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A instituição em vez de se apoderar de quase todos os aspectos da vida dos “seus” idosos estimulava-os a participar na sua gestão.

 

 

A Direcção do lar tinha uma representação dos seus utentes que participava na tomada de decisões sobre as suas próprias vidas.

Os idosos colaboravam na gestão da cozinha, ementas, organização do espaço, projectos, etc.

Os mais Velhos que faziam parte da representação na Direcção recebiam os novos utentes com o objectivo de facilitar a adaptação a um novo espaço sem significado até à data.

Quando o que fazemos têm sentido, surge o envolvimento emocional e isso significa saúde. As boas e as más emoções somatizam.

A ocupação é uma excelente forma de prevenção de doenças e uma boa terapia .

Uma elevada percentagem de pessoas institucionalizadas encontra-se em depressão e a depressão crónica pode levar a uma forma de demência de nome pseudodemência.

 

 

 

 

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Enquanto os Países vizinhos cortavam nos financiamentos públicos porque o Estado não tinha dinheiro, o governo desse país criava leis que melhoravam o ambiente, a qualidade da comida processada, as condições laborais, conhecimentos de saúde e envelhecimento, etc.

Mandato após mandato, eram tomadas decisões para promover os cuidados primários de saúde e o envelhecimento saudável.

Ao melhorar a forma como se envelhecia poupava-se muito dinheiro aos contribuintes o que permitia no final a distribuição de mais riqueza.

 

Só no tratamento de uma doença crónica que depende do comportamento ao longo da vida (diabetes tipo 2), o Estado Português gasta 1.7 mil milhões de euros por ano (sem contar com custos indirectos), o que corresponde a 1% da riqueza nacional produzida por ano.

É melhor para quem envelhece e fica mais barato ao País se os políticos desviarem a atenção dos “cortes” e passarem a estar focados na prevenção do mau envelhecimento para que a prazo se criem condições que permitam melhorar a qualidade de vida da população.

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Era uma vez um País que tinha os lares ligados entre si por protocolos, o que permitia a mobilidade entre os seus residentes.

Quando alguns “idosos” do litoral queriam viajar para o interior, as direcções das instituições das duas áreas entravam em contacto no sentido de “transferirem” igual número de utentes.

Esta rede entre instituições permitia abrir os lares para o exterior (inclusão social), estimular o ambiente interno e colocar em prática um dos três pilares do conceito de “Envelhecimento Activo”: Participação (social).

Só era necessário algum apoio logístico no transporte e na comunicação da medicação das pessoas, porque as camas ocupadas e as refeições mantinham-se no mesmo número.

Quando um “idoso” entra num lar, isso não deve significar que a instituição assuma o controlo da sua vida.

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Era uma vez um País que tinha ambientes Intergeracionais em vez de universidades séniores.

Eram espaços de aprendizagem informal abertos à participação de todas as gerações porque o relacionamento intergeracional promove o conhecimento mútuo e portanto o respeito entre as pessoas de diferentes idades (inclusão social).

Nas Universidades Intergeracionais acontecia a mistura de tempos o que resultava na comunhão de aprendizagens.

O idadismo (atitude preconceituosa e discriminatória com base na idade) acontece com maior probabilidade à medida que as famílias são cada vez mais nucleares e o contacto entre idades diferentes diminui.

 

 

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- A minha mãe consegue alimentar-se sem ajuda?

 

- O meu pai precisa realmente de apoio para fazer a barba? 

 


 

A pessoa que cuida pode, na sua boa fé, cair no erro de subestimar as capacidades que a pessoa que está a ser cuidada ainda possui, e consequentemente promover a dependência através do excesso de ajuda.

 

O apoio em atividades que podem ser realizadas além de serem desnecessários também diminuem a capacidade e a independência da pessoa que está a ser cuidada.

 

Ao se prestar apoio nas Atividades de Vida Diária (AVD), e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) deve-se ter a noção do ponto onde começa necessidade de ajuda e termina a capacidade.

 

A realização, só com a ajuda necessária, das AVD e AIVD ajuda a melhorar a autoestima e a vinculação com a vida. Quem cuida deve ter a noção que a sua ajuda só deve surgir quando a pessoa que está a ser cuidada está a atingir o limite das suas capacidades funcionais de modo a evitar  situações de stresse, frustração e ansiedade.  

 

Perante uma atividade mais difícil ou complexa, e que ultrapasse os recursos funcionais do familiar, o cuidador deve fracionar a ajuda em partes pequenas. Desta maneira aumenta-se a possibilidade de a atividade ser realizada com o mínimo de ajuda, estimula-se o sentido de independência, e diminui-se a velocidade de perda capacidades. 

 


 

 Infografia da Cruz Roja de España 

 


 

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