Log in

 

 

  • blogue
  • Visualizações: 3563

Os cientistas do Instituto Sunnybrook em Toronto concluíram através de um estudo que a má qualidade do sono impede que o cérebro limpe as toxinas que resultam da sua atividade e estabeleceram uma relação entre a insónia e a sensibilidade ao stresse. A maioria dos nossos órgãos usa o sistema linfático para enviar os resíduos do metabolismo (detritos que resultam da atividade das células) para a corrente sanguínea para serem expelidos para fora do organismo. Mas o cérebro utiliza uns canais que rodeiam os vasos sanguíneos chamados espaços de Virchow-Robin perivasculares (VRS), sistema apelidado de glymphatic para remover os resíduos do metabolismo das células do cérebro: os neurónios. É durante o sono que acontece a maior parte da drenagem das toxinas do cérebro e quando o sono é de má qualidade, a drenagem não ocorre de uma maneira eficaz. Uma das consequências das diversas formas de demência é a diminuição da qualidade do sono e alteração do ritmo circadiano, e por esse motivo é preciso pedir sempre que for necessário a ajuda de um profissional da área da saúde ou a uma equipe multidisciplinar.


 


Um estudo internacional realizado em Espanha, Brasil e Austrália demonstrou os efeitos positivos da melatonina na saúde cognitiva. A melatonina é uma hormona natural produzida principalmente durante o sono. A exposição á luz energética (ex.: luz natural ou lâmpadas de luz branca) influenciam a produção da hormona do sono melatonina, o que pode no limite estar associado não somente a transtornos do sono como também a problemas cardiovasculares, gastrointestinais e digestivos, diabetes, obesidade e depressão.

A melatonina tem um efeito protetor do envelhecimento dos neurónios porque reduz a inflamação do cérebro e é comum os doentes de Alzheimer terem alterações no padrão de sono. Grande parte da atual investigação sobre perdas cognitivas e demência está focada em melhorar a qualidade dos vasos sanguíneos através de uma dieta saudável e do exercício físico, enquanto o papel do sono tem sido um pouco negligenciado.

Com o envelhecimento o sono pode tornar-se mais leve e fragmentado, mas essas mudanças naturais não têm necessariamente consequências na saúde. Mas quando não se dorme o suficiente, independentemente da idade ou do estado de saúde, surgem alterações no comportamento, cognição e na estabilidade emocional. Quando a pessoa tem demência a situação piora, porque se o doente não dorme, o cuidador também não dorme, e o resultado é uma fonte de tensão prolongada no tempo que pode levar ao esgotamento do cuidador e o seu familiar pode sentir essa alteração e ficar mais agitado.

Entre as formas conservadoras (não medicamentosas) de estimular o sono encontra-se a ligeira pressão que o peso de um édredon ou cobertor faz no corpo porque estimula a produção da hormona do bem-estar serotonina.

Como melhorar o sono de um familiar com demência:

·       Para melhorar a qualidade do sono é preciso primeiro detetar a causa subjacente à insónia. Fale com o médico sobre os distúrbios do sono do seu familiar;

·       Aproxime-se do familiar doente de forma calma e procure saber se ele ou ela precisa de alguma coisa;

·       Lembre-o(a) da hora avançada da noite; não discuta e tranquilize-o(a);

·       Mantenha uma temperatura confortável no quarto de dormir;

·       Instale fechaduras adequadas nas portas e janelas e sensores de movimento para o caso de o familiar deambular durante a noite;

·       Estimule a exposição à luz solar para ajudar a manter o ritmo sono-vigília. O tempo de exposição deve ser indicado por um médico porque depende de variáveis como a hora do dia, cor da pele, idade, etc.;

·       Estimule a atividade física durante a manhã ou início da tarde. Caminhar ou praticar exercício físico moderado durante o dia ajuda a melhorar o sono noturno;

·       Não utilize luzes estimulantes ou frias no ambiente horas antes de descansar. As lâmpadas devem ser de cor quente e o ambiente silencioso à noite. A melatonina (hormona do sono) é produzida em ambientes com ausência de luz ou iluminação quente;

