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Por que razão é que as mulheres são mais suscetíveis a terem a doença de Alzheimer?

A resposta a esta pergunta pode estar no resultado de uma experiência realizada recentemente que incluiu uma amostra de ratos a quem foi fornecida uma alimentação rica em gorduras prejudicais à saúde.  

Os investigadores alimentaram durante dezoito semanas um grupo de ratos com uma dieta rica em gordura e outro grupo com uma dieta normal (grupo de controle).O resultado foi a (expectável) limitação do nascimento e crescimentos de novos neurónios (neurogénese). 

A alimentação rica em gordura prejudicial à saúde provocou um aumento de peso e um nível alto de açúcar no sangue dos ratos, mas só as fêmeas é que tiveram a neurogénese alterada no hipocampo.

Verificou-se que as fêmeas tinham menos neurónios recém-nascidos e em desenvolvimento, enquanto que os ratos machos tinham a mesma quantidade de neurónios novos que os ratos do grupo de controle. Este estudo descobriu a particularidade de as fêmeas terem sido mais atingidas do que os machos na quebra da neurogénese.

É sabido que transtornos metabólicos como a obesidade e a diabetes tipo 2 (não controlada) estão associados ao risco acrescido de doenças cerebrais que vão desde a depressão ao Alzheimer.

O nascimento e desenvolvimento de novos neurónios na fase mais avançada da idade (a neurogénese adulta) especialmente no hipocampo pode ter uma relação direta com estas duas doenças. O hipocampo é uma área do cérebro que está relacionada com a memória e processos emocionais.

Esta constatação abre pistas a novas investigações e oferece informação adicional sobre por que é que as mulheres têm mais risco de deterioração cognitiva durante a doença de Alzheimer e a depressão.


Fonte:

https://www.infosalus.com/nutricion/noticia-abusar-grasas-malo-neuronas-20191227072548.html?fbclid=IwAR3x0MUazYbZwP_AT0aWrUTViUOlKmYrK13t1p8WnI2CFaLTz7eP4VValtk


Leia também:

“NEUROGÉNESE E O ENVELHECIMENTO neste link 👉 https://www.cuidador.pt/blogue/312-a-neurogenese-e-o-envelhecimento

“POR QUE MOTIVO A DOENÇA DE ALZHEIMER AFETA MAIS AS MULHERES?” neste link 👉 https://www.cuidador.pt/blogue/346-por-que-motivo-a-doenca-de-alzheimer-afeta-mais-as-mulheres

 

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A dieta com restrição de tempo pode ajudar a perder peso e melhorar os indicadores de saúde. Este método de alimentação é uma forma de jejum intermitente na qual se fazem todas as refeições numa janela de tempo que pode variar de duas a oito horas, ficando-se em jejum nas restantes horas.

Um estudo piloto publicado esta semana no Cell Metabolism revela pela primeira vez os efeitos desse tipo de dieta em pessoas que foram diagnosticadas com síndrome metabólica. Restringir o tempo das refeições às 10 horas é uma intervenção eficaz para ajudar pacientes com pré-diabetes, hipertensão ou colesterol alto. Foi constatado numa amostra de 19 participantes que as pessoas perderam peso e melhoraram em alguns desses sintomas. A maioria deles eram obesos e 84% consumiam pelo menos um medicamento como uma estatina ou um anti-hipertensivo.

Nos três meses que durou o estudo, os 19 participantes decidiram a que horas comiam e o que comiam, desde que todo o consumo de alimentos ocorresse dentro de um período 10 horas. Genericamente as pessoas optaram por tomar o pequeno almoço duas horas depois de acordarem e jantar cerca de três horas antes de irem para a cama.

A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco, essencialmente cardiovasculares, que têm por base a obesidade abdominal. Os indivíduos portadores desta síndrome estão em risco de desenvolver doença cardiovascular (ataque cardíaco e AVC) e diabetes, mesmo quando os fatores de risco estão apenas ligeiramente elevados. A síndrome metabólica não dá sintomas e tem como único sinal a presença de um abdómen proeminente. Afeta mais de um terço da população portuguesa adulta.

