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Embora seja do desconhecimento da população em geral, ainda são utilizadas práticas médicas de restrições físicas tanto em pessoas com doenças mentais como em pessoas idosas (grupo ainda mais invisível).

Ultimamente essas práticas têm sido alvo de um crescente protesto social, quer por parte de profissionais de saúde, quer de organizações não governamentais. Está em causa a dignidade da pessoa e a defesa dos direitos humanos.

O debate sobre este tema está mais vivo do que nunca, e A Universidade de Castilla-La Mancha (UCLM) organizou uma conferência sobre o tema “Eliminação de restrições físicas em centros de saúde: um ambiente livre”. O evento foi organizado em Talavera de la Reina pela Faculdade de Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Enfermagem.

É impossível estabelecer uma relação de confiança e terapêutica entre uma pessoa doente e os profissionais de saúde se o tratamento for violento e coercivo. A utilização de contenção mecânica é uma prática altamente iatrogénica (dano na saúde provocado por um ato médico) e com consequências traumatizantes.

Há toda uma cultura sobre como enfrentar, acompanhar, e aliviar o sofrimento psicológico que precisa de ser mudada. É perfeitamente possível não ter que amarrar as pessoas, e essa cultura de violência e pequena violência cotidiana tem a participação de várias classes de profissionais de saúde.

Pelo simples fato de a pessoa ser diagnosticada, passa a ser-lhe dito o que deve fazer, como se deve relacionar, que mudanças precisa de introduzir na sua vida, e como têm que ser as suas rotinas. E os profissionais de saúde dizem-no com a capacidade de privá-la da sua liberdade, de forçá-la a tomar os remédios e – a ponta do iceberg visível - de amarrá-la à cama.



Existem alternativas?

A decisão de amarrar é médica e existem alternativas. Uma crise psicótica pode ser medicamente acompanhada com o compromisso de respeitar as decisões da pessoa paciente e sem restrições.

Vários fatores contribuem para que isso seja possível, e o primeiro deles é "horizontalizar" as equipas, ou seja, incluir uma pessoa com experiência em saúde mental para anular a hierarquia das várias formas de saber.

Se a responsabilidade for compartilhada, em vez de recair numa única pessoa, é mais difícil recorrer à violência ou à “cultura do amarrar”. Outras soluções passam por reduzir o medo dos pacientes e aprender com outras disciplinas que "estudaram a violência e as relações de dominação".

Existem organizações que com pouco aumento de pessoal - e com funcionários treinados - não usam um único sistema de sujeição. A utilização de restrições existe porque não se sabe como trabalhar sem elas.

Um relator da ONU referiu em 2013 que “não há justificação terapêutica para a utilização da reclusão em regime de isolamento, e da imobilização forçada por períodos longos. Tanto o isolamento prolongado como a imobilização podem constituir tortura e maus tratos.”

A retenção física nunca deve ser vista como um recurso

Como é que os profissionais de saúde podem conceber esta realidade? Manter uma pessoa com deterioração cognitiva sujeita a dispositivos de retenção, mina a sua dignidade e os seus direitos.

Por um lado, significa uma diminuição das suas capacidades físicas e cognitivas, e há estudos e trabalhos científicos que o comprovam. A nível emocional é um golpe na autoestima com sentimentos de vergonha, raiva e é um fator importante em casos de transtorno de humor ou depressão.

Apesar de haver uma regulamentação para a sua utilização, os dispositivos de retenção não são utilizados para o benefício da pessoa paciente, mas sim para cobrir as deficiências da organização.

Não se deve, portanto, "melhorar" esta prática, mas simplesmente erradicá-la. A retenção física nunca deve ser vista como um recurso.

A utilização de ferramentas de imobilização e de cintos de segurança para cadeiras ou camas é cada vez menor, especialmente em centros geriátricos.

Fonte: https://www.eldiario.es/clm/cultura-eliminar-sujeciones-personas-enfermedad_0_875263380.html



Artigo COMO LIDAR COM ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO aqui:  https://www.cuidador.pt/blogue/245-como-lidar-com-alteracoes-de-comportamento

Artigo 3 SUGESTÕES PARA LIDAR COM ALTERAÇÕES DE COMPORTAMENTO aqui: https://www.cuidador.pt/blogue/203-3-sugestoes-para-lidar-com-alteracoes-de-comportamento

Artigo COMO DIMINUIR O RISCO DE FUGA DE UMA PESSOA COM DEMÊNCIA aqui: https://www.cuidador.pt/blogue/134-como-diminuir-o-risco-de-fuga-de-uma-pessoa-com-demencia

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·        Prepare antecipadamente a divisão onde vai ser servida a refeição.