·       Estabeleça um horário para a altura de despertar e adormecer;

·       Utilize o quarto só para dormir. Não tenha televisão nessa divisão da casa. A luminosidade da televisão é estimulante;

·       Sirva o jantar com comida de fácil digestão e sem bebidas estimulantes. Evite a cafeína, o álcool e o tabaco (nicotina);

·       Não utilize formas de imobilização forçada ou de contenção física;

·       Uma pessoa que descansa a maior parte do dia, provavelmente ficará mais facilmente acordado durante a noite. Desencoraje o seu familiar de fazer sestas durante o dia e programe atividades como a ida ao médico, passeios, ou tomar banho para a parte da manhã ou início da tarde; 

·       Finalmente, esteja atento ao seu próprio esgotamento mental e físico. Se o cuidador estiver stressado ao final da tarde, o familiar doente pode sentir esse estado e ficar agitado.



Possíveis situações causadoras de insónia que podem ser corrigidas:

·       Alguns medicamentos podem afetar o sono devido aos efeitos secundários;

·       Certas doenças crónicas podem interferir com a qualidade do sono. Alguns exemplos:

1)    Doenças cardíacas e pulmonares como a insuficiência cardíaca ou a doença pulmonar obstrutiva crónica;

2)    Condições relacionadas com o estômago como o refluxo gastroesofágico;

3)    Dor crónica (artrite, etc.);

4)    Hipertrofia da próstata ou bexiga hiperativa (despertares noturnos contínuos para urinar);

5)    Infeções do trato urinário ou problemas de incontinência;

6)    Ansiedade ou a depressão;

7)    Alcoolismo;

8)    Síndrome das pernas inquietas;

9)    Apneia do sono.



 Fontes:

Hard Facts About Sleep Problems in the Elderly,

Can Lack of Sleep Lead to Alzheimer’s,

Top 7 Physical Alzheimer’s Symptoms ,

https://www.alz.org/care/alzheimers-dementia-sleep-issues-sundowning.asp,

http://www.infosalus.com/salud-investigacion/noticia-estudio-muestra-melatonina-podria-ayudar-lucha-contra-alzheimer-20180703191436.html?_ga=2.110067724.800077601.1530601108-1175468612.1523949544



 Artigo “A INSÓNIA ESTÁ RELACIONADA COM O AUMENTO DA MORBIDADE E MORTALIDADE” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/315-a-insonia-esta-relacionada-com-o-aumento-da-morbidade-e-mortalidade

Artigo “OS PROBLEMAS DO SONO…” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/186-os-problemas-do-sono

 

 

 

  • blogue
  • Visualizações: 14425

 

Quando uma pessoa de 30 anos sente dor enquanto urina é quase certo que tem uma infecção no trato urinário (ITU), mas uma infecção no aparelho urinário de um sénior raramente tem sintomas claros e pode inclusive não provocar qualquer tipo de dor.

Um estudo de 2014 descobriu que 1 em cada 7 mulheres com mais de 65 anos tiveram uma Infeção do Trato Urinário nos últimos seis meses. Outros fatores que tornam uma pessoa mais propensa a ter esta doença, incluem ser do sexo feminino (as mulheres são muito mais propensas a ter uma ITU do que os homens), ter pedras nos rins, e ter dificuldade em esvaziar completamente a bexiga, e a utilização de um catéter.

SINAIS COMUNS DE AVISO DE UMA ITU

Qualquer pessoa que tenha tido uma ITU sabe o quão dolorosa ela pode ser. Os seus sintomas comuns incluem:

·       Pressão ou vontade de ir à casa de banho mesmo quando acabou de urinar;

·       Dor e/ou ardor durante a micção;

·       Urina escura, turva ou escassa;

·       Dor abdominal e/o nas costas;

·       Febre, calafrios e náuseas.

