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Quando um familiar começa a esquecer-se de pagar algumas contas, tornar-se imprudente a fazer compras ou a ter alguma dificuldade em gerir a sua vida, talvez esteja na altura de a família intervir com o apoio necessário.

O dinheiro pode ser um assunto sensível e por essa razão ajudar os pais (ou o cônjuge) a gerir as finanças exige uma abordagem com muito tato.

Caso haja resistência em aceitar ajuda, a família deve ser paciente, manter o respeito e tomar decisões inclusivas, ou seja, não “ajudar” excluindo o sénior da gestão da sua vida.

Algumas sugestões de ajuda inclusiva:

1. Respeitar as decisões do familiar.

Se o idoso precisar somente de algum apoio para gerir a sua vida, as suas decisões devem ser ouvidas e respeitadas. Controlar é diferente de ajudar.

Caso o sénior tenha perdas cognitivas que coloquem em causa a sua capacidade em tomar decisões, a família cuidadora deve fazer com que ele se sinta incluído na tomada de decisões e tenha a sensação que continua a controlar a sua vida. Todos os membros familiares devem ter conhecimento e participar no processo das decisões.

2. Manter os documentos importantes actualizados.

É importante saber onde se encontram documentos importantes porque podem ser necessários em caso de emergência.

Exemplos:

- Documentos bancários;

- Documentos relacionados com o testamento;

- Documentos relacionados com seguros;

- Documentos relacionados com a hipoteca ou compra da casa;

- Documentos relacionados com a segurança social;

- … 

3. Manter a família informada

O familiar sénior que precisa de apoio deve participar nas tomadas de decisões sobre a sua vida, mas caso o cuidador tenha que assumir a responsabilidade completa, é aconselhável que a restante família tenha conhecimento e seja incluída no processo.

Devem-se realizar regularmente reuniões familiares para discutir os assuntos da actividade de cuidar em geral, e em particular questões financeiras.

As decisões que resultem desses encontros devem ficar registadas para que não surjam mais tarde conflitos ou mal entendidos particularmente no que diz respeito á gestão financeira.

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A única “cura” para o Alzheimer em particular e para a demência em geral é a prevenção, e segundo o neurocientista Gary Small são quatro as áreas de prevenção: nutrição, exercício físico, exercício mental e gestão do stress. 

Considerando que atualmente não há cura para a doença de Alzheimer, a prevenção é fundamental. Se a pessoa se exercita fisicamente ou não, se come muito ou pouco, o que é que come, se tem uma vida com muito stress e como gere esse stress, ou se estimula a mente, tudo isso é muito importante para a função cerebral. 

Os mesmos comportamentos que previnem algumas doenças físicas crónicas também reduzem o risco de demência. Evidências crescentes indicam que se pode reduzir o risco de declínio físico e cognitivo, através de hábitos de vida saudáveis, e nunca é tarde demais ou demasiado cedo para se terem hábitos saudáveis. 

Existem dez áreas importantes na prevenção da demência:

·        Nutrição

Alguns nutrientes de certos alimentos (frutas, vegetais, peixes com gordura omega-3, nozes e sementes de oleaginosas) podem ajudar a prevenir a doença de Alzheimer. É igualmente importante controlar o quanto se come, o consumo de alimentos processados e a ingestão de açúcares refinados. Não se deve esquecer de beber muita água, uma vez que a desidratação está ligada à confusão mental e à fadiga. 

Uma dieta saudável e equilibrada (baixa em gordura animal e alta em vegetais e frutas), ajuda a reduzir o risco de declínio cognitivo. Dietas como a dieta Mediterrânea e receitas para evitar a hipertensão podem contribuir para a redução de risco de demência. 

