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Por um lado, o idoso sente o sofrimento da separação, abandono, perda da sua liberdade e apercebe-se, com maior intensidade, da aproximação da morte. Por outro lado, os familiares vivem na ilusão de que a institucionalização irá proporcionar ao idoso mais oportunidades de convívio e um melhor tratamento a nível de cuidados de saúde. (Cardão, 2009)

A institucionalização de um idoso obriga-o a abandonar o seu espaço e a sentir a obrigação de reaprender a integrar-se num espaço que lhe é estranho e que, muitas vezes, assume o controlo de vários aspectos da sua vida.” (Paul, 2006)

 

A institucionalização dos mais Velhos pode ter como causa:

- A cada vez maior prevalência da família nuclear (pai, mãe e filho);

- Dependência física ou cognitiva;

- Solidão;

- Isolamento do lugar de habitação;

- Condições precárias de habitabilidade;

- Razões económicas;

- Ausência de redes sociais de apoio;

- Características pouco inclusivas das grandes áreas urbanas que dificultam a coabitação dos mais Velhos.

 

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Antes de ser dada alta hospitalar do familiar, é necessário a família cuidadora verificar:

 

·       Se está bem planificado o regresso a casa porque a recuperação, de certa forma, começa quando se chega ao ambiente do domicílio.

 

·       Se está garantido, caso seja necessário, um acompanhamento multidisciplinar (fisioterapeuta, enfermeiro, etc) do doente e dos cuidadores familiares, orientado para a prestação de cuidados continuados.

 

·       Se os familiares recebem formação para lidar adequadamente com as exigências do cuidado informal. Devem-se certificar que se têm os conhecimentos necessários sobre a doença do seu familiar.

 

·       Se estão bem informados sobre os novos medicamentos e se estes ou os remédios que já eram tomados antes da hospitalização, interagem com suplementos de venda livre e medicamentos à base de plantas que o paciente tenha o hábito de tomar.

 

·       Se vai ser necessário fazer alterações em casa, como por exemplo colocar uma rampa para cadeira de rodas, alargar passagens, instalar ajuda técnicas na casa de banho, remover tapetes, baixar interruptores da luz, subir tomadas eléctricas, etc.

 

 

·       Se pelo menos o cuidador principal está devidamente preparado para a função.

 

·       Se estão bem definidas as diferentes responsabilidades de cada membro da família no acompanhamento do familiar paciente.

 

·       Se as expectativas de melhoras são realistas: é comum os pacientes e os seus familiares esperarem uma recuperação completa mas por vezes isso não é possível, e ter expectativas irrealistas sobre a recuperação pode levar à decepção, ansiedade e depressão.

 

·       Se existe a consciência que o paciente pode ter que fazer alterações no estilo de vida para evitar que o evento que precipitou a hospitalização volte a acontecer novamente. Estas alterações podem incluir modificações na alimentação ou prática de exercício.

 

·       Se cuidadores e pessoa cuidada compreenderam antes da alta hospitalar a melhoria que é possível ocorrer e a terapia ou tratamento que é necessário realizar.

 

·       Se não existe a possibilidade de ocorrerem erros de medicação (dosagem incorrecta ou toma de medicamentos que não devem ser misturados).

 

A pessoa paciente, os seus familiares cuidadores informais e os cuidadores formais (enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, …) fazem parte da mesma equipa e devem interagir de forma colaborativa no processo de recuperação depois da alta hospitalar.



 

Artigo sobre como cuidar de uma pessoa com cancro neste link https://www.cuidador.pt/blogue/272-como-cuidar-de-alguem-com-cancro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A manutenção de pessoas com algum grau de incapacidade nas suas casas ou em coresidência obriga as famílias a redefinirem as relações e obrigações entre os seus membros. Frequentemente surgem dificuldades em chegar a um acordo em relação à contribuição de cada um dos familiares nos cuidados a prestar, podendo constituir uma experiência física e emocionalmente stressante para o membro mais envolvido (cuidador principal).

