O conceito de “idoso” está culturalmente conotado na civilização ocidental com preconceitos como “ser velho é ser deprimido”, e a Distimia é uma forma de depressão que por ter sinais muito leves pode ser erradamente confundida com o envelhecimento.
É frequente que as pessoas que convivem habitualmente com pessoas idosas associem à idade avançada a melancolia e a tristeza devido a perdas afetivas, económicas, sociais e doenças crónicas, não valorizando as suas queixas (SIMÕES, 1996).
Tendo em conta que existem diversos estudos que demonstram que os idosos apresentam, na sua maioria, depressões atípicas, não se encaixando por isso nos padrões das classificações existentes (COHEN e EISDORFER, 1997), a depressão de um familiar sénior pode ser desvalorizada e incompreendida, principalmente se a sua forma for a Distimia.
Os sintomas são de intensidade mais leve do que a depressão Menor, e persistem durante a maior parte do dia, quase todos os dias.

SINTOMAS DE DISTIMIA
· Estado emocional levemente deprimido, mas de forma prolongada;
· Queixas de dores atípicas;
· Sentimento de tristeza e desânimo;
· Baixa autoestima, perda de interesse por coisas que anteriormente gostava, e ideia de si próprio como um indivíduo inútil e pouco interessante;
· Perda de apetite ou hiperfagia;
· Falta de energia;
· Lentidão de movimentos;
· Falta de concentração e dificuldade em tomar decisões;
· Insónia ou hipersónia;
FACTORES QUE PODEM PROVOCAR A DISTIMIA
· Isolamento social ou sentimento de isolamento social;
· Dor crónica (artrites, artroses, dores gastrointestinais etc);
· Dificuldade em executar as Atividades de Vida Diária (higiene pessoal, vestir-se, alimentar-se, etc.) e não ter ajuda;
· Dificuldade em gerir as Atividades Instrumentais de Vida Diária (decisões para gerir a vida) e não ter apoio.