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 A institucionalização provoca sentimentos diferentes na pessoa idosa e nos seus familiares. Se a pessoa idosa sente com sofrimento ao ser institucionalizada a separação, abandono, perda de liberdade, e apercebe-se com maior intensidade a aproximação da morte, os familiares julgam que a institucionalização irá proporcionar à pessoa idosa mais oportunidades de convívio e um melhor tratamento a nível de cuidados de saúde.

A institucionalização obriga a pessoa a abandonar o seu espaço e a sentir a obrigação de reaprender a integrar-se num espaço que lhe é estranho e que, muitas vezes, assume o controlo de vários aspetos da sua vida. (Paul, 2006). Esta referência de Paul mantém-se atual em 2022, porque os recursos humanos das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas mantém-se inalterável.

As políticas sociais e de saúde para o envelhecimento ativo não podem perder a noção que a qualidade de vida das pessoas idosas tem mais possibilidades de prevalecer sempre que se mantém no domicílio e no seio de relações significativas. Esta afirmação é verdadeira e demonstrada em todos os estudos publicados em vários países, sendo por isso necessário criar estruturas públicas e privadas que apoiem as pessoas de idade avançada no seu domicílio, a não ser que problemas de saúde exijam internamento hospitalar, que deverá ser sempre de curta duração. (Helena Saldanha). 

A institucionalização pode ter como causas a constante diminuição do agregado familiar nuclear (pai, mãe e um filho), a dependência física ou cognitiva, sentimento crónico de solidão, habitação em local isolado, condições precárias de habitabilidade razões económicas, inexistência de uma rede social de apoio, e características pouco inclusivas das grandes áreas urbanas que dificultam a coabitação dos mais Velhos. 

 

 

 

 

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Dois locais do nosso planeta com população mais longeva são o arquipélago japonês de Okinawa e a ilha italiana de Sardenha.

Nestes duas zonas encontram-se as percentagens mais elevadas de cidadãos com mais de 100 anos e – muito importante – saudáveis.

 

O que é que estes dois locais geograficamente distantes e culturalmente diferentes têm em comum?

   ·       Têm a maior percentagem do mundo de centenários comprovados por registo de data de nascimento;

   ·       São ilhas;

   ·       Os seus habitantes idosos não só têm a maior esperança de vida no mundo como também a maior expectativa de saúde relativamente à idade;

   ·       Os centenários são activos: na ilha de Sardenha mantém uma actividade ligada à agricultura e em Okinawa é corrente a prática generalizada de Jardinagem;

   ·        São zonas geográficas com bom clima e exposição à luz solar;

   ·       A dieta é hipocalórica (baixa em calorias) e com pouca de carne. Em Sardenha a razão relaciona-se com a necessidade histórica de a população vender a carne para sobreviver e os habitantes de Okinawa têm um ditado que diz "deve-se comer até que se esteja 80% cheio";

   ·       As dietas são baixas em sal, ricas em frutas e vegetais e contêm muita fibra e antioxidantes que protegem de doenças cardiovasculares e do cancro;

   ·       Existe baixa densidade populacional;

   ·       Verifica-se a ausência de stresse na vida das populações;

   ·       Constata-se uma forte rede social o que se traduz na inclusão dos mais Velhos na sociedade;

Terminamos com duas citações, uma do século XVI e outra recente:

   ·       “Ser optimista e ter tranquilidade nas horas de comer e dormir, é um dos preceitos para prolongar a vida” (Francis Bacon, Século XVI)

·       “A adesão a estilos de vida saudáveis pode desempenhar um papel mais importante que a própria genética do envelhecimento.” (ADA, 2005)

 

 

 

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A carência de vitamina D é muito mais comum do que se julga e este micronutriente é importante para a saúde em geral.

O “The American Journal of Clinical Nutrition” já chamou à deficiência dessa vitamina de “pandemia”.

Ela e é produzida pelo nosso corpo a partir da luz solar e apenas uma pequena quantidade pode vir de alguns alimentos como certos peixes, gema de ovo, cereais integrais e grãos.

A falta de vitamina D pode ter como causas:

- As alterações que acontecem naturalmente na pele com o envelhecimento;

- A fraca exposição à luz solar: os indivíduos que vivem em zonas de latitudes a norte do planeta (devido à inclinação dos raios solares), que usam roupas que cobrem grande parte do corpo ou que passam grande parte do tempo em ambientes fechados;

- A côr da pele: as pessoas com pele escura têm maiores níveis de melanina, pigmento que reduz a capacidade da pele em produzir vitamina D quando está exposta à luz solar;

- A dieta estritamente vegetariana: como já referimos, a principal fonte de vitamina D é o sol e os alimentos que são fonte deste micronutriente são principalmente de origem animal (certos peixes e óleos de peixe, gema de ovo, produtos lácteos como queijo ou iogurte natural, fígado bovino, etc.).

