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Modificações simples e rápidas para permitir que os mais velhos permaneçam confortavelmente em suas casas por mais tempo e com mais segurança, apesar das mudanças fisiológicas que surgem com o envelhecimento.

 

 

Para evitar quedas:

·       Remover ou proteger todas as carpetes e tapetes com fita dupla face (garantindo que as bordas esteja bem aderidas ao chão).

 

·       Colocar antiderrapante nas escadas.

 

·       Instalar corrimãos em ambos os lados de todas as escadas.

 

·       Reorganizar todas as extensões e os cabos de telefone de modo que eles fiquem fora da passagem.

 

·       Colocar pisos ou tiras antiderrapantes na área do chuveiro ou banheira.

 

·       Instalar um assento de banho com altura confortável para facilitar o levantar e sentar.

Para facilitar tarefas prejudicadas pela diminuição de destreza e força da mão provocadas pela sarcopenia (diminuição de massa muscular) e doenças como artrites ou artroses:

 

·       Trocar maçanetas arredondadas por alavancas.

 

·       Ter no lugar de torneiras convencionais, torneiras monocomando.

 

·       Instalar puxadores fáceis em gavetas e portas dos armários.

Melhorar a visualização da ambiente prejudicada pela visão diminuída:

·       Instalar luzes que fiquem acesas a noite.

 

·       Usar cores claras na decoração (cores claras contrastantes ajudam a compensar a diminuição da percepção de profundidade).

 

·       Instalar iluminação adequada para realização de tarefas e hobbies. O envolvimento em passatempos e actividades significativas para o idoso (terapia ocupacional) ajuda a reduzir a progressão do envelhecimento, e podem ajudar a recuperar algumas funções.

Compensar a perda de equilíbrio e flexibilidade:

·       Colocar a bancada ou a mesa perto de portas externas para colocar os pacotes ao abrir a porta.

 

·       Eliminar as alterações de altura do assoalho.

 

·       Criar entradas ao nível do chão para banheiras e vasos sanitários.

 

·       Instalar chuveiros de mão e barras de apoio.

 

·       Diminuir a altura dos interruptores de luz.

 

·       Subir a altura das tomadas eléctricas.

 

·       Modificar os armários para abrir facilmente as portas e as gavetas; estas devem abrir ao máximo.

 

·       Modificar as bancadas e pias da cozinha e área de serviço.

 

Quando as escadas se tornam um obstáculo, o piso principal deve acomodar necessidades mais cotidianas: quarto, cozinha e áreas de lazer. É preciso no entanto, estimular sempre a autonomia física e cognitiva.

Adequar o ambiente para cadeiras de rodas:

·       Alargamento de entradas.

 

·       Instalação de rampas.

 

·       Usar superfícies duras para pavimentos (carpetes pode ser mais difícil na mobilidade por cadeira de rodas).

 

·       Eliminar as mudanças na altura do assoalho.

 

·       Baixar os interruptores de luz.

 

·       Aumentar a altura das tomadas eléctricas.

 

 

 

Baseado na fonte: Seniors Guide Online

 

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Numa altura em que aumenta longevidade e com ela a prevalência de doenças crónicas os profissionais de saúde deviam ter condições de informar e formar os seus pacientes durante as consultas.

 

O Estado devia ter a responsabilidade solidária de consciencializar cada cidadão capacitando-o na promoção da sua saúde, autonomia e independência, melhorando a qualidade de vida e poupando recursos a prazo.

 

A boa informação sobre doenças crónicas permite saber lidar com a prevenção e evolução de incapacidades.

 

É preciso no entanto não secundarizar a importância no modo se envelhece de variáveis como o ambiente público inclusivo, a protecção social, a habitação, a legislação laboral e a educação.

 

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Uma equipa de investigadores da Universidade de Manchester concluiu que é possível um fármaco anti-inflamatório comum tratar eficazmente a doença de alzheimer.

Pode ler o artigo aqui http://www.infosalus.com/asistencia/noticia-antiinflamatorio-podria-tratar-eficazmente-enfermedad-alzheimer-20160811110445.html

Perante a possibilidade de passar por esta área do saber o caminho da investigação para a prevenção ou atraso da evolução da doença e dos seus sintomas, a consequência financeira para a indústria farmacêutica seria negativa porque não haveria registo de novas patentes.