·        Exercício físico

A prática regular de exercício físico aeróbico, como por exemplo realizar diariamente uma caminhada rápida de 15 minutos, pode ajudar a reduzir o risco de doença de Alzheimer. Durante o exercício, o corpo produz a proteína FNDC (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro) que estimula os neurónios a criarem novas ligações de comunicação entre eles (dendrites, axónios e sinapses). Durante a atividade física o corpo também produz endorfinas, que melhoram a capacidade de concentração e o humor. À medida que envelhecemos, há uma tendência a perder massa corporal magra (músculo). Esse processo tem o nome de sarcopenia e deve ser contrariado através de exercícios moderados de força. 

O exercício cardiovascular, como por exemplo correr ou nadar, aumenta a frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo para o cérebro. 

·        Estimulação cognitiva

O exercício mental pode ir desde uma conversa estimulante até á realização de um quebra-cabeças. Deve-se encontrar o ponto em que o exercício cognitivo é estimulante, divertido, e não é demasiado difícil nem fácil. Existem técnicas de estimulação da memória que devem igualmente ser praticadas.  

A educação formal em qualquer estágio da vida ajuda a reduzir o risco de declínio cognitivo e de demência. Frequente por exemplo a faculdade, cursos online ou outro tipo de formação. Desafie e estimule a sua mente. Construa um móvel. Complete um quebra-cabeça. Faça uma obra artística. Jogue jogos que estimulam o pensamento estratégico como o bridge. Desafiar a mente traz benefícios cognitivos a curto e a longo prazo. 

·        Gestão do stress

O stress desencadeia processos inflamatórios no corpo, e o sono reparador tem um efeito anti-inflamatório. Descansar bem é importante porque existe uma inflamação no cérebro na doença de Alzheimer. Dormir bem, praticar exercício e consumir alimentos com gordura ómega 3 são boas estratégias anti-inflamatórias. Se uma pessoa praticar regularmente caminhadas rápidas com um amigo, parente ou cônjuge, e durante o exercício mantiver uma conversa estimulante sobre problemas stressantes, está a diminuir os seus níveis de stress, e simultaneamente está a praticar exercício físico e estimular a cognição.

·        Páre de fumar

Estudos têm demonstrado que deixar de fumar reduz o risco de demência. 

·        Evite lesões cerebrais

lesões cerebrais podem aumentar o risco de declínio cognitivo e de demência. Use cinto de segurança enquanto conduz, e o capacete ao praticar desporto de contato ou andar de bicicleta. Tome medidas para evitar quedas. 

·        Tome medidas para ter um sono de qualidade

A insónia ou a apneia do sono podem provocar perda de memória e de raciocínio. 

·        Controle as doenças cardiovasculares

Fatores de risco de doenças cardiovasculares e de acidentes vasculares cerebrais, como a obesidade, a pressão alta e a diabetes, têm um impacto negativo na saúde cognitiva. Se cuidar do seu coração, está também a cuidar do seu cérebro. 

·        Cuide da sua saúde mental

Alguns estudos relacionam um histórico de depressão com maior risco de declínio cognitivo. Procure tratamento médico se tiver sintomas de depressão, ansiedade ou outros problemas de saúde mental. Tente gerir o stress. 

·        Tenha atividades sociais significativas.

Encontre formas de fazer parte da sua comunidade. Se gosta de animais, considere ser voluntário num centro de abrigo local. Se gosta de cantar, junte-se a um coro local, etc. 

 Fonte:

http://www.alz.org/brain-health/10_ways-to-love-your-brain.asp

http://www.aplaceformom.com/blog/12-3-14-lifestyle-brain-health-alzheimers/

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"A fase moderada da doença de Alzheimer é a que gera um impacto mais negativo sobre as famílias." Raquel Garcia Santelesforo  

A pessoa com demência vai perdendo gradualmente a sua autonomia e na fase intermédia da doença, começa a precisar de ajuda para realizar as actividades da vida diária (tomar banho, vestir, alimentar-se, etc.).

A linguagem começa a ficar afectada o que dificulta a comunicação, e podem acontecer nesta fase distúrbios comportamentais, como por exemplo a agressividade.

Surge a necessidade por parte do cuidador de supervisionar durante quase 24 horas por dia o familiar doente, o tempo começa a ser um inimigo e surge a fadiga crónica.

