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·        O envelhecimento da população mundial vai exigir novas respostas criativas no mercado de trabalho para não se provocar a ruptura dos recursos financeiros dos países.

 

 

 

·       As políticas sociais, as políticas de saúde, e a evolução da medicina, estão a permitir que se viva mais tempo mas a economia deve ter capacidade de sustentar essa inversão da pirâmide demográfica.

 

 

 

·       Os anos de vida que têm sido ganhos são uma vitória da civilização mas é necessário acrescentar mais qualidade de vida ao aumento da longevidade.

 

 

 

·       A melhoria da qualidade de vida passa pela diminuição de doenças crónicas e pela evolução das ajudas técnicas e equipamentos. O ambiente onde nos movemos tanto pode ser nosso amigo e aliado como uma “ameaça” à nossa autonomia e desenvolvimento.

 

 

 

·       No futuro provavelmente muitos “idosos” sem limitações físicas ou cognitivas continuarão a dedicar algum tempo ao trabalho depois da reforma para compensar a perda de poder de compra e a escassez de recursos da Segurança Social.

 

 

 

 

·       A passagem à reforma pode ser uma oportunidade para se iniciar uma nova actividade produtiva remunerada mais significativa que a anterior.

 

 

 

·       Uma mente sã requer trabalho e exercício cognitivo e a passagem à reforma não planificada pode acelerar o declínio.

 

 

 

·       O trabalho tende a manter as pessoas socialmente ligadas, mentalmente estimuladas e fisicamente activas e esses são os ingredientes necessários para ajudar a prevenir o declínio mental.

 

 

 

·       A geração “Baby Boomer” (nascida entre 1946 e 1964) possui conhecimento e experiência adquirida e as gerações posteriores têm conhecimento tecnológico. A combinação de diferentes áreas de conhecimento é vantajosa para todos.

 

 

 

·       Dois exemplos da utilidade do conhecimento e experiência adquirida: o actual presidente da república portuguesa tem 69 anos e o primeiro implante de um coração artificial definitivo em Portugal foi realizado esta segunda-feira dia 6 de Março de 2017 pelo Dr. José Fragata com 64 anos.

 

 

 

 

 

 

 

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Há uns anos atrás estava eu numa aula quando o Professor projectou no quadro multimédia da sala um aparelho que servia para transportar pessoas com incapacidade de mobilidade de um lugar para outro.

 

 

 

Olhei para a imagem projectada e de imediato perguntei a mim mesmo:

 

- Por que razão é que este equipamento parece um aranhiço de ferros?

 

- Por que razão não se junta design à funcionalidade da ajuda técnica?

 

- Qual será a sensação ser transportado por “isto”?

 

Bastava tapar o metal frio com plástico de côr quente para a ajuda técnica ficar mais amigável e ajudar inclusive a mudar o ambiente do quarto.

 

Na incapacidade as pessoas continuam a sentir e ter emoções.

 

Passados uns anos depois dessa aula, fiz uma pesquisa desse tipo de ajuda técnica na internet e verifiquei que a realidade mantêm-se inalterável.

 

A preocupação com o aspecto dos artigos e produtos para a terceira idade não é a mesma que existe para outras idades, e o idadismo e a gerontofobia de forma mais visível ou mais discreta existem transversalmente na sociedade.

 

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O ser humano é o único animal mamífero, terrestre e em liberdade que ingere mais cloreto de sódio (sal) que potássio.

A dieta moderna iniciada com a revolução industrial, estimulou simultaneamente a diminuição do consumo de alimentos com valores elevados de potássio e o aumento do consumo de alimentos com quantidades altas de sal.

Esta inversão na dieta dos países mais desenvolvidos, provocada pela alimentação de produção industrializada (alimentos processados), resultou na ingestão de grandes quantidades de cloreto de sódio e na diminuição do consumo de potássio proveniente de alimentos hortofrutícolas.

Esta inversão é relevante devido à sua relação com várias patologias destacando-se a hipertensão arterial e o risco cardiovascular a ela associada, principal causa de mortalidade a nível mundial.

Uma forma conservadora (sem medicamentos) de ajudar a diminuir a pressão arterial é reduzir a ingestão de alimentos com cloreto de sódio e aumentar a ingestão de alimentos com potássio.

 

Um ser humano com os rins a funcionar normalmente tem a capacidade de excreção eficiente de potássio, pelo que é aconselhável a ingestão constante deste eletrólito para evitar a hipocaliemia (níveis baixos de concentração de potássio no sangue).  A hipocaliemia quando é grave é uma emergência médica e pode ser fatal.


 

 

 

 

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Devido à tendência da globalização, é cada vez maior a mobilidade não somente dos jovens por motivos académicos como também da população adulta por razões profissionais. As famílias são menores, as mulheres têm cada vez mais preponderância na vida profissional e por esses motivos o papel de cuidar informalmente está a passar por novos desafios. 

Essas circunstâncias podem ter consequências negativas quando um familiar precisa de alguma forma de apoio para continuar a morar na sua residência. Morar longe dos filhos torna a prestação de cuidados um desafio mais complicado.

No entanto, por vezes basta um pouco de apoio à distância de forma assertiva para se conseguir manter o familiar no seu lar.



