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A OMS define a demência como uma síndrome, geralmente de natureza crónica, (em caso de traumatismo craniano por exemplo pode ser aguda) que se caracteriza pela perda progressiva da função cognitiva, ao afetar a memória, pensamento, orientação (espacial e temporal), compreensão, cálculo, capacidade de aprendizagem, linguagem, julgamento e o comportamento.

10 factos sobre a demência segundo a  Organização Mundial de Saúde 

          1. Embora a demência afete principalmente pessoas mais velhas, ela não é uma consequência do envelhecimento normal.

2. Atualmente, cerca de 47,5 milhões de pessoas em todo o mundo têm demência, 58% das quais vivem em países de rendimentos médios ou baixos e esta percentagem deverá aumentar para 71% em 2050.

3. A doença tem um impacto económico de 604 mil milhões de euros por ano, o que coloca em causa a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

4. Os cuidadores enfrentam situações de sobrecarga física, emocional, económica e precisam de apoio dos sistemas de saúde, social, económico e jurídico.

5. O diagnóstico precoce melhora a qualidade de vida dos doentes e das suas famílias porque permite o tratamento de sintomas comportamentais e psicológicos e fornece informações e apoio a longo prazo aos cuidadores.

6. As pessoas com demência e as suas famílias são muitas vezes discriminados relativamente a liberdades e direitos básicos. Por exemplo, as restrições físicas (imobilidade) e químicas (medicamentos) são amplamente utilizadas em centros de cuidados de idosos.

7. Um novo caso de demência é diagnosticado a cada 4 segundos e o número total de novos casos em todo o mundo é de cerca de 7,7 milhões por ano. Em 2030 serão 75,6 milhões e em 2050 135,5 milhões doentes.

8. É necessário melhorar a consciência, conhecimento e compreensão da demência para reduzir a discriminação e melhorar a qualidade de vida dos doentes e cuidadores.

9. É necessário compreender melhor as causas da demência e desenvolver novos e mais eficazes tratamentos.

10. A demência é uma prioridade de saúde pública e como tal devem ser executadas acções que promovam uma sociedade amigável da doença e melhorem as atitudes e a compreensão.


Baseado na fonte: http://www.alzheimeruniversal.eu/2015/09/01/10-datos-sobre-la-demencia-segun-la-oms-y-que-todos-deberiamos-conocer/?utm_source=ReviveOldPost&utm_medium=social&utm_campaign=ReviveOldPost


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A presidente da Fundação Catalunya Alzheimer, a geriatra Eulàlia Cucurella, aconselha as famílias a nunca deixarem de comunicar com a pessoa paciente e a envolverem-se em conversas todos os dias, mesmo que a pessoa doente não possa falar ou não reconheça os seus familiares.

Apesar de não se conseguirem exprimir, as pessoas com demência mantém a capacidade de sentir até ao fim dos seus dias.

Deve-se falar com eles, estimular a sua participação nas conversas e valorizá-los mesmo que não consigam falar ou não nos reconheçam. (Eulàlia Cucurella)



Uma vez diagnosticada a doença, as pessoas pacientes devem ser informadas ?

Segundo Eulàlia Cucurella, apesar de haver muita discussão sobre este tema, a resposta é "sim", e quando se está numa fase leve da doença a informação pode ser uma maneira de ajudar a planificar a vida para os próximos anos. Por outro lado quanto mais cedo se iniciarem os tratamentos farmacológicos ou conservadores melhor. Os actuais medicamentos para a doença de Alzheimer são mais eficazes no início da doença.

A maneira como se recebe o diagnóstico depende de cada doente pelo que é importante saber transmitir adequadamente o diagnóstico.

A notícia não deve ser dada abruptamente e deve-se explicar o que é a doença, colocar logo ao dispor do paciente recursos como a ajuda de um psicólogo, etc. 

Muitas vezes o paciente sofre mais pelo trabalho que vai dar à sua família do que pelo significado que a doença tem para si.

Como se deve comunicar com pacientes de Alzheimer?

Segundo Eulàlia Cucurella a forma de comunicar depende da fase da doença, mas em geral deve-se utilizar comunicação não verbal através do tom de voz, maneira de olhar, gestos,  toque, sem no entanto infantilizar ou usar diminutivos. Eles nunca devem ser tratados como crianças porque são adultos e normalmente mais velhos que o cuidador.

As mensagens devem ser simplificadas, não se devem dar indicações complexas ou muita informação na mesma frase. Deve-se ir por etapas.

Em vez de por exemplo dizer ao doente “vamos sair e por isso vamos vestir um casaco porque está frio”, deve-se comunicar passo a passo: primeiro dizer “vamos sair”, de seguida dar a indicação “veste o casaco”, etc.

Em simultâneo, a comunicação deve ser acompanhada por gestos. Quando por exemplo se diz "vamos comer" deve-se fazer o gesto típico para o ajudar a compreender.

Quando a doença está numa fase avançada, é importante conversar, procurar o seu olhar e dar-lhe importância, mesmo que ele não possa responder ou não reconheça as pessoas. Devem-se ter sempre atitudes inclusivas. Sabe-se hoje que apesar de não ter capacidade de expressar o que sente, essa pessoa tem sentimentos até ao fim da sua vida. (Eulàlia Cucurella).

Que erros os cuidadores costumam cometer?