A deficiência de vitamina D está relacionada com as seguintes doenças:

- Osteoporose: quantidades adequadas de cálcio e vitamina D são importantes para a manutenção da densidade óssea.

- Saúde cardiovascular: a deficiência de vitamina D está associada a um risco maior de pressão arterial elevada.

- Colesterol elevado: a produção de vitamina D ajuda a regular os níveis de colesterol no sangue.

- Alguns estudos indicam uma relação entre a carência de vitamina D e infecções respiratórias e constipações.

- Depressão: a deficiência de vitamina D pode estar relacionada com a depressão.

- Diabetes tipo 2: alguns estudos têm estabelecido uma relação entre níveis baixos de vitamina D e a diabetes tipo 2. A vitamina D contribui para a tolerância à glicose.

- Saúde bucal: os seniores com baixos níveis de vitamina D têm uma maior taxa de perda de dentes do que aqueles com níveis normais da vitamina.

- Artrite reumatóide: alguns estudos indicam que as pessoas com níveis mais elevados de vitamina D parecem ser menos propensas a ter artrite reumatóide. Entre as pessoas que têm artrite reumatóide aquelas com baixos níveis de vitamina D tendem a ter os sintomas da doença mais activos.

- Cancro: a deficiência de vitamina D pode estar associada ao cancro. Um estudo concluiu que cerca de 75 % das pessoas com cancro têm baixos níveis de vitamina D e quando mais avançado estiver o estado dessa doença, mais baixo é o nível da vitamina.

Um simples exame ao sangue pode verificar se temos deficiência desta vitamina, e o seu nível necessário para a saúde também depende da idade.

Como vivemos num tempo de publicidade agressiva à toma de suplementos vitamínicos, citamos a Professora Doutora Helena Saldanha (Professora Universitária na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra) quando diz “não existem estudos com evidência clínica que comprovem que suplementos de cálcio e vitamina D quando administrados a indivíduos saudáveis reduzam a possibilidade de desenvolverem no futuro osteoporose. A toma de suplementos de cálcio e vitamina D não deve ser encorajada numa população saudável por intermédio de terapêutica farmacológica.”

 

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A perda de memória e o empobrecimento de raciocínio quando perturbam as actividades de vida diária, podem ser sinal de Alzheimer ou de outro tipo de demência.

O cérebro está dividido em zonas e cada uma delas tem uma função cognitiva. À medida que as várias formas de demência vão evoluindo, os sintomas e sinais vão-se assemelhando porque as zonas do cérebro afectadas passam a ser comuns.

Se notar algum destes sinais ou sintomas num familiar, consulte um médico.

Perda de memória com consequência nas actividades de vida diária.

Um sinal comum de demência em geral e de Alzheimer em particular é a perda de memória, especialmente a memória de curto prazo na fase inicial da doença.

Outros sinais incluem o esquecimento de datas ou eventos importantes (memória de trabalho ou de longo prazo); Repetir constantemente a mesma informação (memória de curto prazo); Precisar cada vez mais de sistemas de apoio à memória (por exemplo, lembretes ou dispositivos de aviso electrónico) ou ajuda de membros da família para realizar as actividades normais da vida quotidiana.

Exemplo de uma alteração típica de memória relacionada com o envelhecimento normal: Esquecimento momentâneo de um nome ou compromisso lembrado no entanto mais tarde.

Capacidade de planificação e resolução de problemas

Esta situação diz respeito à diminuição da capacidade de desenvolver um plano, dificuldade em trabalhar com números, alteração da capacidade de concentração, necessidade de ajuda para gerir o orçamento mensal e aumento anormal do tempo de demora em fazer actividades familiares.

Exemplo de uma alteração normal que pode acontecer com o envelhecimento: Cometer erros ocasionais ao controlar um talão de cheques.

Dificuldade em realizar tarefas em casa, no trabalho ou de lazer

Á medida que a demência em geral e a doença de Alzheimer em particular vai evoluindo, o paciente vai tendo mais dificuldade em executar as tarefas quotidianas de vida diária.

Podem surgir situações como a dificuldade em dirigir o carro para um local familiar, gerir um orçamento no trabalho ou lembrar as regras de um jogo conhecido.

Exemplo de uma alteração normal que pode acontecer com o envelhecimento: Precisar ocasionalmente de ajuda para programar um microondas ou gravar um programa de televisão.

Confusão com o tempo ou o lugar

As pessoas com demência em geral e com Alzheimer em particular podem perder a noção de datas, estações do ano e esquecer onde estão ou como chegaram lá (confusão temporal e espacial).

Exemplo de uma alteração normal que pode acontecer com o envelhecimento: Ficar momentaneamente confuso sobre o dia da semana mas lembrar mais tarde.

