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Quando se têm uma ou mais doenças crónicas (ex.: hipertensão, diabetes, colesterol elevado, …) é obrigatória a toma diária de medicamentos e essas receitas podem sofrer alterações devido a revisões do médico ou ao surgimento de novas patologias.

No caso de a pessoa ser autónoma (ter capacidade de decisão e gestão da sua vida), ela deve fazer um plano gráfico diário ou semanal que expresse o número de doses em forma de cronograma.


Informação na infografia da Cruz Roja de Espanha 


Se a pessoa não tiver capacidade de autonomia deve ser utilizado um Sistema de Dosagem Personalizada e caso aconteça uma alteração na medicação, os cuidadores devem ter um cuidado redobrado na administração dos medicamentos.

CONSELHOS PRÁTICOS

Para facilitar que os pacientes e os seus cuidadores se adaptem ás alterações de receitas de medicamentos, damos algumas sugestões.

Planifique

Como já foi mencionado anteriormente, deve-se anotar numa folha a informação sobre a medicação prescrita pelo médico, com os horários das tomas, doses e observações como por exemplo se a ingestão é antes ou depois das refeições. Também se podem colocar indicações nas caixas, mas deve-se ter cuidado ao substituí-las para não serem esquecidas.

Use caixas de medicamentos

Elas ajudam a aplicar diariamente os tratamentos sem confusões ou esquecimentos, e servem de prova se os remédios foram ou não tomados. No entanto, as caixas de medicamentos de bolso podem ser esquecidas.

Utilize Sistemas de Dosagem Personalizados com dispositivos electrónicos

Os Sistemas de Dosagem Personalizados são trabalhados pela farmácia ou por um cuidador, e são especialmente úteis para pessoas polimedicadas (que tomam 5 ou mais medicamentos por dia) ou com algum nível de défice cognitivo.

Ou seja, o farmacêutico (ou o cuidador) prepara atempadamente a medicação que vai ser tomada durante um determinado período de tempo. O Sistema de Dosagem Personalizado pode incluir um dispositivo electrónico que lembre a medicação através de avisos sonoros ou/e luminosos.

A caixa também pode incluir um sistema de retenção/libertação. Uma vez accionado o aviso, só o medicamento que deve ser tomado é disponibilizado nesse intervalo de tempo, impedindo que as outras “drogas” possam ser ingeridas.

Aplicações móveis

Existem apps para aparelhos de telecomunicação móveis que permitem que os pacientes ou seus cuidadores tenham um controle da medicação através de alarmes, avisos sobre alergias, interacções e fotografias dos medicamentos.

Formação 

É importante que se invista na formação em saúde do sénior no seu ambiente familiar ou na farmácia com a participação e coordenação de profissionais de saúde.

Gerir a rejeição

Por vezes durante o processo de adaptação a novos medicamentos podem surgir sintomas de rejeição. Como a pessoa paciente tinha confiado nesses remédios, esses sintomas podem ser interpretados como falhas terapêuticas.

Para facilitar a transição de medicamentos deve ser dada toda a informação a esse respeito, incluindo que a nova abordagem terapêutica é equivalente à anterior. Devem igualmente ser bem explicados os procedimentos, como horários, doses e interacções. Quando a pessoa paciente sente que sua saúde melhora, as objecções geralmente desaparecem. Quanto aos genéricos, 80% dos utilizadores aceitam-nos sem problemas.

O que fazer se ocorrerem efeitos colaterais com a nova medicação?

Caso os efeitos sejam leves, é necessário esperar entre uma e duas semanas para verificar se é algo temporário. Se o desconforto persistir, o paciente deve ir ao médico para avaliar se é necessária uma nova mudança de medicamento.

Também deve ser analisada a possibilidade de esses efeitos colaterais resultarem da interacção do novo medicamento com algum remédio que já era anteriormente tomado.

Em alguns casos é inevitável algum desconforto e não é aconselhável a toma de novos medicamentos para esses sintomas, uma vez que haveria uma prescrição em cascata que teria consequências negativas para a saúde.

Por fim é preciso ter consciência da importância do papel do cuidador em todo o processo. O cuidador deve situar-se como se fosse ele a tomar o remédio, entender a nova medicação, e depois transmitir a informação ao seu familiar tendo em conta as suas capacidades e o nível cognitivo.

