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1. Mantenha o ambiente doméstico do familiar doente seguro. Tenha em atenção os comportamentos erráticos e o acesso a saídas de casa.

2.Contrariar o paciente pode ser altamente ineficaz e levar ao aumento da ansiedade. O cuidador não tem que "ver também" a alucinação, mas deve concordar com o conteúdo emocional do doente.

3. Procure distrair o doente com actividades que necessitem de habilidades motoras como por exemplo jogar à bola, dar um passeio, colocar post-its na parede, dançar, etc.

4. A presença de animais de estimação é uma das melhores maneiras de proporcionar conforto a alguém que está ansioso. Um cão ou um gato podem fazer maravilhas na redução da ansiedade e pensamentos delirantes.

5. Estimule o afecto. Muitas vezes um simples contacto emocional ajuda o doente a sentir-se seguro por algum tempo, permitindo que o cuidador e a pessoa cuidada tenham algum descanso.

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Quando os pais ou o cônjuge precisam de ajuda nas actividades de vida diária para poderem envelhecer no domicílio, deve-se ter em conta:

Que género de apoio é eles que precisam. Faça uma lista de todo o género de ajuda que vão precisar diariamente, semanalmente e mensalmente. A ajuda pode incluir a preparação de refeições, apoio na mobilidade, transporte, banho, vestir, utilização da casa de banho, ajuda na medicação, etc.

Verifique que modificações é que devem ser feitas em casa de forma a garantir segurança e acessibilidade.

Tenha presente que o apoio será por tempo indeterminado. Pense sempre a longo prazo, faça uma análise realista sobre a ajuda que vai poder dar e procure apoio na família, amigos.

Analise duas possibilidades: os familiares séniores devem ficar em suas casas ou na casa de um parente?

Uma das vantagens de se envelhecer no domicílio é a pessoa não ser cuidada por muitas pessoas diferentes. Caso seja necessário contratar um cuidador, a vontade do familiar sénior deve ser preponderante na decisão.

Uma das causas da depressão, perda cognitiva e problemas de saúde é o isolamento. Crie condições de modo a estimular a interacção social do familiar sénior.

Baseado na fonte: http://dailycaring.com/3-tips-to-help-you-choose-between-assisted-living-vs-in-home-care/

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·     É cada vez maior a mobilidade não só dos mais jovens como também dos adultos, e mesmo a população acima de 65 anos é cada vez mais móvel.

Esse aumento de mobilidade pode ter consequências quando o familiar idoso mora longe, tornando a prestação de cuidados um desafio complicado porque uma parte dos cuidadores à distância cuida em simultâneo das suas famílias nucleares e dos pais idosos. Mas por vezes quando os pais moram longe e precisam de ajuda nas suas atividades diárias, basta algum apoio para permitir que eles se mantenham em suas casas.

É neste contexto que a figura de cuidador á distância ganha significado. Evita-se assim que os pais sejam internados num lar, o que é relevante porque não existe um único estudo científico que defenda o envelhecimento fora do domicílio.

É preciso ter em conta que enquanto alguns pais podem ser sinceros sobre a sua situação e pedir ajuda quando precisam ("tenho cada vez mais dificuldade em cozinhar por causa da minha artrite"), outros não querem ser um fardo para a família e escondem as suas dificuldades ("está tudo bem! Não te preocupes”).

É importante que o cuidador à distância saiba quando é que o familiar precisa de ajuda. Como é que se tem a certeza que quando a mãe diz ao telefone “estou bem, não te preocupes” está a dizer a verdade?

Algumas sugestões para confirmar que está tudo bem:

·        Para poder observar, faça chamadas por videoconferência em alturas estratégicas do dia, como por exemplo antes das refeições, à hora de acordar, deitar e na altura da toma da medicação.

·        Faça perguntas casuais sobre a refeição que está a ser preparada: “qual vai ser o jantar de hoje?”

·        Fale sobre o seu dia e pergunte como correu ou vai correr o dia deles.

·        Diga, por exemplo, que está à procura de estratégias para se lembrar de tomar as suas vitaminas diariamente e pergunte-lhes qual é o horário da medicação deles.

·        Procure desenvolver relações com vizinhos, amigos e profissionais de saúde da área onde os seus familiares séniores residem e peça-lhes para o avisarem se notarem mudanças nos hábitos ou nos comportamentos.