 

Depois da morte súbita do pai, as irmãs McMahan tiveram que cuidar da mãe com 84 anos e do irmão com 53 anos que tinha deficiências cognitivas e deslocava-se numa cadeira de rodas. A relação entre as 3 irmãs sempre tinha sido boa e próxima, mas a partir dessa altura começou a ficar tensa. Surgiram questões relacionadas com a divisão de tarefas, necessidade de descanso, aspetos legais sobre a propriedade da casa da mãe, sobre o futuro, e as conversas terminavam invariavelmente em choro ou em discussão.


As irmãs McMahan


Foi nessa altura que as irmãs resolveram recorrer ao serviço de um mediador familiar. Muitas vezes os filhos querem o melhor para os pais, só que têm perspetivas diferentes, e a função de um mediador de conflitos familiares é ajudar a descobrir quais são os interesses em comum, para que a partir desse ponto se possa trabalhar em conjunto na procura de soluções. O mediador não defende o ponto de vista de uma pessoa. A sua função é ajudar a resolver os conflitos de forma aceitável para todos os membros da família, de modo a permitir que o foco esteja no interesse de quem precisa de cuidados e na boa relação familiar.

O relacionamento entre irmãos é por vezes complexo e pode piorar quando têm que lidar com pais idosos dependentes, porque em situações de stress a qualquer momento podem ser desencadeadas emoções e conflitos antigos.

De acordo com um relatório de publicado na revista “Conflict Resolution Quarterly”, quase 40 por cento dos filhos que cuidam de um pai têm um grande conflito com os irmãos. Essa desavença é invariavelmente sobre a quantidade de cuidados, dinheiro, disputa pela capacidade em tomar decisões ou apenas uma rivalidade profundamente enraizada sobre quem a mãe ou o pai gosta mais.

Nessas alturas surgem as diferenças de opinião sobre a habitação, cuidados, tratamento médico, e geralmente um irmão sente que está a assumir mais responsabilidade do que os outros. A principal queixa que surge é "por que razão os meus irmãos não me estão a ajudar?”



Cuidar pode provocar conflitos entre os familiares, reacender rivalidades entre irmãos que estavam adormecidas, e a discórdia pode separar a família. Quando os pais idosos começam a precisar de alguma forma apoio nas suas atividades de vida diária de modo a poderem manter-se em suas casas, podem começar a surgir conflitos familiares. Velhas rivalidades que estavam adormecidas podem ser reavivadas e a discórdia pode separar a família.

Muitas vezes, em virtude da distância entre residências, os irmãos que vivem mais longe da casa onde habitam os pais são menos participativos e quando existe uma distribuição desproporcional ou desequilibrada da função de cuidar entre os membros da família, pode surgir um sentimento de injustiça que promove o ressentimento.



Dentro da complexidade da dinâmica familiar, existem dois temas que podem surgir durante a actividade de cuidar:

1)    Sentimento de injustiça

2)    Disputa pela herança

Cuidar pode ser por si só uma atividade stressante, e se somarmos ao stress o sentimento de injustiça provocado pela divisão desproporcional de tarefas e a disputa de heranças, estão reunidas as condições para surgirem relações de animosidade entre irmãos. Quando a dinâmica familiar já está tensa porque um elemento da família se sente injustamente sobrecarregado, podem surgir questões relacionadas com dinheiro que ainda agravarão mais os conflitos. Um irmão que disponibiliza a maior parte dos cuidados a um pai ou a uma mãe pode julgar que tem direito a uma maior parcela de uma futura herança, enquanto os restantes irmãos que residem mais longe ou não estão tão envolvidos podem pensar que o irmão cuidador está a gastar dinheiro em excesso no cuidar.

Uma situação comum nos cuidados informais é o cuidador principal pedir ajuda e os outros familiares/irmãos não responderem satisfatoriamente ou mesmo ignorarem o pedido. Quando um irmão sente que a sua responsabilidade na atividade de cuidar é desproporcional em comparação com as dos restantes membros da família, surge a sensação de injustiça que cria condições para o ressentimento.



Existem vários fatores que podem contribuir para o sentimento de injustiça e ressentimento, e entre eles está a distância entre residências: os irmãos que vivem mais longe dos pais, por regra não participam tão ativamente, e quando o cuidador principal pede ajuda, por vezes a resposta não é satisfatória.