 

 



Fontes:

http://www.cuidateplus.com/familia/mayores/2017/07/12/consejos-adaptarse-nueva-medicacion-tercera-edad-143743.html

Cruz Roja de Espanha

CRE Alzheimer



 Artigo “OS ERROS DE MEDICAÇÃO MAIS COMUNS DOS SENIORES” neste link : https://www.cuidador.pt/blogue/76-os-erros-de-medicacao-mais-comuns-dos-seniores

Artigo “PERGUNTAS SOBRE A MEDICAÇÃO CUJAS RESPOSTAS DEVEM SER DO CONHECIMENTO DO CUIDADOR” neste link:  https://www.cuidador.pt/blogue/309-perguntas-sobre-a-medicacao-cujas-respostas-devem-ser-do-conhecimento-do-cuidador

Artigo “O SUMO DE LARANJA PODE DIMINUIR OU AUMENTAR O EFEITO DE MEDICAÇÃO” neste link:  https://www.cuidador.pt/blogue/310-o-sumo-de-laranja-pode-diminuir-ou-aumentar-o-efeito-de-medicacao

 

 

 

 

 

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Independentemente da idade, qualquer pessoa pode ter episódios ocasionais de falhas de memória, e existe o receio que o aumento do número de tais lapsos possa ser sinal de Alzheimer.

Existem no entanto diferenças importantes entre simples esquecimentos e demência (ver a tabela mais abaixo).

O estado intermédio entre as duas situações (falhas ocasionais de memória e demência) tem o nome de comprometimento leve cognitivo, e  as pessoas que se encontram nesta situação podem desenvolver demência. 

No entanto, excluindo algumas excepções como situações traumáticas, a demência tem uma evolução gradativa e a vida não termina quando ela começa. Quando é diagnosticada uma forma de demência, os planos para o futuro devem ser reformulados e com o evoluir da doença pode passar a ser necessário mais apoio para o familiar continuar a fazer as coisas mais significativas.

Fonte: https://hms.harvard.edu/sites/default/files/assets/Sites/Longwood_Seminars/Alzheimers3.06.12.pdf

 

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O espaço do domicílio deve estimular a independência e facilitar a realização das atividades de vida diária. O ambiente de casa não deve ser percecionado pelos moradores como uma ameaça aos recursos pessoais.

Esta “checklist” ajuda a determinar se a pessoa idosa vive em segurança tendo em conta as suas capacidades e o estado da casa. Pretende-se determinar até que ponto o familiar idoso reside em segurança no seu domicílio e se necessita da presença do cuidador.

·        Qualquer resposta NÃO indica a necessidade de alguma modificação e/ou de maior assistência por parte do cuidador familiar;

·        Sempre que a pessoa não for capaz de executar uma tarefa de forma independente ou exista necessidade de fazer uma correção na residência marque NÃO;

·        Sempre que existir a disponibilidade de um cuidador ajudar assinale CUIDADOR.












Fonte: https://www.aplaceformom.com/senior-care-resources/articles/elderly-home-safety-checklist

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Exemplo de terapia de reminiscência: o percorrer de um álbum fotográfico sem perguntas que coloquem pressão


A terapia de reminiscência estimula a recuperação de memórias da história de vida, e a sua utilização em pessoas com demência é muito útil.

Os doentes com Alzheimer em particular, apesar de terem a memória de curto prazo (1*) afetada na fase inicial da doença, mantém durante algum tempo (anos) a capacidade de utilizar a memória de longo prazo (2*) e recordar vivências mais antigas.

Não é possível parar a progressão da maior parte das formas de demência (3*), mas a estimulação de sentimentos e emoções positivas através da partilha de memórias significativas, ajuda a reduzir a agitação a deambulação e a melhorar o humor. Falar sobre memórias felizes do passado traz alegria para a pessoa doente e ajuda a pessoa que cuida a lidar com o stress.

A utilização da terapia de reminiscência não exige que o familiar com demência se lembre de alguma coisa concreta do seu passado. Essa "exigência" poderia provocar stress caso ele não se recordasse do acontecimento.

Perante, por exemplo, a pergunta fechada “onde é que nasceste”, o familiar doente pode não se recordar e não saber responder, e por essa razão ficar ansioso. Mas se ele estiver a olhar para fotografias antigas, pode dizer espontaneamente “olha a minha casa. Minha mãe fazia o meu bolo favorito de chocolate todos os sábados. Ele era delicioso. "

O que fazer se a terapia de reminiscência trouxer memórias dolorosas?