SINAIS DE AVISO DE UMA ITU NUM SÉNIOR

·       Uma mudança repentina inexplicável de comportamento é um indicador de uma possível infecção do trato urinário em adultos mais velhos; se o cuidador detectar uma mudança de comportamento sem explicação aparente no seu familiar sénior, deve procurar imediatamente ajuda médica;

·       Outros sinais de alerta são o início de incontinência urinária, confusão ou incapacidade em executar tarefas que facilmente eram realizadas um ou dois dias antes;

 ·       Uma ITU pode estar por detrás de uma queda, confusão cognitiva, incontinência ou diminuição de apetite;

·       Caso a pessoa tenha demência há que ter em conta a diminuição da sua capacidade de comunicar o que sente.

 

ITU: A SEGUNDA INFECÇÃO MAIS COMUM

As ITUs são comuns - mais da metade das mulheres terão pelo menos uma durante a vida - e, se não forem tratadas, podem levar a uma infecção na bexiga, rins, ou mesmo a uma septicemia (infecção generalizada do corpo). 

Uma infecção no aparelho urinário provoca stress no organismo que pode resultar em alterações súbitas de comportamento, e quando se tem demência, qualquer factor indutor de stress piora os sintomas da doença.

Mas as ITUs nem sempre são simples de diagnosticar. Uma pessoa pode ter sintomas de uma infecção urinária e o teste dar negativo. Também é possível haver a presença de bactérias na urina e não sentir sintomas de uma ITU (bacteriúria assintomática). Esta situação é comum em mulheres mais velhas e não deve ser tratada com antibióticos.

As mulheres da meia-idade para cima são mais propensas a contrair ITUs devido a alterações hormonais durante e após a menopausa. Com a menopausa, devido à ausência da hormona estrogénio, a mucosa vaginal fica diferente. Ela fica mais fina, seca, e mais sensível aos sintomas de uma infeção – mesmo – que ela não exista. Além disso, a pessoa fica suscetível a contrair infecções porque as bactérias (como a E. coli) podem ascender mais facilmente à bexiga.

INFECÇÃO URINÁRIA: CAUSAS E SINTOMAS

Os rins, ureteres, bexiga e uretra têm como função eliminar a urina do corpo e quanto maior for a zona do trato urinário infectada, mais grave é a infecção.

Quando as bactérias se introduzem na abertura da uretra pode ocorrer uma infecção e as mulheres estão mais expostas porque têm a uretra mais curta que os homens.

Os sintomas de uma ITU são a sensação de desconforto generalizada, cansaço, sangue na urina e dor mesmo quando não se está a urinar. O sintoma de dor nas costas e nos lados do corpo pode indicar que a infecção atingiu os rins.

Como já foi referido, uma pessoa idosa pode estar infectada sem ter febre, e se tiver febre, esse sinal pode significar uma infecção grave.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Na maioria dos casos, diagnosticar e tratar uma infecção urinária de um sénior é relativamente simples: faz-se um exame à urina e caso se confirme a infecção a prescrição de antibióticos é normalmente a primeira via de tratamento e a ITU geralmente desaparece em apenas alguns dias.

Mas dependendo da idade, da saúde e da gravidade da infecção, o tratamento pode durar semanas e passar pela hospitalização para administração de antibióticos por via intravenosa.

O médico também pode mandar detectar que tipo de bactéria está a provocar a infecção para prescrever um antibiótico mais eficaz.

Os séniores que vivem em ambientes de grupo como por exemplo em lares de idosos, são mais propensos a ser resistentes aos tratamentos de antibióticos de prescrição comum.

Quem sofre de uma ITU deve beber muitos líquidos porque isso ajuda a expulsar as bactérias do organismo.

FATORES DE RISCO

Grupos de pessoas  que têm maior risco de contrair uma infecção do sistema urinário:

·       Indivíduos que utilizam um cateter na uretra e na bexiga;

·       Diabéticos;

·       Pessoas que têm cálculos renais;

·       Mulheres pós menopausa.

