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A idade já não é o limite

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Não é a idade que define quando deixamos de ser activos é a saúde e os idosos não são todos iguais e por essa razão não devem ser olhados da mesma forma.

 

Este grupo etário está a tornar-se um nicho de mercado importante no consumo e no turismo e há muitos que querem continuar a trabalhar e ter uma voz activa na sociedade.

 

É necessário verificar o ambiente em que eles vivem, as condições de habitação, os transportes públicos, combater a discriminação etária na tomada de decisões e garantir o acesso ao emprego.

 

 

 

 

Na Dinamarca, os governos têm um conselho consultivo composto por idosos e este conselho faz propostas concretas em áreas como por exemplo na saúde.

 

As Nações Unidas estão a trabalhar em conjunto com outras organizações para elaborar uma Convenção dos Direitos das Pessoas Idosas, tal como existe para as crianças ou para as mulheres.

 

A ideia é que a idade já não é o limite mas que é a saúde que define a altura em que deixamos de ser activos e autónomos. Esta é uma discussão importante, porque a definição cronológica do envelhecimento já não deve ser um critério.

 

Se nos conseguirmos manter autónomos vamos poder ter uma vida activa e a grande maioria dos idosos na Europa é autónoma.

 

Na Dinamarca, 83% dos mais velhos são autónomos e 17% estão dependentes e muitas vezes a atenção é focada nos idosos dependentes que não representam a maioria.

 

É necessário ter uma Europa mais amiga das pessoas idosas, no sentido de se conseguir um envelhecimento activo e saudável.

 

 

 

Fonte: Ebbe Johansen, vice-presidente da Plataforma AGE Europa

 

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