
- A minha mãe consegue alimentar-se sem ajuda?
- O meu pai precisa realmente de apoio para fazer a barba?
A pessoa que cuida pode, na sua boa fé, cair no erro de subestimar as capacidades que a pessoa que está a ser cuidada ainda possui, e consequentemente promover a dependência através do excesso de ajuda.
O apoio em atividades que podem ser realizadas além de serem desnecessários também diminuem a capacidade e a independência da pessoa que está a ser cuidada.
Ao se prestar apoio nas Atividades de Vida Diária (AVD), e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) deve-se ter a noção do ponto onde começa necessidade de ajuda e termina a capacidade.
A realização, só com a ajuda necessária, das AVD e AIVD ajuda a melhorar a autoestima e a vinculação com a vida. Quem cuida deve ter a noção que a sua ajuda só deve surgir quando a pessoa que está a ser cuidada está a atingir o limite das suas capacidades funcionais de modo a evitar situações de stresse, frustração e ansiedade.
Perante uma atividade mais difícil ou complexa, e que ultrapasse os recursos funcionais do familiar, o cuidador deve fracionar a ajuda em partes pequenas. Desta maneira aumenta-se a possibilidade de a atividade ser realizada com o mínimo de ajuda, estimula-se o sentido de independência, e diminui-se a velocidade de perda capacidades.
Infografia da Cruz Roja de España