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Um estudo recentemente realizado pela Faculdade de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer em Londres, concluiu que as experiências stressantes podem envelhecer em anos o cérebro e levar à demência em fases mais tardias da vida.

A saúde do cérebro é o resultado de todo o ciclo de vida desde o nascimento se não mesmo antes desse momento.

O stresse pode provocar a inflamação no cérebro, tornando-o mais susceptível a problemas de saúde como a demência, e também pode levar à depressão, que é um factor de risco para a doença de Alzheimer.

Pode ler o artigo aqui http://www.alzheimers.net/the-stressful-life-events-that-can-lead-to-alzheimers/

Nota: É referido no artigo a ligação entre a inflamação do cérebro e a doença de Alzheimer, e a natureza oferece-nos alimentos anti-inflamatórios (com gordura ómega 3) como as oleaginosas, certo tipo de peixe e o azeite, e com antioxidantes (atrasam o envelhecimento celular).

Por outro lado também existem alimentos inflamatórios (comida processada industrialmente e “fast food”).

Envelhecemos bem ou mal muito pela nossa alimentação.

Outro factor que pode provocar a inflamação do cérebro é a insónia crónica, porque é durante o sono que esse orgão liberta no sangue para serem expelidos do corpo os metabolitos tóxicos que resultam da sua actividade.

 

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Infografia Cruz Roja



Com a chegada do inverno e do tempo frio e húmido, chega o tempo da gripe e de um outro tipo de infecção mais perigosa: a pneumonia.

Com o passar dos anos as defesas imunológicas ficam naturalmente mais enfraquecidas, e uma infecção respiratória comum ou uma gripe numa pessoa com o sistema imunológico mais fraco pode levar a uma pneumonia.

 Esta maior susceptibilidade que surge naturalmente com o envelhecimento, pode ser agravada em pessoas que consomem regularmente medicamentos corticosteróides (anti-inflamatórios), ou que se encontram deprimidas de forma prolongada no tempo.

Com o envelhecimento fisiológico (envelhecimento normal ou sem doenças incapacitantes) pode surgir a diminuição da capacidade funcional pulmonar, e perante a falta de actividade física, a funcionalidade dos músculos respiratórios (intercostais e diafragma) diminui mais rapidamente.

Caso a pessoa tenha doenças cardiopulmonares ou diabetes, a fragilidade do sistema imunológico é maior e por essa razão deve-se ter mais atenção à exposição a doenças em ambientes comunitários.

O diagnóstico de pneumonia nas pessoas de mais idade pode não incluir sintomas clássicos como febre, arrepios e tosse.

O cuidador de um sénior deve estar atento a sintomas que não são respiratórios, como a fraqueza, confusão, delírio ou tonturas. Deve ser consultado um médico assim que ocorra um sintoma ou sinal anormal.

É preciso ajudar ou estimular o sénior a cumprir hábitos de higiene para prevenir a propagação de doenças, como lavar regularmente bem as mãos ou usar desinfectante para as mãos.

As infecções orais também criam condições para o surgimento de uma pneumonia, pelo que se deve estar atento a uma boa higiene oral, que deve ser reforçada em caso de diabetes.

Como as mais Velhos constituem um grupo de risco, devem ser vacinados contra a pneumonia bacteriana pneumocócica para prevenir ou reduzir a sua gravidade.

O tabagismo é outra variável a ter em conta porque diminui a capacidade de os pulmões se defenderem em caso de infecção.

Finalmente é preciso procurar manter uma boa saúde geral do familiar sénior porque os bons hábitos de saúde mantêm o sistema imunológico mais forte. Os mais Velhos devem seguir orientações nutricionais adequadas à sua idade, e não descurar o descanso, participação social e o exercício físico saudável.

 

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Quando Annie foi diagnosticada com doença de Alzheimer (DA) em 1999, foi à Internet e comparou os sintomas que sentia com os da DA, e verificou que eles não eram os mesmos.