Nunca se sabe que tipo de memória poderá surgir durante a aplicação da terapia da reminiscência, e caso ocorra uma memória triste, isso por si só não é necessariamente mau. Ninguém melhor que o cuidador conhece o seu familiar. Caso ocorra uma memória negativa, ele terá que verificar se é melhor ouvir, apoiar com compreensão e fazer com que o seu familiar se sinta melhor a contar a sua história, ou se é mais sábio dirigir o tema para uma memória mais feliz, para que não fique emocionalmente triste ou angustiado.

 

 

Quatro exemplos de atividades relacionadas com a Terapia de Reminiscência

As diferentes formas de memórias localizam-se em diferentes partes do cérebro, e por essa razão é útil realizar atividades que estimulem sentidos diferentes. Este é o momento de o cuidador usar a imaginação e ser criativo.

1)    Ouvir a música favorita.

Ouvir as músicas preferidas estimula a memória através das emoções vividas em experiências passadas. É por essa razão que a musicoterapia é frequentemente recomendada para pessoas com demência mesmo em fase muito avançada.

2)    Utilizar fotografias ou lembranças.

A utilização de fotografias de família ou de amigos, e de lembranças de eventos importantes que aconteceram na vida, são outra excelente forma de estimular a memória de longo prazo.

Fotografias que relembrem passatempos ou atividades favoritas também são uma ferramenta da terapia de reminiscência. Podem ser utilizadas como terapia em pessoas que gostem de jardinagem ou agricultura revistas de jardinagem ou catálogos de plantas.

Se o familiar doente adorava cozinhar pode gostar de ver uma revista gourmet de ementas com belas fotos (4*) e a mesma situação deve valer para o desporto, artesanato, acontecimentos históricos, etc.

3)    Cheirar aromas familiares e saborear alimentos preferidos

O cheiro é uma forma poderosa de ter acesso a memórias. O cuidador pode utilizar especiarias ou criar frascos e cartões perfumados com cheiros favoritos do familiar doente. Agulhas de pinheiro fresco ou varetas perfumadas de pinho são alguns possíveis exemplos.

Outra maneira de evocar a memória é utilizar o paladar. O cuidador pode preparar aquele prato especial do familiar ou o lanche favorito e passarem um bom momento á mesa. Sempre que seja possível, o familiar doente deve participar na preparação do momento. Se a tarefa for excessivamente complexa, as várias fases podem ser divididas e simplificadas.

4)    Realizar atividades como pintura ou formas de artesanato

O tato também pode ser utilizado na estimulação da memória através de atividades familiares como o desenho, a pintura, trabalhos manuais, tricô, costura, ou outros trabalhos manuais.

Mesmo que o familiar doente não tenha capacidade de participar nesses hobbies, fazer coisas simples como tocar em pincéis, mexer em aguarelas, rabiscar com giz, apertar fios ou brincar com tecidos pode evocar memórias antigas fortes.

Outra maneira de fazer terapia de reminiscência através do toque ou tato, é mexer em objetos com significado emocional poderoso ou lembranças de acontecimentos significativos da vida.



Fontes:

http://dailycaring.com/4-ways-reminiscence-therapy-for-dementia-brings-joy-to-seniors/

Cuz Roja



(1*) Um exemplo de memória de curto prazo é a capacidade de decorar um número de telefone que vai ser utilizado uns momentos depois. Na doença de Alzheimer em particular, esta forma de memória é afetada logo na fase inicial da doença.

Noutras formas de demência, como por exemplo a Demência de Corpos Lewy, a memória de curto prazo só é afetada numa fase mais avançada da doença. Essas diferenças acontecem devido à diferença de zonas do cérebro afetadas.

(2*) A memória de longo prazo traduz-se nas recordações armazenadas ao longo do ciclo de vida.

(3*) A progressão das diversas formas de demência, em geral, é irreversível, e uma das exceções é a Pseudodemência.  A Pseudodemência é provocada pela depressão crónica, e uma vez tratada a depressão, os sinais e sintomas da demência em princípio podem desaparecer.

(4*) A fotografia é uma forma poderosa de estimulação e comunicação e o conceito “photovoice” é uma forma de intervenção.



Artigo “TERAPIA OCUPACIONAL EM GERONTOLOGIA E GERIATRIA” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/297-terapia-ocupacional-em-gerontologia-e-geriatria

Artigo “COMO EVITAR A PERDA DE SAÚDE DO CUIDADOR E FAMILIAR” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/156-como-evitar-a-perda-de-saude-no-cuidador-e-familiar

 

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Uma ida ao hospital pode ser um momento stressante para a pessoa paciente e para a sua família. Nessa fase o foco pode estar unicamente direcionado para o tratamento médico e não se pensar muito sobre o que vai acontecer quando o familiar paciente sair do hospital. No entanto, a transição do hospital para o domicílio é fundamental para o evoluir da saúde do familiar. O cuidador deve pensar nas necessidades da pessoa que está a cuidar e nas suas necessidades como ser humano. A pessoa paciente, os cuidadores informais e os profissionais de saúde/cuidadores formais, fazem parte da mesma equipe que procura manter ou recuperar a saúde após a alta hospitalar.