·         Não faça mudanças radicais no espaço.

·        O ambiente deve estar iluminado, sem ruído, e sem fontes de distração. Evite ter a televisão ligada e objetos que possam provocar desatenção.

·        Chame a atenção para que o familiar se fixe em si. Verifique se a comida não está demasiado quente e se é fácil de engolir.

·        Só depois de estar tudo preparado para a refeição é que deve avisar o familiar dependente que é hora de comer.

·        Assegure-se que o seu familiar está limpo e confortável.

·        Se a condição física assim o permitir, o familiar deve ficar sentado numa cadeira.

·        Se a pessoa estiver encamada, sempre que possível sirva a refeição numa outra divisão da casa, seja ela a cozinha ou a sala.

·        Caso a pessoa tenha que se manter na cama, ela deve ficar sentada com um angulo de 90 graus, e deve ser colocada uma almofada nas costas para ajudar a manter a posição adequada e evitar que se mova.

·        Para se evitarem quedas ou acidentes, o familiar nunca deve ficar sentado na beira da cama. 

·        É fundamental que tenha uma boa postura para evitar o risco de sufoco e facilitar o engolir da comida. O cuidador deve sentar-se à altura do familiar e suficientemente perto para que o veja e oiça bem.

·        Caso a pessoa sofra de hemiplegia, coloque-se no lado afetado ou não funcional da pessoa. O cuidador deve sentar-se sempre no seu lado dominante. Se por exemplo for destro, sente-se à direita do seu familiar. Dessa maneira consegue substituir a mão do familiar, para que a ação de comer seja o mais natural possível.

·        Se a pessoa sofrer de disfagia, estimule-a ou ajude-a a fazer a higiene bucal antes da refeição para se evitarem infeções das vias aéreas.

·        Coloque um guardanapo à volta do pescoço.

·        A ingestão da comida deve ser alternada com pequenos tragos de água. Verifique se o familiar engoliu o alimento antes de prosseguir com o próximo bocado.

·        Em caso de dificuldade em engolir não se devem utilizar seringas. No seu lugar, utilize sempre uma colher pequena para facilitar a oclusão da boca e permitir que a pessoa possa engolir com mais facilidade.

·        Limpe a boca e as mãos sempre que for necessário.

·        No final da refeição sirva mais um pouco de água.

·        Depois de concluída a refeição estimule ou ajude o familiar a fazer a higiene bucal e das mãos. 

·        Depois da refeição deixe a pessoa na mesma posição no mínimo durante 30 minutos para facilitar a digestão. Pretende-se evitar que a comida passe para o trato respiratório e possa sufocar ou causar uma infeção pulmonar. Se a pessoa vai para a cama imediatamente após comer, pode acontecer o refluxo (movimento da comida para trás em direção à boca). Se o familiar for dormir a cabeceira da cama deve ser levantada pelo menos a 45 graus.



Fontes:

Pacientes y Cuidadores

Universidad Internacional de la Rioja

Alzheimers Association

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·       O ambiente deve estar iluminado, e sem ruído nem fontes de distrações.

·       O(a) cuidador(a) deve começar por preparar a divisão onde vai ser servida a refeição. Não devem ser feitas mudanças bruscas no espaço e devem ser evitadas todas as possíveis fontes de distração, como por exemplo ter a televisão ligada ou manter à vista objetos que possam provocar desatenção.

·       Só depois de estar tudo preparado para a refeição, é que o familiar dependente deve ser avisado que é hora de comer.

·       O cuidador deve nesse momento assegurar-se que o seu familiar está limpo e confortável, e caso seja necessário deve realizar a higiene necessária.

·       Se a condição física assim o permitir, o familiar deve ficar sentado numa cadeira. Posteriormente deve ser feita a higiene bucal e das mãos (com a ajuda de toalhetes apropriados).  Uma higiene bucal correta antes das refeições é fundamental em pessoas que sofrem de dificuldade de deglutição para se evitarem infeções das vias aéreas.

