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Oito situações de risco no cuidado informal

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Quando se entra em negação sobre o estado de saúde ou se possui uma perspetiva errada sobre o tipo de cuidados que um familiar necessita, o cuidador e a pessoa que está a ser cuidada podem ficar numa situação de risco (acrescido) de perda saúde. Uma das melhores maneiras de preparar atempadamente o futuro, e prevenir as consequências da negação ou do erro de avaliação, é realizar regularmente (fisicamente ou virtualmente) reuniões familiares.

 


 

 

 


Situação de risco 1:

 Incumprimento da dosagem da medicação receitada

A utilização de um dispensador ou caixa de medicamentos diminui o risco de incumprimento da toma da medicação, mas se o familiar sofrer de perda de autonomia ou capacidade de realização das Atividades de Vida Diária, o cuidador deve monitorizar pessoalmente a toma de medicamentos.

 

Situação de risco 2:

Estado de negação ou falta de noção do estado de saúde

O estado de negação sobre a evolução da perda de saúde do familiar é perigoso, porque coloca em risco a pessoa que necessita de apoio e contribui para o burnout ou síndrome do cuidador. Ignorar por exemplo que está a precisar de uma bengala ou andador, pode levar a uma queda e resultar em fratura e hospitalização. Deixá-lo sem acompanhamento e supervisão numa altura de perda de autonomia e independência pode criar condições para ocorrerem de acidentes principalmente na cozinha e na casa de banho.

 

Situação de risco 3:

Conflitos Familiares

A falta de colaboração nos cuidados pode provocar conflitos na família. Os cuidadores mais conscientes assumem normalmente tarefas múltiplas sem apoio. Por vezes os familiares que não participam acusam os cuidadores principais de terem reações excessivas e ignoram que podem ser necessários cuidados adicionais.

 

Situação de risco 4:

Não ter consciência da necessidade de ajuda de cuidadores formais

Por vezes o cônjuge está consciente de que o marido ou a esposa tem problemas de memória, mas não quer que se saiba porque associa a ideia de vergonha à doença. Ele pensa que está a proteger o cônjuge do mundo exterior, o que leva ao isolamento social. Esta atitude aumenta a velocidade do declínio cognitivo e prejudica também a saúde do cuidador. Até pode acontecer que nos estágios iniciais se consigam dar os cuidados necessários, mas à medida que a doença for evoluindo a pressão e o stress poderão ser incomportáveis. Cuidar de um familiar em casa tem consequências físicas, mentais e emocionais, mas se ele tiver problemas cognitivos, a dimensão do desgaste é bastante superior, podendo provocar o “burnout” ou esgotamento.

 

Situação de risco 5:

Diminuição do número de visitas

A negação ou a falta de consciência da deterioração cognitiva de uma pessoa pode provocar a diminuição do número de visitas de familiares. A dor que surge quando se vê um pai ou uma mãe incapaz de comunicar de forma inteligente pode levar a um espaçar do número de visitas.

 

Situação de risco 6:

Exploração Financeira

Quando a família está em negação ou não tem consciência da perda de capacidades cognitivas de um familiar, e não toma decisões para a sua proteção, pode estar a colocá-lo numa situação de exposição a situações de exploração financeira.

 

Situação de risco 7:

Não ter documentos legais em ordem

Outro problema que pode surgir da negação ou avaliação incorrecta do estado de saúde de um familiar é não preparar atempadamente documentos legais que podem vir a ser necessários, como por exemplo procurações.

 

Situação de risco 8:

Declínio da saúde do cuidador

O cuidador pode colocar em causa a sua própria saúde quando entra em negação ou não tem consciência da necessidade de ajuda. Os cuidadores informais com idade acima de 66 anos têm uma taxa de mortalidade 63% mais alta do que os não cuidadores e muitas vezes morrem antes do familiar que está a ser cuidado.



Fonte: “A Gradual Disappearance,” de Elizabeth Lonseth


Leia também:

Burnout ou a Síndrome do Cuidador aqui 👉:  https://www.cuidador.pt/blogue/188-burnout-ou-o-sindrome-do-cuidador


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