 

Por que razão é que a planificação da alta hospitalar é importante? Porque ela diminui a possibilidade de readmissão hospitalar, ajuda na recuperação, dá mais garantias que os medicamentos prescritos são administrados corretamente e permite a preparação adequada dos cuidadores.

Papel do cuidador no processo de alta hospitalar

A equipe de profissionais de saúde que dão a alta hospitalar não tem conhecimento de todos os aspetos da situação da pessoa paciente. O cuidador, apesar de não ter conhecimentos profundos em saúde, é o "especialista" da história do familiar porque já cuida dele há algum tempo.

A planificação deve ser bem preparada entre cuidadores formais, informais, e pessoa paciente, e a par da capacidade em cuidar, a vontade  de cuidar do familiar também deve ser analisada. O cuidador pode ter limitações físicas, financeiras ou outras obrigações que diminuam os seus recursos para cuidar, e é importante que a equipe que dá a alta hospitalar tenha conhecimento dessas limitações.

Alguns dos cuidados que precisam de ser dados podem ser bastante complicados, e por essa razão é essencial que o cuidador adquira treino em técnicas mais especiais, como tratar de feridas, saber alimentar através de tubos ou de cateteres, saber atuar com um ventilador, fazer uma transferência da cama para a cadeira ou saber comunicar com alguém com problemas neurodegenerativos.

PLANO DE ALTA

De forma genérica, o plano de alta deve ter presente:

·       A preparação dos cuidadores familiares tendo em conta o tipo de cuidados que serão necessários;

·       A possibilidade de ser necessário o serviço de uma entidade pública ou privada de apoio domiciliário e/ou organizações de apoio ao cuidador e paciente na comunidade;

·       Informações sobre o grau de evolução possível ou expetável da condição do paciente;

·       Atividades de vida diária que podem precisar de ajuda;

·       Informações sobre medicamentos a tomar e dieta a seguir;

·       Possível necessidade de ajudas técnicas como uma cadeira de rodas, ou equipamento de oxigênio;

·       Organização de compromissos de acompanhamento médico.

CUIDAR EM CASA

Lista de responsabilidades mais comuns depois de a pessoa paciente regressar a casa:

·       Cuidados pessoais: fazer a higiene, comer, vestir-se, ir á casa de banho.

·         Cuidados nas atividades domésticas: cozinhar, limpar, lavar roupa, fazer compras.

·       Cuidados de saúde: gestão da medicação, consultas médicas, fisioterapia, tratamento de feridas, injeções, equipamentos e técnicas médicas.

·       Cuidados emocionais: companheirismo, atividades significativas, conversas.

ORGANIZAÇÕES COMUNITÁRIAS

As organizações comunitárias podem ser úteis á atividade de cuidar em casa através de serviços como o de transportes, refeições, grupos de apoio, aconselhamento, e na interrupção das responsabilidades do cuidador para que possa descansar e cuidar de si mesmo.

Algumas perguntas cujas respostas devem ser do conhecimento do cuidador

PERGUNTAS CUJAS RESPOSTAS DEVEM SER DO CONHECIMENTO DO CUIDADOR

Perguntas nucleares:

·       O que é a doença e o que é que posso esperar da sua evolução?

·       Que recursos devo procurar?

·       Vai ser necessário receber cuidados domiciliários incluindo enfermagem ou fisioterapia? Quem paga esses serviços? Há apoios?

·        Como obter conselhos sobre cuidados ou sinais de perigo?

·       São necessárias instruções especiais tendo em conta a doença?

Perguntas sobre o tipo de cuidado

·       Como dar banho?

·       Como vestir?

·       Como alimentar? (existem restrições na dieta, como por exemplo dar unicamente alimentos com consistência macia ou não permitir certos alimentos?);

·       Como fazer a higiene pessoal?

·       Que produtos de higiene pessoal devo utilizar?

·       Como fazer transferências? (Ex: mudança de cama para cadeira);

·       Como estimular a mobilidade?

·       Como gerir a medicação?