·        Sempre que fizer uma visita aos seus pais, esteja atento a possíveis sinais que possam indicar dificuldades ou problemas. A falta de higiene pessoal e do domicílio, faturas por pagar e comida fora do prazo no frigorífico ou dispensa são sinais de necessidade de ajuda.

Sugestões para ser cuidador á distância:

·        Escolha bem uma empresa que preste serviços de apoio domiciliário. As várias facetas das individualidades dos pais devem ser respeitadas e as suas vidas não devem ser controladas.

·        Ajude a gerir as apólices de seguros e os pagamentos de serviços como a eletricidade, água, televisão paga, etc.

·        Assegure-se que os pais têm apoio na cozinha, jardinagem, manutenção de casa, etc.

·        Ajude a manter atualizados documentos legais importantes como procurações, testamentos, etc.

Baseado na fonte: http://dailycaring.com/long-distance-caregiving-does-parent-need-help/

·        Agende com antecedência reuniões familiares.

·        Realize periodicamente reuniões familiares para discutir as decisões a tomar.

·        Tenha sempre organizados os documentos e papeladas importantes, mesmo antes de precisar deles.

·        Reúna informação sobre organizações comunitárias relacionadas com a terceira idade da área onde o familiar idoso vive.

·        Faça uma pesquisa sobre serviços teleassistência.

O envolvimento dos familiares mais Velhos nas suas atividades (fazer os seus pagamentos, gerir as suas contas, etc.) ajuda a manter as capacidades cognitivas e físicas, e por essa razão o apoio não deve estimular a inatividade.  

 

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Os medicamentos são um dos principais recursos terapêuticos, mas os seus benefícios podem ser alterados se acontecerem erros na toma. Quando o momento da administração não coincide com as horas das refeições a possibilidade de acontecerem falhas é real. O mesmo acontece quando se tomam mais que dois medicamentos diferentes e não existe um registo. Quando a pessoa se esquece ou confunde a hora da ingestão de um remédio, surge o risco de repetição da dose.

 

Como eliminar ou reduzir os erros na toma de medicamentos?

Mantenha os medicamentos em lugar visível;

Faça um calendário com os dias e as horas da toma de cada medicamento. Inclua no calendário a cor de cada embalagem e a dose;

Inclua a família no controlo da toma da medicação;

Organize os medicamentos por ordem temporal (sector dos remédios da manhã, da tarde e da noite);

Informe-se sobre os benefícios, os fatores de risco, as doses, a frequência, e os comportamentos que devem modificados com a toma dos remédios;

Utilize sistemas de aviso sonoro;

Se um familiar tiver sinais de alterações cognitivas (na memória, na linguagem, na atenção, no raciocínio, desinibição inexplicável, agressividade incomum, etc.), deverá haver sempre um acompanhamento vigilante da toma dos fármacos;

Ouça o médico e deixar-se motivar para mudanças comportamentais (capacitação ou educação para a saúde);

 

Nunca saia de uma consulta médica com dúvidas ou perguntas por fazer.







Fontes:

http://www.qmayor.com/vida-saludable/los-errores-mas-comunes-frente-a-la-medicacion-en-la-vejez/

Cruz Roja

CRE Alzheimer



Outros artigos relacionados com o tema:

“O SUMO DE LARANJA PODE DIMINUIR OU AUMENTAR O EFEITO DE MEDICAÇÃO” neste link:  https://www.cuidador.pt/blogue/310-o-sumo-de-laranja-pode-diminuir-ou-aumentar-o-efeito-de-medicacao

 

 “PERGUNTAS SOBRE A MEDICAÇÃO CUJAS RESPOSTAS DEVEM SER DO CONHECIMENTO DO CUIDADOR” neste link:  https://www.cuidador.pt/blogue/309-perguntas-sobre-a-medicacao-cujas-respostas-devem-ser-do-conhecimento-do-cuidador

 

 “A ADAPTAÇÃO A NOVOS MEDICAMENTOS” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/230-a-adaptacao-a-novos-medicamentos-2

 

“DEZ MITOS SOBRE A TOMA DE MEDICAMENTOS” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/341-dez-mitos-sobre-a-toma-de-medicamentos

 

 

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As pessoas que cuidam informalmente correm o risco de sofrer de pensamentos intrusivos, ansiedade incapacitante, hipervigilância e stress pós-traumático. A sobrecarga emocional, mental e física é particularmente pronunciada nos cônjuges das pessoas que precisam de cuidados porque muitos cuidadores informais estão na terceira idade. São seniores a cuidar de seniores sem apoio, recursos e condições devidas. Devido ao desgaste físico e mental, a maioria dos ex-cuidadores informais toma ansiolíticos e calcula-se que 10% têm dificuldade em se reintegrar na sociedade e acabam por cometer suicídio ou ser institucionalizados. 