Problemas na compreensão de imagens visuais e distâncias espaciais

Esta incapacidade refere-se a problemas de visão que se verificam por exemplo na dificuldade em ler, avaliar e medir a distância e determinar a côr ou o contraste, o que pode causar situações de perigo durante a condução automóvel.

Exemplo de uma alteração normal que pode acontecer com o envelhecimento: Alterações da visão relacionadas com a existência de cataratas. No caso de demência a alteração patológica verifica-se no cérebro.

Dificuldade em falar ou escrever

As pessoas com demência em geral e em particular com Alzheimer têm dificuldade em acompanhar ou participar num diálogo. Elas podem parar no meio de uma conversa, repetir-se e não ter ideia como continuar o diálogo. Têm problemas em encontrar as palavras certas do vocabulário ou podem trocar os nomes das coisas.

Exemplo de uma alteração normal que pode acontecer com o envelhecimento: Acontecer por vezes a dificuldade em encontrar a palavra certa.

Esquecimento da localização de objectos

Uma pessoa com doença de Alzheimer pode colocar objectos em lugares incomuns e não se lembrar onde os deixou.Devido à perda de memória o paciente pode acusar outras pessoas de roubo.

Exemplo de uma alteração normal que pode acontecer com o envelhecimento: esquecimento de vez em quando do lugar onde se guardou um objecto, situação resolvida posteriormente.

Diminuição ou fraca capacidade de julgamento

As pessoas com demência em geral e Alzheimer em particular podem passar pela situação de diminuição da capacidade de julgamento e tomada de decisão.

Esta característica pode resultar por exemplo no gasto excessivo em compras de telemarketing, diminuição da atenção à higiene pessoal ou da casa.

Exemplo de uma alteração normal que pode acontecer com o envelhecimento: Tomar uma má decisão de vez em quando.

Retirada do trabalho ou das actividades sociais

Uma pessoa com demência em geral e Alzheimer em particular começa a sair por iniciativa própria de actividades sociais, passatempos, projectos de trabalho ou actividades desportivas.

Numa fase inicial da doença, a pessoa apercebe-se que alguma coisa não está bem.

Exemplo de uma alteração normal que pode acontecer com o envelhecimento: sentir-se por vezes cansado do trabalho e das obrigações sociais.

Mudanças de humor e da personalidade

O humor e a personalidade podem mudar. O paciente pode ficar confuso, desconfiado, deprimido, temeroso ou ansioso. Ele pode zangar-se facilmente em casa, no trabalho, com amigos ou em locais fora de sua zona de conforto.

Exemplo de uma alteração normal que pode acontecer com o envelhecimento: Desenvolver formas específicas de fazer as coisas e ficar irritado quando a rotina é interrompida.

Baseado na fonte: http://www.alz.org/alzheimers_disease_10_signs_of_alzheimers.asp#signs

 

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Um sintoma de ansiedade em pacientes com demência é a agitação e inquietude nas mãos e os sinais incluem puxar as roupas da cama, esfregar ou apertar as mãos, torcer os dedos, etc.

Manter nesses momentos as mãos ocupadas com actividades manuais é uma forma de terapia sensorial.

Independentemente do tipo de actividade ou dos objectos utilizados, o importante é ter as mãos ocupadas em actividades que sejam seguras e relaxantes e ninguém melhor que o familiar cuidador conhece os gostos do paciente.

A segurança diz respeito à necessidade de estar atento a situações potencialmente perigosas. Alguns seniores, por exemplo, tendem a colocar objectos na boca e nesse caso é preciso estar atento a pequenos objectos que possam provocar asfixia.

Outros idosos têm tendência a amarrar cordas em torno dos dedos (ou pescoços!) e restringir a circulação sanguínea. Nesse caso o cuidador deve evitar que o paciente tenha acesso a objectos como fitas ou cordas.

A execução de tarefas domésticas é uma forma de o doente manter as mãos ocupadas. Como exemplo, sugerimos dobrar a roupa, reunir uma pilha de papéis sem importância e pedir para o ajudar a organizá-los, colocar uma gaveta desarrumada em cima da mesa e sugerir ao paciente para arrumar o seu conteúdo, arranjar um baralho de cartas e deixá-lo fazer o que quiser com as cartas, etc.

O cuidador deve utilizar objectos que sejam familiares ao paciente e que o estimulem sensorialmente através de cores, texturas e odores.  

Alguns seniores com demência sentem-se confortáveis quando têm por perto objectos familiares como uma bolsa ou carteira. Nesse caso coloque dentro da bolsa ou carteira antiga algum dinheiro falso ou cartões de crédito sem validade para que o familiar doente possa mexer e vasculhar sempre que quiser.

Fonte: dailycaring

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