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Os alimentos com ácido acetilsalicílico previnem a doença de alzheimer

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O ácido acetilsalicílico, conhecido vulgarmente como aspirina, é um dos produtos farmacêuticos mais utilizados na prática médica. Este medicamento é um anti-inflamatório, analgésico, antipirético, e também é benéfico para a aterosclerose, doenças cardiovasculares e vários tipos de cancro. Estudos mais recentes têm vindo a comprovar o efeito neuroprotector deste fármaco na doença de Parkinson e na doença de alzheimer (DA).

Estudos epidemiológicos verificaram que os utilizadores de altas doses de aspirina apresentam menor prevalência de DA e melhor manutenção das funções cognitivas. Outro estudo que investigou o tratamento com doses baixas de aspirina revelou efeitos promissores relativamente à DA.

No entanto, apesar de os resultados epidemiológicos apontarem para um potencial papel da aspirina na prevenção e tratamento da DA, o seu potencial terapêutico e o mecanismo molecular subjacente necessitam de mais investigação.

O efeito do ácido acetilsalicílico como prevenção da doença de alzheimer

A presença da proteína beta-amiloide no cérebro é um dos sinais da DA. A aglomeração desta proteína interrompe a comunicação entre os neurónios e activa as células do sistema imunológico do cérebro, provocando inflamação e morte de neurónios.

Um estudo recente realizado em ratos geneticamente modificados para desenvolverem a DA, concluiu que a toma de pequenas doses de aspirina reduziu a quantidade desta proteína tóxica no cérebro.

Continua a ser uma incógnita a razão do surgimento da proteína beta-amiloide no cérebro das pessoas com alzheimer, mas independentemente de como essa proteína se acumula, é objetivo dos cientistas que estudam a DA reduzir a sua presença no cérebro.


Fontes:

https://www.jneurosci.org/content/38/30/6682

http://www.jneurosci.org/content/early/2018/07/02/JNEUROSCI.0054-18.2018

 

 

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