Esses sintomas surgem devido não só à pressão de cuidar, como também à interrupção crónica do sono e do padrão alimentar. Quando o cérebro humano está sempre em estado de vigília, surge a tendência de descurar a alimentação o que tem consequências na saúde física.


Ansiedade incapacitante

Define-se ansiedade como um “estado de perturbação psicológica provocado pela perceção de um perigo ou pela iminência de um acontecimento desagradável ou que se receia; opressão; angústia” (dicionários da Porto Editora). Segundo a mesma fonte, na área da medicina, o estado de ansiedade é “extensiva a diferentes perturbações psicológicas, frequentemente associadas a neuroses e outros distúrbios psíquicos, geralmente associadas a sintomas fisiológicos (taquicardia, dificuldades respiratórias, etc.) e/ou comportamentais (isolamento, fobias, etc.) e/ou emocionais (aflição, pânico, etc.)”

A ansiedade a nível baixo pode estimular a atenção, motivação e desempenho, mas quando é constante e com sofrimento intenso, a ansiedade entra em estado patológico e interfere na capacidade funcional da pessoa.


Hipervigilância

A hipervigilância caracteriza-se por um estado de elevada tensão prolongada no tempo. A pessoa que se encontra nessa situação tem aparentemente maior nível de consciência, está hipersensível e reage de forma rápida e enérgica a estímulos sensoriais. Como as nossas reservas de energia são limitadas, o estado de hipervigilância acaba por criar fadiga, passividade, irritação, hostilidade, e a longo prazo depressão. A pessoa que sofre de hipervigilância geralmente manifesta foco exagerado a um determinado estímulo, ignorando outros estímulos importantes ao redor (hiperprosexia). O nível de atenção é muito maior do que seria habitual e por regra concentra-se num estímulo ou detalhe do contexto que o rodeia. 


Pensamentos intrusivos

Os pensamentos intrusivos são um transtorno de ansiedade caracterizado pela existência de pensamentos negativos repentinos, indesejáveis e persistentes, que podem desencadear quadros intensos de ansiedade, stress, desespero e medos. Eles surgem de forma inconsciente, são difíceis de controlar, e prejudicam a atenção e o bem-estar da pessoa. Os pensamentos intrusivos provocam a sensação de descontrole da própria mente, desconforto e perturbação emocional. A sua existência pode estar associada a uma experiência traumática ou a algum receio individual da pessoa. Tratam-se de pensamentos involuntários, desagradáveis e stressantes. A pessoa vítima de pensamentos intrusivos pode apresentar um quadro de perturbação psíquica. Pessoas com distúrbios como ansiedade, depressão e stress pós-traumático são mais vulneráveis a terem pensamentos intrusivos. 


Perturbação de Stress Pós-Traumático

A Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT) é uma perturbação mental que pode aparecer com a exposição a um acontecimento traumático. Esta condição tem maior possibilidade de surgir nas pessoas que vivenciam ou já vivenciaram traumas interpessoais. A PSPT caracteriza-se por pensamentos intrusivos, pesadelos ou flashbacks de um evento traumático passado, procura incessante de evitar estímulos, pessoas, situações ou atividades que despoletem memórias associadas ao evento traumático, estado de constante de alerta e insónias. existe uma maior probabilidade de a PSPT surgir em indivíduos com predisposição para ansiedade e depressão, e os sintomas podem levar meses ou anos a ocorrer. Resumidamente, esta perturbação causa um enorme sofrimento e problemas a nível pessoal, social e profissional. Quando a pessoa revive os pormenores da experiência traumática, o organismo responde com uma série de reações químicas. Alguns dos sintomas são alguns a palpitação, suores, aumento da pressão arterial, perda de apetite, dificuldade em respirar, problemas de concentração e sono. As respostas emocionais também são vincadas, a começar pela tristeza, pela raiva e pelo sentimento de culpa. A pessoa pode tornar-se agressiva e ter crises de medo ou pânico. Não são raros os casos em que, sem o devido tratamento, a perturbação do stress pós-traumático desencadeia um quadro de depressão e até ideações suicidas (https://hff.min-saude.pt/stress-pos-traumatico-lidar-com-a-perturbacao-depois-do-trauma/). 

 

 

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