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Os anticolinérgicos podem afetar a memória

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Alguns medicamentos comumente prescritos podem contribuir para a perda de memória e comprometimento cognitivo.

Os anticolinérgicos inibem a ação do neurotransmissor acetilcolina que desempenha um papel importante na memória.

Os anticolinérgicos entram na composição de vários medicamentos entre os quais se encontram antidepressivos, tratamentos de incontinência e medicamentos para dormir.

As drogas que incluem essas substancias podem reduzir o tamanho do cérebro dos doentes. Vários estudos têm demonstrado uma maior perda cognitiva em pessoas que tomam esses medicamentos, mas é de sublinhar que não se deve parar de o fazer sem estrita indicação médica.

Num estudo específico, observaram-se clérigos de ordens religiosas por um período de oito anos e contatou-se que aqueles que usaram medicamentos com propriedades anticolinérgicas tiveram um declínio cognitivo mais rápido.

Um dos sinais precoces de demência de Alzheimer é a deterioração da memória de curto prazo, e por essa razão os doentes com este tipo de demência devem ter atenção redobrada quando tomam remédios com  anticolinérgicos .

Os pacientes e os seus cuidadores devem ter algum conhecimento sobre a composição ativa das drogas, efeitos secundários e potenciais problemas de interação com outros medicamentos (iatrogenia).

Aqui está uma lista com os nomes de algumas drogas com propriedades anticolinérgicas que podem contribuir para a perda de memória e de capacidades cognitivas:

• azatadina (Optimine e outros) – antialérgico.

• Chlorpheniramine (Chlortimeton e outros) - anti-histamínico utilizado em alergias.

• Clemastine (Contac, Tavist e outros) –antialérgico e antipruriginoso indicado no alívio de sintomas alérgicos nasais (rinorreia e congestão nasal) e/ou cutâneos (prurido e picadas de insectos).

• A cimetidina (Tagamet) - remédio utilizado para tratar úlceras no estômago e no intestino e outros problemas relacionados com o excesso de ácido no estômago.

• Famotidine (Pepcid) - inibe a acidez do estômago. É utilizado no tratamento da úlcera péptica (lesão no estômago e/ou duodeno) e refluxo gastroesofágico.

• Nizatadine (Axid) - inibe a acidez do estômago. É utilizado no tratamento da úlcera péptica (lesão no estômago e/ou duodeno) e refluxo gastroesofágico.

• A ranitidina (Zantac) - úlcera duodenal e úlcera gástrica associada a infecção pelo Helicobacter pylorí, esofagite de refluxo e refluxo gastresofágico.

• Amitriptilina (Elavil e outros) - antidepressivo.

• Amoxapine (Asendin) – antidepressivo.

• Citalopram (Celexa) - antidepressivo.

• A clomipramina (Anafranil) - antidepressivo.

• Desipramine (Norpramin) - antidepressivo.

• Carisoprodal (Soma) - relaxante muscular.

• Chlorzoxazone (Parafon Forte) - relaxante muscular utilizado no tratamento de dor ou lesão.

• A ciclobenzaprina (Flexeryl) - relaxante muscular.

• Chlorpromazine (Thorazine) - antipsicótico.

• clozapina (Clopine e outros) – antipsicótico.

• Mesoridazine (Serentil) - tratamento da esquizofrenia. O Mesoridazine foi retirado do mercado dos Estados Unidos em 2004 devido aos efeitos secundários perigosos.

• Amoxicilina – antibiótico.

• Carbamazepina (Tegretol) – tratamento da epilepsia e doença bipolar.

• Celecoxib (Celebrex) - anti-inflamatório.

• Cefalexina (Keflex) – antibiótico.

• Diazepam (Valium) - ansiolítico, anticonvulsivante, relaxante muscular e sedativo.

Dada toda a evidência, os médicos devem considerar sempre que possível durante as consultas com pacientes mais velhos se existem alternativas disponíveis aos medicamentos anticolinérgicos.



 Baseado na fonte:  https://www.alzheimers.net/3-23-15-memory-loss-and-medication/



Artigo sobre a iatrogenia nos Idosos “10 TRATAMENTOS MÉDICOS QUE DEVEM SER EVITADOS NAS PESSOAS IDOSAS” neste link: https://www.cuidador.pt/blogue/293-10-tratamentos-medicos-que-devem-ser-evitados-nas-pessoas-idosas

 

 

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