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Muitas vezes o cuidador subestima as capacidades que a pessoa cuidada ainda possui, o que promove a dependência e a perda de autonomia.

Na ajuda nas tarefas diárias deve-se ter a noção exacta sobre onde termina a capacidade e começa necessidade de ajuda.

A ajuda desnecessária aumenta a dependência e diminui a auto-estima do familiar que está a ser apoiado.

É muito importante não se subestimar a capacidade que ainda se possui e ter a consciência do momento exacto da necessidade de ajuda.

- A minha mãe consegue alimentar-se sem ajuda?

- O meu pai precisa realmente de apoio para fazer a barba?

Ao executar as tarefas que o familiar ainda consegue fazer, ele interioriza a ideia de que é menos capaz e com isso desvincula-se. O resultado é o aumento da velocidade de perda de capacidade funcional

Perante uma actividade complexa, antes de tomar a iniciativa de ajudar o familiar, o cuidador deve dividir a actividade em partes mais pequenas. Desta maneira aumenta-se a possibilidade de ser realizada e estimula-se a capacidade de autonomia.

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Stevia é um adoçante 100% natural, não calórico e por essa razão é uma boa opção para pessoas com diabetes.

A utilização na União Europeia de adoçantes à base de Stévia foi aprovada no final de 2011.

O Comité de Especialistas da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO/OMS) em aditivos alimentares reconheceram a Stévia como segura.

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (Food and Grug Administration, FDA) assim como mais de 200 estudos atestaram a sua segurança como alimento.

Ela não altera o nível de glicose do sangue e por essa razão é uma boa opção para pessoas com diabetes.

A Stevia também é útil na prevenção de cáries e no tratamento da obesidade. 

Está cientificamente comprovado que a dieta com um nível alto de calorias (hipercalórica) cria condições para o envelhecimento patológico e diminuição dos anos de vida.

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É importante pensar de forma positiva e ter uma boa atitude na atividade de cuidar, mas muitos cuidadores estão convencidos que por muito difícil que esteja a situação, têm tudo controlado e a consequência é o stress crónico, fadiga extrema, perda de saúde física e emocional. Uma das razões do burnout ou síndrome do cuidador é a recusa ou negação sobre a necessidade de ajuda. Mas como é que o cuidador sabe que está a entrar em negação? Qual é a diferença entre negar ajuda e ter uma atitude positiva?

Aqui estão 5 indícios que o cuidador está a precisar de ajuda e que se encontra em negação:

·       Sente-se irritado;

·       Perda de saúde. O stresse crónico aumenta os níveis da hormona cortisol no sangue que pode resultar em doenças cardiovasculares provocadas pela diabetes e colesterol. O stresse prolongado no tempo também pode ser causa de depressão. A hormona do stresse cortisol também diminui as defesas do sistema imunológico, o que torna a pessoa mais suscetível a doenças agudas.

·       As pessoas dizerem: "… estás a precisar de alguma ajuda";

·       O cuidador pensar: "Eu não tenho ninguém que me ajude”; 

·       A vida social ficar reduzida ao familiar que necessita de ajuda. Não existir mais ninguém na vida social do cuidador.

 


 

 


 

 Fontes:

 http://dailycaring.com/caregiver-stress-are-you-in-denial/

Infografia da Cruz Roja de España

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É frequente os cuidadores de pessoas com demência em geral e Alzheimer em particular ouvirem a frase "eu quero ir para casa" e essa situação provoca especial frustração quando elas já estão em casa.

 

 

A frase "quero ir para casa" não deve ser interpretada à letra, mas sim como um pedido de conforto, e por esse motivo a pessoa que cuida deve relativizar a situação. A resposta deve ser dada com calma, deve-se mudar de assunto e reduzir a ansiedade do familiar doente. A terrível doença que é a demência, além de afetar as diferentes formas de memória, também faz com que o cérebro interprete de maneira diferente as informações percecionadas através dos sentidos. Por esse motivo o cuidador deve tentar descodificar as emoções que levam ao pedido “quero ir para casa” e transmitir conforto e tranquilidade. As sugestões que vão de seguida ser indicadas não devem impedir que o cuidador seja criativo na procura de estratégias, e mesmo que elas não funcionem de início, ele não deve desanimar porque a prática é muito importante na descoberta de soluções.

4 maneiras de lidar com o pedido "quero ir para casa":

1)    Transmita tranquilidade

É importante transmitir calma e conforto. Se o cuidador permanecer calmo, o familiar também se vai acalmar porque vai ser influenciado pela linguagem corporal e pelo tom de voz. Às vezes, a expressão " quero ir para casa" é uma forma de comunicar tensão, ansiedade, medo e necessidade de conforto. Se o familiar gosta de ser abraçado, esse é um bom momento para um grande abraço. Outras pessoas podem gostar de ser acariciados no braço, ombro ou simplesmente sentar-se ao lado. Outras formas de transmitir tranquilidade podem ser, por exemplo, dar um determinado cobertor confortável ou uma boneca de terapia.