·       Coloque um guardanapo à volta do pescoço.

·       Se a pessoa estiver encamada, sempre que for possível sirva a refeição numa outra divisão da casa, seja ela a cozinha ou a sala.

·       Caso a pessoa tenha que se manter na cama, deve ficar sentada com um angulo de 90 graus, e deve ser colocada uma almofada nas costas para ajudar a manter a posição adequada e evitar que se mova.

·       Para se evitarem quedas ou acidentes, o familiar nunca deve ficar sentado na berma da cama.  

·       É fundamental que tenha uma boa postura para evitar o risco de sufoco e facilitar o engolir da comida. O cuidador deve sentar-se à altura do familiar, e suficientemente perto para que o veja e oiça bem.

·       Caso a pessoa sofra de hemiplegia, o cuidador deve colocar-se no lado afetado ou “não funcional”. O cuidador deve sentar-se sempre do seu lado dominante. Se por exemplo for destro, deve sentar-se à direita do seu familiar. Dessa maneira consegue-se imitar a própria mão do familiar para que a ação de comer seja o mais natural possível.

·       Chame a atenção para que o familiar se fixe em si. Verifique se a comida não está demasiado quente e se é fácil de engolir.

·       A ingestão da comida deve ser alternada com pequenos tragos de água. Verifique se o familiar engoliu o alimento antes de prosseguir com o próximo bocado.

·       Limpe a boca e as mãos sempre que for necessário.

·       No final da refeição sirva mais um pouco de água.

·       Em caso de dificuldade em engolir não se devem utilizar seringas para dar de comer. No seu lugar, utilize sempre uma colher pequena para facilitar a oclusão da boca e permitir que a pessoa possa engolir com mais facilidade.

·       Depois da refeição faça a higiene necessária e deixe a pessoa incorporada no mínimo durante 30 minutos para facilitar a digestão. Pretende-se evitar que a comida passe para o trato respiratório e possa sufocar ou causar uma infeção pulmonar. Se a pessoa vai para a cama imediatamente após comer, pode acontecer o refluxo (movimento para trás da comida em direção à boca).

·       Se o familiar for dormir a cabeceira da cama deve ser levantada pelo menos a 45 graus.



Fontes:

Pacientes y Cuidadores

Universidad Internacional de la Rioja

Alzheimers Association

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A incontinência urinária (IU) pode ser definida como qualquer perda involuntária de urina de forma permanente ou provisória. Mas se por uma lado durante o processo de envelhecimento primário/fisiológico (ou envelhecimento não patológico) vão acontecendo alterações no nosso organismo que criam condições para o aparecimento da incontinência, por outro lado a IU também pode ser sinal de alguma patologia que convém diagnosticar.

Como funciona o sistema urinário?

O sistema urinário tem a função de reter e controlar a produção de urina durante as fases de enchimento e esvaziamento da bexiga. Esse processo depende do funcionamento normal sistema nervoso e da capacidade de se ter consciência e responder adequadamente ao desejo de urinar.

O processo de micção compreende duas fases:

·        A fase de enchimento da bexiga de urina proveniente dos rins. O sistema nervoso de uma pessoa saudável lança o alerta sobre a necessidade de urinar enquanto a bexiga ainda se está a encher, e a bexiga deve ter o esfíncter e a parede muscular (detrusor) em estado funcional. Define-se esfíncter como um músculo circular que fecha uma cavidade (ex.: esfíncter da bexiga, da vagina, do ânus, …). O efeito detrusor verifica-se quando as fibras musculares da bexiga se contraem e expulsam a urina.

·        A fase de esvaziamento da bexiga requer a capacidade de contrair adequadamente as fibras musculares da bexiga (efeito detrusor) para forçar a saída da urina ao mesmo tempo que o corpo relaxa o esfíncter externo (que depende do sistema nervoso voluntário) para permitir a saída de urina.



Incontinência urinária Temporária e Crónica

Relativamente à reversibilidade ou cura, a IU pode ser:

·        Temporária

A causa é reversível e aparece por um tempo limitado. Normalmente é secundária a infeções do trato urinário, distúrbios mentais, efeitos secundários de alguns medicamentos, fecaloma (massa de fezes endurecida acumulada na porção final do intestino) ou mobilidade limitada.

