
A institucionalização provoca sentimentos diferentes na pessoa idosa e nos seus familiares. Se a pessoa idosa sente com sofrimento ao ser institucionalizada a separação, abandono, perda de liberdade, e apercebe-se com maior intensidade a aproximação da morte, os familiares julgam que a institucionalização irá proporcionar à pessoa idosa mais oportunidades de convívio e um melhor tratamento a nível de cuidados de saúde.
A institucionalização obriga a pessoa a abandonar o seu espaço e a sentir a obrigação de reaprender a integrar-se num espaço que lhe é estranho e que, muitas vezes, assume o controlo de vários aspetos da sua vida. (Paul, 2006). Esta referência de Paul mantém-se atual em 2022, porque os recursos humanos das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas mantém-se inalterável.
As políticas sociais e de saúde para o envelhecimento ativo não podem perder a noção que a qualidade de vida das pessoas idosas tem mais possibilidades de prevalecer sempre que se mantém no domicílio e no seio de relações significativas. Esta afirmação é verdadeira e demonstrada em todos os estudos publicados em vários países, sendo por isso necessário criar estruturas públicas e privadas que apoiem as pessoas de idade avançada no seu domicílio, a não ser que problemas de saúde exijam internamento hospitalar, que deverá ser sempre de curta duração. (Helena Saldanha).
A institucionalização pode ter como causas a constante diminuição do agregado familiar nuclear (pai, mãe e um filho), a dependência física ou cognitiva, sentimento crónico de solidão, habitação em local isolado, condições precárias de habitabilidade razões económicas, inexistência de uma rede social de apoio, e características pouco inclusivas das grandes áreas urbanas que dificultam a coabitação dos mais Velhos.