 

Para a grande indústria farmacêutica, o interesse económico e o grande lucro reside na descoberta de novos medicamentos.

Um dos três sinais da doença de alzheimer é a inflamação do cérebro e os outros dois sinais são a presença de proteína beta-amilóide entre os neurónios (que impede a comunicação através das sinapses) e os novelos neurofibrilares dentro das células cerebrais. Está actualmente comprovado que a presença da proteína beta-amiloide entre os neurónios não significa por si só que a pessoa tenha sinais ou sintomas de Alzheimer.

Uma variável que não deve ser desvalorizada como possível precursora de demência é a insónia crónica, porque é durante o sono que o cérebro se vê livre dos metabolitos da sua actividade e organiza a informação memorizada.

É de referir que a natureza dá ao homem alimentos com características anti-inflamatórias (com gordura ómega 3) e antioxidantes.

 

 

 

 

 

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 Não existe nenhum estudo que contradiga a ideia que é no domicílio que se deve envelhecer, o que não apaga o facto de existirem muitos idosos que residem em suas casas com  isolamento social, e sabe-se que a solidão cria condições para surgirem estados depressivos, perdas cognitivas, desidratação e desnutrição. O resultado do isolamento pode ser a perda mais rápida de massa muscular, perigo de quedas, e diminuição de capacidades funcionais que permitem manter a autonomia e independência.

Quando se envelhece em casa e se está socialmente incluído numa rede social com significado emocional, o indivíduo continua a ser dono da sua vida e da sua identidade, interage e é estimulado a manter a sua autonomia e a envelhecer bem .

 

Mesmo quando uma pessoa é afectada com alguma forma de demência, se estiver integrado numa comunidade amigável, inclusiva e participativa no apoio às suas necessidades específicas, o doença continuará a evoluir porque é incurável, mas alterações de comportamento como a agitação e a agressividade tendencialmente serão menores. Leia a esse respeito um novo conceito inclusivo de tratar doentes de Alzheimer aqui  http://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/fotos/holanda-cria-primeira-aldeia-segura-para-doentes-com-alzheimer

Mas o preconceito que relaciona o envelhecimento com demência deve ser desmistificado. A demência não é normal no envelhecimento porque "unicamente" nove por cento das pessoas com mais de 60 anos têm alguma forma de demência, apesar de esse número subir com a idade. A palavra "unicamente" está entre aspas porque em saúde, quando se lida com sofrimento, um único paciente é muito.

Mas em situações em que é diagnosticada alguma forma de doença neurodegenerativa, normalmente a pessoa ainda tem pela frente alguns anos de vida autónoma e independente, e o apoio amigável e inclusivo da comunidade cria bem estar subjectivo, e atrasa a evolução da doença e dos seus sintomas.

Na fase inicial de demência de evolução crónica (que não é provocada por exemplo por um traumatismo), o doente apercebe-se que alguma coisa não está bem, e ser afectado por esta patologia é um dos aspectos mais temidos e estigmatizantes do envelhecimento, e por essa razão existe a tendência de os doentes esconderem o facto de amigos e familiares o que contribui para o isolamento e agravamento da situação. 

 

 

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A Gerontologia e a Geriatria são duas ciências intimamente relacionadas mas são duas disciplinas diferentes.

 

A Gerontologia é uma ciência muito antiga que estuda o envelhecimento numa perspectiva de prevenção de doenças tendo em conta aspectos biológicos, psicológicos, educativos, jurídicos, económicos culturais e sociais.

 

Por outras palavras, a forma como envelhecemos depende das condições sociais e de saúde do país de residência e da herança genética.

 

A Geriatria é uma ciência mais recente e nasceu da Medicina e tem como objectivo o estudo clínico das doenças que podem surgir com o envelhecimento.

 

Os profissionais de saúde geriatras que trabalham em hospitais e lidam com a doença e incapacidade devem ter a noção que a cerca de 90% dos “Idosos” vivem em comunidade e aproximadamente 70% são autónomos nas suas actividades de vida diária.

 

Na União Europeia, a Geriatria é uma especialidade médica na maior parte dos países excepto em Portugal e na Grécia.

 

Tendo em conta o envelhecimento da população mundial corre-se o risco de no futuro próximo haver uma desproporção acentuada entre o número de médicos geriatras e o número de "idosos" a necessitar de apoio clínico.

 

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