Segundo a Geriatra é comum os cuidadores encararem os doentes como se fossem crianças e além disso não devem ser ignorados ou tratados como se fossem peças de mobiliário.

 

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 A negação em percepcionar o declínio da saúde do familiar pode acontecer quando surgem os primeiros sintomas de doença ou de incapacidade, e o resultado inicial é uma sensação de conforto que pode transformar-se posteriormente em irritação, frustração e stresse.

 Trata-se de um mecanismo psicológico que dá tempo ao cuidador de se adaptar a situações angustiantes do cuidado informal.  

 

 Pedir a um cuidador para mudar a forma como vê o seu familiar pode significar uma ameaça à estabilidade e organização da sua vida, e é mais confortável pretender que tudo está bem e nada está a mudar. 

 No entanto o processo de negação tanto pode ser uma forma subconsciente de ignorar que o familiar está com a saúde em declínio, o que dá tempo ao cuidador de se adaptar à mudança da realidade, como também pode ser uma maneira de evitar assumir a responsabilidade de ser cuidador.

 A incompreensão e o desconhecimento também podem ser factores de negação do declínio de saúde do familiar, pelo que é importante que se compreenda a condição da pessoa doente, os sintomas, os sinais e o tipo de cuidados que provavelmente vai precisar.

 Se por exemplo um filho não fizer ideia de como uma determinada demência afecta uma pessoa além do estereótipo da perda de memória, pode apoiar a sua mãe quando ela diz que ainda é perfeitamente capaz de conduzir o seu carro em vez de utilizar estratégias como simular uma avaria dispendiosa no carro, falar sobre a necessidade de venda do veículo, etc.

 

 

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Um dos sintomas de demência é a perda da memória que resulta no esquecimento da localização de objectos pessoais, não reconhecimento de familiares, e na confusão da localização temporal e espacial. O que é que o cuidador pode fazer nessas situações? 

Se a perda de memória resultar na dificuldade em localizar objectos:

·        Torne a aparência dos objectos que podem ser perdidos mais chamativa, mudando-lhes a cor ou a forma.

·        Escolha em conjunto com o seu familiar um local para ele guardar os seus objectos (chaves, carteira, etc.) e estimule-o a criar uma rotina de colocar as suas coisas nesse local. O sítio pode ser por exemplo uma caixa à porta de casa.

Se a perda de memória resultar na dificuldade em reconhecer familiares:

·        Em vez de fazer perguntas diretas (forçando-o a lembrar-se), e eventualmente culpá-lo por não se recordar de alguns membros da família, utilize a terapia da reminiscência ao ajudá-lo dando-lhe pistas, ou para evitar que se angustie ou fique ansioso diga-lhe directamente quem é.

·        Outra forma de utilizar a terapia da reminiscência é organizar álbuns com fotografias da família e ver regularmente as fotos em conjunto. Com isso diminui a velocidade da perda a memória do familiar doente e fá-lo aperceber-se que está rodeado por pessoas que o amam.

Se a perda de memória resultar na confusão temporal e espacial:

·        Coloque cartazes com desenhos à entrada de cada divisão de casa a indicar onde está a pessoa, e o que é que se faz nesse quarto.

·        Coloque etiquetas ou desenhos nas gavetas e armários com a informação sobre o que está guardado em cada local.

·        Coloque um relógio de parede grande e apelativo num local estrategicamente visível para se poder ver as horas do dia e faça o mesmo com um calendário para indicar o dia, mês e ano.

·        Analise a necessidade em contratar um sistema de georreferenciação (GPS) ou telemóvel com teleassistência para a eventualidade de o seu familiar se perder fora de casa.

 

 

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Segundo a Organização Mundial de Saúde a saúde nos mais Velhos mede-se pela capacidade de autonomia nas actividades de vida diária e nas actividades instrumentais de vida diária.

 

 

Com o envelhecimento surgem naturalmente alterações no organismo.

 

De modo geral aumenta a gordura, diminui a água corporal sobretudo dentro das células o que potencializa a tendência de desidratação, surgem alterações na pele (perde gordura, espessura, corpúsculos sensitivos e vasos sanguíneos), no sistema endócrino, na termorregulação (os mais Velhos têm menos capacidade de reacção a oscilações de temperatura ambiente), na tensão arterial (hipertensão), na quantidade de massa muscular (sarcopenia), acontece a osteoporose e a osteopenia, etc.

 

Em suma, com o envelhecimento acontece uma diminuição de recursos do corpo para lidar com o stresse provocado pelo ambiente, o que interfere com o funcionamento equilibrado do organismo (homeostasia).

 

Mas com o envelhecimento também surge uma maior capacidade de gestão das emoções, as comparações passam a ser feitas mais em baixa e as expectativas de vida são mais realistas o que contribui para o bem estar dos mais Velhos.

 

É comum a medição ao longo do ciclo de vida do índice da felicidade ser feita em U, com a parte mais baixa da medição da felicidade a surgir por volta dos 40 anos.

 

Um factor que pode interferir com o bem estar dos mais Velhos é a perda de capacidade económica que pode surgir com a reforma.

 

Outro factor é o isolamento social que deriva das famílias serem cada vez mais nucleares e a arquitectura dos espaços urbanos ser normalmente pouco inclusiva dos mais Velhos.

 

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