·       Como lidar com sintomas? (por exemplo, dor ou náusea);

·       Como utilizar equipamentos especiais?

·       Como assegurar o transporte?

·       Como tratar das tarefas domésticas?

·       Como gerir as finanças?

Perguntas no momento da chegada a casa:

·       A casa está limpa, confortável, segura, adequadamente aquecida/arrefecida e com espaço para qualquer equipamento extra?

·       Tem escadas seguras?

·       Tem rampas, corrimãos ou barras de apoio?

·       Existem perigos como tapetes e cabos elétricos em locais de passagem?

·       São necessários equipamentos como uma cama multifunções, cadeira de banho, sistema de oxigénio? Onde posso adquirir os equipamentos?

·       Quem paga? Existem sistemas de aluguer ou de empréstimo?

·       Vão ser necessários artigos como fraldas para adultos, luvas descartáveis, produtos de cuidados para a pele?

·       Preciso contratar serviços de ajuda adicional?

Perguntas sobre o treino de cuidar:

·       Existem técnicas especiais de cuidados que eu preciso de aprender para saber fazer coisas como mudar curativos, dar a medicação, dar injeções ou usar equipamentos/ajudas técnicas especiais?

·       Estou bem treinado em habilidades como fazer transferências ou tomar decisões em caso de queda?

·       Sei fazer mobilizações na cama de modo a evitar escaras ou úlceras de pressão?

·       Se não sei, quem é que me vai ensinar? Quando é que isso vai acontecer?

Perguntas sobre a medicação:

·       Por que razão é que este medicamento foi prescrito? Como é que ele atua? Em que alturas do dia e durante quanto tempo é que ele deve ser tomado?

·       Como é que sei que o medicamento é eficaz?

·       Esse medicamento irá interagir com outros medicamentos, sejam eles prescrição médica ou venda livre?

·       E as preparações à base de plantas que o meu familiar está a tomar agora, também podem interagir com a medicação receitada?

·       Este medicamento deve ser tomado antes, durante ou depois da refeição?

·       Há alimentos ou bebidas que devem ser evitados?

·       Esse medicamento pode ser mastigado, esmagado, dissolvido ou misturado com outros medicamentos?

·       Quais são os possíveis problemas que podem acontecer com os efeitos secundários? Em que momento é que devo comunicar esses problemas?

Perguntas sobre cuidados de acompanhamento:

·       Que tipo de profissionais de saúde é que o meu familiar vai precisar?

·       Esse compromisso de acompanhamento está garantido? Caso não esteja, com quem devo contratualizar esse serviço? Há apoios financeiros?

·       Onde será realizado o serviço, em casa, em outro lugar?

·       É necessário assegurar transporte?

·       A quem posso ligar para colocar dúvidas e questões sobre o tratamento ou cuidados? Alguém está disponível 24 horas por dia e aos fins de semana?

Perguntas sobre ajuda na comunidade:

·       Quais são as entidades ou empresas de apoio domiciliário que estão disponíveis para fazer o serviço de transporte e/ou de servir refeições?

·       Existe algum centro de dia ou universidade sénior próximo de casa?

·       Existem apoios do Estado?

Perguntas sobre minhas necessidades como cuidador:

·       É necessário vir alguém para avaliar e sugerir eventuais modificações no domicílio?

·       Existem serviços que me ajudem a cuidar de mim mesmo?

·       O meu familiar vai precisar de ajuda durante a noite e, em caso afirmativo, como é que vou dormir o suficiente?

·       Existem coisas que são incapacitantes ou desconfortáveis ​​para mim, como por exemplo, mudar uma fralda?

·       Tenho condições de saúde que limitem a minha capacidade de cuidar?

·       Onde posso encontrar aconselhamento e grupos de apoio?

·       Existem apoios legais que permitam uma licença do meu trabalho para cuidar?

·       Como é que posso obter uma pausa das responsabilidades de cuidar para olhar pela minha saúde e necessidades?


Baseado na fonte: https://www.caregiver.org/hospital-discharge-planning-guide-families-and-caregivers


Leia também

“FUNÇÕES DO CUIDADOR INFORMAL” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/39-funcoes-do-cuidador-informal

“COMO PREPARAR A VISITA AO MÉDICO, E ENFRENTAR UM DIAGNÓSTICO” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/348-como-preparar-a-visita-ao-medico-e-enfrentar-um-diagnostico?fbclid=IwAR1--Xi5LGzH8ZsrDWI05ZWxyB1dhwncO_ZLjQSRBkg2CmaGBHbqcmNFIuw

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