Log in

 

 

  • blogue
  • Visualizações: 7491

 

A hipertensão afeta a maior parte das pessoas com mais de 60 anos e em muitas situações não está devidamente controlada.

 A tensão arterial elevada aumenta o risco de acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio, insuficiência renal, aneurisma e morte.

 Por não ter sintomas nas fases iniciais é muito importante que se façam medições regulares para se detetar a doença ainda cedo.

 

 

Considera-se hipertensão quando os valores da pressão arterial se encontram acima de 140 (sistólica) e 90 (diastólica). 

Esta doença coexiste muitas vezes com outros fatores cardiovasculares de risco, tais como colesterol elevado, diabetes e obesidade. 

Para um controle eficaz, caso a pessoa sofra da síndrome da “bata branca”, aconselha-se que se façam regularmente medições em casa com um aparelho medidor adequado. Esta síndrome resulta numa tensão arterial instável e elevada na presença do médico, mas que se torna normal sem a sua presença.

 Como medir corretamente a tensão arterial?

·       Verifique se o esfigmomanómetro (nome do aparelho de medir a tensão) é do tamanho certo. Se for muito pequeno em relação ao tamanho do braço a medição pode resultar num número falsamente elevado.

·       Não fume, não faça exercício físico nem tome café antes de realizar a medição para evitar que a pressão arterial suba temporariamente.

·       Descanse pelo menos cinco minutos antes da realização da medição.

·       Faça a medição sempre na mesma altura do dia, e o melhor momento é nas primeiras horas da manhã porque os níveis da pressão arterial estão muitas vezes mais altos nessa altura.

·       Faça a medição sempre numa sala com uma temperatura média 18-22° Centígrados. O calor é vasodilatador (baixa a tensão arterial) e o frio é vasoconstritor (aumenta a pressão arterial).

·       Coloque o braço da medição apoiado numa posição horizontal à altura do coração.

·       Coloque a manga da camisa dobrada entre o ombro e o cotovelo sem apertar o braço e as pernas ligeiramente abertas.

·       Enquanto mede a tensão não fale nem se mexa.

·       Faça uma segunda medição cinco minutos após a primeira.

Uma vez diagnosticada a doença é importante identificar as suas causas e o tratamento pode ser conservador (não farmacológico) como por exemplo parar de fumar, perder peso em caso de obesidade, praticar exercício aeróbico moderado (caminhar, dançar ou nadar), reduzir a ingestão de sal e gordura, comer mais alimentos com fibra e consumir moderadamente bebidas alcoólicas.

Se o tratamento conservador não for suficiente deve ser acompanhado por medicamentos receitados pelo médico.

 

 

 

 

 

 

 

 

  • blogue
  • Visualizações: 4491

 

O cuidador informal intervém nas três áreas do envelhecimento: psicológica, biológica e social. Gonçalves, Alvarez e Santos (2000) sistematizaram da seguinte forma as funções do cuidador informal principal: 

·       Prestar cuidados à pessoa em tratamento no domicílio sob a orientação de profissionais, pelos quais a pessoa e os familiares são assistidos;

·       Servir de elo entre a pessoa e o seu médico e/ou serviços de saúde como hospital, emergência, centro de fisioterapia, etc. [...];

·       Acompanhar e/ou ajudar a pessoa em consultas, exames e hospitalizações;

·       Ajudar no cuidado corporal: cabelo, unhas, pele, barba, banho parcial ou completo, higiene íntima, cuidados com eliminações;

·       Estimular a memória e a cognição de um modo geral;

·       Estimular e/ou manter o seu interesse pelo autodesenvolvimento (espiritualidade, auto-estima, revisão da própria vida);

·       Estimular, manter ou adaptar o desenvolvimento da atividade de vida diária ou atividade instrumental de vida diária segundo as possibilidades e capacidades da pessoa;

·       Manter a limpeza e a ordem do domicílio da pessoa dependente, promovendo o ambiente seguro e diminuindo os riscos de acidentes;

·       Assegurar um ambiente confortável para o repouso e o sono reparador diário;

·       Ajudar a sair da cama, mesa/cadeira e voltar;

·       Ajudar na locomoção e atividades físicas apoiadas;

·       Estimular e ajudar na alimentação;

·       Promover as atividades de lazer e recreação;

·       Promover a comunicação e a socialização.