Outra possível fonte de conflitos surge por razões económicas. Quando o ambiente familiar já se encontra tenso e o irmão/familiar cuidador se sente injustamente sobrecarregado financeiramente, a falta de dinheiro pode criar conflitos familiares. Se vivêssemos num mundo perfeito, todas as pessoas seriam altruístas e o dinheiro seria um bem dispensável, mas esse quadro está longe da realidade. Os problemas provocados pela parte económica podem mesmo estender-se a questões de herança. Para gerir estes problemas é fundamental que haja comunicação, e as reuniões de família permitem identificar os problemas antes que se tornem insolúveis e corrigi-los. 

Uma forma de diminuir a tensão e evitar desavenças que podem tornar-se irreconciliáveis é estimular a comunicação, e as reuniões familiares são a melhor forma de manter ou facilitar o intercâmbio de ideias. As reuniões familiares devem ser momentos de discussões francas e abertas sobre as necessidades da atividade de cuidar. Os papéis e as obrigações de cada familiar devem ser bem definidos assim como a planificação do futuro. Em última análise, é importante manter o foco e nunca perder a noção do que é melhor para o familiar dependente e ultrapassar possíveis ressentimentos em relação a um irmão ou irmã que não cooperem.

Quando as reuniões familiares se tornam impossíveis de realizar, independentemente das razões que impeçam essa possibilidade, devem ser contratados os serviços de uma entidade conselheira ou mediadora profissional. O objetivo é aconselhar de forma especializada, resolver as diferenças de opinião entre os membros da família e construir consensos. Se não adiantar em nada de positivo a troca de argumentos entre irmãos, não adianta insistir porque a possibilidade de sucesso pode ser nula. Nessa situação a única pessoa que podemos mudar é a nós mesmos.


 

 


Nove sugestões para melhorar a cooperação entre os familiares:

1.    Pergunte! Inclua os seus pais na tomada de decisões caso mantenham capacidades cognitivas.

2.    Fale das suas necessidades. Os seus irmãos deveriam eventualmente saber o que você precisa, mas eles podem não fazer ideia. Talvez pensem que você não precisa de ajuda.

3.    Mantenha-se em contato. Atualmente, existem sites que permitem que os membros da família tenham acesso a informação útil sobre cuidados. Realize regularmente conferências familiares de preferência pessoalmente. Caso não seja possível utilize sistemas de videoconferência como o Skype.

4.    Divida as responsabilidades de acordo com os pontos fortes de cada pessoa. Deixe os seus irmãos escolher as tarefas que desejam realizar (pagar contas on-line, comunicar com os médicos, etc.).

5.    Prenda a língua. É assim tão importante que os seus irmãos tenham as mesmas opiniões ou perspetivas? A menos que seja um problema de segurança ou de saúde, segure a sua língua!

6.    Faça um intervalo! Se uma questão se tornar controversa ou foco de discussão, acalme-se, faça um intervalo e volte a abordar o assunto noutro momento. Peça desculpa caso seja necessário.

7.    Cuide de si e espaireça. Participe em fóruns ou visite sites de cuidados de saúde, aprenda a lidar com situações difíceis, ligue para um amigo, marque uma consulta com um terapeuta, fale com um padre ou procure um serviço de mediação de conflitos familiares.

8.    Não espere milagres! Se a sua irmã sempre foi egoísta, ela provavelmente não vai mudar, mas isso não significa que deixe de tentar construir pontes de diálogo.

9.    Seja empático. Tenha também consciência das circunstâncias dos seus irmãos e dos seus pais. O momento é stressante para todos.


Fontes:

Cruz Roja de Espanha

https://www.aplaceformom.com/blog/7-9-14-stop-fighting-with-siblings/

https://www.nytimes.com/2015/05/30/your-money/strengthening-troubled-sibling-bonds-to-deal-with-an-aging-parent.html

http://www.aplaceformom.com/blog/when-siblings-clash-about-parents-care/




Leia também:

ESTRATÉGIAS PARA ACOMPANHAR UM FAMILIAR IDOSO QUE MORA LONGE neste link 👉 https://www.cuidador.pt/blogue/28-estrategia-para-acompanhar-um-familiar-idoso-que-mora-longe


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Maria (nome fictício) vivia num lar e tinha uma história de demência leve até que um surto de pneumonia a levou a ser internada num hospital. Quando ela teve alta e regressou ao lar, veio com um declínio cognitivo acentuado. Um estudo realizado pela Professora Dra. Helena Saldanha no Hospital Universitário de Coimbra comprovou que o internamento prolongado de pessoas idosas em hospitais, pode provocar perdas de referências temporais e espaciais não recuperáveis na sua totalidade.