Á medida que a doença progride a qualidade de vida dos cuidadores diminui. As famílias passam progressivamente por grandes mudanças que afectam o trabalho, a situação económica, o tempo de lazer, as relações familiares, a saúde e o estado anímico.

Devido a todas essas mudanças, os cuidadores têm que lidar com um grande número de emoções negativas, a que acresce a necessidade de fazer o luto pela perda psicológica do familiar com demência.

Surgem no cuidador o cansaço físico e psicológico, as emoções negativas (tristeza, irritabilidade e sentimento de culpa), os problemas de saúde física e psicológica (ansiedade e depressão).

No familiar doente aumenta a dependência na realização das suas actividades básicas, cresce a dificuldade de comunicação e acontecem alterações de conduta (agitação, agressividade, etc.).

Em suma, esta fase é definida por um balanço negativo devido principalmente ao cansaço e às emoções negativas, com aumento das exigências dos cuidados e diminuição dos recursos dos cuidadores.

Quais são as tarefas fundamentais que a família deve desenvolver nesta fase?

·       Prevenir a síndrome do cuidador

A demência é uma doença progressiva que obriga as famílias a estarem em constante adaptação. É importante que em cada etapa haja momentos de reflexão sobre o sistema de cuidados estabelecido, já que este podia ser válido para a fase anterior mas comece a ser insuficiente para o actual momento.

O sistema de cuidados correcto é aquele que permite manter o equilíbrio entre os cuidados prestados às pessoas com demência e as necessidades pessoais dos cuidadores.

A principal tarefa nesta fase é a de incentivar os cuidadores cuidarem de si mesmos para evitar o chamado esgotamento ou burnout.

·       Incorporar ajuda externa

Manter o equilíbrio entre as necessidades da pessoa com demência e a dos seus cuidadores não é uma tarefa simples. Nesta fase, é aconselhável entrar em contacto com instituições de apoio social, de modo a encontrar ajuda e informação sobre os recursos existentes e recomendados para a situação.

As famílias devem reforçar o sistema de cuidados familiares com apoio externo e fazer adaptações em casa que permitam que a actividade de cuidar seja mais fácil para a pessoa com demência e para o cuidador.

·       Responder às alterações de comportamento

Os distúrbios comportamentais são a principal fonte de sobrecarga da família e com o seu surgimento a família deve:

- Consultar um médico.

É necessário avaliar qual é a causa da aparição desses distúrbios comportamentais porque às vezes podem ser devido a motivos orgânicos. Embora não exista cura para a demência, existem tratamentos que actuam nos sintomas e diminuem a sua frequência e / ou intensidade.

- Formar-se e informar-se.

Lidar com alterações de comportamento não é fácil, pelo que o cuidador deve adquirir conhecimentos para estar preparado para gerir esses momentos.

 

Baseado na fonte https://blogcrea.imserso.es/fase-moderada-del-alzheimer-buscando-un-equilibrio/

Links de acesso a artigos relacionados com este tema:

https://www.cuidador.pt/blogue/111-4-maneiras-de-responder-as-perguntas-repetidas-de-alguem-com-o-alzheimer

https://www.cuidador.pt/blogue/136-deve-se-dizer-a-um-familiar-que-ele-tem-a-doenca-de-alzheimer

https://www.cuidador.pt/blogue/71-e-alzheimer-ou-e-uma-infeccao-do-trato-urinario

https://www.cuidador.pt/blogue/48-como-se-deve-comunicar-com-um-paciente-de-alzheimer

 

 

 

 

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Define-se polifarmácia como a ingestão de pelo menos cinco medicamentos por dia, e ela representa um potencial risco acrescido para a saúde dos seniores devido ao perigo de sobredosagem e interacções medicamentosas perigosas.

Com o envelhecimento acontece naturalmente a diminuição da capacidade funcional dos órgãos, de forma diferenciada de órgão para órgão e de pessoa para pessoa. O cérebro é um dos órgãos que em condições de envelhecimento normal (fisiológico) menos perda funcional tem.

