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Os idosos são quem corre maior risco de lesão grave ou morte devido a quedas, e o risco aumenta com a idade.

A maior parte das quedas dos seniores ocorre em ambiente domiciliário.

 

EM CASO DE QUEDA, MANTER A CALMA E VERFICAR:

    • Existem dores?

    • Há lesões?

    • Tenho capacidade de me levantar?

SE ESTOU EM CONDIÇÕES DE ME LEVANTAR:

    • Respire com calma e demore o tempo que fôr necessário;

    • Procure uma cadeira, um sofá ou um móvel firme que possa ser usado como suporte. Quando se sentir preparado aproxime-se da estrutura segura em que se vai apoiar;

    • Mantenha-se calmo, coloque-se de joelhos com as duas mãos apoiadas na cadeira, no sofá ou no móvel pesado;

    • Sem ter pressa, respire fundo, ganhe balanço e quando se sentir com forças, tente erguer-se agarrando-se à estrutura de apoio;

    • Mantenha o equilíbrio, vire-se e sente-se. Descanse durante o período de tempo que precisar.

SE NÃO ESTÁ EM CONDIÇÕES DE SE LEVANTAR, ENCONTRA-SE ALGUÉM PERTO A QUEM POSSA PEDIR AJUDA?

Se a resposta é “sim”:

·       Siga as indicações anteriores para se levantar, mas desta vez com ajuda.

Se a resposta é “não”:

    • Tem o telemóvel consigo? É capaz de utilizá-lo?

    • É utilizador de um serviço de teleassistência? Consegue accioná-lo?

    • Se nenhuma destas opções fôr possível, tente fazer barulho com algum objecto e chamar a atenção.

    • Aguarde por ajuda mas tente manter-se quente, procure à sua volta objectos para se cobrir, como roupa, toalhas, ou um jornal;

    • Se entretanto necessitar de urinar procure colocar-se sobre algum material absorvente e procure manter-se seco para evitar a hipotermia.

 

Nota: depois de uma queda deve-se procurar saber o que a provocou.

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Cuidar pode ser muito gratificante desde que haja motivação, condições adequadas, esforço moderado, e ajuda de modo a criar momentos de descanso e possibilidade de se cuidar do cuidador. A sobrecarga por sua vez pode criar condições para surgirem maus-tratos. 

Pilar, de 76 anos, morava sozinha até que começou a sentir-se desorientada e a perder-se na rua. O médico geriatra informou a família que Pilar sofria de deficiência cognitiva e possivelmente da doença de Alzheimer. Como ela perdeu a capacidade de se cuidar, mudou-se para a casa do seu filho e família. Inicialmente todos ajudavam, mas era Maria, a sua nora, quem realizava os cuidados com mais frequência enquanto olhava em simultâneo pelos filhos e trabalhava por turnos num posto de gasolina. Com o passar do tempo, a saúde de Pilar foi-se deteriorando e uma noite vestiu-se e começou a repetir insistentemente que tinha que sair para ir trabalhar. O seu filho a dada altura descontrolou-se e gritou-lhe. A partir dessa altura Maria começou a espaçar as alturas de fazer a higiene diária à sogra devido à dificuldade da tarefa, e por ser necessário muito tempo. Pilar começou a ter episódios de ansiedade e choro...

 

 

 

 

 

Quem são as vítimas de maus-tratos?

As pessoas mais suscetíveis de serem vítimas de abuso são mulheres, pessoas dependentes física ou cognitivamente, e sem familiares ou amigos próximos. Os maus-tratos podem acontecer em qualquer pessoa, mas normalmente afetam as pessoas dependentes nas atividades de vida diária (banho, vestir, comer…) . As pessoas mais frágeis são muitas vezes maltratadas porque são vítimas fáceis.