O diagnóstico de síndrome metabólica pode ser feito quando estão presentes pelo menos três fatores dos cinco seguintes: 

1)    Obesidade abdominal – perímetro abdominal que exceda 102cm no homem e 88cm na mulher indica gordura abdominal em excesso; 

2)    Trigliceridos iguais ou superiores a 150mg/dl; 

3)    Colesterol HDL igual ou inferior a 40 mg/dl no homem e a 50 mg/dl na mulher;

4)     Tensão arterial igual ou superior a 135/85 mmHg; 

5)     Glicemia em jejum igual ou superior a 100 mg/dl.

Após as 12 semanas de duração do estudo verificaram-se os seguintes resultados nas 19 pessoas da amostra:

·       Diminuição de peso;

·       Diminuição do índice de massa corporal (IMC);

·       Diminuição da gordura abdominal/visceral;

·       Diminuição do colesterol;

·       Diminuição da pressão arterial;

·       Melhoria do valor da glicemia em jejum;

·       Melhoria da qualidade e da quantidade de sono;

·       Melhoria do nível de energia.

Obviamente que quem está a pensar experimentar o jejum intermitente deve em primeiro lugar consultar o médico, porque a perda peso obriga a verificação sobre a necessidade de ajuste da medicação. 

É também de referir a necessidade de realização de estudos maiores para se verificarem as consequências a longo prazo desta forma de alimentação.


 Fontes: 

https://www.agenciasinc.es/

https://www.qmayor.com/vida-saludable/ayuno-diabetes/?fbclid=IwAR3GsM4broonB7ucxqMXQDZBLjP3qTfih7wJLbSOarFfXR-T-Q9Ip-aJdlY

http://www.fpcardiologia.pt/sindrome-metabolica/

 

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Quase dois terços das pessoas com Alzheimer são mulheres, e o maior risco de padecer desta doença pode ter como causas:

1)    Maior longevidade: é verdade que a idade é o maior fator de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. As mulheres vivem em média mais tempo que os homens, e sabe-se que a doença de Alzheimer começa cerca de 20 anos antes do diagnóstico. Um relatório recente da Associação de Alzheimer calcula que 1 em cada 6 mulheres podem vir a sofrer de Alzheimer. O mesmo trabalho estima que 1 em cada 11 homens terão esta forma de demência.

2)    Diferenças genéticas: a presença do gene ApoE-4 aumenta o risco de Alzheimer. As mulheres que possuem esse gene têm duas vezes mais possibilidades de padecer de Alzheimer. A ciência não tem certezas, mas a razão pode estar relacionada com a maneira como o gene interage com a hormona estrogénio.

3)    Diferenças biológicas relacionadas com a idade: a entrada na menopausa pode aumentar a vulnerabilidade de algumas mulheres. As mulheres podem piorar mais rapidamente que os homens na evolução da doença. A menopausa pode mudar o cérebro. O estrogénio ajuda a regular o metabolismo do cérebro, e a diminuição da produção desta hormona pode afetar a função cognitiva.

4)    Fatores de estilo de vida:  na fase da meia-idade os homens morrem mais devido a doenças cardíacas, e os que sobrevivem podem ter corações mais saudáveis o que, por sua vez, garantem maior proteção da saúde do cérebro. Muitos dos fatores que afetam a saúde dos vasos sanguíneos (obesidade, colesterol alto, diabetes) também são riscos de se vir a sofrer da doença de Alzheimer.

 

 

 

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Infografia da CRE Alzheimer sobre a importância de quatro nutrientes, onde se inclui a vitamina C


A vitamina C é uma vitamina hidrossolúvel, e ao contrário das vitaminas lipossolúveis (que se diluem em gordura) precisa de um fornecimento contínuo através da dieta.

Esta vitamina pode ajudar atrasar a evolução da doença de Alzheimer por dois motivos:

1)      É antioxidante (protege a saúde das células);

2)      Participa na formação da elastina e do colagénio. Uma das funções da proteína elastina é manter a saúde dos tecidos do organismo em geral e dos vasos sanguíneos em particular.

Todas as frutas e verduras contém quantidades variáveis de vitamina C, mas a couve galega além de ser rica nesta vitamina, também tem muito cálcio e é pobre em “sal”.

