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Vários trabalhos científicos têm comprovado que a dieta pode afetar o estado cognitivo.

Um novo estudo conduzido pelo Departamento de Neurociências Clínicas de Nuffield, em Oxford, examinou o papel da vitamina B em atrasar a progressão da doença de Alzheimer.

O estudo incluiu mais de 150 idosos com comprometimento cognitivo leve (fase que pode preceder o estado de demência) e com elevado risco de desenvolver Alzheimer ou demência.

Alguns participantes receberam um suplemento de vitamina B, enquanto outros receberam uma pílula placebo.

Os investigadores observaram durante dois anos através da tecnologia de ressonância magnética nos dois grupos a quantidade de massa cinzenta no cérebro. A matéria cinzenta no cérebro encolhe com o desenvolvimento do declínio cognitivo.

Verificou-se ao longo dos dois anos que a massa cinzenta encolheu nos idosos dos dois grupos, mas os participantes que tomaram o suplemento de vitamina B tiveram menos retração de massa cinzenta do que os indivíduos do grupo placebo.

Os resultados demonstram que a suplementação de vitamina B pode atrasar a atrofia de regiões específicas do cérebro relacionadas com o processo de Alzheimer e declínio cognitivo.



O que é a vitamina B?

A vitamina B não é uma única vitamina, mas sim um grupo de substâncias químicas que se encontram frequentemente nos mesmos alimentos. Este grupo de substâncias solúveis em água, desempenha um papel importante no metabolismo celular. A vitamina B inclui as vitaminas:

·        Biotina

·        Cobalaminas

·        Ácido fólico

·        Niacina

·        Ácido pantotênico

·        Piridoxina

·        Riboflavina

·        Tiamina

O principal papel da vitamina B é manter as células saudáveis ​​e prevenir a anemia.

Novos trabalhos científicos indicam dois tipos específicos de vitamina B que podem desempenhar um papel na desaceleração da progressão de Alzheimer:

·        Vitamina B-3: Um estudo adicional descobriu que a vitamina B-3, também conhecida como nicotinamida, reverteu a perda de memória relacionada com o Alzheimer em camundongos. A equipa de cientistas descobriu que o ribosídeo de nicotinamida, uma forma de vitamina B-3, ajudou o cérebro a reparar o ADN, uma função que é danificada pela doença de Alzheimer. Os cientistas adicionaram ribosídeo de nicotinamida à água de ratos geneticamente modificados para desenvolver sintomas de Alzheimer. Após três meses, os seus cérebros e a saúde cognitiva eram semelhantes aos ratos do grupo de controlo.

·        Vitamina B-12: Outra forma de vitamina B que desempenha um papel na saúde cognitiva é a vitamina B-12. Uma deficiência de vitamina B-12 pode provocar alterações no comportamento semelhantes aos da doença de Alzheimer, aumento da agitação e perda de memória. Vários estudos associaram uma deficiência de vitamina B12 aos sintomas da doença de Alzheimer e ao encolhimento do cérebro.

Fontes de vitamina B

A vitamina B encontra-se numa variedade de alimentos, e a sua carência na alimentação pode ter efeitos colaterais perigosos. Alguns alimentos fonte de vitamina B:

·        Feijão

·        Laticínios

·        Ovos

·        Peixe

·        Vegetais com folhas verdes

·        Carne

·        Ervilhas

·        Aves

·        Cereais integrais

 



Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23690582

 

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O apoio de um cuidador profissional (i.e., cuidador formal) pode ser um excelente apoio quer à pessoa que precisa de ajuda para realizar as Atividades de Vida Diária (AVD), quer também ao cuidador informal ao diminuir o risco de sobrecarga. Essa colaboração pode permitir que a pessoa disponha de atenção e serviços personalizados, e continue a viver em sua casa.

Independentemente da capacidade de realizar as AVD sem ajuda, e do nível de autonomia, todos nós somos seres únicos e temos necessidades específicas. Um bom cuidador formal/profissional deve ter capacidade de se integrar em equipas multidisciplinares, assim como ter conhecimentos, experiência, e competências que lhe permitam adaptar-se a cada situação. Entre as funções que o cuidador profissional deve ter, estão as seguintes:

·        Preparar um plano de cuidados de acordo com as necessidades da pessoa que se encontra sob sua responsabilidade;

·        Atender às Atividades de Vida Diária: alimentação, troca de roupa, hora do banho, troca fraldas, etc.;

·        Realizar ou ajudar nas tarefas da casa;

·        Ser empático, e emocionalmente estável;

·        Ter conhecimentos de enfermagem;

·        Trabalhar no turno noturno, caso seja necessário;

·        Ajudar nas compras e na preparação das refeições;

·        Estimular a prática de atividade física.

