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Cerca de sessenta e cinco por cento dos cuidadores são mulheres da família da pessoa que necessita de ajuda, têm entre 45 e 65 anos de idade, dedicam mais de 10 horas por dia á actividade de cuidar, acumulam outras obrigações como gerir o lar, cuidar dos filhos ou netos e recebem pouca ajuda da família.

Toda esta situação gera no cuidador mudanças de humor, raiva, sentimentos negativos, desânimo e problemas musculares devido a posturas incorretas e excesso de peso durante a mobilização da pessoa dependente.

Essa sobrecarga física e emocional pode provocar a "síndrome do cuidador" que têm sintomas físicos, psíquicos, sociais e profissionais.

Principais sintomas:

Físicos

Alguns dos sintomas físicos são o cansaço, dores de cabeça, das articulações, gastrites, hipertensão, insónia e tonturas.

No entanto o diagnóstico pode ser difícil porque os sintomas da síndrome são muito comuns e podem ser confundidos com outras doenças.

Psíquicos

Os sintomas psíquicos são principalmente a ansiedade, apatia, baixa auto-estima, depressão, irritabilidade e distúrbios do sono.

Sociais

O Isolamento, a solidão e a falta de tempo livre para passatempos ou convívio com amigos podem ser alguns dos sintomas sociais da síndrome do cuidador.

Profissionais

Absentismo, desinteresse profissional ou mesmo perda do posto de trabalho devido á incompatibilidade entre as duas actividades.   Muitas mulheres dedicam-se totalmente ao cuidado informal porque o membro da família não pode ficar sozinho.


Fonte: https://salud.uncomo.com/articulo/sintomas-del-sindrome-de-la-cuidadora-1559.html



Artigo sobre burnout ou a síndrome do cuidador neste link https://www.cuidador.pt/blogue/188-burnout-ou-o-sindrome-do-cuidador

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O ambiente deve ser percecionado por qualquer grupo etário e especialmente pelas pessoas mais velhas como um recurso que possibilite o contínuo desenvolvimento independentemente do estado de saúde. O espaço físico (e também social) não deve ser sentido ou entendido como uma ameaça á autonomia e independência.

Perante a perda de independência e/ou autonomia da pessoa idosa, o ambiente tanto pode ser causa de stresse e risco acrescido de acidentes, como também pode ser um facilitador na realização das Atividades de Vida Diária.

A organização do ambiente deve (também) ser pensada como uma “ajuda técnica” inclusiva que promova a segurança e por vezes bastam pequenas adaptações para melhorar as acessibilidades e tornar a casa num espaço mais amigável da pessoa.



Aqui estão dois exemplos de intervenções simples e de baixo custo que podem facilitar a mobilidade e reduzir o risco de quedas num quarto de banho:

1.    Substitua as dobradiças comuns da porta por um sistema que aumenta o espaço da entrada e facilite a acessibilidade ao quarto de banho (ver aqui https://www.youtube.com/watch?v=nIXhcJJXlto ). O aumento da área também permite que o apoio do cuidador nas atividades de higiene seja efetuado em condições melhores e mais seguras.  

2.    O espaço do quarto de banho deve permitir que duas pessoas (i.e., cuidador e pessoa que necessita de apoio) se movimentem à vontade, inclusive quando se utiliza um andarilho ou uma cadeira de rodas. Caso o espaço não seja suficiente e a porta da casa de banho abra para dentro da divisão, mude a direção de abertura da porta de modo a aumentar a área funcional da divisão.

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FASE INICIAL DE ALZHEIMER

Actualmente utilizam-se certos fármacos que podem atenuar algumas alterações da esfera psicológica e do comportamento em doentes de alzheimer, e os medicamentos inibidores de acetilcolinesterase são indicados na fase inicial desta doença.

 As pessoas com doença de alzheimer têm níveis baixos de acetilcolina no cérebro, substância química que estimula a memória e a aprendizagem.

Os neurónios comunicam uns com os outros através de neurotransmissores, e a acetilcolina é uma dessas substâncias químicas. Trata-se de um neurotransmissor importante para a memória e também para a actividade muscular.

A colinesterase é outra substância química (neste caso uma enzima) que destrói a acetilcolina, neurotransmissor que como já verificamos tem funções no estímulo da memória.

Como o neurotranmissor acetilcolina existe em menor quantidade em doentes de alzheimer, se a acção destruidora da enzima colinesterase for diminuída, mais acetilcolina ficará disponível para a comunicação entre os neurónios e consequentemente para o estímulo da memória, o que pode estabilizar os sintomas da demência temporariamente.

Por essa razão é que os medicamentos inibidores de acetilcolinesterase são indicados na fase inicial desta doença

FASE MODERADA A AVANÇADA DE ALZHEIMER

A memantina é utilizada no tratamento de sintomas em pessoas com alzheimer em fases moderada e avançada.

Este fármaco tem como alvo outro neurotransmissor, neste caso o glutamato. Recorde-se que, como já foi referido, os neurotransmissores ajudam a transmitir as mensagens de uns neurónios para outros.