Infografia da Cruz Roja de España


 Leia também

“O CUIDADOR E A ALTA HOSPITALAR” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/224-o-cuidador-e-a-alta-hospitalar

“COMO PREPARAR A VISITA AO MÉDICO, E ENFRENTAR UM DIAGNÓSTICO” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/348-como-preparar-a-visita-ao-medico-e-enfrentar-um-diagnostico?fbclid=IwAR1--Xi5LGzH8ZsrDWI05ZWxyB1dhwncO_ZLjQSRBkg2CmaGBHbqcmNFIuw

 

 

  • blogue
  • Visualizações: 1899

 

Os mesmos comportamentos saudáveis que podem prevenir o cancro, colesterol alto, hipertensão, doenças cardiovasculares e a diabetes tipo II, podem também reduzir o risco de declínio cognitivo e demência.

 

A estimulação cognitiva, prática moderada de exercício físico, dieta saudável e participação social reflectem-se na saúde.

 

O exercício cardiovascular moderado de baixo impacto, adequado à idade e estado físico da pessoa como correr ou nadar aumenta a frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo para todo o organismo em geral e para o cérebro em particular.

 

Outras duas variáveis importantes para a saúde do nosso cérebro são a qualidade do sono e a depressão crónica. Atenção às depressões: quem tem um histórico de depressão e ansiedade possui um risco acrescido de demência.

 

Não existe idade limite para se matricular num curso de educação formal. Frequentar aulas numa faculdade ou numa outra instituição ajuda a reduzir o risco de demência ou declínio cognitivo.

 

Além da educação formal faça jogos de estimulação cognitiva. Estimular a mente traz benefícios para o cérebro a curto e a longo prazo graças à criação de novas ligações (sinapses) entre os neurónios (neuroplasticidade). Os exercícios podem incluir jogos como quebra-cabeças, pintura ou uma partida de cartas.

 

  • blogue
  • Visualizações: 4714

 

·       Mantenha o mesmo quarto em que o seu familiar está acostumado a dormir.

 

 

 

·       Se a cama é compartilhada com o cônjuge e isso provocar dificuldades no descanso, analise a possibilidade de manter o mesmo quarto mas com camas separadas.

 

 

 

·       Mantenha os mesmos móveis e objectos no quarto.

 

 

 

·       Certifique-se de que a roupa de cama está, sem rugas, com o travesseiro com a altura adequada, etc.

 

 

 

·       Verifique que o seu familiar consegue acender a luz sem ter que se levantar no escuro.

 

 

 

·       Coloque os chinelos perto da cama.

 

 

 

·       Mantenha a rotina no horário para adormecer e acordar para facilitar as horas de sono e estimular a orientação temporal-espacial.

 

 

 

·       Estimule sempre a autonomia. Se o seu familiar conseguir por exemplo vestir o pijama sem ajuda limite-se - caso seja necessário - a afavelmente dar indicações nesse sentido.

 

 

 

 

 

·       Verifique se a cama tem uma altura que permita o seu familiar colocar os dois pés no chão ao sair da cama.

 

 

 

·       A hidratação ao longo do dia deve ir diminuindo para diminuir a necessidade de ir à casa de banho durante a noite.

 

 

 

·       Verifique se o seu familiar tem uma postura saudável na cama.

 

 

 

·       Coloque um ponto de luz “quente” (para não interferir com a produção da melatonina) no quarto, corredor ou casa de banho para evitar quedas e desorientação. A hormona do sono melatonina é produzida na escuridão e a luz branca é estimulante e interfere com a sua produção.

 

 

 

·       Mantenha uma temperatura adequada no quarto.

 

 

 

·       Não tenha a televisão no quarto de dormir.

 

 

 

·       Não dê refeições energéticas ou de difícil digestão à noite.

 

  • blogue
  • Visualizações: 2509

 

No século XX a esperança média de vida aumentou cerca de 30 anos devido à evolução da medicina, políticas sociais, políticas de saúde, leis laborais, economia, educação, etc.

 

Falta criar condições para o contínuo desenvolvimento dos mais Velhos para não se ter a sensação que por vezes não se sabe o que fazer aos anos que têm sido acrescentados ao nosso ciclo de vida.

 

O aumento da longevidade bem sucedida ou saudável deve ser valorizado tal como é a diminuição da mortalidade infantil.

 

Log in or Sign up