Há uns anos atrás estava eu numa aula quando o Professor projectou no quadro multimédia da sala um aparelho que servia para transportar pessoas com incapacidade de mobilidade de um lugar para outro.

Olhei para a imagem projectada e de imediato perguntei a mim mesmo:
- Por que razão é que este equipamento parece um aranhiço de ferros?
- Por que razão não se junta design à funcionalidade da ajuda técnica?
- Qual será a sensação ser transportado por “isto”?
Bastava tapar o metal frio com plástico de côr quente para a ajuda técnica ficar mais amigável e ajudar inclusive a mudar o ambiente do quarto.
Na incapacidade as pessoas continuam a sentir e ter emoções.
Passados uns anos depois dessa aula, fiz uma pesquisa desse tipo de ajuda técnica na internet e verifiquei que a realidade mantêm-se inalterável.
A preocupação com o aspecto dos artigos e produtos para a terceira idade não é a mesma que existe para outras idades, e o idadismo e a gerontofobia de forma mais visível ou mais discreta existem transversalmente na sociedade.