Os rins e o fígado possuem funções de metabolização (fígado) e excreção (rins) de resíduos (ex: metabolitos de medicamentos tomados) do organismo, e caso a pessoa tenha doenças crónicas como diabetes, colesterol alto ou hipertensão, a diminuição da capacidade funcional destes órgãos pode significar um perigo para a saúde em situações de polifarmácia.

 

A alteração da composição do sangue, a diminuição da quantidade de água no organismo e o aumento de gordura que acontecem naturalmente com o envelhecimento são outras situações a ter em conta relativamente ao risco de intoxicação provocado pelos metabolitos dos medicamentos principalmente em situação de polifarmácia.

À ingestão múltipla de medicamentos que exigem receita médica, devem acrescentar-se vitaminas, chás e suplementos de venda livre que estejam a ser tomados, porque todos eles têm compostos que podem interagir entre si.

Por todos estes motivos é necessário ajudar os familiares mais idosos a tomarem os seus medicamentos de forma segura, e a evitarem situações como ingerir as “drogas” incorrectamente ou tomar mais do que foi prescrito pelo médico.

Para se evitarem alguns dos possíveis erros na toma dos medicamentos, a família cuidadora deve:

·       Acompanhar a medicação dos seus idosos, principalmente se existirem sinais (por muito leves que sejam) de perda cognitiva. A não toma ou a sobredosagem podem ter consequências graves para a saúde. Se o familiar demonstrar sinais de confusão, ou estiver diagnosticado com deficiência cognitiva, doença de Alzheimer ou outra forma de demência, deve haver uma supervisão apertada dos cuidadores.

·   Utilizar sistemas distribuidores, organizadores ou equipamentos com serviços sonoros de lembrete. Perguntar ao médico ou farmacêutico de que forma os medicamentos devem ser conservados ou guardados.

·       Estar atenta a possíveis reacções adversas que possam indicar que a dosagem é inadequada à idade ou ao estado funcional do organismo. Como já foi referido, devido à forma como nossos corpos metabolizam as várias “drogas” à medida que envelhecemos, os idosos podem ser mais sensíveis a alguns medicamentos.

·       Perguntar ao médico se é aconselhável iniciar a toma do novo medicamento com uma dose mais baixa.

·       Estar atento a medicamentos considerados inseguros para os idosos. A American Geriatric Society elaborou uma lista que os mais velhos devem evitar ou tomar com precaução. Alguns têm um risco acrescido de efeitos colaterais, enquanto outros são simplesmente menos eficazes. Os sedativos por exemplo, comumente prescritos na categoria benzodiazepinas como o diazepam (Valium), devem ser evitados em certas condições porque as pessoas mais velhas podem ser mais sensíveis a esses medicamentos. A toma prolongada de benzodiazepinas em pessoas mais idosas pode ter consequências na cognição.  

·   Ter sempre a lista de medicamentos actualizada. A American Nurse Today aconselha a manter uma lista exaustiva de todos os medicamentos, doses, frequência de dosagem e as razões para tomar as “drogas". Esta medida também ajuda a reduzir o risco da polifarmácia.

·    Durante as consultas médicas, a família cuidadora e o sénior devem referir os suplementos de venda livre ou chás que eventualmente estejam ser tomados a par dos medicamentos receitados, para que possam ser identificados eventuais efeitos ou interacções adversas.

·       Se a família e o sénior estiverem preocupados com uma receita ou um diagnóstico, ou caso exista alguma dúvida, deve ser procurada uma segunda opinião médica.

·    A família e o idoso devem conhecer bem os possíveis efeitos secundários e interacções dos medicamentos tomados para poderem estar atentos a eventuais alterações de saúde que possam ocorrer em resposta a uma nova medicação ou combinação de medicamentos. Se a família cuidadora notar mudanças de saúde, deve entrar em contacto com um médico imediatamente. Alguns efeitos secundários de certos medicamentos podem ser semelhantes a outras condições de saúde, incluindo a  demência.

