Segundo a Alzheimer's Association, a doença de Alzheimer representa entre 50 a 80% dos casos de demência e esta patologia afecta o comportamento, a memória e o raciocínio. Esta variação de 30% deve estar relacionada com o facto de só depois do falecimento é que se pode ter toda a certeza sobre a causa da demência.
Um sinal da doença na fase inicial é a perda da memória de curto prazo que pode por exemplo restringir a capacidade de manter uma conversa. Surge a tendência de o doente se isolar o que acelera a perda cognitiva e piora a qualidade de vida.
O cuidador deve estimular o paciente a ter actividades com significado (que lhe deram prazer no passado) logo após o diagnóstico da doença.

Essas actividades devem estimular:
· A memória;
· As ligações emocionais com outras pessoas;
· A capacidade de expressão e comunicação;
· A redução da ansiedade e da irritabilidade que a doença de Alzheimer pode trazer;
· O envolvimento com a vida.
Quais são as melhores actividades para pessoas com Alzheimer?
As melhores actividades dependem do indivíduo. O importante é que elas sejam significativas (tenha sentido ou despertem prazer) e não se limitem a preencher o tempo.
Por essa razão o cuidador deve ter em conta os interesses e os gostos que o paciente teve no passado, sabendo que algumas actividades podem precisar de ser modificadas por uma questão de segurança ou para serem postas em prática.
Lembre-se que a doença de Alzheimer afecta além da memória o raciocínio e o comportamento, o que significa que as actividades que eram feitas com facilidade e prazer no passado podem tornar-se frustrantes e despertar ansiedade e irritabilidade no presente.
É necessário entender que o nível de interesse ou envolvimento do doente diminui à medida que a demência progride e que certas actividades podem funcionar melhor em diferentes momentos do dia. À medida que se aproxima a hora de dormir, o foco deve estar na criação de condições ambientais que estimulem o relaxamento.
10 actividades para um paciente com Alzheimer:
· Cantar ou tocar músicas que ele sentia prazer em fazer;
· Fazer trabalhos de artesanato, pintura ou tricô utilizando ferramentas e métodos simples;
· Organizar tarefas domésticas ou de escritório especialmente se o doente gostava de actividades organizacionais;
· Arranjar o quintal da casa, varrer o pátio, limpar a mesa, dobrar toalhas ou fazer outro tipo de tarefas domésticas que ajudem a ter um sentimento de utilidade e realização.
· Visitar um jardim botânico ou um museu caso essas visitas despertem prazer;
· Ler diariamente o jornal;
· Reler livros que fizeram parte da vida da pessoa;
· Cozinhar receitas simples com a ajuda do cuidador;
· Resolver quebra-cabeças, tendo em conta a dificuldade do exercício e a capacidade cognitiva da pessoa. Ou seja: sem provocar stresse e ansiedade.
· Rever vídeos e fotografias da família.
Seja flexível na implementação das actividades
Se o familiar demonstrar desinteresse em realizar uma actividade, o cuidador deve fazer um intervalo, tentar mais tarde colocá-la novamente em prática e perguntar como é que ela pode ser alterada de modo a torná-la mais agradável.
Concentre-se no processo da actividade e não no resultado, ou seja, não importa se não conseguirem resolver o jogo quebra-cabeças. O fundamental é que o paciente tenha gostado e se tenha sentido útil durante esse tempo.
Baseado na fonte http://www.alzheimers.net/2014-03-06/stimulating-activities-for-alzheimers-patients/