·        Crónica

A IU persiste ao longo do tempo porque as causas são permanentes: lesão medular, alterações anatómicas do trato urinário, alterações neurológicas (esclerose múltipla, acidente cerebrovascular, …), alteração dos esfíncteres, demências (entre as quais Alzheimer), etc.

 

O estado de demência pode ser precursor de incontinência urinária e os medicamentos anticolinérgicos e antiespasmódicos estão indicados para o tratamento de incontinência urinária provocada por contrações involuntárias da bexiga (bexiga reflexa ou neurogénica espontânea). No entanto os medicamentos anticolinérgicos podem agravar certas demências e devem ser utilizados com prudência em pessoas idosas debilitadas.

Incontinências de Urgência, de Esforço, Mista, por Transbordamento, Funcional, Neurogénica, e Eneurese

Dependendo do distúrbio funcional que causa a incontinência, a IU pode ser dividida em diferentes tipos:

·        Incontinência Urinária de Urgência: A perda involuntária de urina é causada por uma contração involuntária da musculatura da bexiga. A perda pode ser apenas de algumas gotas ou levar ao esvaziamento completo da bexiga. Esta é a forma mais comum de IU em pacientes com mais de 75 anos, especialmente em homens.

·        Incontinência de esforço:  Neste caso, a perda involuntária de urina ocorre quando é feito um esforço que aumenta a pressão intra-abdominal. A IU de esforço pode acontecer durante o levantar de um objeto pesado ou uma gargalhada. Ela resulta da incapacidade em manter o esfíncter da uretra fechado, pelo que surge a saída involuntária de urina. Este tipo de incontinência não está associado à necessidade de urinar e é mais comum em mulheres idosas. No homem idoso, esta forma de IU é rara, e geralmente está associada à cirurgia pélvica como a cirurgia prostática.

·        Incontinência Urinária Mista: Tem componentes das duas formas anteriores, de urgência e esforço.

·        Incontinência por transbordamento: Produzem-se pequenas perdas de urina tanto durante o dia como à noite. A bexiga, devido à fraqueza do músculo detrusor ou por obstrução da uretra, não se esvazia completamente, e quando há um aumento de pressão abdominal saem pequenas quantidades de urina. Embora esta forma de IU represente menos de 10% dos casos na população geriátrica, é importante saber que a retenção urinária crónica pode levar a infeções urinárias recorrentes e a lesões nos rins.

·        Incontinência funcional: O estado do sistema urinário é normal, mas existe a IU devido a problemas físicos ou neurológicos graves, tais como doença de Parkinson, doenças mentais como a doença de Alzheimer e outras formas de demência, depressão, e doenças músculo-esqueléticas que impedem a capacidade de mobilidade.

·        Incontinência neurogénica: Alterações da micção são consequência de lesões neurológicas. Pode manifestar-se clinicamente através de alguma das formas referidas anteriormente.

·        Eneurese: Perda involuntária que ocorre especialmente durante o sono. É mais frequente em crianças.



Fontes:

http://abs.bimedica.com/que-es-la-incontinencia

http://abs.bimedica.com/relacion-entre-obesidad-e-incontinencia-urinaria1

http://app7.infarmed.pt/infomed/download_ficheiro.php?med_id=2734&tipo_doc=fi

 



Leia também:

Artigo "SOBRE A INFEÇÃO URINÁRIA" aqui: https://www.cuidador.pt/blogue/275-sobre-a-infecao-urinaria

Artigo "É ALZHEIMER OU É UMA INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO?" aqui: https://www.cuidador.pt/blogue/71-e-alzheimer-ou-e-uma-infeccao-do-trato-urinario

Artigo "INFECÇÃO URINÁRIA: SINTOMAS E CUIDADOS" aqui: https://www.cuidador.pt/blogue/146-infeccao-urinaria-sintomas-e-cuidados

Artigo "SOBRE A CISTITE" aqui: https://www.cuidador.pt/blogue/291-sobre-a-cistite

Artigo “A DEMÊNCIA E A INCONTINÊNCIA” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/302-a-demencia-e-a-incontinencia

Artigo “A UTILIZAÇÃO DE FRALDAS OU ABSORVENTES DE URINA” neste link: http://www.cuidador.pt/blogue/330-a-utilizacao-de-fraldas-ou-absorventes-de-urina?fbclid=IwAR34ADJaUFYYD4LgfnlVxJnBAl771o-odRjBJHiCgDsQjO4X5pYCw58RGa0

 

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As doenças respiratórias são muito prevalentes em pessoas idosas e com a chegada do tempo frio podem surgir complicações nas pessoas mais frágeis ou vulneráveis.