Também existem empresas especializadas que oferecem um atendimento domiciliário com serviço completo, e que podem assegurar a formação do cuidador informal tendo em conta as necessidades do familiar. Algumas empresas de apoio domiciliário complementam o serviço com a disponibilidade de apoio médico, fisioterapia, psicólogo, etc...



Artigo “COMO ESCOLHER UMA EMPRESA DE APOIO DOMICILIÁRIO?” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/259-como-escolher-uma-empresa-de-apoio-domiciliario

Artigo “FUNÇÕES DO CUIDADOR INFORMAL” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/39-funcoes-do-cuidador-informal

 

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O sono permite a recuperação funcional e energética do organismo, ajuda a manter a memória e o armazenamento de neurotransmissores. Dormir menos de 7 horas, está associado ao aumento do risco de quedas, comprometimento cognitivo e dificuldades no controle de medicação.

A insónia é a dificuldade para iniciar e / ou manter o sono ou a queixa de um sono não reparador que produz um efeito negativo no dia seguinte. É mais comum em mulheres, idosos e pacientes que sofrem de certo tipo de doenças.

As características do sono variam com a idade. No caso das pessoas mais velhas é mais fragmentado, ou seja, é distribuído por várias alturas do dia com curtas sonecas e com mais despertares durante a noite. Essas características diminuem o efeito restaurador ao nível físico e psicológico.

CONSEQUÊNCIAS DA INSÓNIA

Em pessoas idosas, a insónia está relacionada ao aumento da morbidade (propensão para ocasionar doenças) e mortalidade.

O risco de maior mortalidade está associado à necessidade de mais de 30 minutos para adormecer, e à eficiência do sono (tempo em que se dorme como percentagem do tempo em que se está na cama) abaixo de 80%.

Além disso, o sono diurno e o sono noturno com menos de sete horas está associado ao aumento do risco de quedas, comprometimento cognitivo, distúrbios na marcha, equilíbrio, e dificuldades no controle da medicação.

MEDIDAS PREVENTIVAS DA INSÓNIA

 A higiene do sono é uma das terapias não farmacológicas mais recomendadas, e no caso das pessoas idosas é vital.

Sugestões preventivas da insónia:

·        Limitar a ingestão de líquidos a partir do período da tarde (micção noturna);

·        Expor-se à luz solar;

·        Praticar atividade física como por exemplo caminhar (principalmente pela manhã);

·        Avaliar medicamentos com efeito estimulante ou sedativo;

·        Praticar exercicio em alturas distantes da hora de dormir;

·        Manter um horário fixo para dormir e acordar, incluindo fins de semana e férias. Isso regulariza e sincroniza o nosso relógio biológico;

·        Evitar dormir durante o dia. Em casos específicos, pode-se tirar uma soneca depois de comer, com duração não superior a 30 minutos;

·        Evitar bebidas que contenham cafeína e teína (mesma substância que a cafeína, mas existente no chá). Tomadas à noite, elas perturbam o sono mesmo que a pessoa não se aperceba disso;

·        O álcool e o tabaco, além de prejudicarem a saúde, também afetam o sono e, nesse sentido devem ser evitados várias horas antes de ir dormir;

·        Manter o quarto a uma temperatura confortável e com níveis mínimos de luz e ruído;

·        Refeições pesadas e abundantes podem perturbar o sono. Evitar ir para a cama até duas horas depois do jantar;

·        Evitar assistir televisão, ler ou ouvir rádio na cama. A luminosidade dos ecrãs de televisão, computadores ou tablets pode atuar como um estimulador neurológico e dificultar o início do sono;

·        Não é recomendado dormir de boca para baixo porque afecta a curvatura da coluna lombar, além de ter que manter o pescoço voltado para poder respirar;

·        Certificar que dispositivos como óculos ou aparelhos auditivos foram removidos e estão ao lado da cama;

·        Estabelecer uma série de rotinas antes do sono que indiquem que a hora de ir para a cama está se a aproximar: feche a porta, escove os dentes, acerte o despertador e execute todas as tarefas que são lógicas para essa hora da noite. Execute-as todas as noites na mesma ordem;

·        Se não conseguir adormecer num período de 15 a 30 minutos, saia da cama e vá para outra divisão da casa. É aconselhável que se envolva numa atividade silenciosa até que comece a sentir sono, e nessa altura, regresse ao quarto para dormir.



 Fontes:

https://www.segg.es/actualidad-segg/2018/03/16/insomnio-mayores-sue%C3%B1o?platform=hootsuite

Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora



 Artigo “A IMPORTÂNCIA DO SONO E COMO MELHORÁ-LO” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/148-a-importancia-do-sono-e-como-melhora-lo

Artigo “OS PROBLEMAS DO SONO…” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/186-os-problemas-do-sono

 

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A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente em pessoas com mais de 65 anos logo depois da doença de Alzheimer.

