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O que fazer quando um familiar deixa de conduzir com segurança?

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É uma questão de grande importância saber o que fazer quando um familiar deixa de conduzir com segurança.

Conduzir significa independência e controle da própria vida, e por essa razão qualquer pessoa pode sentir-se ofendido e atingido na sua auto-estima se lhe pedirem para parar. 

É um facto que muitos seniores são condutores seguros, mas também é uma realidade que com o envelhecimento podem surgir naturalmente alterações na visão, audição, rapidez dos movimentos, e em situações excepcionais (envelhecimento patológico) sintomas de demência. 

É importante ter alguns conhecimentos sobre alterações que podem ocorrer no corpo á medida que os anos passam, e que tornam a condução mais arriscada. Perceber essas mudanças ajuda a identificar problemas na condução.

Sinais que podem indiciar a necessidade de parar de conduzir

1.     Riscos e pequenas amolgadelas no carro

Têm acontecido pequenos acidentes ou riscos no carro, no muro ou na porta da garagem? O preço do seguro automóvel teve alguma subida ou existem multas de trânsito?

2.     Mudanças na forma de conduzir

Alterações significativas nos hábitos de condução como por exemplo não parar num cruzamento que costumava parar sempre, mudar de via sem olhar pelo retrovisor, ou deixar de colocar o cinto de segurança, são sinais de alerta.

3.     Perdas significativas de visão

Ver bem é essencial para uma condução segura. Se a pessoa tiver um problema de visão como a degeneração macular (redução de detalhes, visão embaçada ou distorção de imagem) ou o glaucoma (pressão intraocular elevada que deteriora o nervo ótico e o campo visual) isso significa perigo na condução.

4.     Conduzir tornou-se um momento stressante, confuso ou cansativo

A necessidade de esforço para compensar incapacidades e sintomas como confusão, raiva ou falta de atenção, são sinais de preocupação.

Exemplos:

·        Perder-se com mais facilidade, incluindo em zonas conhecidas.

·        Ter dificuldade em manobrar o carro.

·        Ter dificuldade em ver os sinais de trânsito ou não os respeitar.

·        Confundir os pedais do carro.

·        Não conseguir lidar com distrações.

·        Responder com lentidão a situações inesperadas.

·        Zangar-se sem motivo aparente enquanto conduz (alterações de comportamento).

5.     Dificuldade em conduzir à noite

Se o seu familiar se tornar relutante em conduzir à noite, isso é um sinal para prestar mais atenção às suas habilidades gerais de condução.

Quatro sugestões para convencer uma pessoa a parar de conduzir

Se o sénior apresentar sinais de perigo durante a condução, a família deve começar primeiro por tentar convencê-lo a parar de forma voluntária, e nesse sentido sugerem-se de seguida quatro estratégias:

1.     Faça discretamente uma lista de observações

A primeira coisa a fazer é criar uma lista de motivos que fundamentem a necessidade de o familiar parar de conduzir. Uma sugestão é fazer um passeio a um local conhecido e verificar se existem sinais de condução perigosos. Os sinais de condução insegura que forem detetados devem ser motivo de conversa com tato. O objetivo não é discutir ou forçar, mas sim explicar porque razão é que está preocupado com a sua segurança e com a dos outros.

2.      Estude e sugira opções alternativas de transporte

Independentemente de o sénior ter capacidade para conduzir ou não, ele precisa de manter relações sociais para prevenir os efeitos negativos do isolamento. Uma forma de reduzir a resistência ao abandono da condução, é criar uma lista de possibilidades alternativas de transporte. Ao ganhar consciência dessas alternativas, o familiar poderá sentir-se mais tranquilizado porque sabe que poderá continuar a sair e tratar dos seus assuntos.

3.     Aborde o assunto com sensibilidade e consciência da importância do tema.

Inicie o diálogo com sensibilidade e aborde algumas preocupações específicas com tato. Não o acuse de ser mau condutor, e concentre-se na argumentação baseada nas condições de saúde que tornam a condução insegura, sem que o familiar se sinta pressionado.

4.     Seja compreensivo e dê tempo para as mudanças serem aceites.

Convencer alguém a parar de conduzir significa pedir para fazer uma grande mudança porque essa alteração pode afetar significativamente a qualidade de vida. Dê tempo ao seu familiar para ele aceitar as mudanças.

E o que fazer se o familiar se recusar a parar de conduzir?

E se o familiar se  recusar a parar de conduzir mesmo depois de repetidas conversas com provas de que não é um condutor seguro, e com a apresentação de soluções alternativas de transporte?

As sugestões de último recurso que se seguem não devem provocar um sentimento de culpa ao cuidador, porque ele está a tentar proteger a segurança do seu familiar e a de outras pessoas. Sugestões de último recurso para impedir conduzir:

1.     Faça uma denúncia anónima á autoridade rodoviária competente, com o objetivo de seu o familiar fazer testes de aptidão de condução. Se não se sentir bem em fazer a denúncia anónima, fale confidencialmente sobre as suas preocupações com o médico do seu familiar, e peça-lhe para fazer a comunicação á autoridade rodoviária.

2.     Esconda o carro sem que isso se traduza em conflito. Caso o doente tenha problemas de memória, uma possível estratégia é esconder o carro e todos os objetos que possam fazer lembrar a condução.  Ao mesmo tempo, utilize estratégias de distração até o tema estar completamente esquecido.

É importante que se evitem discussões, e o doente não deve sentir-se deprimido por não ter permissão para conduzir. Em caso de demência, o doente pode ter comportamentos irracionais e insistir na vontade de conduzir.

Estacione o carro fora da visão, e sempre que precisar sair diga que vai de boleia ou de  transporte público.

3.     "Perder" as chaves do carro. Outra maneira é esconder as chaves do carro enquanto o familiar que precisa de ajuda dorme e fingir que se perderam. O familiar cuidador poderá dizer que vai arranjar um novo jogo de chaves, mas que ainda vai demorar algum tempo.

4.     Meter o carro na oficina. Outra possibilidade é simular que o automóvel está na oficina devido a uma grande avaria, e que vai levar muito tempo a arranjar. Se o sénior perguntar por que razão é que o carro está na oficina há tanto tempo, a resposta poderá ser:

·        Porque uma peça avariada que foi encomendada ainda não chegou;

·        Porque o arranjo custa mais do que o valor do carro;

·        Porque o mecânico diz que não vale a pena arranjar o carro;

5.     Desligar a bateria do carro. Outra boa estratégia é desligar a bateria do carro e simular uma avaria.

6.     Simular que vendeu o carro. Esconda o automóvel e crie uma justificação para a necessidade da venda, como por exemplo que precisa de dinheiro para resolver uma situação financeira imprevista, ou que um familiar precisa de ajuda.

Fonte:

http://dailycaring.com/8-ways-to-stop-an-elderly-person-from-driving-when-all-else-fails/

http://dailycaring.com/7-warning-signs-how-to-know-when-your-parents-should-stop-driving/

http://dailycaring.com/4-tips-to-get-an-elderly-person-to-stop-driving/

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