Situações de presença de duas ou mais doenças (comorbidade) e toma diária superior a cinco medicamentos em tratamento prolongado (polifarmácia) requerem especial atenção.

Nestas pessoas, uma gripe ou um catarro forte podem evoluir para outras doenças ou a situação geral de saúde derivar para um quadro clínico mais grave.



“Com a idade diminui a capacidade de reserva do sistema imunológico,

e por essa razão o corpo tolera menos as agressões.”

(Dr. José Antonio Serra, Chefe do Serviço de Geriatria do Hospital Universitário Geral Gregorio Marañón de Madrid) 



As pessoas que têm menos reservas imunológicas no organismo estão mais expostas a contrair infeções e caso tenham doença cardiovascular, doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) ou deterioração cognitiva (situação que leva a alterações no comportamento) a atenção do cuidador deve ser redobrada.

Segundo a Sociedad Española de Geriatría y Gerontología, os idosos com DPOC, insuficiência cardíaca, e doenças neurodegenerativas são mais propensos a sofrer de complicações decorrentes do frio e de processos semelhantes aos da gripe.

O isolamento, a depressão, e a pouca exposição à luz solar podem afetar a saúde dos idosos durante o inverno. Ter companhia, arejar a casa 10 minutos por dia, e seguir uma dieta adequada e rica em vitamina C e D são fundamentais para evitar os efeitos negativos do frio neste grupo etário.

Segundo o Dr. José Antonio Serra (Chefe do Serviço de Geriatria do Hospital Universitário Gregorio Marañón de Madrid)  para se prevenirem infeções respiratórias em pessoas idosas, deve-se ter em atenção a dieta, hidratação, exercícios, higiene (principalmente das mãos), e a roupa que se utiliza quando se sai à rua.

O CORPO PODE PERDER A CAPACIDADE DE REGULAR A TEMPERATURA

Com a idade os sistemas de regulação da temperatura do corpo perdem eficácia e as alterações extremas de temperatura são pior toleradas pelas pessoas mais idosas.

O geriatra Antonio Serra refere que "os sistemas do corpo que mantém a temperatura adequada perdem eficiência, o que também aumenta a suscetibilidade ao surgimento de doenças respiratórias”. Na opinião deste médico geriatra é conveniente que os idosos em situação de fragilidade saiam de casa mais pela altura do sol da manhã, momento do dia – em teoria - com melhor temperatura e condições climáticas. Segundo Antonio Serra "não é bom estar coberto de roupa e suar, mas as pessoas mais idosas devem estar bem protegidas tanto na face como nas extremidades do corpo". É preciso estar ciente que a exposição a mudanças súbitas de temperatura é totalmente desaconselhável. O geriatra também vê importância na vacinação contra a gripe porque os idosos são um grupo de risco.

SUGESTÕES

A Sociedad Española de Geriatría y Gerontología dá as seguintes orientações ou conselhos para as pessoas mais velhas evitarem uma constipação ou uma gripe:

1)   Areje a casa durante 5 a 10 minutos por dia nas horas mais quentes.

2)   Tenha companhia: O transtorno afetivo sazonal (depressão sazonal) que pode surgr no Outono/Inverno devido à redução de horas do dia com luz, faz com que os idosos saiam menos de casa. Por essa razão, é importante que se criem estratégias de modo a estimular a saída, como por exemplo visitar  centros culturais, ir a cafés, etc.. O isolamento social e o transtorno depressivo são grandes inimigos dos idosos.

3)   A importância das vitaminas C e D: Em relação à nutrição, uma das formas combater as bactérias, os vírus e diminuir o risco de quedas, é ingerir vitaminas principalmente dos grupos C e D. A dieta também deve ser rica em leguminosas e frutas, acompanhada de carne e peixe. É igualmente muito importante comer sempre acompanhado.

