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A perda de peso não intencional é uma situação comum entre pessoas idosas, mas deve ser interpretada como um aviso se no espaço de um mês a diminuição for acima de 5%, ou de 10% no espaço de seis meses.

A procura de possíveis fatores não devem concentrar-se apenas em processos relacionados com doenças, porque também devem ser tidas em conta questões funcionais, medicamentosas, problemas com a ingestão, fatores psicológicos e motivos sociais.

A consequência da perda de peso pode ser o declínio das capacidades funcionais, infeções, úlceras de decúbito, intensificação de distúrbios cognitivos e de humor, e necessidade de cuidados agudos e de longo prazo.

Os fatores de risco podem classificar-se em três categorias:

·       Fatores fisiológicos (ex.: doenças crónicas e agudas)

·       Fatores psicológicos (ex.: depressão, luto)

·       Fatores sociais (ex.: isolamento, problemas sociais).

Fatores fisiológicos

- Doença aguda

- Ingestão de alimentos e dificuldade de deglutição (alterações nas mucosas da boca, gengivas, problemas de mastigação, dificuldades de comer, mastigar ou engolir, saúde bucal precária, apetite reduzido, ingestão alimentar baixa ou diminuição de sede).

- Quedas

 - Internamento recente no hospital (ou seja, nos últimos três meses)

- Doença crónica

- Demência ou confusão

- Obstipação

- Úlceras por pressão

- Dor crónica

Fatores psicológicos

- Depressão

- Luto

- Doenças psiquiátricas

- Doenças psicológicas.

Fatores sociais

- Atividade social reduzida

- Baixo poder económico

Medicamentos que podem contribuir para a perda de peso

·       Sistema cardíaco

- Digoxina

- Aspirina

- Inibidores da enzima de conversão da angiotensina

- Bloqueadores dos canais de cálcio

- Hydralazine

- Diuréticos

- Hidroclorotiazidas

- Espironolactona

- Estatinas

- Nitroglicerina

·       Sistema neurológico e psiquiátrico

- Inibidores seletivos da recaptação de serotonina

- Tricíclicos

- Neurolépticos

- Benzodiazepínicos

- Anticonvulsivantes

- Lítio

- Levodopa

- Agonistas da dopamina

- Donepezil

- Memantine

·       Ossos e articulações (incluindo analgésicos)

- Bisfosfonatos

- Anti-inflamatórios não esteroides

- Opiáceos

- Alopurinol

- Colchicina

- Hidroxicloroquina

Sistema endócrino

- Levotiroxina

- Metformina

·       Outros

- Anticolinérgicos

- Antibióticos

- Descongestionantes

- Anti-histamínicos

- Ferro

- Potássio

- Álcool

- Nicotina

Uma pessoa idosa que esteja a perder peso deve ser avaliada através de um trabalho de anamnese acompanhado por exame físico. Deve ser feito um levantamento de informações sobre possíveis fatores fisiológicos, psicológicos e sociais (por exemplo, demência, imobilidade, luto, dificuldades económicas, isolamento social), assim como devem ser revistos todos os medicamentos prescritos e vendidos sem receita.

Os exames mais eficazes na identificação de causas potenciais incluem hemoculturas nas fezes, enema de bário, sigmoidoscopia, séries gastrointestinais superiores, endoscopia e testes da função tireoidiana. Em idosos institucionalizados, o nível de hemoglobina, colesterol total e albumina são úteis no diagnóstico.

·       Como pode ser tratada a perda de peso?

O tratamento deve ser individualizado e direcionado aos fatores de risco através de um trabalho de anamnese e exame físico. As intervenções não farmacológicas são nutricionais ou nutricionais combinadas com exercícios aeróbicos, de força muscular e equilíbrio. A intervenção nutricional deve envolver aconselhamento individualmente direcionado. Em resumo, o tratamento inicial para perda de peso inexplicada deve ser direcionado ao tratamento dos fatores de risco identificados, e os medicamentos que não sejam claramente necessários e que possam estar a contribuir para a perda de peso devem ser descontinuados ou devem ser consideradas alternativas apropriadas. A eficácia de intervenções nutricionais específicas direcionadas ao aumento da ingestão calórica e à melhoria do peso não é clara. Relativamente á utilização de fármacos também não há evidências mínimas de eficácia.

·       Conclusão

Existem muitos fatores associados à perda de peso não intencional. A avaliação da perda de peso não intencional deve começar com uma análise histórica abrangente, incluindo perguntas sobre fatores associados e um exame físico. As intervenções nutricionais e farmacológicas provaram até agora ser de valor limitado, e por esse motivo deve tentar-se identificar fatores que podem estar a contribuir para a perda de peso.

Leia o artigo completo aqui:

 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3050948/#b1-1830443

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O nível de colesterol sobe no sangue se o organismo produzir muito colesterol e/ou se tivermos uma dieta rica em gorduras saturadas.

