Log in

 

 

  • blogue
  • Visualizações: 4977

 



Quando um familiar sénior começa a precisar de ajuda é crucial que se estabeleça um plano prático e realista de modo a mantê-lo em segurança e feliz no domicílio.

Sempre que possível deve ser feita uma avaliação logo no início do processo, para evitar que a situação se torne insustentável para o cuidador e para o seu familiar com a passagem do tempo.

Se o cuidador entrar em burnout ou em esgotamento, em vez de uma pessoa passarão a ser duas a precisar de ajuda.

1º Passo: Avalie quais são as necessidades do seu familiar e pense nas seguintes áreas relacionadas com segurança e saúde.

- Vou ter apoio da família?

- Vai ser necessário apoio de um cuidador com formação específica na área do envelhecimento (cuidador formal)?

- O ambiente doméstico da casa do familiar é seguro? É necessário fazer alterações que permitam eliminar o risco de quedas, acidentes e que estimulem a autonomia e independência do familiar sénior?

- Existem condições que garantam o cumprimento de necessidades médicas como por exemplo a toma de medicamentos?

- A saúde cognitiva vai ser estimulada?

- Sempre que for necessário, as necessidades de mobilidade e transporte estão garantidas?

- A higiene pessoal vai ser cumprida?

- A preparação das refeições está assegurada?

- A interacção social está garantida? Um dos três pilares do conceito de “envelhecimento activo” é a Participação (social).

- Que apoio é que o familiar já recebe em níveis como na alimentação, mobilidade, higiene, estimulação física e cognitiva, etc.? Realisticamente, que ajuda é necessária acrescentar à que já existe para se manter seguro e tanto quanto possível saudável?

2º Passo: Pense nas suas próprias necessidades e capacidades.

- Caso seja possível antes de tomar a iniciativa de ser cuidador informal, avalie a sua situação, saúde, capacidades e habilidades.

- Vive suficientemente perto para o visitar sempre que fôr necessário?

- Gostaria de morar com ele? Na casa do seu familiar ou na sua?

- O tipo de relacionamento que tem com o seu familiar sénior permite que passem muito tempo juntos sem surgirem sentimentos negativos na relação?

- Tem a personalidade adequada para dar o tipo de cuidado que ele precisa?

- Está disposto a aprender o que fôr necessário para fornecer esse cuidado?

3º Passo: Inclua o seu familiar no processo.

Ninguém deseja perder a independência ou o contrôle da sua vida e por essa razão é importante envolver o familiar sénior tanto quanto possível no processo do cuidar.

No início pode acontecer alguma resistência, mas a ideia é criar uma relação de parceria em vez de uma relação de dependência e não tente forçar mudanças muito rapidamente.

Caso seja necessário, inicie o processo com abordagens pouco intrusivas e vá aumentando o nível de ajuda gradualmente concentrando-se em 1 ou 2 necessidades críticas.

Depois disso, aumente o campo de ajuda lentamente até que ele esteja a receber toda a ajuda que realmente precisa.

4º Passo: Analise a situação financeira.

O cuidado informal tem custos e por essa razão é importante que se prepare para despesas futuras como cuidados médicos, alimentação, modificações em casa para manter níveis de segurança, etc..

5º Passo: Crie condições de segurança em casa do seu familiar sénior.

Com o envelhecimento o risco de ocorrerem acidentes em casa aumenta e por essa razão deve certificar se nos locais de passagem existem obstáculos que possam provocar quedas, a qualidade da iluminação, se existem barras de apoio na casa de banho, se as escadas são seguras, etc..



Fontes:

Dailycaring

Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia



Nota: muitos cuidadores assumem esse papel de forma inesperada e não programada.

  • blogue
  • Visualizações: 3217

 

Muitos dos idosos que vivem sós recebem apenas uma visita por mês e sofrem de problemas de saúde relacionados com a solidão. (Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia)

As implicações da solidão na vida dos idosos foi discutida no 57º Congresso da Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia e de acordo com um Inquérito domiciliar, vivem sozinhos em Espanha 1,8 milhões idosos, dos quais 368.400 têm mais de 85 anos de idade, 72% são mulheres e este grupo recebe apenas em média uma visita por mês.

A realidade portuguesa é semelhante à espanhola.

Muitos dos idosos que vivem sós sofrem de problemas de saúde relacionados com a solidão, como depressão, doenças cardiovasculares, hipertensão, demência e mortalidade.

Além disso têm mais problemas relacionados com a imobilidade, risco de quedas e problemas económicos o que afecta a sua nutrição e higiene.

De acordo com as expectativas demográficas este o problema tem tendência a aumentar pelo que é urgente encontrar respostas sociais por 2 motivos:

- Pela necessidade de somar ao aumento da longevidade que tem vindo a acontecer qualidade de vida;

- Pelo preço em recursos de saúde que a sociedade paga pelo mau envelhecimento que a solidão provoca. 

