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20 sugestões para cuidadores

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Cuidar de uma pessoa a tempo inteiro pode ser uma atividade extremamente stressante, e não afirmo que é uma atividade extremamente stressante porque há fatores que podem atenuar o desgaste físico e emocional como a personalidade da pessoa cuidadora, a sua preparação para a função, e a posse de recursos pessoais e sociais.

Quem cuida de uma pessoa com demência pode ter que lidar com alterações de comportamento, agressividade, deambulação contínua, alteração do ritmo circadiano, insónia, alucinações, perda de memória, etc.

Mas o cuidador pode seguir algumas estratégias (que devem ser trabalhadas e adaptadas) de modo a ajudar a diminuir o stress e criar sentimentos de gratificação pelas vitórias (por pequenas que sejam) que vai tendo durante a sua atividade.

 


 

 


20 sugestões para a pessoa cuidadora

1)    A pessoa doente não é a sua doença: o diagnóstico pode ser devastador para a pessoa doente e familiares, mas o cuidador não deve apagar da memória a identidade do seu familiar. Ele não é a doença.

2)    Não discuta: discutir só provoca mais incómodo e frustração. O cuidador deve compreender e aceitar as alterações provocadas pela doença. O seu familiar é uma vítima da doença.

3)    Em caso de demência, a doença é a responsável pelas mudanças de personalidade e de humor: o cuidador deve lembrar-se que o seu familiar não está a mudar, a doença é que está a progredir.

4)    Cuide de si: se não se cuidar pode entrar em esgotamento ou síndrome do cuidador. Reserve algum tempo para si todos os dias. Se for necessário faça vários pequenos intervalos em vez de intervalos maiores.

5)    Não crie expetativas irrealistas: não nem tente que o seu familiar volte a ser a pessoa que já foi. Ame-o como ele é agora.

6)    Utilize meios diferentes para comunicar com o familiar: arte, música, dança, poesia, teatro e leitura são maneiras de se relacionar quando a comunicação verbal deixa de ser opção. Até o simples toque é uma forma de comunicar.

7)    Informe-se sobre o estado de saúde em fontes credíveis: aprenda tudo o que puder sobre a progressão da doença para compreender e criar mais facilmente empatia com a pessoa doente.

8)    Tenha consciência dos seus limites físicos e emocionais: evite chegar ao ponto da exaustão.

9)    Estimule a independência sempre que possível: por mais tentador que possa ser fazer tudo pelo seu familiar, é importante para ele faça o máximo que possa. Com isso atrasa-se a progressão da doença.

10)    Mantenha as rotinas: à medida que a incapacidade progride, as rotinas ajudam a evitar sentimentos de confusão e frustração da pessoa doente. Em relação aos benefícios para si, as rotinas dão previsibilidade e transmitem segurança.

11)     Não subestime a importância da nutrição: estudos têm relacionado algumas formas de demência com a dieta. A alimentação muito calórica com açúcares refinados e processados contribuem para alterações de comportamento e agitação.

12)  Estimule o seu familiar a praticar diariamente atividade física moderada tendo em conta a sua capacidade: tal como a saúde mental, a saúde do corpo também é importante. Aliás, a doença mental afeta a saúde do corpo e vice-versa. A prática de exercício físico moderada durante o dia, também ajuda a melhorar o sono durante a noite. Um dos grandes problemas da pessoa cuidadora e da pessoa doente é a impossibilidade de dormir de forma recuperadora durante a noite.

13)    Lembre-se que também precisa de apoio: não hesite em pedir ajuda aos membros da família e amigos quando precisar. Mesmo que julgue que não vai ter sucesso, peça na mesma.

14)    Tenha sempre atualizados os documentos legais essenciais.

15)    Tenha em atenção que o diagnóstico de uma doença neurodegenerativa não é uma sentença instantânea de morte: as diferentes formas de demência têm uma evolução gradual, apesar de umas serem mais rápidas do que outras.

16)   Aproveite bem o tempo: a família ainda pode passar bons momentos e aproveitar a vida caso o diagnóstico seja feito nos estádios iniciais da doença.

17)    Seja realista nas expectativas que cria para si e para a sua família: defina metas realistas e aprenda a gerir situações inesperadas.

18)  Mantenha a lista de medicamentos e as dosagens sempre atualizadas: isso garante que não só sabe quando é a próxima dose da medicação, como também é capaz de compartilhar qualquer informação com profissionais de saúde ou familiares a qualquer momento.

19)   Lembre-se que as palavras e as ações nunca perdem importância, e até podem ganhar relevo: a pessoa com demência nunca deixa de sentir.

20)   Tenha orgulho em si: cuidar é uma responsabilidade enorme, e apesar de não ser perfeito(a) o seu trabalho é de certeza um grande trabalho!


 Baseado na fonte:

http://www.alzheimeruniversal.eu/2015/09/07/consejos-para-cuidadores-20-cosas-para-recordar-si-cuidas-a-una-persona-con-demencia/?utm_source=ReviveOldPost&utm_medium=social&utm_campaign=ReviveOldPost


Nota:

É importante saber que nos estádios mais adiantados da demência a presença da pessoa doente em sítios públicos movimentados pode provocar agitação e alterações de comportamento. A pessoa deixa de ter capacidade de entender e dar sentido à informação captada sensorialmente o que provoca agitação devido ao sentimento de medo.

Outra situação a ter em conta é que, quando se administram medicamentos para diminuir a agitação durante o dia, isso pode resultar em insónia á noite. O acompanhamento médico tem certamente esses fatores em análise.

 

 

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