Todas as manhãs, a auxiliar de geriatria do lar perguntava como Maria tinha passado a noite enquanto realizava as tarefas de arrumo no quarto. Em resposta, Maria chorava e demonstrava sinais de exaustão por não conseguir dormir. Maria tinha alucinações, pensamentos delirantes e referia com detalhe que um homem tinha estado sentado à sua janela durante a noite. O homem era jovem, tinha cerca de 20 e poucos anos e queria que ela o deixasse entrar no quarto.

Maria pedia-lhe para a deixar sozinha e o homem ameaçava contar a toda a gente que a tinha visto nua se não o deixasse entrar... Maria gritava desesperadamente.

Durante o dia, mesmo depois de confortada, Maria acreditava que o homem continuava lá e descrevia detalhes sobre a vida dele. Os funcionários do lar não conseguiam encontrar uma explicação sobre como é que ela “sabia” desses detalhes.

Foram feitas várias tentativas falhadas de resolver as alucinações e os delírios utilizando o raciocínio racional. Recordemos que enquanto as alucinações estão relacionadas com os sentidos (ouvir ou ver "coisas"), os delírios são processos cognitivos (pensar que querem roubar ou fazer mal).

Foi-lhe dito que era improvável se não impossível a presença desse homem dada a difícil acessibilidade à janela do seu quarto e, embora ela concordasse inicialmente, a realidade acabava por ser substituída pelo delírio.

O pessoal do lar fez tudo para transmitir segurança a Maria. Foi instalada uma grade e cortinas opacas na janela. As luzes “quentes” (para não interferir com a produção da hormona do sono melatonina) do quarto passaram a ficar acesas à noite e para que não se ouvisse a voz do homem ligava-se música suave.

Mas todas estas estratégias tornaram-se ineficazes e Maria continuava a ouvir a voz do homem que ameaçava contar a todos que ela era "suja" e "promíscua".

O médico de Maria prescreveu uma série de medicamentos para tentar parar as alucinações, mas ela era muito sensível a mudanças na medicação e teve reações adversas aos psicotrópicos, antidepressivos e comprimidos para dormir.

Maria foi por fim diagnosticada com demência de Corpos de Lewy. Certos medicamentos ajudam alguns doentes a ter menos alucinações e delírios provocados por algumas formas de demência, no entanto é comum a intolerância medicamentosa na demência de corpos de Lewy. O cérebro e o corpo de Maria estavam em constante atividade e não tinham um “botão de desligar”. Enquanto o nosso mundo está bem regulamentado, o mundo de Maria é caótico e perturbador. O melhor que se pode fazer em situações como como a de Maria é implementar atividades para manter a mente ocupada na realidade e esperar que ela acabe por participar nessas atividades. As alucinações e os delírios acontecem mais frequentemente durante a noite e exigem uma adaptação na vida de toda a gente em casa.

 

 

5 sugestões para lidar com alucinações na demência:

1)   Mantenha o ambiente do seu familiar doente seguro. Alguém como Maria está em risco de ter comportamentos erráticos. Tenha em atenção o acesso a saídas e escadas.

2)   Contrariar pode ser altamente ineficaz e levar ao aumento da ansiedade. O cuidador não tem que "ver também" a alucinação, mas é necessário concordar, ou seja validar o conteúdo emocional do doente.

3)   Em situações de alucinações, o cuidador deve procurar distrair o doente com atividades que necessitem de habilidades motoras como por exemplo jogar à bola, dar um passeio, colocar post-its na parede, dançar...

4)   Animais de estimação são uma das melhores maneiras de proporcionar conforto a alguém que está ansioso. Um cão ou um gato podem fazer maravilhas na redução da ansiedade e de pensamentos delirantes.