Na altura, a comunidade médica tinha poucos conhecimentos sobre a demência de Corpos de Lewy (DCL) e a paciente Annie foi medicada com medicamentos para a DA que pioraram os sintomas da sua doença, diminuíram a sua qualidade de vida, e possivelmente abreviaram a sua morte.

O marido e cuidador de Annie, não sabia como lidar com as alterações provocadas pela doença, e as estratégias que podiam funcionar com a DA eram ineficazes com a DCL. Annie faleceu em 2003 e actualmente o conhecimento científico da DCL continua a ter muitas lacunas.

 

4 certezas sobre a Demência de Corpos de Lewy:

·       Uma pessoa com DCL, na fase inicial da doença perde a capacidade de pensar e executar tarefas previamente conhecidas, enquanto um indivíduo com DA perde primeiro a memória de curto prazo. Annie perdeu a capacidade de raciocinar e começou a ter alucinações muito antes do que aconteceria se a doença fosse Alzheimer. A paciente, que tinha sido uma grande cozinheira, perdeu a capacidade de raciocinar sobre o melhor momento de tirar a panela do fogão. No entanto Annie manteve a aptidão (memória) de reconhecer o marido e as suas filhas até pouco antes de falecer.

·       Alterações de comportamento provocadas por delírio (acreditar em algo falso), alucinação (“ver” coisas), e paranóia (sentimento irracional de perseguição) podem estar entre os primeiros sintomas da DCL, ao contrário do que acontece com a DA que só possui esses sinais numa fase mais avançada.

·       A hipersensibilidade negativa aos fármacos tomados pelas pessoas com DCL para lidar com problemas de comportamento ocorre em pelo menos 50% dos casos, o que torna a intervenção conservadora ou não medicamentosa muito importante.

·       Uma pessoa com DCL pode começar a perder a capacidade de falar na fase inicial da doença, e como a competência de pensar também se deteriora, o paciente deixa de poder comunicar inclusive sentimentos de dôr e desconforto. O doente tem consciência que está desconfortável ou sente dôr, e espera por ajuda, o que pode provocar comportamentos agressivos relativamente ao cuidador. O cuidador deve procurar detectar a causa da agressividade, porque essa alteração de comportamento pode ser uma forma de comunicar desconforto. É por essa razão que, a par das contra-indicações dos medicamentos, a intervenção não medicamentosa é muito importante.

Fonte:https://www.amazon.com/Caregivers-Guide-Lewy-Body-Dementia/dp/193260393X

 

Robin Williams foi uma vítima mediática da DCL

Os sintomas de Demência do Corpos de Lewy sobrepõem-se frequentemente aos de outras demências em geral, e à doença de Parkinson em particular.

Além já referidos (alucinação, delírio e perda de capacidade de raciocínio), também se incluem desordem do sono, rigidez muscular, dificuldade em realizar movimentos, depressão, e numa fase mais avançada perda de memória.

As alucinações e os delírios são características da Demência do corpos de Lewy, e esses sinais podem piorar caso o paciente tome medicamentos para a doença de Parkinson (Gayatri Devi, neurologista e especialista em distúrbios da memória do Lenox Hill Hospital em Nova York). Esta possibilidade é real porque o doente tem, como já referimos, alguns sinais de parkinsonismo. 

A DCL representa entre 10 e 25% dos casos de doenças neurodegenerativas e tem uma evolução mais rápida do que a doença de Alzheimer. 

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Reconhecer a necessidade de ajuda

Evitar que a sua vida pessoal se deteriore, o que significaria a perda da sua saúde e a diminuição da eficácia no cuidar.

Ter consciência das situações limite

Assumir que se tem cansaço e que certas reacções são normais em situações “limites”.

Pedir ajuda

Á família

Externa fora do círculo da família

De psiquiatria ou psicologia

A associações

Procurar informação e formação sobre aspectos médicos da doença

O objectivo é melhorar a qualidade da actividade de cuidar e favorecer a sensação pessoal de contrôle e de eficácia, e com isso melhorar o bem estar subjectivo do cuidador.

