A única “cura” para o Alzheimer em particular e para a demência em geral é a prevenção, e segundo o neurocientista Gary Small são quatro as áreas de prevenção: nutrição, exercício físico, exercício mental e gestão do stress.
Considerando que atualmente não há cura para a doença de Alzheimer, a prevenção é fundamental. Se a pessoa se exercita fisicamente ou não, se come muito ou pouco, o que é que come, se tem uma vida com muito stress e como gere esse stress, ou se estimula a mente, tudo isso é muito importante para a função cerebral.
Os mesmos comportamentos que previnem algumas doenças físicas crónicas também reduzem o risco de demência. Evidências crescentes indicam que se pode reduzir o risco de declínio físico e cognitivo, através de hábitos de vida saudáveis, e nunca é tarde demais ou demasiado cedo para se terem hábitos saudáveis.

Existem dez áreas importantes na prevenção da demência:
· Nutrição
Alguns nutrientes de certos alimentos (frutas, vegetais, peixes com gordura omega-3, nozes e sementes de oleaginosas) podem ajudar a prevenir a doença de Alzheimer. É igualmente importante controlar o quanto se come, o consumo de alimentos processados e a ingestão de açúcares refinados. Não se deve esquecer de beber muita água, uma vez que a desidratação está ligada à confusão mental e à fadiga.
Uma dieta saudável e equilibrada (baixa em gordura animal e alta em vegetais e frutas), ajuda a reduzir o risco de declínio cognitivo. Dietas como a dieta Mediterrânea e receitas para evitar a hipertensão podem contribuir para a redução de risco de demência.
· Exercício físico
A prática regular de exercício físico aeróbico, como por exemplo realizar diariamente uma caminhada rápida de 15 minutos, pode ajudar a reduzir o risco de doença de Alzheimer. Durante o exercício, o corpo produz a proteína FNDC (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro) que estimula os neurónios a criarem novas ligações de comunicação entre eles (dendrites, axónios e sinapses). Durante a atividade física o corpo também produz endorfinas, que melhoram a capacidade de concentração e o humor. À medida que envelhecemos, há uma tendência a perder massa corporal magra (músculo). Esse processo tem o nome de sarcopenia e deve ser contrariado através de exercícios moderados de força.
O exercício cardiovascular, como por exemplo correr ou nadar, aumenta a frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo para o cérebro.

· Estimulação cognitiva
O exercício mental pode ir desde uma conversa estimulante até á realização de um quebra-cabeças. Deve-se encontrar o ponto em que o exercício cognitivo é estimulante, divertido, e não é demasiado difícil nem fácil. Existem técnicas de estimulação da memória que devem igualmente ser praticadas.
A educação formal em qualquer estágio da vida ajuda a reduzir o risco de declínio cognitivo e de demência. Frequente por exemplo a faculdade, cursos online ou outro tipo de formação. Desafie e estimule a sua mente. Construa um móvel. Complete um quebra-cabeça. Faça uma obra artística. Jogue jogos que estimulam o pensamento estratégico como o bridge. Desafiar a mente traz benefícios cognitivos a curto e a longo prazo.
· Gestão do stress
O stress desencadeia processos inflamatórios no corpo, e o sono reparador tem um efeito anti-inflamatório. Descansar bem é importante porque existe uma inflamação no cérebro na doença de Alzheimer. Dormir bem, praticar exercício e consumir alimentos com gordura ómega 3 são boas estratégias anti-inflamatórias. Se uma pessoa praticar regularmente caminhadas rápidas com um amigo, parente ou cônjuge, e durante o exercício mantiver uma conversa estimulante sobre problemas stressantes, está a diminuir os seus níveis de stress, e simultaneamente está a praticar exercício físico e estimular a cognição.
· Páre de fumar
Estudos têm demonstrado que deixar de fumar reduz o risco de demência.
· Evite lesões cerebrais
lesões cerebrais podem aumentar o risco de declínio cognitivo e de demência. Use cinto de segurança enquanto conduz, e o capacete ao praticar desporto de contato ou andar de bicicleta. Tome medidas para evitar quedas.
· Tome medidas para ter um sono de qualidade
A insónia ou a apneia do sono podem provocar perda de memória e de raciocínio.
· Controle as doenças cardiovasculares
Fatores de risco de doenças cardiovasculares e de acidentes vasculares cerebrais, como a obesidade, a pressão alta e a diabetes, têm um impacto negativo na saúde cognitiva. Se cuidar do seu coração, está também a cuidar do seu cérebro.
· Cuide da sua saúde mental
Alguns estudos relacionam um histórico de depressão com maior risco de declínio cognitivo. Procure tratamento médico se tiver sintomas de depressão, ansiedade ou outros problemas de saúde mental. Tente gerir o stress.
· Tenha atividades sociais significativas.
Encontre formas de fazer parte da sua comunidade. Se gosta de animais, considere ser voluntário num centro de abrigo local. Se gosta de cantar, junte-se a um coro local, etc.
Fonte:
http://www.alz.org/brain-health/10_ways-to-love-your-brain.asp
http://www.aplaceformom.com/blog/12-3-14-lifestyle-brain-health-alzheimers/