Quase toda a gente conhece alguém afectado pela doença de Alzheimer ou outro tipo de demência, e perante uma situação de incapacidade deve-se ter presente o seguinte:
· É importante ver a pessoa e não a demência;
· Toda a alteração de comportamento é um meio de comunicar o que a pessoa está a sentir;
· Este tipo de doença não significa apenas perda de memória. Existem tipos diferentes de demência, e os sintomas ou sinais variam.
· A perda de memória de curto prazo no início da doença é um sinal diferenciador de Alzheimer;
· Uma pessoa doente pode tornar-se repetitiva (porque têm a sua memória de curto prazo afectada) e manter ainda durante algum tempo a memória de longo prazo intacta;
· Este grupo de patologias também pode afectar a maneira como as pessoas pensam, falam, percebem as coisas, sentem e se comportam. Podem acontecer dificuldades de calcular distâncias, embora a visão esteja bem. São também comuns alterações de humor e dificuldades em controlar as emoções. O doente pode ficar muito triste, assustado, zangado, perturbado e isolar-se.

· Por vezes supõe-se erradamente que Alzheimer e demência ou são a mesma coisa ou são totalmente diferentes: Alzheimer é uma doença que danifica o cérebro e provoca demência
· A demência quando é crónica é progressiva (ela também pode ser aguda, como por exemplo no caso de traumatismo craniano), afecta mais o género feminino do que o masculino;
· Os estudos científicos sobre a demência estão subfinanciados em relação a outras doenças, e essa é uma das razões porque há mais de uma década que não há novos tratamentos eficazes;
· Ainda não há cura para este grupo de doenças. Os medicamentos que existem procuram atrasar a evolução dos sintomas (agitação, ansiedade, etc.);
· Além dos medicamentos também existem formas de terapia não medicamentosas;
· O ambiente físico e social onde o doente vive (ruído, iluminação, cores, temperatura, etc.) é muito importante para o surgimento dos sintomas da doença. As alterações de comportamento podem ter como causa a dôr;
· A velocidade da evolução varia entre as várias formas de demência, mas quando ela é diagnosticada nas fases iniciais, é possível o doente ter uma vida normal ainda durante alguns anos;
· Quanto mais cedo procurar aconselhamento médico melhor. O diagnóstico precoce aumenta as oportunidades disponíveis para ajudar a superar os problemas e encontrar os melhores métodos de enfrentar os sinais e sintomas;
· Os sintomas - particularmente em pessoas mais jovens - podem ser confundidos com depressão e outras doenças. A pseudodemência é uma forma de demência que surge da depressão crónica. Uma vez curada a depressão, esta forma de demência pode ser reversível;
· As pessoas com esta patologia tendem a ser mais velhas (19 em cada 20 pessoas com demência tem mais de 65 anos);

· É normal que se sobrestime o risco de herdar a doença dos pais, mas apenas cerca de um em cada mil casos tem origem genética;
· Condições como doenças cardíacas, AVC, pressão arterial elevada, diabetes e obesidade, têm um papel mais decisivo no desenvolvimento de demência que a origem genética;
· Embora não tenha sido descoberta até agora cura, existem comportamentos que podem ajudar a reduzir o risco de surgimento da doença, tais como a prática regular de exercício físico, uma dieta saudável, não fumar, controlar a pressão arterial e evitar o stresse crónico.