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"Os pacientes de Alzheimer sentem até o fim, mas não conseguem exprimir-se". (Eulàlia Cucurella)

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A presidente da Fundação Catalunya Alzheimer, a geriatra Eulàlia Cucurella, aconselha as famílias a nunca deixarem de comunicar com a pessoa paciente e a envolverem-se em conversas todos os dias, mesmo que a pessoa doente não possa falar ou não reconheça os seus familiares.

Apesar de não se conseguirem exprimir, as pessoas com demência mantém a capacidade de sentir até ao fim dos seus dias.

Deve-se falar com eles, estimular a sua participação nas conversas e valorizá-los mesmo que não consigam falar ou não nos reconheçam. (Eulàlia Cucurella)



Uma vez diagnosticada a doença, as pessoas pacientes devem ser informadas ?

Segundo Eulàlia Cucurella, apesar de haver muita discussão sobre este tema, a resposta é "sim", e quando se está numa fase leve da doença a informação pode ser uma maneira de ajudar a planificar a vida para os próximos anos. Por outro lado quanto mais cedo se iniciarem os tratamentos farmacológicos ou conservadores melhor. Os actuais medicamentos para a doença de Alzheimer são mais eficazes no início da doença.

A maneira como se recebe o diagnóstico depende de cada doente pelo que é importante saber transmitir adequadamente o diagnóstico.

A notícia não deve ser dada abruptamente e deve-se explicar o que é a doença, colocar logo ao dispor do paciente recursos como a ajuda de um psicólogo, etc. 

Muitas vezes o paciente sofre mais pelo trabalho que vai dar à sua família do que pelo significado que a doença tem para si.

Como se deve comunicar com pacientes de Alzheimer?

Segundo Eulàlia Cucurella a forma de comunicar depende da fase da doença, mas em geral deve-se utilizar comunicação não verbal através do tom de voz, maneira de olhar, gestos,  toque, sem no entanto infantilizar ou usar diminutivos. Eles nunca devem ser tratados como crianças porque são adultos e normalmente mais velhos que o cuidador.

As mensagens devem ser simplificadas, não se devem dar indicações complexas ou muita informação na mesma frase. Deve-se ir por etapas.

Em vez de por exemplo dizer ao doente “vamos sair e por isso vamos vestir um casaco porque está frio”, deve-se comunicar passo a passo: primeiro dizer “vamos sair”, de seguida dar a indicação “veste o casaco”, etc.

Em simultâneo, a comunicação deve ser acompanhada por gestos. Quando por exemplo se diz "vamos comer" deve-se fazer o gesto típico para o ajudar a compreender.

Quando a doença está numa fase avançada, é importante conversar, procurar o seu olhar e dar-lhe importância, mesmo que ele não possa responder ou não reconheça as pessoas. Devem-se ter sempre atitudes inclusivas. Sabe-se hoje que apesar de não ter capacidade de expressar o que sente, essa pessoa tem sentimentos até ao fim da sua vida. (Eulàlia Cucurella).

Que erros os cuidadores costumam cometer?

Segundo a Geriatra é comum os cuidadores encararem os doentes como se fossem crianças e além disso não devem ser ignorados ou tratados como se fossem peças de mobiliário.

 

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