5)   Utilize o contacto e afeto sem ser intrusivo. Muitas vezes um simples contacto emocional ajuda o doente a sentir-se seguro por algum tempo, permitindo que tenha algum descanso.



 Baseado nas fontes:

Alzheimer Association

Bem Viver para Bem Envelhecer, Helena Saldanha

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·       Com o envelhecimento e com a toma de medicamentos pode acontecer a diminuição da produção de saliva. Alimentos de sabor ácido aumentam a produção de saliva (estimulam a deglutição) tal como acontece com a temperatura adequada da comida.

 

 

 

·       Faça com que o seu familiar tenha no mínimo 4 refeições por dia (pequeno almoço, almoço, lanche e jantar) e que coma alguma coisa ao meio da manhã.

 

 

 

 

 

·       Dê um aspecto agradável às refeições e uma textura adequada para que possam se digeridas com facilidade.

 

 

 

·       Evite dietas restritivas e regimes dietéticos em pessoas com mais de 70 anos salvo se forem prescritas por um médico.

 

 

 

 

 

 

·       Proporcione ao seu familiar “idoso” uma dieta equilibrada e variada, rica em cereais, frutas e verduras.

 

 

 

·        Os alimentos de fabricação industrializada e os artigos de confeitaria devem ser consumidos com moderação. Controle as gorduras, o sal e o açúcar. Não se esqueça da dose diária adequada de fibra.

 

 

 

 

 

·       Faça com que o seu familiar “idoso” consuma mais peixe do que carne e se alimente com 3 ou 4 doses diárias de produtos lácteos como por exemplo iogurte natural.

 

 

 

·       Controle a quantidade de sal, especiarias e condimentos na comida. Evite fritos, assados e molhos pesados. Dê prioridade a cozidos e grelhados.

 

 

 

 

 

·       Tenha consciência que com o envelhecimento o paladar e o olfacto diminuem e também por essa razão é preciso ter especial atenção aos alimentos salgados e pratos condimentados. As ervas aromáticas podem ajudar a melhorar o odor e o sabor dos alimentos

 

 

 

·       Estimule o seu familiar “idoso” a beber entre 1.5 e 2.5 litros de líquidos (água) por dia (dependendo da actividade física, temperatura ambiente e medicamentos diuréticos). Deve-se insistir para que beba água mesmo que não tenha vontade porque a sua percepção de sede diminui com o envelhecimento;

 

 

 

 

 

·       Em situações que o familiar “idoso” se recuse beber água, podem ser adoptadas estratégias como: fornecer fruta com grande quantidade de água, infusões, batidos ou sumos;

 

 

 

·       Qualquer líquido que tenha função hidratante não deve ter açúcar na sua constituição. A desidratação pode ser detectada através de sinais como a côr da urina, prega cutânea, hipotensão (queda de tensão arterial) e dôr de cabeça;

 

 

 

·       Uma ingestão moderada de água à refeição (entre 200 e 300 ml) ajuda a humedecer o bolo alimentar o que facilita a sua passagem ao longo do intestino, combatendo a prisão de ventre;

 

 

 

 

 

·       Uma ingestão moderada de água à refeição também permite formar um bolo alimentar mais volumoso, o que dá um sinal ao nosso cérebro que estamos saciados com mais facilidade.

 

 

 

·       Em situações de diabetes ou demência é necessário redobrar a atenção porque a desidratação pode ter consequências mais graves. O diabético tem tendência à poliúria (micção anormal) e uma pessoa com demência tem mais dificuldade de comunicação;

 

 

 

 

 

·       A sopa pode ser um alimento muito nutritivo e hidratante.

 

 

 

·       Restrinja o consumo de bebidas alcoólicas porque diminui o apetite e a absorção de alguns nutrientes. Caso não exista nenhuma contra-indicação médica deve-se beber um copo de vinho tinto nas duas principais refeições;

 

 

 

·       Vigie o peso do seu familiar “idoso” regularmente e consulte o médico se ele perder mais de 7.5% do peso em 3 meses ou mais de 10% em 6 meses.

 

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