Marcar objectivos reais e viáveis a curto prazo

Não ter expectativas irreais que possam provocar desilusões e frustrações.

Manter-se motivado

Motivar-se com os êxitos e com os momentos que correm bem.

Não se fixar nas deficiências e falhas durante a actividade.

Não se esquecer de si mesmo

- Dormir.

- Descansar.

- Alimentar-se bem.

- Ter momentos de distracção e lazer, nem que sejam por períodos de tempo curtos.

Evitar o isolamento

Contactar com amigos, familiares e pessoas do círculo social porque os vínculos afectivos relaxam e diminuem o stresse.

Saber dizer “não”

Colocar um limite às exigências excessivas do paciente sem se sentir culpado.

Fazer uso de Centros de Dia

Utilizar os serviços de Instituições de solidariedade social, e empresas de apoio domiciliário ou de serviços domésticos.

Estimular a independência

Mesmo que o familiar padeça de demência, deixar que ele continue a fazer todas as actividades que consiga realizar de forma autónoma, mesmo que as faça de forma mais lenta. Ajudar estimulando (mas sem provocar stresse) nas actividades que são mal feitas.

Planificar as actividades do dia e da semana

Estabelecer prioridades na realização das tarefas e não se sentir frustrado se sentir falta de tempo.


Fonte: Fundação ACE - Instituto Catalão de Neurociências Aplicadas



Artigo sobre a organização do dia a dia do cuidador neste link https://www.cuidador.pt/blogue/244-a-organizacao-do-dia-a-dia-do-cuidador

Artigo como é que o cuidador deve lidar com o sentimento de culpa neste link  https://www.cuidador.pt/blogue/279-como-e-que-o-cuidador-deve-lidar-com-o-sentimento-de-culpa

Artigo sobre as necessidades do cuidador neste link https://www.cuidador.pt/blogue/128-as-necessidades-do-cuidador-nao-devem-ser-negligenciadas

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O conceito de “idoso” está culturalmente conotado na civilização ocidental com preconceitos como “ser velho é ser deprimido”, e a Distimia é uma forma de depressão que por ter sinais muito leves pode ser erradamente confundida com o envelhecimento.

É frequente que as pessoas que convivem habitualmente com pessoas idosas associem à idade avançada a melancolia e a tristeza devido a perdas afetivas, económicas, sociais e doenças crónicas, não valorizando as suas queixas (SIMÕES, 1996).

Tendo em conta que existem diversos estudos que demonstram que os idosos apresentam, na sua maioria, depressões atípicas, não se encaixando por isso nos padrões das classificações existentes (COHEN e EISDORFER, 1997), a depressão de um familiar sénior pode ser desvalorizada e incompreendida, principalmente se a sua forma for a Distimia.

Os sintomas são de intensidade mais leve do que a depressão Menor, e persistem durante a maior parte do dia, quase todos os dias.

 

 

SINTOMAS DE DISTIMIA

·       Estado emocional levemente deprimido, mas de forma prolongada;

·       Queixas de dores atípicas;

·       Sentimento de tristeza e desânimo;

·       Baixa autoestima, perda de interesse por coisas que anteriormente gostava, e ideia de si próprio como um indivíduo inútil e pouco interessante;

·       Perda de apetite ou hiperfagia;

·       Falta de energia;

·       Lentidão de movimentos;

·       Falta de concentração e dificuldade em tomar decisões;

·       Insónia ou hipersónia;

 

FACTORES QUE PODEM PROVOCAR A DISTIMIA

·       Isolamento social ou sentimento de isolamento social;

·       Dor crónica (artrites, artroses, dores gastrointestinais etc);

·       Dificuldade em executar as Atividades de Vida Diária (higiene pessoal, vestir-se, alimentar-se, etc.) e não ter ajuda; 

·       Dificuldade em gerir as Atividades Instrumentais de Vida Diária (decisões para gerir a vida) e não ter apoio.

 

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