As cidades devem ser mais inclusivas, o que significa que o ambiente social e a arquitectura urbana devem ser factores de estimulação à interacção e participação social (um dos três pilares do conceito de “envelhecimento activo”).

Como as famílias são actualmente tendencialmente nucleares, deve ser estimulado o relacionamento entre as diferentes gerações porque esse é o caminho do conhecimento e consequente respeito mútuo entre netos e avós.

 

  • blogue
  • Visualizações: 8927

 

Quando se entra em negação sobre o estado de saúde ou se possui uma perspetiva errada sobre o tipo de cuidados que um familiar necessita, o cuidador e a pessoa que está a ser cuidada podem ficar numa situação de risco (acrescido) de perda saúde. Uma das melhores maneiras de preparar atempadamente o futuro, e prevenir as consequências da negação ou do erro de avaliação, é realizar regularmente (fisicamente ou virtualmente) reuniões familiares.

 


 

 

 


Situação de risco 1:

 Incumprimento da dosagem da medicação receitada

A utilização de um dispensador ou caixa de medicamentos diminui o risco de incumprimento da toma da medicação, mas se o familiar sofrer de perda de autonomia ou capacidade de realização das Atividades de Vida Diária, o cuidador deve monitorizar pessoalmente a toma de medicamentos.

 

Situação de risco 2:

Estado de negação ou falta de noção do estado de saúde

O estado de negação sobre a evolução da perda de saúde do familiar é perigoso, porque coloca em risco a pessoa que necessita de apoio e contribui para o burnout ou síndrome do cuidador. Ignorar por exemplo que está a precisar de uma bengala ou andador, pode levar a uma queda e resultar em fratura e hospitalização. Deixá-lo sem acompanhamento e supervisão numa altura de perda de autonomia e independência pode criar condições para ocorrerem de acidentes principalmente na cozinha e na casa de banho.

 

Situação de risco 3:

Conflitos Familiares

A falta de colaboração nos cuidados pode provocar conflitos na família. Os cuidadores mais conscientes assumem normalmente tarefas múltiplas sem apoio. Por vezes os familiares que não participam acusam os cuidadores principais de terem reações excessivas e ignoram que podem ser necessários cuidados adicionais.

 

Situação de risco 4:

Não ter consciência da necessidade de ajuda de cuidadores formais

Por vezes o cônjuge está consciente de que o marido ou a esposa tem problemas de memória, mas não quer que se saiba porque associa a ideia de vergonha à doença. Ele pensa que está a proteger o cônjuge do mundo exterior, o que leva ao isolamento social. Esta atitude aumenta a velocidade do declínio cognitivo e prejudica também a saúde do cuidador. Até pode acontecer que nos estágios iniciais se consigam dar os cuidados necessários, mas à medida que a doença for evoluindo a pressão e o stress poderão ser incomportáveis. Cuidar de um familiar em casa tem consequências físicas, mentais e emocionais, mas se ele tiver problemas cognitivos, a dimensão do desgaste é bastante superior, podendo provocar o “burnout” ou esgotamento.

 

Situação de risco 5:

Diminuição do número de visitas

A negação ou a falta de consciência da deterioração cognitiva de uma pessoa pode provocar a diminuição do número de visitas de familiares. A dor que surge quando se vê um pai ou uma mãe incapaz de comunicar de forma inteligente pode levar a um espaçar do número de visitas.

 

Situação de risco 6:

Exploração Financeira

Quando a família está em negação ou não tem consciência da perda de capacidades cognitivas de um familiar, e não toma decisões para a sua proteção, pode estar a colocá-lo numa situação de exposição a situações de exploração financeira.

 

Situação de risco 7:

Não ter documentos legais em ordem

Outro problema que pode surgir da negação ou avaliação incorrecta do estado de saúde de um familiar é não preparar atempadamente documentos legais que podem vir a ser necessários, como por exemplo procurações.

 

Situação de risco 8:

Declínio da saúde do cuidador

O cuidador pode colocar em causa a sua própria saúde quando entra em negação ou não tem consciência da necessidade de ajuda. Os cuidadores informais com idade acima de 66 anos têm uma taxa de mortalidade 63% mais alta do que os não cuidadores e muitas vezes morrem antes do familiar que está a ser cuidado.



Fonte: “A Gradual Disappearance,” de Elizabeth Lonseth


Leia também:

Burnout ou a Síndrome do Cuidador aqui 👉:  https://www.cuidador.pt/blogue/188-burnout-ou-o-sindrome-do-cuidador


  • blogue
  • Visualizações: 27698

 

Quando o comportamento de uma pessoa idosa muda num espaço de tempo relativamente pequeno sem razão aparente, é normal que se fique preocupado e se pense que se trata de um problema cognitivo.

