
Quando um familiar sénior começa a precisar de ajuda é crucial que se estabeleça um plano prático e realista de modo a mantê-lo em segurança e feliz no domicílio.
Sempre que possível deve ser feita uma avaliação logo no início do processo, para evitar que a situação se torne insustentável para o cuidador e para o seu familiar com a passagem do tempo.
Se o cuidador entrar em burnout ou em esgotamento, em vez de uma pessoa passarão a ser duas a precisar de ajuda.
1º Passo: Avalie quais são as necessidades do seu familiar e pense nas seguintes áreas relacionadas com segurança e saúde.
- Vou ter apoio da família?
- Vai ser necessário apoio de um cuidador com formação específica na área do envelhecimento (cuidador formal)?
- O ambiente doméstico da casa do familiar é seguro? É necessário fazer alterações que permitam eliminar o risco de quedas, acidentes e que estimulem a autonomia e independência do familiar sénior?
- Existem condições que garantam o cumprimento de necessidades médicas como por exemplo a toma de medicamentos?
- A saúde cognitiva vai ser estimulada?
- Sempre que for necessário, as necessidades de mobilidade e transporte estão garantidas?
- A higiene pessoal vai ser cumprida?
- A preparação das refeições está assegurada?
- A interacção social está garantida? Um dos três pilares do conceito de “envelhecimento activo” é a Participação (social).
- Que apoio é que o familiar já recebe em níveis como na alimentação, mobilidade, higiene, estimulação física e cognitiva, etc.? Realisticamente, que ajuda é necessária acrescentar à que já existe para se manter seguro e tanto quanto possível saudável?
2º Passo: Pense nas suas próprias necessidades e capacidades.
- Caso seja possível antes de tomar a iniciativa de ser cuidador informal, avalie a sua situação, saúde, capacidades e habilidades.
- Vive suficientemente perto para o visitar sempre que fôr necessário?
- Gostaria de morar com ele? Na casa do seu familiar ou na sua?
- O tipo de relacionamento que tem com o seu familiar sénior permite que passem muito tempo juntos sem surgirem sentimentos negativos na relação?
- Tem a personalidade adequada para dar o tipo de cuidado que ele precisa?
- Está disposto a aprender o que fôr necessário para fornecer esse cuidado?
3º Passo: Inclua o seu familiar no processo.
Ninguém deseja perder a independência ou o contrôle da sua vida e por essa razão é importante envolver o familiar sénior tanto quanto possível no processo do cuidar.
No início pode acontecer alguma resistência, mas a ideia é criar uma relação de parceria em vez de uma relação de dependência e não tente forçar mudanças muito rapidamente.
Caso seja necessário, inicie o processo com abordagens pouco intrusivas e vá aumentando o nível de ajuda gradualmente concentrando-se em 1 ou 2 necessidades críticas.
Depois disso, aumente o campo de ajuda lentamente até que ele esteja a receber toda a ajuda que realmente precisa.
4º Passo: Analise a situação financeira.
O cuidado informal tem custos e por essa razão é importante que se prepare para despesas futuras como cuidados médicos, alimentação, modificações em casa para manter níveis de segurança, etc..
5º Passo: Crie condições de segurança em casa do seu familiar sénior.
Com o envelhecimento o risco de ocorrerem acidentes em casa aumenta e por essa razão deve certificar se nos locais de passagem existem obstáculos que possam provocar quedas, a qualidade da iluminação, se existem barras de apoio na casa de banho, se as escadas são seguras, etc..
Fontes:
Dailycaring
Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia
Nota: muitos cuidadores assumem esse papel de forma inesperada e não programada.