A IMPORTÂNCIA DA HIDRATAÇÃO

As pessoas que têm a bexiga hiperactiva e que por essa razão bebem menos água para urinarem menos vezes, são mais propensas a contrair infecções urinárias porque criam condições para a acumulação de bactérias. A cor da urina deve ser sempre clara, até porque esse sinal também é identificador de uma boa hidratação.

COMO PREVENIR UMA ITU

·       Beber muita água;

·       Urinar logo que surja vontade;

·       Fazer sempre a higiene íntima de frente para trás;

·       Esvaziar a bexiga antes e depois de ter relações sexuais;

·       Evitar a utilização de produtos como desodorizantes na área genital porque podem irritar a uretra;

·       Tomar banho de duche em vez de banho por imersão.



Fontes:

Elderly Urinary Incontinence,

The Unlikely Connection Between UTIs and Dementia,

Helping Your Loved One Better Manage Incontinence, 

https://www.nextavenue.org/risk-utis-increase-age/  


Artigo “BREVE INFORMAÇÃO SOBRE A INCONTINÊNCIA URINÁRIA” neste link https://www.cuidador.pt/blogue/306-breve-informacao-sobre-a-incontinencia-urinaria-2

Artigo “SOBRE A INFEÇÃO URINÁRIA” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/275-sobre-a-infecao-urinaria

Artigo “É ALZHEIMER OU É UMA INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO?” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/71-e-alzheimer-ou-e-uma-infeccao-do-trato-urinario

Artigo “SOBRE A CISTITE” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/291-sobre-a-cistite

Artigo “A UTILIZAÇÃO DE FRALDAS OU ABSORVENTES DE URINA” neste link: http://www.cuidador.pt/blogue/330-a-utilizacao-de-fraldas-ou-absorventes-de-urina?fbclid=IwAR34ADJaUFYYD4LgfnlVxJnBAl771o-odRjBJHiCgDsQjO4X5pYCw58RGa0

Artigo “A DEMÊNCIA E A INCONTINÊNCIA” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/302-a-demencia-e-a-incontinencia

 

 

 

  • blogue
  • Visualizações: 2425

A negação é um mecanismo psicológico que dá tempo aos futuros cuidadores para se adaptarem a situações angustiantes que estão a surgir nas suas vidas. 

A negação em percepcionar o declínio de saúde de um familiar pode acontecer quando surgem os primeiros sintomas de doença ou incapacidade, e resulta inicialmente numa sensação de conforto e posteriormente em irritação, frustração e stresse.

Pedir a um futuro cuidador para mudar a forma como vê um  familiar seu que começa a precisar de algum apoio para realizar as suas actividades de vida diária, pode significar uma ameaça à sua estabilidade e á  organização do seu mundo.

É mais confortável percepcionar que tudo está bem e nada está a mudar.

A negação tanto pode ser uma forma subconsciente de ignorar que o familiar está com a saúde em declínio  e a precisar de algum apoio, como pode ser uma maneira de evitar assumir a responsabilidade de ser cuidador.

A incompreensão ou o desconhecimento da situação de perda de saúde de um familiar por parte dos restantes membros da família também pode ser uma factor de negação.

Por essa razão é importante compreender e percepcionar o mais cedo posível a condição do doente, os sintomas típicos e o tipo de cuidados que vai precisar.

Deste modo podem ser tomadas medidas que atrasem a diminuição da autonomia ou independência, ou mesmo em alguns casos, que se inverta a perda funcional. 

 

 

Um filho que por exemplo não faça ideia de que uma determinada forma demência tem consequencias  que vão além da perda de memória, como por exemplo ter momentos de confusão espacial, pode levá-lo a apoiar o familiar quando ele diz que ainda é capaz de conduzir o seu carro em vez argumentar adequadamente ou montar estratégias que o levem a parar de conduzir.

Sempre que aconteçam alterações comportamentais (irritabilidade,...) ou cognitivas (apraxia, agnosia, amnesia e afasia) sem explicação e que saiam do quadro do envelhecimento primário ou normal, a família e o familiar devem procurar saber se existe alguma causa neurodegenerativa patológica.

Desta maneira a família prepara-se e informa-se sobre a função de cuidador, e o familiar doente pode tomar decisões atempadamente sobre a sua vida futura.