Caso já tenha sido diagnosticada alguma forma de demência à pessoa sénior, pode parecer que o seu quadro clínico piorou de repente.

No entanto, quando uma pessoa idosa fica confusa ou desorientada nem sempre é sinal ou sintoma de demência. Esta situação deve merecer atenção em especial se a mudança de comportamento for súbita.

A doença de Alzheimer e outras formas de demência geralmente começam com pequenas mudanças cognitivas e comportamentais e levam anos a se tornarem percetíveis.

A velocidade da deterioração da saúde pode, no entanto, variar. A demência de Corpos de Lewy, por exemplo, tem uma evolução mais rápida do que a demência de Alzheimer, e as alterações cognitivas também são diferentes numa fase inicial. A demência vascular como pode evoluir em escada em vez de forma contínua é uma das exceções à forma de evolução.  

Sintomas como confusão ou agitação aguda podem resultar de uma Infeção do Trato Urinário (ITU).

Depois da menopausa as mulheres em particular e as pessoas mais idosas em geral são mais suscetíveis a terem uma ITU sem, no entanto, apresentarem os sintomas habituais como a dor durante a micção, a febre, ou a vontade frequente de ir à casa de banho.

Um sénior que de repente não consegue fazer uma coisa que fazia uma semana atrás pode ter uma ITU.

As quedas, a incontinência recente ou a perda de apetite também podem ser sinais de uma infeção urinária.

Uma mudança súbita e inexplicável de comportamento numa pessoa com demência pode ser sinal de uma ITU.

A demência é - normalmente - uma doença progressiva e quando ocorrem mudanças súbitas de comportamento, agitação, confusão ou apatia deve-se verificar se a pessoa idosa tem uma infeção urinária.

Por que razão uma ITU provoca mudanças de comportamento?

Uma infeção leva a uma resposta do sistema imunológico da pessoa idosa, o que provoca stress no organismo, que resulta em sintomas como agitação, inquietação, dificuldade de concentração, alucinações, delírios, apatia e falta de energia.

Se uma pessoa idosa começar a ter reações estranhas de repente e sem motivo compreensível, deve ser levado imediatamente a um médico. Uma Infeção do Trato Urinário pode ser detetada com um simples exame ao sangue ou através de uma amostra de urina, e existem kits de teste caseiro.

Se uma ITU for detetada numa fase inicial, a toma de antibióticos geralmente resolve o problema e em sequência as alterações de comportamento desaparecem.


Baseado na fonte: http://dailycaring.com/alzheimers-or-urinary-tract-infection/


Artigo “BREVE INFORMAÇÃO SOBRE A INCONTINÊNCIA URINÁRIA” neste link https://www.cuidador.pt/blogue/306-breve-informacao-sobre-a-incontinencia-urinaria-2

Artigo “SOBRE A INFEÇÃO URINÁRIA” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/275-sobre-a-infecao-urinaria

Artigo “INFECÇÃO URINÁRIA: SINTOMAS E CUIDADOS” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/146-infeccao-urinaria-sintomas-e-cuidados

Artigo “A DEMÊNCIA E A INCONTINÊNCIA” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/302-a-demencia-e-a-incontinencia

Artigo “A UTILIZAÇÃO DE FRALDAS OU ABSORVENTES DE URINA” neste link: http://www.cuidador.pt/blogue/330-a-utilizacao-de-fraldas-ou-absorventes-de-urina?fbclid=IwAR34ADJaUFYYD4LgfnlVxJnBAl771o-odRjBJHiCgDsQjO4X5pYCw58RGa0

Artigo “SOBRE A CISTITE” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/291-sobre-a-cistite

 

 

  • blogue
  • Visualizações: 2455

 

Segundo a Associação Americana de Psicologia são sinais que se deve consultar o médico:

 

- Esquecer-se onde se deixaram as chaves pode acontecer em qualquer idade, mas esquecer-se para que servem as chaves ou como se abre uma porta não é característica do envelhecimento normal.

 

- Deixar de saber realizar tarefas do quotidiano como lidar com dinheiro, pagar as contas ou cozinhar.

 

- Ter dificuldade em resolver problemas da vida diária, do trabalho ou da vida doméstica;

 

- Não conseguir aprender coisas novas como por exemplo ir ao supermercado por uma estrada alternativa, utilizar um DVD ou um novo electrodoméstico;

 

- Perder-se em locais familiares;

 

- Sentir dificuldade em encontrar o vocabulário correcto para se expressar;

 

- Não reconhecer os nomes de familiares ou amigos;

 

- Realizar várias vezes a mesma pergunta como se nunca a tivesse feito;

 

- Esquecer-se dos objectos pessoais recorrentemente e em diferentes situações;

 

- Não conseguir identificar ou reconhecer objectos conhecidos.

 

Log in or Sign up