O diagnóstico do início da doença pode confundir os especialistas clínicos porque os sintomas assemelham-se com uma depressão, problemas articulares, quedas ou uma grande apatia. A patologia é frequentemente subdiagnosticada porque o começo é insidioso e heterogéneo na sua apresentação clínica, especialmente nas pessoas idosas. A deteção da doença pode demorar anos. Caso a pessoa padeça de outras patologias que também afetem a mobilidade como a artrose ou doenças cardiorrespiratórias, a doença de Parkinson pode ser ainda mais incapacitante.

Diagnóstico na fase inicial 

A idade média do começo da doença é de 65 anos, e calcula-se que existam 7 milhões de pessoas afetadas em todo o mundo. A incidência é mais frequente em pessoas de idade avançada e por esse motivo os sinais de tremor e lentidão de movimentos podem ser erradamente confundidos com o envelhecimento. É importante que se consulte o médico logo que se detetem estes sinais para se averiguar a necessidade de avaliação feita por um especialista em neurologia. O atraso na deteção resulta na maior deterioração da qualidade de vida. Por esse motivo o diagnóstico assertivo e precoce é vital, já que beneficia não só a pessoa com Parkinson porque passa a receber quanto antes um tratamento, como também reduz consideravelmente os custos que a doença gera no sistema de saúde.

 

 

Abordagem multidisciplinar 

Uma vez feito o diagnóstico da doença, é importante que se faça uma abordagem multidisciplinar com a participação de vários profissionais: médico geriatra, especialista em neurologia, enfermeiro, fisioterapeuta, assistente social, terapeuta da fala, etc. O objetivo é a avaliar globalmente todas as necessidades da pessoa: sociais, psicológicas e físicas.

Por último é de sublinhar a importância de consultar um especialista perante sintomas não motores da doença: problemas de memória, alteração no conteúdo do pensamento, alterações de humor, dor, insónia, etc. Estes sintomas surgem com a evolução da doença e podem ser tão incapacitantes como a diminuição da capacidade motora.

As pessoas com Parkinson podem ter dificuldade em andar, mudar de posição, comunicar, fazer a higiene, vestir-se, alimentar-se, assim como relacionar-se com a família e amigos. É por isso que os cuidadores desempenham um papel importante no cuidado integral do indivíduo com Parkinson.

 



Fontes:

Infosalus

https://www.segg.es/actualidad-segg/2019/04/11/dia-mundial-parkinson-clave-la-deteccion-precoz-de-la-enfermedad-y-un-abordaje-multidisciplinar-del-paciente?platform=hootsuite

Federação Espanhola de Parkinson

Cruz Roja de España 



 Artigo “A DOENÇA E A DEMÊNCIA DE PARKINSON” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/176-a-doenca-e-a-demencia-de-parkinson-2

Artigo “A DEMÊNCIA DE CORPOS DE LEWY O ALZHEIMER E O PARKINSON” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/65-a-demencia-de-corpos-de-lewy-o-alzheimer-o-parkinson

Artigo “A DEMÊNCIA DE CORPOS DE LEWY E O ALZHEIMER” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/198-a-demencia-de-corpos-de-lewy-e-o-azheimer

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O Défice Cognitivo Ligeiro (DCL) é um estádio intermédio entre as alterações cognitivas normais do envelhecimento, e a deterioração mais grave que é a demência.

A DCL pode implicar problemas com a memória, linguagem, pensamento e capacidade de julgamento. Não obstante essas alterações, elas não interferem de forma significativa nas atividades habituais de vida diária.

Quando uma pessoa tem um DCL, ela apercebe-se que as suas funções mentais estão afetadas, e as pessoas mais próximas também podem notar uma mudança.  

É possível que este quadro clínico aumente o risco de padecer de demência no futuro, mas algumas pessoas com DCL não pioram e outras melhoram com o tempo. Não existe uma única causa para a DCL, e os sintomas podem permanecer estáveis por anos, progredir para a demência, ou melhorar com o tempo. 

O estado depressivo, por exemplo, pode afetar as capacidades cognitivas (i.e., pseudodemência), e uma vez tratada a depressão, a pessoa pode recuperar as suas capacidades e voltar ao estado cognitivo anterior.

O cérebro, tal como acontece com o resto do corpo, passa por mudanças à medida que se envelhece. Pode acontecer durante o processo normal de envelhecimento uma redução gradual da memória, e com isso por vezes ser preciso algum tempo para se recordar uma palavra ou o nome de uma pessoa. Mas a preocupação consistente e crescente com o desempenho mental pode sugerir um DCL.

Podem ser indícios de Défice Cognitivo Ligeiro o esquecimento com mais frequência, perder frequentemente a linha de pensamento numa conversa, ficar mais impulsivo (i.e., alteração de comportamento), ter o sentido da realidade alterado, ou ter dificuldade de tomar decisões (i.e., funções executivas).

 

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