· “JÁ DISSESTE ISSO !”
Não percebes nada sobre esta doença, pois não?
· “LEMBRAS-TE DE MIM ?”
Talvez não, talvez sim. Porquê uma pergunta fechada? para me fazeres sentir sem saída?
· “DIZ AS PALAVRAS !”
Eu não sou uma criança a fazer birra. Às vezes NÃO CONSIGO dizer as palavras. Se sabes o que estou a tentar querer dizer, por que é que não me ajudas?
· “NÃO, NÃO, EU NÃO SOU A MARIA !”
Tens certeza que não és a Maria? Joana, talvez? Emília? Posso tentar adivinhar?
· “ISSO NÃO ACONTECEU…”
Bem, então conta tu o que se passou. Agora não posso falar só porque não relato corretamente os factos?
· “BEM, NA VERDADE, FULANO E FULANA JÁ FALECERAM.”
Bem, obrigada por criares esse sentimento de luto e de perda em mim. Fantástico!
· “EU SEI QUE PROVAVELMENTE NÃO TE LEMBRAS, MAS …”
Mais uma vez obrigado. Fico feliz por termos passado por aquele acontecimento que não tens a certeza se me lembro ou não. Assumires que não sei do que estás a falar é muito mais fácil.
· “O QUE É QUE FIZESTE RECENTEMENTE?”
Estive a praticar paraquedismo no Egito e a aprender a fazer malabarismos com maracas enquanto monto a cavalo. A sério? Eu não me lembro do que fiz ultimamente além de estar sentado nesta cadeira a ver telenovelas durante o dia. Não consegues pensar em algo mais interessante para manter esta conversa?
Autora: Elizabeth Nelson