  • blogue
  • Visualizações: 4989

É doloroso testemunhar e acompanhar a deterioração cognitiva e comportamental que a demência provoca, e à medida que a doença progride o saber comunicar ganha importância.

10 sugestões para comunicar com alguém com demência moderada a grave:

1)   TENHA CONSCIÊNCIA DO QUE ESTÁ A ENFRENTAR

A demência irá inevitavelmente piorar com o tempo. As pessoas com demência vão gradualmente ter mais dificuldade em compreender e comunicar.

2)   EVITE DISTRACÇÕES

Procure lugares e momentos para falar sem distrações presentes. Isso permite que seu familiar se concentre na conversa.

3)   FALE CLARAMENTE E NATURALMENTE, COM UMA VOZ AFECTUOSA E CALMA

Seja afetuoso mas não infantilize.

4)   TRATE A PESSOA PELO NOME

Evite pronomes como "ele", "ela" e "eles" durante a conversa. Os nomes também são importantes ao cumprimentar a pessoa com demência. Por exemplo: "olá, avô. Sou eu, o José, "é preferível a" olá, sou eu." O objetivo é criar empatia e estimular a memória.

5)   FALE SOBRE UMA COISA DE CADA VEZ.

Uma pessoa com demência pode não ser capaz de compreender uma conversa com vários temas. Simplifique a informação. Caso seja necessário divida o que pretende dizer em pequenas partes.

6)   UTILIZE SINAIS NÃO VERBAIS.

Estabeleça um contacto visual e sorria porque isso ajuda o familiar a ficar à vontade, o que pode facilitar a compreensão. Quando a demência se encontra numa fase muito avançada, a linguagem não verbal pode ser a única forma disponível de comunicação.

7)   OUÇA ACTIVAMENTE.

Se não entender alguma coisa que o seu familiar esteja a pretender dizer, avise educadamente e com tato.

8)   NÃO CORRIJA.

Não tente corrigir as declarações imprecisas, ilusões e distorções da realidade. Uma distorção da realidade quando não coloca em perigo a saúde é uma situação inofensiva.

9)   TENHA PACIÊNCIA.

Dê ao seu familiar o tempo que for necessário para compreender o que você diz. Divida a comunicação em partes simples. Não se deixe frustrar.

10)       COMPREENDA QUE HAVERÁ DIAS BONS E DIAS MAUS.

Apesar de a tendência dos pacientes com demência ser o declínio cognitivo e funcional, eles têm altos e baixos como qualquer outra pessoa.

Baseado na fonte: http://www.aplaceformom.com/blog/communication-with-a-loved-one-with-dementia


Artigo “como comunicar com um familiar com demência” aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/241-como-comunicar-com-um-familiar-com-demencia-2

 

  • blogue
  • Visualizações: 1975

É comum que se encare a velhice e última etapa da vida de forma negativa, preconceituosa e estereotipada mas envelhecer de forma bem sucedida não é um problema.

O envelhecimento é uma conquista civilizacional e uma oportunidade de desenvolvimento como deve ser qualquer idade.

Quando o envelhecimento significa alguma perda de autonomia, a vida que gerou e criou vida depende e precisa de ajuda para fazer o seu último percurso em paz.

Os cuidadores ganham saberes de saúde, arquitectura, designer e engenharia para adaptar o ambiente domiciliar às incapacidades dos pais e avós e a divisão da casa que merece a primeira atenção é o quarto de banho. Seguem-se a remoção de objectos que podem provocar quedas como tapetes, a organização da localização de utensílios pela sua maior utilização, etc.

Com o aumento da longevidade que tem acontecido nas últimas décadas acentua-se a tendência dos pais e avós chegarem a idades mais avançadas, o que deve ser uma oportunidade para os filhos e netos retribuírem os cuidados e o amor que receberam.

A entrada na velhice significa o início de um adeus de pais e avós que deram o melhor de si a ensinar as gerações mais novas a crescerem.

Log in or Sign up