·   A interrupção da toma de um medicamento nunca deve acontecer sem conhecimento ou aconselhamento médico.

Baseado na fonte http://www.aplaceformom.com/blog/1-27-2014-medication-management-tips/

 

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Quando um familiar tem alguma forma de demência em geral ou Alzheimer em particular surgem mudanças patológicas no cérebro que provocam o declínio na capacidade de dar sentido ao que ouve.

Por esse motivo o cuidador deve utilizar frases curtas e breves, de forma a simplificar a mensagem que quer transmitir e facilitar a compreensão por parte da pessoa doente.

As diferentes formas de demência acabam por afetar o processamento (raciocínio, planificação, …) e a recuperação (memória) de informação por parte do cérebro, o que diminui a capacidade de entender e responder adequadamente. 

As frases curtas e directas com apenas um pensamento são mais fáceis de entender ao contrário do que acontece com a utilização de formas de comunicação longas ou complexas. Quem cuida deve respeitar a diminuição das capacidades cognitivas da pessoa doente.

Esta técnica de comunicação deve incluir um tom de voz afável e positivo por parte do cuidador de modo a criar empatia. Mesmo em fases avançadas da demência o doente nunca deixa de sentir emoções em resultado da forma como é tratado.

 


 

Na fase inicial da doença a pessoa apercebe-se  que alguma coisa não está bem


 

Quatro exemplos de comunicação utilizando menos palavras.

Exemplo nº 1

Está na hora de o familiar doente ir tomar banho, fazer a higiene ou ir à casa de banho.

O cuidador deve dizer: é hora de ir à casa de banho.

O cuidador NÃO deve dizer: já passou uma hora desde a última vez que foste à casa de banho, e por isso é altura de ir agora. Pode ser? Queres ir agora?

Exemplo nº 2

 Está na hora de o paciente almoçar.

O cuidador deve dizer: mmmm, é hora de comer esparguete!... (pausa)... Vamos para a cozinha.

O cuidador NÃO deve dizer: Estás com fome? É hora do almoço e pensei que gostasses de comer um dos teus pratos favoritos - esparguete. Vamos para a cozinha para comeres a refeição. Depois do almoço, vamos sair para dar uma caminhada para tomares um pouco de ar fresco. Qual é a tua opinião?

Exemplo nº3

O cuidador tem que levar o paciente a uma consulta médica.

O cuidador deve dizer: é hora de sair... (pausa)... está aqui o teu casaco... (pausa)... vamos entrar no carro.

O cuidador NÃO deve dizer: vamos ver o Dr. António hoje. Ela vai analisar se os novos medicamentos estão a resultar. Lembras-te que tivemos que remarcar a consulta no mês passado? Está um pouco frio hoje e por isso é melhor vestires o teu casaco antes de irmos para o carro.

Exemplo nº 4

 Um familiar ou amigo veio visitar o doente.

O cuidador deve dizer: é o teu irmão João, (pausa)... ele veio dizer olá!

O cuidador NÃO deve dizer: olha, tens aqui uma visita! Sabes quem é? O João esteve cá na semana passada. Lembras-te da conversa que tiveram?

Todas as pessoas são diferentes e as diversas formas de demência (Alzheimer, Vascular, Frontotemporal, etc.) têm fases evolutivas, pelo que a aplicação de técnicas de comunicação exigem prática, ajustes e paciência até se descobrir qual é a que que funciona melhor.

Um dos factores a ter em conta é que o nível de onde começa o declínio cognitivo (reserva cognitiva) é diferente de pessoa para pessoa. Uma segunda variável é o estágio da doença.

O estímulo que resulta da interacção nunca deve provocar stresse, ou seja, o estímulo nunca deve ser superior à capacidade cognitiva do doente. 

 


 Infografia sobre a assertividade na comunicação: 

 


Fontes: 

http://dailycaring.com/how-to-talk-to-someone-with-alzheimers-use-short-direct-sentences/

Cruz Roja de España 

 

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