A carência de vitamina D é muito mais comum do que se julga e este micronutriente é importante para a saúde em geral.
O “The American Journal of Clinical Nutrition” já chamou à deficiência dessa vitamina de “pandemia”.
Ela e é produzida pelo nosso corpo a partir da luz solar e apenas uma pequena quantidade pode vir de alguns alimentos como certos peixes, gema de ovo, cereais integrais e grãos.
A falta de vitamina D pode ter como causas:
- As alterações que acontecem naturalmente na pele com o envelhecimento;
- A fraca exposição à luz solar: os indivíduos que vivem em zonas de latitudes a norte do planeta (devido à inclinação dos raios solares), que usam roupas que cobrem grande parte do corpo ou que passam grande parte do tempo em ambientes fechados;
- A côr da pele: as pessoas com pele escura têm maiores níveis de melanina, pigmento que reduz a capacidade da pele em produzir vitamina D quando está exposta à luz solar;
- A dieta estritamente vegetariana: como já referimos, a principal fonte de vitamina D é o sol e os alimentos que são fonte deste micronutriente são principalmente de origem animal (certos peixes e óleos de peixe, gema de ovo, produtos lácteos como queijo ou iogurte natural, fígado bovino, etc.).

A deficiência de vitamina D está relacionada com as seguintes doenças:
- Osteoporose: quantidades adequadas de cálcio e vitamina D são importantes para a manutenção da densidade óssea.
- Saúde cardiovascular: a deficiência de vitamina D está associada a um risco maior de pressão arterial elevada.
- Colesterol elevado: a produção de vitamina D ajuda a regular os níveis de colesterol no sangue.
- Alguns estudos indicam uma relação entre a carência de vitamina D e infecções respiratórias e constipações.
- Depressão: a deficiência de vitamina D pode estar relacionada com a depressão.
- Diabetes tipo 2: alguns estudos têm estabelecido uma relação entre níveis baixos de vitamina D e a diabetes tipo 2. A vitamina D contribui para a tolerância à glicose.
- Saúde bucal: os seniores com baixos níveis de vitamina D têm uma maior taxa de perda de dentes do que aqueles com níveis normais da vitamina.
- Artrite reumatóide: alguns estudos indicam que as pessoas com níveis mais elevados de vitamina D parecem ser menos propensas a ter artrite reumatóide. Entre as pessoas que têm artrite reumatóide aquelas com baixos níveis de vitamina D tendem a ter os sintomas da doença mais activos.
- Cancro: a deficiência de vitamina D pode estar associada ao cancro. Um estudo concluiu que cerca de 75 % das pessoas com cancro têm baixos níveis de vitamina D e quando mais avançado estiver o estado dessa doença, mais baixo é o nível da vitamina.
Um simples exame ao sangue pode verificar se temos deficiência desta vitamina, e o seu nível necessário para a saúde também depende da idade.
Como vivemos num tempo de publicidade agressiva à toma de suplementos vitamínicos, citamos a Professora Doutora Helena Saldanha (Professora Universitária na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra) quando diz “não existem estudos com evidência clínica que comprovem que suplementos de cálcio e vitamina D quando administrados a indivíduos saudáveis reduzam a possibilidade de desenvolverem no futuro osteoporose. A toma de suplementos de cálcio e vitamina D não deve ser encorajada numa população saudável por intermédio de terapêutica farmacológica.”