Sinais que indiciam que alguém está a ser maltratado:

·       Falta de higiene evidente, roupas sujas e mau cheiro;

·       Sinais de desnutrição;

·       Acidentes repetidos;

·       Dificuldade em dormir;

·       Aparência de depressão ou confusão;

·       Perda de peso sem razão;

·       Sinais de trauma, como mover o corpo para a frente e para trás;

·       Atuar de forma violenta ou agitada;

·       Isolamento;

·       Deixar de participar em atividades que gostava;

·       Lesões, feridas, hematomas simétricos, queimaduras ou cicatrizes no corpo;

·       Evidências de abuso sexual;

·       Perder dinheiro, fazer movimentos em contas e em títulos de propriedades.

O que fazer em caso de suspeita de maus-tratos?

O abuso de pessoas dependentes não deixa de acontecer por si só. É necessário que alguém se aperceba da situação e ofereça ajuda à vítima.

Em muitos casos, as pessoas que são vítimas de maus-tratos sentem vergonha em fazer a denúncia, são vulneráveis, não têm força nem condições para denunciar os abusos, e temem que caso a pessoa que cuida deles descubra, os abusos piorem.

É essencial falar com a vítima a sós, e imediatamente a seguir questionar o agressor.

Devem seguir-se os seguintes procedimentos:

·       Não culpar a vítima;

·       Não diminuir a importância dos maus-tratos;

·       Pedir o apoio de profissionais de saúde e serviços sociais;

·       Investigar danos físicos e emocionais;

·       Caso os maus-tratos ocorram em ambiente institucional, deve-se seguir o protocolo de abuso;

·       Se os factos forem confirmados, deve-se denunciar ao Ministério Público;

·       Solicitar apoio às entidades para aconselhamento e assistência às vítimas de maus-tratos.


Fonte:

https://www.segg.es/pretema.asp?cod=111

Cruz Roja de España


Leia também:

"COMO DETECTAR SE EXISTEM MAUS-TRATOS EM PESSOAS DEPENDENTES neste link 👉 https://www.cuidador.pt/blogue/290-como-detectar-se-existem-maus-tratos-em-pessoas-dependentes

"O QUE É O CUIDADOR “SANDUÍCHE”?"  neste link 👉 https://www.cuidador.pt/blogue/264-o-que-e-o-cuidador-sanduiche

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10 sugestões baseadas em recomendações da Academy of Nutrition and Dietetics e da Organização Mundial de Saúde (OMS):

·     A perda de peso é um processo com implicações na saúde da pessoa:

As oscilações bruscas de peso associadas a dietas para perder peso mal sucedidas podem ser mais perigosas do que manter o peso excessivo.

·     Confira o seu grau de motivação:

A perda de peso implica modificações sérias no dia-a-dia e a longo prazo. Reflicta primeiro se está disposto(a) e se tem condições para modificar a alimentação e a actividade física.

 

·     Avance com o apoio de um profissional:

Tenha uma conversa prévia com um profissional de saúde especializado e credenciado. Perder peso com sucesso implica um plano individualizado e acompanhamento de um especialista durante vários meses.

·     Envolva a família e amigos:

O apoio familiar e do círculo de amigos neste processo são muito importantes porque facilitam a aquisição de hábitos saudáveis e evitam recaídas.

·     Faça uma avaliação prévia e detalhada dos seus hábitos alimentares e da actividade física:

Quanto mais se afastar da sua rotina e dos seus gostos maior será o grau de dificuldade em seguir o plano com sucesso. Fraccione as várias refeições ao longo do dia não se esquecendo do pequeno-almoço, e preveja situações inesperadas que podem ocorrer por exemplo em fins-de-semana ou festas.

·     Desconfie de planos alimentares monótonos ou de substâncias milagrosas:

Dietas que não integrem ou restringem fortemente determinados alimentos, são perigosas a médio prazo pois reduzem a disponibilidade de nutrientes essenciais ao bom funcionamento do organismo. Não existe uma substância ou medicamento capaz de, por si só, fazer perder peso de forma eficaz e duradoura sem riscos para a saúde.

