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Não importa quantos anos se tem mas sim quantos se pode fazer

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O idadismo (descriminação preconceituosa pela idade) nos cuidados médicos pode ter consequências perigosas e em nenhum lugar a aplicação do ditado "a idade é só um número” é mais importante do que num hospital.

Quando um sénior dá entrada num hospital pode correr o risco de ser erradamente diagnosticado devido à existência de preconceitos sobre o envelhecimento.

Estereótipos sobre as capacidades e a cognição dos mais velhos são comuns entre o pessoal profissional hospitalar porque existe a ideia de "perfil do sénior", o que pode levar a cuidados médicos inadequados.

Tomemos por exemplo uma mulher idosa que antes da sua reforma tinha sido presidente do conselho de administração de uma prestigiada empresa e que manteve uma vida activa e saudável depois da passagem à aposentadoria.

Um médico que tinha sido formado recentemente aumentou a dose de um medicamento diurético e passados alguns dias ela começou a ter delírios devido a desidratação.

Em sequência foi internada num hospital onde se supôs, devido à sua idade, que estava com demência em fase avançada, quando tudo o que precisava era de hidratação via intravenosa.

À medida que envelhecemos ficamos mais vulneráveis ​​a efeitos secundários da medicação e a infecções.

Por essa razão, relativamente à população em geral, a possibilidade de um paciente idoso ter uma crise aguda é muito maior e o problema é que a crise aguda pode ser interpretada como uma situação crónica (como aconteceu com a senhora que estava desidratada e passou por estar demente).

O diagnóstico de uma doença num sénior deve ser feito com a participação de familiares e amigos. Desta forma pode-se poupar tempo quando se procura saber se determinado sintoma é recente (agudo) ou antigo (crónico).

Baseado na fonte: http://www.nextavenue.org/ageism-health-care-dangerous/?platform=hootsuite

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