Ter níveis elevados de colesterol total, triglicerídeos e colesterol LDL aumentam o risco doenças cardiovasculares porque estas gorduras depositam-se nas paredes dos vasos sanguíneos e produzem um estreitamento dos mesmos. O resultado pode ser, por exemplo, a diminuição (ou interrupção) da passagem de sangue para o músculo cardíaco ou para o cérebro.

A dieta tem uma função importante no controle do nível do colesterol, e caso o médico de família assim entenda, deve ser acompanhada por medicação para diminuir sobretudo o colesterol LDL (“mau” colesterol).

Sugestões sobre os hábitos alimentares:

- Evitar alimentos com gordura trans. Este tipo de gordura é prejudicial à saúde porque o nosso organismo tem dificuldade em metabolizá-lo.  A gordura trans é utilizada em comida industrialmente processada porque impede que alguns alimentos (bolachas, margarinas, etc.) liquidifiquem quando a temperatura ambiente sobe. Os alimentos que têm gordura trans ficam com uma consistência mais agradável, mas a saúde não agradece.

- Evitar alimentos com conteúdo alto de gorduras saturadas, ou seja, gordura de origem animal.

- Limitar o consumo de bebidas alcoólicas, porque este tipo de bebidas é muito calórica, e sempre que o excesso de calorias não é consumida (metabolizada) pelo organismo, transforma-se em gordura armazenada.

- Moderar a quantidade de porções de comida, e comer cinco vezes por dia.

- Consultar um dietista/nutricionista, para saber como mudar os ingredientes das receitas favoritas de modo a manter um sabor semelhante mas com menos gorduras.

- Comer pelo menos 5 peças de fruta ou vegetais por dia. A fibra impede a absorção de gordura através da parede do intestino delgado.

- Preparar refeições com baixo teor de gordura saturada. Utilizar gorduras polinsaturadas (azeite).

- Comer peixe pelo menos duas vezes por semana. Além de este alimento não possuir gordura saturada, o consumo de certo tipo de peixe (peixe “azul”) está relacionado com a diminuição de doenças cardiovasculares devido à presença de gordura ómega 3.

- Comer derivados lácteos com baixo teor de gordura. O consumo excessivo deste tipo de alimentos está relacionado com doenças vasculares.

- Aprender a identificar nas etiquetas da comida quais são os mais “cardiosaudáveis”. Evitar consumir comida muito processada.

 

 

4 Notas finais:

1)    A gordura no sangue, além de estreitar o espaço nos vasos sanguíneos por onde passa o sangue, também altera as características bioquímicas das proteínas elastina e colagénio que compõem as paredes dos vasos sanguíneos. O resultado é a diminuição do fluxo sanguíneo, a subida da pressão arterial, e a diminuição da permeabilidade das paredes dos vasos sanguíneos à passagem de nutrientes e oxigénio para as células do nosso corpo. Quando refiro células estou a incluir não só as importantes células do coração como também os neurónios.

2)    Sem a presença no corpo de colesterol não é possível a vida humana, porque esta gordura entra na composição das membranas celulares, bílis, hormonas sexuais, etc. O problema surge com o excesso desta forma de gordura.

3)    O consumo de estatinas receitadas pelo médico deve ser balanceado com uma dieta que reduza a absorção de gordura saturada por dois motivos: por vezes a dieta tem por si só um resultado eficaz, e existem estudos que concluem que este medicamento não só diminui a quantidade de colesterol no sangue, como também pode afetar a prazo a cognição.

4)    Um dos alimentos que ajuda a reduzir o colesterol no sangue é o Aipo, porque este vegetal tem pthalides, as pthalides estimulam a produção de ácidos biliares por parte do fígado, e os ácidos biliares também são compostos por colesterol. Uma forma de preparar o aipo é utilizá-lo na sopa. 

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1.  Nunca pergunte “por que é que ...”?

É fácil cair na armadilha de fazer perguntas como: "por que é que fizeste isso?" Ou "se gostaste da sopa ontem, por que é que não gostas hoje?”. Se a pessoa doente já não tiver a capacidade de raciocinar e avaliar o sentido das perguntas, vai entrar em ansiedade e consequentemente em sofrimento.


2. Ter atenção ao tom quando for obrigado a falar mais alto

 Mesmo que a pessoa doente tenha perdido audição, é preciso ter em atenção que a subida do tom de voz pode ser percecionada como uma ameaça, quando o(a) cuidador(a) está, por exemplo, simplesmente a perguntar: "queres café?"

Não se trata somente do incómodo provocado pelo volume alto das palavras, mas também da disfuncionalidade do local no cérebro onde se processa o sentido à informação que surge com a audição.


3. Não responda à mesma pergunta várias vezes

Se a pessoa cuidadora cair na armadilha de responder consecutivamente a perguntas como por exemplo "como é que te chamas?", "de onde és?" ou "que horas são?", pode entrar em stress, irritação e perda de paciência.

