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A negação é um mecanismo psicológico que dá tempo aos cuidadores para se adaptarem a situações angustiantes. 

A negação em percecionar o declínio de saúde do familiar pode acontecer quando surgem os primeiros sintomas de doença ou incapacidade e resulta inicialmente numa sensação de conforto e posteriormente em irritação, frustração e stress.

Pedir a um cuidador para mudar a forma como vê o seu familiar pode significar uma ameaça à estabilidade da organização do seu mundo.

É mais confortável fingir que tudo está bem e nada está a mudar.

A negação tanto pode ser uma forma subconsciente de ignorar que o familiar está com a saúde em declínio como pode ser uma maneira de evitar assumir a responsabilidade de ser cuidador.

A incompreensão da situação de saúde por parte dos familiares contribui para a negação do declínio de saúde do familiar, e por essa razão é importante compreender a condição do familiar, os sintomas típicos e o tipo de cuidados que provavelmente vai precisar.

Um filho, por exemplo, pode não ter ideia de como uma determinada demência afeta uma pessoa além do estereótipo da perda de memória, o que pode levá-lo a apoiar a mãe quando ela diz que ainda é perfeitamente capaz de dirigir o seu carro em vez de criar uma estratégia.

Caso o quadro de demência esteja numa fase muito inicial, o filho poderá seguir a estratégia de argumentar adequadamente, mostrando à sua mãe por exemplo o relatório médico onde está expresso que ela deveria parar de conduzir.

Em suma, a negação é um mecanismo psicológico natural, desde que não se prolongue no tempo para não se transformar em negligência.

 

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(Infografia da Fundação Portuguesa de Cardiologia)


As cerejas são muito apreciadas, e, para além de serem muito deliciosas, têm inúmeros benefícios:


📌 São constituídas por vitaminas A, B1, B2, B5 e C;

 

 📌 Têm baixo valor calórico;

 

📌 São um ótimo alimento para sobremesa ou para petiscar durante o lanche ou na praia!

 
📌 São ricas em cálcio, fósforo, ferro, lipídeos e flavonoides, Os flavonoides são compostos antioxidantes, antivirais, antibacterianos e anti-inflamatórios que não são produzidos pelo organismo;


📌 São pequenos anti-inflamatórios bastante eficazes – Podem ajudar a aliviar as dores provocadas por artrites ou tendinites;


📌 Podem ser consumidas por diabéticos, já que têm baixo índice glicémico;


📌 Ajudam a dar uma sensação de bem estar, melhoram o humor e ajudam o organismo a relaxar. Ajudam a adormecer – devido à quantidade de melatonina que possuem, estas ajudam a regular os ciclos do sono;


📌 Impedem o desenvolvimento de células cancerígenas, devido à presença de ácido elágico;


📌 A vitamina A fortalece o sistema imunológico e ajuda na redução de doenças de coração. Como são ricas em potássio, regulam o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea.

 



Fonte:

Fundação Portuguesa de Cardiologia ❤️

www.fpcardiologia.pt

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Na passada sexta-feira, dia 17 de fevereiro, acompanhei a minha mãe a uma consulta médica dentista.

A pessoa que me fez nascer e deu vida, faz amanhã, dia 20 de fevereiro, 92 anos, está cognitivamente bem, mantém a sua autonomia (i.e, capacidade de decisão) plena, mas possui algumas alterações físicas que são resultado natural do processo de envelhecimento. Uma delas é a curvatura acentuada da parte superior da coluna, ou seja: cifose.

Regressemos à consulta.

Depois de entrar no gabinete e se sentar, a médica dentista inclinou a cadeira odontológica até a minha mãe ficar numa posição quase horizontal. A dentista estava a iniciar o processo de desvitalização de um dente quando a minha mãe se sentiu mal. A dentista (excelente profissional) e a sua assistente assustam-se, e pensam chamar um colega médico.

Enquanto isso, o meu olhar de gerontólogo centrado na pessoa como um todo deteta uma - possível - causa da má disposição. A posição da cadeira de dentista seria a indicada se a minha mãe não tivesse cifose, ou, se a cadeira tivesse características ergonómicas adequadas.

Enquanto ajudo a minha mãe a sair da posição de deitada sobre uma estrutura rígida apesar de almofadada, questiono a médica dentista sobre a possibilidade de se colocar uma almofada. A assistente foi buscar uma almofada, a minha mãe acomodou a sua coluna, e a consulta prosseguiu sem mais contratempos.

No final da consulta a médica dentista confirmou (tal foi o susto) que a minha mãe estava bem, e fez questão de afirmar que a almofada passava a fazer parte do gabinete de consulta.

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No tempo do bisavô do meu tetravô havia uma tradição que dizia que, quando um senhor ficava velho de mais para trabalhar,  os filhos levavam-no às costas pela serra acima até um casebre e deixavam-no lá abandonado para falecer longe de casa e da família, em paz, julgavam eles. Nessa altura, havia lobos na serra e alguns dos idosos eram devorados pelos animais.

Certo dia, um homem levava o seu velho pai às costas,  subindo a serra, para o largar. Quando chegou ao alto, deitou o pai e, com pena, tapou-o com uma manta que levava, despedindo-se e afastando-se, a pé. De repente, o pai chamou-o. O filho voltou para junto dele. Então, rasgando a manta ao meio,  o triste e resignado velhinho disse-lhe:

- Toma, filho, só preciso de metade.

- Mas...  pai, assim vai ter frio! Fique com a manta inteira.

- Não, filho, leva esta metade; chega-me meia. Guarda a outra parte para quando os teus filhos te vierem cá  abandonar.

O filho pegou na metade da capa e desceu a serra, angustiado. Sentou-se e pensou : " O meu pai tem razão: quando eu tiver a idade dele, os meus filhos também me abandonarão na serra e, acima de tudo,  ele é meu pai." Arrependido, voltou a subir a serra, pôs o pai às costas e levou-o de novo para casa.

A partir desse dia, nunca mais nenhum filho abandonou o seu pai na serra e foi proibida aquela absurda tradição por todas as terras do mundo.

 



Três notas:

1 - Este conto teve como fonte o link https://historiaslindasfeiasfantasticas.blogs.sapo.pt/8910.html.

2 - Não consegui descobrir a autoria do mesmo.

3 - Atualmente as "serras" deste conto são as instituições para pessoas idosas (lares ou ERPIs), com a regra de os filhos espaçarem no tempo cada vez mais as visitas. Porém, é de sublinhar que a institucionalização tem causas complexas e interligadas, e em situações limite de pobreza, abandono e desinserção social, pode ser a melhor solução. A forma de estruturação e organização da sociedade pelo Estado deve ser valorizada na análise deste tema. 

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