O glutamato está presente em concentrações mais elevadas nas pessoas que têm alzheimer, o que resulta na entrada excessiva de cálcio nas células cerebrais, o que provoca danos nestas.

O medicamento memantina bloqueia o glutamato, e com isso  impede a entrada em excesso de cálcio nos neurónios.

O efeito da memantina varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas não notam qualquer efeito, enquanto outras sentem ligeiras melhoras..

TRATAMENTO DE ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO.

No tratamento de alterações de comportamento (agitação, delírio, alucinação, insónia, etc.) utilizam-se fármacos habituais para a depressão, ansiedade, insónia, agitação e psicose.

À semelhança de quase todas as formas de demência, doença de alzheimer não tem cura, e o objectivo do tratamento farmacológico é diminuir tanto quanto possível a sua evolução e controlar as alterações de comportamento.

Uma forma de demência que pode ser reversível é a pseudodemência porque tem como causa a depressão. Uma vez tratada a depressão, os sinais e sintomas de perda cognitiva da pseudodemência (perda de memória, da capacidade de execução, da habilidade de planificação, atenção, etc.) podem ser revertidos.

O resultado da utilização de fármacos em pacientes com alzheimer varia de pessoa para pessoa. Enquanto alguns doentes não notam qualquer efeito, outros podem sentir momentaneamente ligeiras melhoras na realização de actividades diárias (como fazer a higiene ou vestir-se), aspectos cognitivos (relacionados com a memória e orientação temporal/espacial) e alterações de comportamento (ansiedade, agitação, ...).

A utilização de medicamentos só deve ser realizada mediante prescrição e acompanhamento médico.

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A disfagia poder surgir em qualquer idade, mas o envelhecimento é um factor de risco. Ela traduz-se na dificuldade (ou em situações limites na impossibilidade) de engolir alimentos sólidos ou líquidos desde a boca até ao estômago. 

Esta patologia pode provocar depressão, isolamento social, desnutrição, perda de peso, desidratação e infecções respiratórias/pneumonias caso os alimentos entrem nas vias aéreas respiratórias durante a deglutição.

As suas causas podem ser doenças neurológicas como a esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidentes vasculares cerebrais, divertículos da faringe ou tumores.

Podem ser sinais de disfagia:

·       Dificuldade em deglutir a saliva;

·       Saída de alimento ou saliva pelas comissuras labiais;

·       Dificuldade em formar o “bolo alimentar” na boca;

·       Esforço ou tempo excessivo para mastigar e engolir;

·       Deglutições múltiplas;

·       Saída de alimento pelo nariz;

·       Tosse antes, durante ou após as deglutições;

·       Voz “molhada” após a deglutição;

·       Resíduos alimentares no interior da boca;

·       Engasgos frequentes.

Genericamente existem dois tipos de disfagia: a esofágica e a orofaríngea.

·       Na disfagia esofágica existe a sensação que os alimentos ficam entalados na parte de baixo da garganta ou no peito. Ela caracteriza-se pela fraqueza dos músculos do esófago, espasmos (contracções musculares involuntárias e endurecimento do músculo) e diminuição do diâmetro do esófago devido a tumor ou lesão.

·       Na disfagia orofaríngea, existe um enfraquecimento dos músculos da garganta o que dificulta a passagem dos alimentos da boca para a garganta e esófago.



 



   

Conselhos para facilitar a deglutição:

·       Em pacientes com disfagia orofaríngea, durante a preparação dos alimentos deve-se - sempre que for necessário - modificar a sua textura, triturando-os de forma uniforme e espessando as sopas de modo a facilitar a deglutição;

·       As refeições devem incluir dietas líquidas que permitam manter o peso e evitar a desidratação. Em casos graves poderá ser necessária a alimentação através de uma sonda;

·       Proporcionar um ambiente calmo durante a alimentação;

·       Não falar com alimentos na boca;

·        Estar sentado durante a refeição; se não for possível esta posição deverá sentar-se de lado durante a ingestão de alimentos;

·       Não levantar a cabeça enquanto come ou bebe;

·       Usar uma colher pequena (sobremesa) de metal;

·       Estar atento às próteses dentárias;

·       Evitar o uso de palhinha;

·       Comer ou beber calmamente e mastigar bem os alimentos;

·       Se tiver dificuldade em ingerir líquidos poderá adicionar espessante alimentar (é necessário adequar a consistência às necessidades de cada um por forma a facilitar a deglutição);

A disfagia ocasional pode ser prevenida comendo devagar e mastigando bem os alimentos. Esta forma de disfagia caracteriza-se por não ter subjacente patologias como a esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidentes vasculares cerebrais, divertículos da faringe ou tumores.

Nas disfagias orofaríngea e esofágica é recomendável o diagnóstico precoce para minimizar possíveis complicações que possam surgir de infecções respiratórias, desidratação e desnutrição.

Tratamento da disfagia feito por profissionais de saúde: 

·       Na disfagia orofaríngea existem alguns exercícios que ajudam a coordenar os músculos envolvidos na deglutição e a estimular os nervos que desencadeiam o reflexo de deglutição. Existem também técnicas que permitem melhorar o ato de deglutição.