2)     Evite contrariar

O cuidador não deve explicar ao familiar doente que já está em casa ou que vive consigo nesse momento. Dar explicações racionais e lógicas a uma pessoa com demência só a tornará mais insistente, agitada e angustiada porque ela não é capaz de compreender de forma normal a informação que está a ser transmitida.

3)     Mude de assunto e distraia

Saber mudar de assunto e distrair é uma técnica que pode ter tanto de difícil como de eficaz. Trata-se de uma habilidade que vai melhorando com a prática e por isso o cuidador não deve desanimar se as primeiras tentativas não correrem bem.

Primeiro, concorde e diga alguma coisa como "está bem, vamos daqui a pouco", ou " boa ideia. Vamos assim que acabar de lavar estes pratos." Desta maneira faz-se o dois em um: não se contraria e acalma-se o familiar. Depois de concordar, o cuidador deve mudar com tato a atenção do seu familiar para atividades agradáveis ​​e distrativas que levem os pensamentos para longe do querer "ir para casa". O cuidador pode, por exemplo, abraçar o familiar enquanto diz "está bem, vamos já" e levá-lo para uma grande janela com uma vista bonita, envolvê-lo numa atividade a seu gosto, preparar um lanche ou uma bebida preferida, etc...

4)    Apele á memória emocional

Outra estratégia é colocar com habilidade perguntas amigáveis abertas que apelem ao sentimento e às memórias emocionais.  O que é memorizado com emoção perdura mesmo com o evoluir da doença, e quem cuida deve tirar partido dessa situação sempre que seja necessário distrair a pessoa doente. Uma boa estratégia de distração (e que também estimula a cognição) é a partilha de memórias positivas através de uma visita a um álbum de fotografias. As perguntas feitas sobre as fotografias não devem ser fechadas para não se exigirem informações que a memória já não tem capacidade de dar porque o resultado seria mais stresse e mais agitação.

E se nenhuma destas estratégias funcionar?

Pode acontecer que apesar das tentativas de o cuidador acalmar ou mudar de assunto o familiar doente não abandone a ideia de “querer ir para casa”. Nessa situação o cuidador pode levá-lo a passear e passar durante o passeio por uma confeitaria. É preciso, no entanto ter em conta que a mudança para ambientes muito movimentados ou com muito barulho também podem provocar ansiedade e agitação numa pessoa com demência. Na eventualidade de não ser possível sair de casa com a pessoa doente, o cuidador pode simular que se está a preparar para sair e dessa maneira acalmar o familiar e ganhar uma oportunidade para redirecionar a sua atenção e pensamento.

 

Baseado na fonte: http://dailycaring.com/3-ways-to-respond-when-someone-with-alzheimers-says-i-want-to-go-home/

 

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A maior parte das quedas de pessoas com a idade dos nossos pais e avós acontecem dentro de casa. O ambiente deve ser percepcionado pelos pais e avós como uma fonte de recursos para poderem ter autonomia e não como uma limitação ou ameaça à sua independência.

Exemplos de pequenas alterações no domicílio que estimulam a mobilidade, a autonomia, a segurança e o conforto.

·       Mantenha os locais de passagem bem iluminados e desobstruídos;

·       Instale sensores automáticos de iluminação nocturna perto da cama e no caminho da casa de banho;

·       Instale na casa de banho barras de apoio e acessórios de segurança;

·       Tire os tapetes que signifiquem perigo de queda em locais de passagem e na casa de banho;

·       Instale na casa de banho tapetes antiderrapantes de baixo perfil (altura baixa) para absorver a água depois do banho.

·       Coloque materiais antiderrapantes na superfície da banheira ou do polibam;

·       Assegure que o chuveiro está ao alcance de forma segura da mão;

·       Verifique a possibilidade de o sénior se sentar com segurança enquanto toma banho;

·       Organize o quarto de modo a que o sénior possa tirar e colocar facilmente os objectos pessoais nas gavetas e armários;

·       Coloque a roupa mais requisitada em locais de fácil acesso.

·       Coloque os objectos mais utilizados em prateleiras baixas e em gavetas de fácil acesso.

·       Arrume as roupas e os objectos pouco usados numa área de armazenamento para libertar espaço útil.

·       Coloque os utensílios da cozinha mais utilizados nas prateleiras baixas e os menos usados nas prateleiras mais altas.

·       Se o domicílio tiver escadas marque os degraus para os diferenciar, principalmente o primeiro e o último. 

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