4)   Não use braseiros: Assim que estiver fora de contato com o braseiro a mudança de temperatura pode ser grande o que aumenta o risco de contrair doenças virais. O perigo de surgirem varizes nas pernas também é real porque o sangue está concentrado nas extremidades inferiores das pernas e por esse mesmo motivo, ao levantar-se pode ocorrer uma tontura e hipotensão ortostática e levar a uma leve perda de consciência e possível queda.

DIFERENÇAS ENTRE A GRIPE E A CONSTIPAÇÃO

Gripe

•        A gripe é uma doença aguda viral que afeta especialmente as vias respiratórias.

•        A transmissão do vírus é feita através de espirros, tosse ou do contacto direto.

•        Quem já teve uma reação alérgica grave a uma dose da vacina da gripe não deve voltar a tomá-la. A vacina contra a gripe também não deve ser tomada por pessoas com alergia severa ao ovo.

•        Entre os sintomas incluem-se mal-estar repentino, dores de cabeça, musculares/articulares, febre alta e, em alguns casos, olhos inflamados.

•        Para aliviar as queixas recomenda-se o repouso em casa, a toma de paracetamol para baixar a febre, o uso de soro fisiológico para diminuir a congestão nasal e beber muitos líquidos (água, sumos, infusões/chá) ao longo do dia. Na persistência dos sintomas de gripe deve recorrer-se ao médico assistente.

•        Os antibióticos atuam nas bactérias e não nas infeções provocadas por vírus - gripes e constipações - e nunca devem ser tomados sem terem sido prescritos pelo médico.

•        A gravidez e o aleitamento também implicam o aconselhamento médico antes de se tomar um medicamento.

Constipação

•        A constipação é uma infeção das vias respiratórias superiores provocada por um vírus e, geralmente, é ligeira.

•        A transmissão ocorre, habitualmente, de indivíduo para indivíduo, através do contacto com as secreções respiratórias da pessoa infetada. Para que isso aconteça, basta que esta tussa, espirre ou, até, fale muito perto de alguém. O contacto direto com essas gotículas (através das mãos, por exemplo) também é uma forma de transmissão.

•        Para prevenir o contágio deve lavar frequentemente as mãos, tossir ou espirrar para um lenço de papel ou para o antebraço.

•        As queixas mais comuns, que surgem de forma gradual, são: congestão e corrimento nasal intenso; comichão e vermelhidão no nariz; diminuição ou perda do olfato e do paladar; espirros; olhos lacrimejantes; dor de cabeça e/ou de garganta; eventualmente, febre baixa.

•        Os sintomas tendem a atenuar-se com repouso, ingestão de líquidos (água, sumos, infusões/chá), a não exposição ao frio e a ambientes com fumo (e não fumar!); utilização de soro fisiológico para aliviar a obstrução nasal. A toma de paracetamol ajuda a aliviar as dores e/ou a baixar a febre.



Fontes:

Gobierno de España, Ministerio de Sanidad 

https://www.infosalus.com/mayores/noticia-tips-frio-personas-edad-avanzada-20190111081631.html

https://www.saudecuf.pt/mais-saude/artigo/gripe-e-constipacao-descubra-as-diferencas



Artigo O PERIGO DA VARIAÇÃO DAS TEMPERATURAS NO VERÃO aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/271-o-perigo-da-variacao-das-temperaturas-no-verao

Artigo OS IDOSOS CORREM MAIOR RISCO DE SOFRER UM GOLPE DE CALOR aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/265-os-idosos-correm-maior-risco-de-sofrer-um-golpe-de-calor

Artigo EXISTE ALGUMA RELAÇÃO ENTRE O CLIMA E A DOR? aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/215-existe-alguma-relacao-entre-o-clima-e-a-dor

Artigo COMO PREVENIR A PNEUMONIA NOS MAIS VELHOS aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/200-como-prevenir-a-pneumonia-nos-mais-velhos

Artigo O CALOR TRAZ CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/171-o-calor-traz-consequencias-para-a-saude

Artigo A TEMPERATURA AMBIENTE E O ENVELHECIMENTO aqui neste link https://www.cuidador.pt/blogue/119-a-temperatura-ambiente-e-o-envelhecimento


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