Procure mudar de tema apelando à memória de longo prazo (memória que só numa fase mais avançada é afetada), ou sobre um interesse imediato da pessoa doente (como por exemplo o lanche preferido). No caso da demência de Alzheimer, as memórias mais antigas perduram mais tempo porque estão alojadas em locais do cérebro que só começam a ser afetadas em fases mais avançadas da doença. Uma das formas de diagnosticar a demência de Alzheimer, diferenciando-a de outras formas de demência, é detetar a perda da memória de curto prazo na fase inicial da doença.

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·       “JÁ DISSESTE ISSO !”

Não percebes nada sobre esta doença, pois não?

·       “LEMBRAS-TE DE MIM ?”

Talvez não, talvez sim. Porquê uma pergunta fechada? para me fazeres sentir sem saída?

·       “DIZ AS PALAVRAS !”

Eu não sou uma criança a fazer birra. Às vezes NÃO CONSIGO dizer as palavras. Se sabes o que estou a tentar querer dizer, por que é que não me ajudas?

·       “NÃO, NÃO, EU NÃO SOU A MARIA !”

Tens certeza que não és a Maria? Joana, talvez? Emília? Posso tentar adivinhar?

·       “ISSO NÃO ACONTECEU…”

Bem, então conta tu o que se passou. Agora não posso falar só porque não relato corretamente os factos?

·       “BEM, NA VERDADE, FULANO E FULANA JÁ FALECERAM.”

Bem, obrigada por criares esse sentimento de luto e de perda em mim. Fantástico!

·       “EU SEI QUE PROVAVELMENTE NÃO TE LEMBRAS, MAS …”

Mais uma vez obrigado. Fico feliz por termos passado por aquele acontecimento que não tens a certeza se me lembro ou não. Assumires que não sei do que estás a falar é muito mais fácil.

·       “O QUE É QUE FIZESTE RECENTEMENTE?”

Estive a praticar paraquedismo no Egito e a aprender a fazer malabarismos com maracas enquanto monto a cavalo. A sério? Eu não me lembro do que fiz ultimamente além de estar sentado nesta cadeira a ver telenovelas durante o dia. Não consegues pensar em algo mais interessante para manter esta conversa?

Autora: Elizabeth Nelson

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O Alzheimer é a terceira causa de incapacidade no mundo e além de sintomas cognitivos também provoca alterações fisiológicas, fragilidade física e agravamento de doenças latentes. 

Esta doença caracteriza-se pela atrofia do cérebro em resultado da progressiva morte de neurónios. As consequências verificam-se não só na saúde mental como também na saúde física, em particular na saúde dos pés. Um estudo realizado pela Universidade de Corunha verificou que 89,04% das pessoas com Alzheimer sofrem de problemas nos pés e quase 70% usam sapatos inadequados. 

Os pés suportam um quarto dos ossos do corpo humano e negligenciá-los (especialmente numa idade mais avançada) pode afetar a autonomia física e o estado geral de saúde.  As pessoas - mais idosas em especial - devem ter hábitos de cuidados que estimulem a posição vertical correta, a autonomia e a mobilidade. O pé saudável ajuda a evitar a degeneração a nível cerebral, pelo que é essencial que as pessoas com problemas neurodegenerativos sejam acompanhadas regularmente por um podologista. O objetivo é analisar ao nível do pé o sistema articular, os grupos musculares, a postura e a mobilidade.

Tendo em conta que caminhar diariamente 30 minutos melhora a cognição ou atrasa o seu declínio, é de importância relevante o bom estado dos pés.

O bom estado dos pés estimula não só a saúde a nível físico e cognitivo como também a nível social. A interação social e o realizar de tarefas participativas gera a neurogénese - ou seja, a criação de novos neurónios – e evita a deterioração progressiva e a aparição da temida atrofia cerebral. Este quadro clínico combate-se com exercício aeróbico como por exemplo fazer caminhadas, e para caminhar há que ter os pés saudáveis e com um bom calçado.

As quedas são outra síndrome a ter em conta. Com a idade o corpo envelhece e podem surgir mudanças nas pernas e nos pés. É fundamental evitar a deterioração da força muscular a nível dos pés e das pernas.


 Fonte:

https://www.infosalus.com/mayores/noticia-particularidades-pies-personas-alzheimer-20191230081237.html?fbclid=IwAR3UIbcljP7bQ6k3E49DIU-wt1EeHG6_RwATGqQLPrxwl9UXmAPsdomlcIk


Artigo SÍNDROME DO PÉ DIABÉTICO: CUIDADOS BÁSICOS aqui: https://www.cuidador.pt/blogue/289-sindrome-do-pe-diabetico-cuidados-basicos

Artigo SÍNDROME DO PÉ DIABÉTICO: SINAIS DE NECESSIDADE DE AJUDA MÉDICA aqui: https://www.cuidador.pt/blogue/292-sindrome-do-pe-diabetico-sinais-de-necessidade-de-ajuda-medica

 

 

 

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