·       No caso da disfagia esofágica poderá ser necessário proceder à dilatação do esófago através de um endoscópio, ou efectuar uma cirurgia no caso de estar presente um tumor ou um divertículo. Se existir refluxo gastroesofágico, este deverá ser tratado mediante a prescrição de tratamento oral que reduza a acidez gástrica.

·       Quando se detecta a presença de refluxo gastroesofágico, este deve ser prontamente tratado de modo a impedir o desenvolvimento de um estreitamento do esófago.



 Fontes:

Cruz Roja 

Mayo Foundation for Medical Education and Research, outubro 2014

American Speech-Language-Hearing Association, 2014

Manual Merck online, 2014

http://www.chalgarve.min-saude.pt/wp-content/uploads/2017/03/Disfagia-orofaringea.pdf

 

 

  

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Quando se aproxima o inverno e a temperatura começa a baixar é comum ouvirem-se queixas de dores nas articulações especialmente em pessoas com dor crónica devido a artrites ou problemas osteoarticulares.

Segundo um estudo publicado no jornal Pain, dois terços das pessoas com dor crónica sentem que o mau tempo piora os sintomas e  pressente que o tempo está prestes a alterar-se.

Com a diminuição da temperatura acontece uma alteração na pressão atmosférica sobre o corpo e essa situação pode estar relacionada com o surgimento ou o acentuar de dor nas articulações.

Esses sintomas podem ter início mesmo antes da chegada do tempo frio porque a pressão barométrica (pressão atmosférica) altera-se ainda antes do tempo arrefecer.

Embora muitas pessoas com dores nas articulações digam que os sintomas pioram com o clima frio, húmido e chuvoso, alguns estudos concluem que a causa é a descida da pressão barométrica ou do peso da atmosfera que nos rodeia.

Quando o tempo está mais quente a pressão barométrica é mais elevada e os tecidos fisiológicos que estão em contacto com as articulações contraem.

Ainda antes de o tempo começar a arrefecer a pressão barométrica sobre o corpo começa a baixar, o que cria condições para os tecidos fisiológicos à volta das articulações se expandirem e dessa maneira pressionarem as articulações e com isso provocar ou acentuar a dor.

No entanto esta teoria que estabelece uma relação entre o clima/pressão barométrica/pressão atmosférica e a dor não é consensual no meio científico e além disso as pessoas com dor crónica têm por vezes as ligações nervosas mais expostas à sensibilidade devido a lesões ou inflamações.


 Apesar de a pressão barométrica e as mudanças do tempo serem explicações prováveis há pessoas que não sentem qualquer relação entre a dor e as alterações climatéricas.

Mas independentemente de existir ou não qualquer relação é sempre possível aliviar os sintomas de forma conservadora ou não medicamentosa através das seguintes sugestões:

·       Mantenha-se quente. Agasalhe-se com várias camadas de roupa, mantenha a casa quente e tenha o carro aquecido quando precisar de conduzir.

·       Alimente-se bem. Inclua na sua dieta alimentos com antioxidantes, gorduras saudáveis (ómega-3, 6, polinsaturadas e insaturadas) e vitaminas. A gordura ómega-3 é anti-inflamatória e a artrite é uma inflamação crónica. As vitaminas A, C e E são antioxidantes.

·       Aqueça as articulações. Utilize uma botija com água quente, uma almofada de aquecimento ou tome um banho de imersão. O calor estimula o relaxamento dos músculos, ajuda a diminuir a dor e é um anti-inflamatório.

·       Faça uma massagem. Uma massagem além de relaxar melhora a circulação e reduz a dor nas articulações e músculos.

·       Use meias ou luvas elásticas certificadas. Aquecem as articulações e estimulam a circulação sanguínea.

·       Mexa-se. Exercite as articulações para relaxar os músculos e diminuir a rigidez. A compressão ligeira das articulações é saudável. A actividade física e os alongamentos são importantes não só para diminuir a dor nas articulações como para manter a flexibilidade e aumentar o fluxo sanguíneo. Exercícios de baixo impacto como pedalar numa bicicleta fixa ou caminhar numa passadeira podem ser realizados dentro de casa especialmente no inverno. Outro aspecto positivo do exercício regular é a perda de peso, e menos peso equivale a menos carga nas articulações.

·       Mantenha níveis saudáveis de vitamina D. O sol (principal fonte desta vitamina) faz bem à saúde em geral (sistema cardiovascular, ...) e em particular aos ossos e articulações.


Baseado nas fontes:

https://www.aplaceformom.com/blog/reducing-joint-pain-in-fall-and-winter/

https://www.webmd.com/pain-management/features/weather_and_pain#1


Pode ler também:

Artigo "5 presentes para oferecer a alguém com artrite" neste link  https://www.cuidador.pt/blogue/232-5-presentes-para-oferecer-a-alguem-com-artrite

Artigo "A obesidade e a artrite" neste link https://www.cuidador.pt/blogue/280-a-obesidade-e-a-artrite


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