Algumas deias para cuidar à distância:

·        Determinar entre os familiares quem é o cuidador principal;

·        Definir e dividir os papéis de cada familiar cuidador;

·       Acompanhar discretamente a forma como o familiar se alimenta. Ligar às horas das refeições e fazer perguntas (sem inquirir) sobre o que é que ele(a) comeu e se estava bom. Quem vive só pode cair facilmente em desnutrição ou desidratação porque é diferente dividir uma refeição com várias pessoas ou cozinhar só para si.

·       Estar atento a sinais como a desarrumação da casa, alimentos fora do prazo de validade no frigorífico e na despensa, ou falta de higiene pessoal. Esses sinais significam que existe a necessidade de reforçar o apoio através da contratação de empresas de apoio domiciliário ou de limpeza;

·     Se o familiar tiver sintomas de demência mesmo de forma muito leve, a toma de medicamentos deve ser supervisionada pessoalmente. Perante situações de lapsos de memória podem acontecer erros na toma de medicamentos. Caso o familiar tenha uma memória funcional, ofereça por segurança uma caixa de medicamentos com aviso sonoro. Sempre que fizer visitas verifique se os medicamentos estão a ser tomados de forma correcta;

·        Agendar e preparar com antecedência reuniões familiares;

·        Realizar periodicamente reuniões familiares para fazer o ponto de situação e conversar sobre as decisões a tomar;

·        Ter sempre os documentos importantes relacionados com a saúde do familiar idoso organizados, mesmo que não sejam necessários no momento;

·        Manter actualizados os contactos que podem ser necessários a qualquer altura, incluindo os de amigos, familiares, vizinhos e prestadores de cuidados que moram na área do familiar;

·        Estar atento a sinais que indiciem que a pessoa possa estar a precisar de ajuda, especialmente se for uma pessoa reservada ou tiver alguma forma de incapacidade;

·        Reunir informação sobre organizações relacionadas com a terceira idade da área de residência do familiar e procurar integrá-lo nessas instituições. A participação social é um dos três pilares do conceito de “Envelhecimento Activo”;

·     Caso os cuidadores familiares trabalhem, devem realizar – caso seja possível - adaptações no tempo de trabalho a fim de poderem acomodar as responsabilidades de cuidar;

·        Contactar diariamente o familiar por telefone ou por videoconferência;

·        Contratar serviços teleassistência;

·        Por último mas não em último: visitar o familiar assiduamente, nem que sejam visitas curtas.

 

 Infografia da Cruz Roja de España

 



Leia também:

“LIDAR COM OS CUIDADOS DE UM FAMILIAR PODE PROVOCAR CONFLITOS FAMILIARES” aqui neste link 👉 https://www.cuidador.pt/blogue/42-lidar-com-os-cuidados-de-um-familiar-pode-provocar-conflitos-familiares

“AS NOVAS TECNOLOGIAS E O CUIDAR À DISTÂNCIA” aqui neste link 👉 https://www.cuidador.pt/blogue/326-as-novas-tecnologias-e-o-cuidar-a-distancia

 

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Provavelmente já viu algum vídeo na internet sobre a relação entre a doença de alzheimer e a música como a que se encontra neste link  https://www.youtube.com/watch?v=ttozzTdFNsw6

Qual é a explicação para uma pessoa que não se recorda dos seus familiares, do seu nome, ou da organização das divisões da sua casa, consiga reconhecer e cantar uma música que ouvia com prazer há várias décadas atrás?

Como é possível que, apesar de ser incapaz de pronunciar uma frase, ainda se lembre das letras de algumas canções significativas do seu passado?

Por que razão é que a música é uma das poucas terapias utilizadas com algum sucesso para atrasar a evolução da doença de Alzheimer? A explicação é que na doença de Alzheimer a área do cérebro onde se encontra armazenada a memória musical é menos danificada relativamente às zonas onde se encontram outras formas de memórias.


 

Localização do hipocampo. Ilustração: Henry Vandyke Carter / Gray's Anatomy. Via Wikimedia Commons.


O hipocampo é um local no cérebro onde se situa a informação memorizada temporariamente e que é posteriormente transformada em memória de longo prazo.

Dois dos sinais da doença de Alzheimer são a existência de novelos neurofibrilares dentro dos neurónios, e a proteína beta amiloide entre estas células a impedir a comunicação entre elas, provocando a morte neuronal.

A zona do hipocampo é afetada por esta proteína logo no início da doença, o que significa que a pessoa fica impossibilitada de memorizar coisas novas porque as novas experiências não são armazenadas na memória de curto prazo. A memória de longo prazo só é afetada com o evoluir da demência.

Quando o hipocampo é afetado a pessoa deixa de ter capacidade de armazenar memórias novas, sendo essa a explicação de por exemplo ela repetir vezes consecutivas a mesma frase.

As memórias que perduram na demência estão ligadas a experiências emocionais intensas, e por essa razão a música pode ser uma porta de entrada para a estimulação da memória.

Na musicoterapia, se o paciente estiver numa fase inicial da doença, para evocar as suas recordações devem ser tocados temas que o marcaram o seu passado. Quando o paciente já não pode transmitir os seus gostos musicais, o cuidador deve testar músicas que podiam ter sido ouvidas na adolescência da pessoa doente.

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