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É na comunidade onde preferencialmente se deve envelhecer

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 Não existe nenhum estudo que contradiga a ideia que é no domicílio que se deve envelhecer, o que não apaga o facto de existirem muitos idosos que residem em suas casas com  isolamento social, e sabe-se que a solidão cria condições para surgirem estados depressivos, perdas cognitivas, desidratação e desnutrição. O resultado do isolamento pode ser a perda mais rápida de massa muscular, perigo de quedas, e diminuição de capacidades funcionais que permitem manter a autonomia e independência.

Quando se envelhece em casa e se está socialmente incluído numa rede social com significado emocional, o indivíduo continua a ser dono da sua vida e da sua identidade, interage e é estimulado a manter a sua autonomia e a envelhecer bem .

 

Mesmo quando uma pessoa é afectada com alguma forma de demência, se estiver integrado numa comunidade amigável, inclusiva e participativa no apoio às suas necessidades específicas, o doença continuará a evoluir porque é incurável, mas alterações de comportamento como a agitação e a agressividade tendencialmente serão menores. Leia a esse respeito um novo conceito inclusivo de tratar doentes de Alzheimer aqui  http://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/fotos/holanda-cria-primeira-aldeia-segura-para-doentes-com-alzheimer

Mas o preconceito que relaciona o envelhecimento com demência deve ser desmistificado. A demência não é normal no envelhecimento porque "unicamente" nove por cento das pessoas com mais de 60 anos têm alguma forma de demência, apesar de esse número subir com a idade. A palavra "unicamente" está entre aspas porque em saúde, quando se lida com sofrimento, um único paciente é muito.

Mas em situações em que é diagnosticada alguma forma de doença neurodegenerativa, normalmente a pessoa ainda tem pela frente alguns anos de vida autónoma e independente, e o apoio amigável e inclusivo da comunidade cria bem estar subjectivo, e atrasa a evolução da doença e dos seus sintomas.

Na fase inicial de demência de evolução crónica (que não é provocada por exemplo por um traumatismo), o doente apercebe-se que alguma coisa não está bem, e ser afectado por esta patologia é um dos aspectos mais temidos e estigmatizantes do envelhecimento, e por essa razão existe a tendência de os doentes esconderem o facto de amigos e familiares o que contribui para o isolamento e agravamento da situação. 

 

 

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