Armazenar alimentos com vitamina C por períodos de tempo longos pode reduzir o teor da vitamina.

A VITAMINA C TEM COMO FUNÇÕES:

·        Participar no crescimento e reparação dos tecidos do organismo;

·        Participar na formação das proteínas elastina e colagénio. Estas proteínas contribuem para a saúde da pele, tendões, ligamentos e vasos sanguíneos;

·        Participar na cura de feridas e na formação do tecido cicatricial;

·        Participar na reparação e manutenção da saúde da cartilagem, ossos e dentes;

·        Atrasar o envelhecimento celular, dos tecidos e do organismo.  A vitamina C é antioxidante, ou seja, neutraliza os radicais livres.

SINAIS E SINTOMAS DE CARÊNCIA DE VITAMINA C:

·        Anemia;

·        Sangramento nas gengivas;

·        Diminuição da capacidade de combater infeções;

·        Morosidade na cicatrização de feridas;

·        Tendência para contusões;

·        Inflamação da gengiva (gengivite);

·        Hemorragias nasais;

·        Possível ganho de peso devido ao metabolismo mais lento;

·        Pele seca e escamosa;

·        Diminuição do esmalte nos dentes;

A forma grave de carência de vitamina C é o escorbuto, e surge em pessoas subnutridas.

A vitamina C tem como nomes alternativos acido ascórbico e ácido dehidroascórbico.

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A incontinência urinária é um sintoma de muitas patologias, afeta todos os grupos etários, ambos os sexos, e é considerada um dos síndromes geriátricos das pessoas idosas.

Como a prevalência desta afeção é muito elevada, devem-se procurar identificar as doenças coexistentes, assim como os medicamentos que estão a ser tomados que podem provocar ou piorar a incontinência. Além desta avaliação global, também deve ser realizada uma escolha correta do absorvente, sobretudo para se evitarem problemas de saúde.

Um erro cometido frequentemente pelos cuidadores, é utilizar duas fraldas absorventes sobrepostas, porque pensam – erradamente - que oferecem mais proteção e se reduzem o número de mudanças. É, no entanto, totalmente desaconselhável fazer isso porque pode provocar o surgimento de fungos e infeções. Além disso o segundo absorvente colocado perde eficácia porque as barreiras deixam de cumprir a sua função, e surgem fugas de urina.

Aánzazu Aránguez Ruiz, membro da Sociedade Espanhola de Farmacêuticos da Atenção Básica (Sefap), alerta que colocar duas fraldas absorventes sobrepostas “pode causar fungos e infeções”. A farmacêutica chama a atenção para o facto de o segundo absorvente não funcionar corretamente, e de as barreiras não cumprirem a sua função de evitar o vazamento de urina.

NOMENCLATURA DOS ABSORVENTES CONFUSA

Aránguez também refere que a classificação dos tipos de absorventes (ver tabela) pode gerar alguma confusão, porque os nomes “Dia”, “Noite”, e “Supernoite” não correspondem necessariamente à hora do dia a serem utilizados, mas à capacidade de absorção. Deste modo, em situação de incontinência leve, deverá utilizado o absorvente “Dia” à noite.



Leia o artigo completo aqui: https://www.correofarmaceutico.com/autocuidado/errores-que-no-se-deberian-cometer-en-el-uso-de-absorbentes.html


Artigo “BREVE INFORMAÇÃO SOBRE A INCONTINÊNCIA URINÁRIA“ neste link https://www.cuidador.pt/blogue/306-breve-informacao-sobre-a-incontinencia-urinaria-2

Artigo “SOBRE A INFEÇÃO URINÁRIA” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/275-sobre-a-infecao-urinaria

Artigo “INFECÇÃO URINÁRIA: SINTOMAS E CUIDADOS” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/146-infeccao-urinaria-sintomas-e-cuidados

Artigo “A DEMÊNCIA E A INCONTINÊNCIA” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/302-a-demencia-e-a-incontinencia

Artigo “SOBRE A CISTITE” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/291-sobre-a-cistite

Artigo “É ALZHEIMER OU É UMA INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO?” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/71-e-alzheimer-ou-e-uma-infeccao-do-trato-urinario

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