vai resultar em mal-estar, alterações de comportamento, ansiedade e emoções negativas.

 

 

 

 

 

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