·     A actividade física é decisiva:

Se praticar uma actividade física a possibilidade de sucesso aumenta. Para se perder peso e evitar a recuperação do peso perdido, recomenda-se a prática de actividade física moderada cerca durante cerca de 60 minutos, 5 dias por semana.

·     Defina prazos e objectivos realistas com o profissional de saúde:

Rejeite metas impossíveis. Para quem tem peso excessivo, uma perda gradual de 5 a 10% do peso inicial (0,5 a 1Kg por semana), já traz benefícios de saúde e é um objectivo realista.

·     Modifique o espaço que o rodeia:

O ambiente que nos rodeia é por vezes o maior obstáculo para uma alimentação saudável. Insista para que exista água disponível no seu local de trabalho. Peça pão de mistura (cereal integral) em vez de pão branco (farinha refinada). Se der uma festa disponibilize fruta de forma apelativa.

·     Não desanime:

Lembre-se que o sucesso no processo de mudança de hábitos alimentares pode demorar. Vai ter provavelmente várias fases de desânimo e momentos de insucesso em que lhe vai apetecer desistir. Pretende-se no final que tenha menos peso, mas acima de tudo, que tenha mais saúde e aprenda a gostar do seu corpo (mais auto-estima).

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Um dos sintomas de ansiedade em pacientes com demência é a inquietude nas mãos, e os sinais incluem o puxar as roupas da cama, esfregar ou apertar as mãos, torcer os dedos, etc.

Manter as mãos ocupadas nesses momentos com atividades manuais é uma forma de terapia sensorial para reduzir a ansiedade e proporcionar conforto.

Independentemente do tipo de atividade ou dos objetos utilizados, o importante é ter as mãos ocupadas em atividades seguras e relaxantes, e ninguém melhor que o familiar cuidador conhece os gostos do paciente. O cuidador deve utilizar objetos que sejam familiares e que estimulem sensorialmente através de cores, texturas e odores. 

Alguns seniores com demência sentem-se confortáveis quando têm por perto objetos familiares como uma bolsa ou uma carteira. Nesse caso coloque dentro da bolsa ou carteira antiga algum dinheiro falso ou cartões de crédito sem validade para que o familiar doente possa mexer e vasculhar sempre que quiser.

A segurança deve estar acima de tudo, pelo que o cuidador tem de estar atento a situações potencialmente perigosas. Algumas pessoas com demência tendem a colocar objetos na boca o que pode provocar asfixia.

Outra situação a ter em conta é tendência de amarrar cordas á volta dos dedos (ou pescoços!), o que restringe a circulação sanguínea. Por essa razão o cuidador deve evitar que o paciente tenha acesso a objetos como fitas ou cordas.

A execução de tarefas domésticas é uma boa forma de o doente manter as mãos ocupadas. Como exemplo, sugerimos dobrar a roupa, reunir uma pilha de papéis sem importância e pedir para o ajudar a organizá-los, colocar uma gaveta desarrumada em cima da mesa e sugerir que arrume o seu conteúdo, arranjar um baralho de cartas e deixá-lo fazer o que quiser com as cartas, etc.

Fonte: http://dailycaring.com/6-ways-to-help-seniors-with-alzheimers-keep-hands-busy/

 

 

 

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A gordura ómega 3 tem características anti-inflamatórias, e o ómega 6 estimula a inflamação.

Os processos inflamatórios e anti-inflamatórios são necessários para a nossa saúde, mas a inflamação crónica (ex: doenças auto-imunes) interfere com o envelhecimento bem sucedido. 

São fontes de ómega 3 peixes como o linguado, arenque, cavala, salmão, sardinha, truta e atum; vegetais com folhas verdes como a couve, salsa, hortelã, couve-de-bruxelas, espinafre, agrião e sementes oleaginosas como a linhaça, que deve ser moída e, por exemplo, colocada na sopa para ser absorvida pelo organismo. O azeite tem quantidades equilibradas de ómega 3 e ómega 6.

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