O burnout, síndrome do cuidador ou esgotamento “é caracterizado pela exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização pessoal.” (Tamayo e Tróccoli, 2002)
Ele resulta da exposição prolongada ao stress e à sobrecarga de responsabilidades.

Infografia da Cruz Roja de España

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A presença da síndrome do cuidador ou do burnout detetam-se pelos seguintes sintomas:
· Sintomas físicos: cansaço, dores de cabeça, dores nas articulações, gastrites, hipertensão, insónia, tonturas, etc. O diagnóstico pode ser difícil porque os sintomas podem ser confundidos com outras doenças.
· Sintomas psíquicos: ansiedade, apatia, baixa autoestima, depressão, irritabilidade ou distúrbios do sono.
· Sintomas sociais: isolamento, solidão, falta de tempo livre e de passatempos.
· Sintomas no trabalho: absentismo ou perda de trabalho.

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Para evitar o burnout ou a síndrome do cuidador, a pessoa cuidadora deve procurar colocar em prática as seguintes estratégias:
· Saber o máximo sobre a doença da pessoa ao seu cuidado, incluindo sintomas que indicien situações de emergência, primeiros socorros, evolução da doença, etc. O conhecimento significa consciência, utilidade, e perceção de controle da situação.
· Ter um equilíbrio entre as suas necessidades pessoais e o papel de cuidador.
· Para cumprir o passo anterior é necessário pedir ajuda e aceitar ajuda. Acreditar que pode fazer tudo durante 24 horas por dia, sete dias por semana é uma das principais causas de esgotamento.
· Aceitar naturalmente a possibilidade de ter pensamentos negativos como: "por que é que me tocou a mim ter esta responsabilidade?", "eu não quero ser cuidador de ninguém", ... É normal que quem se sente sobrecarregado e cansado tenha sentimentos de desconforto emocional e mesmo de raiva. Lembre-se nesses momentos que ninguém quer estar dependente e evite mostrar emoções negativas ao familiar que se encontra ao seu cuidado. Nessas alturas faça pequenos intervalos de alguns minutos para, por exemplo, tomar uma infusão relaxante.
· Parar para respirar quando sentir que já não pode mais. Às vezes, a evolução da doença, mais as responsabilidades e preocupações acumuladas criam na pessoa cuidadora uma couraça que o impede a extravasar as emoções. Falar com alguém de confiança, contar-lhe a sua vida e dizer-lhe como se sente pode ser uma grande ajuda.
· As consultas médicas e os exames não podem ser negligenciados. A sua saúde é tão importante como a do seu familiar.
· Procurar passar tempos agradáveis com a pessoa cuidada. Muitas vezes o cuidador está tão cansado que não se apercebe que o seu familiar também está deprimido e se sente culpado. Faça uma breve caminhada, beba uma bebida confortável ou observe uma paisagem. Esses momentos podem ser uma ajuda para a estabilidade emocional do cuidador e da pessoa que se encontra ao seu cuidado.
· Não sacrificar as atividades ou hobbies porque elas ajudam a espairecer a mente de preocupações. Se por exemplo gosta de pintar, costurar ou cozinhar não pare de o fazer.
Fontes:
https://salud.uncomo.com/articulo/como-evitar-el-sindrome-del-cuidador-33309.html
https://salud.uncomo.com/articulo/sintomas-del-sindrome-de-la-cuidadora-1559.html
Autor da infografia sobre o coping: Vaz Serra
Infografias sobre a medição e sinais de burnout: Cruz Roja de España
Artigo "Oito situações de risco no cuidado informal" neste link https://www.cuidador.pt/blogue/70-8-situacoes-de-risco-no-cuidado-informal
